31.3.12

Kiki - Diploma A

Foi hoje que a Kiki ganhou o seu diploma A! Com isto dá o seu ˝grito de Ipiranga˝ nas piscinas já não precisando da presença de um adulto junto dela.



Desde que começou as aulas no início do ano lectivo até agora foram 7 meses para conseguir o dito diploma. Disse-me a coordenadora da piscina que a média até ao diploma A é ano e meio, mas a Kiki tem a vantagem de passar o Verão na praia e nas piscinas de Portugal.

Está tão contente!!!!!

Patrícia

24.3.12

antigamente

Mais uma da nossa kiki (eu não estava presente mas achei hilariante): "mãe, como eram as princesas de antigamente há 3 antigamentes atrás?"

E mais tarde explicou a lógica: o primeiro antigamente é quando nós éramos novos, o segundo quando os nossos pais eram novos, o terceiro o tempo antes disso.

Nuno

Kiki - Teatro & ensaio para o diploma de natação

Sábado. Normalmente sábado é dia de Kung Fu. Mas hoje a Kiki não pôde ir. Começou cedo o dia com a sua primeira aula de teatro! Em holandês. Gostou muito (como imaginámos, porque ela simplesmente adora representar) e contou-me que a professora é muito querida e os seus amigos simpáticos. Fizeram jogos muito divertidos e brincaram a fingir que eram fadas, sempre com música.

Depois teve de ir rápido para a segunda prova do dia – o ensaio para o diploma A de natação. Apesar dos nervos que a assolaram, correu tudo muito bem. É uma nadadorazinha fantástica. Para a semana, em principio, vem com o seu diploma A e com isso ganha mais autonomia na água.



Patrícia

17.3.12

Ajax-ManU

Podia agora dizer que estou atrasado. Ou que a Patrícia me pressionou para escrever. Mas nada disso interessa. O mais importante é concentrar-me no relato de mais uma aventura desportiva por terras nederlândicas (palavra nova, invenção de última hora...).

Dia 16 de Fevereiro, primeira mão dos 1/16avos de final da Europe League, Ajax vs Manchester United (ManU), Amsterdam ArenA. Como comprei bilhetes com bastante antecedência para garantir bons lugares - isto depois de me inscrever como associado para ter direito a comprar os bilhetes -, consegui situar-nos praticamente em cima do campo, à distância de uma secção das claques da casa.

Avisei portanto o Diogo para torcer internamente pelo ManU mas para não exteriorizar essa preferência sob pena de represálias. Até porque se tornou óbvio desde os primeiros minutos que o Ajax não ia sair vitorioso do embate. O campeão ouviu-me e portou-se como um homem, tarefa dificultada pelo ascendente dos ingleses no jogo e no resultado.

O estádio estava praticamente lotado mas o ambiente não impressionava. Já tinha sentido isso quando fomos assistir ao Ajax-PSV. Bem típico dos holandeses, é moderno e eficiente mas não comove. A música está muito alta, o animador atira uns piropos mas os adeptos parecem por vezes mais interessados em conviver do que em apoiar a equipa. Mesmo a claque é muito contida e repetitiva.

Foi-me depois dito por um colega com tradição familiar no clube que esse é precisamente o problema: mesmo os adeptos mais influentes estão mais interessados em politiquices do que no desempenho do futebol. E isso sente-se perfeitamente no jogo da equipa: hesitante, desgarrado, estático, entediante.

Voltando à nossa experiência, vivemos uma noite simpática. Sem grandes emoções porque o jogo não deu para tal mas suficiente para acumular mais uma lembrança. No final comemos as costumárias batatas fritas e apanhámos o metro, no qual nos vimos subitamente rodeados de adeptos ingleses, que nos brindaram com cânticos durante toda a viagem.

Penso que o Diogo gostou. Chegou a casa estoirado e foi directo para a cama. Desde aí praticamente não voltou a falar sobre o tema mas, quando a Patrícia lhe pediu relato, respondeu que tinha adorado. Eu também gostei mas comprovei que nunca hei-de conseguir sentir seja o que for por esta equipa. Comparo com os arrepios que senti à entrada dos estádios em Istanbul ou em Liverpool (isto para não falar das lembranças eternas do nosso Estádio da Luz) e percebo que aqui lhes falta alma.

Nuno

16.3.12

Os nossos gatinhos

Que continuam a fazer furor.

Patrícia

Carnaval


O palhacito mais alegre do mundo!

Patrícia

A operação da Kiki

Parece impossível que já passaram 3 semanas e nem uma palavra. Faz hoje 3 semanas a Kiki foi operada. Foi uma intervenção planeada a um quisto que tinha no sobrolho desde muito pequenina. No Natal a médica havia recomendado a sua remoção para evitar uma possível infecção.

Assim foi. Agendámos para as férias de Inverno, aterrámos na Portela quinta feira para na sexta feira 24 de Fevereiro fazer a consulta de anestesia e a cirúrgia.

A Kiki teve de testar um pouco a sua paciência e esperar a sua vez. Enquanto espera e aos poucos ia-se preparando e adorou a cama articulado do hospital – queria uma dessas em casa!

Depois foi-lhe dado um xarope para que relaxasse mas na Kiki o efeito foi ficar maluca. Levada deitada na cama do hospital pelos corredores a fora metia-se com toda a gente. O mesmo quando chegou á entrada do bloco, e ainda quando me viu com a vestimenta toda. Só acalmou quando lhe deram a anestesia.

Depois foi uma hora de nervos. Á espera.

Lá nos chamaram para um de nós aguardar junto a ela que acordasse no recobro. Muita paciência tem o Grandalhão para mim nestas alturas e lá me deixou ir...

O acordar não foi fantástico, como seria de esperar. A médica (sempre fantástica) passou entretanto a explicar que tudo tinha corrido bem, que o quisto era maior do que se pensava e que teve de remexer bastante para o remover e as recomendações para a recuperação. Muitas, muitas dores, ambiente estranho, incómodo. O acompanhamento a ver se tudo retomava a sua ordem foi mais lento e por prudência optámos por passar a noite no hospital. A Kiki foi muito, muito valente e controlada.



Nos dias que se seguiram a evolução foi notável. Passou de quase não conseguir abrir o olhito e por maquilhagem (como lhe dizia) de todas as cores: roxo, vermelho, esverdeado, amarelo, nada...


Na segunda feira tive de a deixar. Tinha de viajar em trabalho. Custou-me um bocado mas ficou muito bem entregue aos cuidados do papá e claro avós, tios, primos todos com os melhores cuidados. O antibiótico (que tomou pela primeira vez na vida) concerteza também ajudou a afastar quaisquer complicações.

Já de volta á Holanda, oito dias depois da operação, brincava nas barras (ai se as avós vissem o que faz...) como se não se tivesse passado nada.
E 10 dias depois vimos a cicatriz. Muito pequenina e que agora protegemos e cuidamos para que, com o tempo, se torne quase invisível. Quase mas não totalmente. Porque é mais uma prova da muita coragem da minha (vá, desta vez, nossa) Kiki.

Patrícia
(com mais uns cabelos brancos)






11.3.12

Tesouro achado





















Uma delícia perdida no meio de papelada.

Patrícia

4.3.12

Do you believe in Mom?
















Dispensa comentarios.

Patricia

23.2.12

E-mails

Dia de férias de escola deles (e forçosamente dia de férias para mim também). Manhã. Enquanto a Kiki via desenhos animados na televisão, eu dava uma espreitadela nos meus e-mails de trabalho e especificamente a um modelo de um investimento em excel.

Kiki: ˝Mamã, disseste que não ias fazer contas. Hoje estás de férias!˝

Eu: ˝Tens razão quida. Estou só a dar uma espreitadela rápida aos meus e-mails de trabalho˝.

Kiki. Profundo suspiro, olhos muito abertos e voz de sincero espanto: ˝Mamã, os e-mails que recebes são contas!? !?!˝

Pois, os e-mails que a Kiki recebe são mensagens giras de animais, pessoas, lugares bonitos e/ou mágicos, espectáculos de música e muitas cores. Nada de ficheiros excel com muitos números.

Patrícia

17.2.12

I am because we are

Um antropólogo estudava os usos e costumes de uma tribo na África, e porque ele estava sempre rodeado pelas crianças da tribo, decidiu fazer algo divertido entre elas; Conseguiu uma boa porção de doces na cidade e colocou todos os doces dentro de um cesto decorado com fita e outros adereços, e depois deixou o cesto debaixo de uma árvore.

Depois chamou as crianças e combinou a brincadeira: quando ...ele dissesse “já”, elas deveriam correr até aquela árvore e o primeiro que agarrasse o cesto, seria o vencedor e teria o direito de comer todos os doces sozinho.

As crianças posicionaram-se em linha, esperando pelo sinal combinado.

Quando ele disse “já!”, imediatamente todas as crianças deram as suas mãos, uns aos outros, e todos de uma vez, saíram correndo juntos em direção do cesto. Todas elas chegaram juntas e começaram a dividir os doces, e sentadas no chão, comeram os doces felizes.

O antropólogo foi ao encontro delas e indignado perguntou porque é que elas tinham ido todas juntas, quando só uma poderia ter tido o cesto inteiro.

Foi ai que elas responderam: - “UBUNTU!!!” “Como um só de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?“

UBUNTU significa: - “EU SOU, PORQUE NÓS SOMOS!”



Pensamos que vamos para África para ensinarmos os africanos, quando, na verdade, nós temos muito a aprender com eles.

Patricia

15.2.12

Música para os meus ouvidos

Hoje apanhei a professora do Di e aproveitei para agradecer a semana em Voges que ele adorou e também para perguntar como anda ele na escola – acompanhamo-lo e sabemos que os resultados são bons mas gosto de, volta e meia, saber de viva voz como andam as coisas.

Diz-nos a experiência de anos passados que o Di chega este período de Inverno e fica inquieto, impaciente. Achamos nós que o rapagão precisa de gastar mais energia, sair mais e o Inverno é mais chato nesse aspecto... Por enquanto, este ano tem sido tranquilo mas tem havido aventuras qb: o ski, o Kung Fu.

Mas voltando á professora, disse-me que é um menino sério e aplicado no trabalho, falador (no sentido de bavardage), que é um dos motores da turma, sempre a querer saber mais, positivo e conciliador. Rematou com ˝Diogo est un regal˝.

Poderia haver música melhor para os meus ouvidos?

Da mamã muito babada,

Patrícia

14.2.12

para a minha meiguinha

O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.

Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.

Alberto Caeiro


Nuno

São Valentim

Porque hoje é dia dos namorados sente-se uma certa obrigação moral de romance. Pode-se racionalizar, relativizar, filosofar ou muito simplesmente culpar os comerciantes e a sua insaciável criatividade mas nada resulta, nada nos liberta da culpa, nada nos devolve o dia.

Afinal de contas, que vida é esta que levamos se não pudermos esquecer por um mísero dia as responsabilidades, a crise, as contas, o trabalho e toda a restante parafernália que nos ocupa o tempo e dedicar-nos de alma e coração à pessoa especial por quem de bom grado abdicamos do egoísmo natural da alma?

Mas eis que nos confrontamos com um dilema empírico: como criar uma atmosfera de romance autêntico num ambiente dominado por clichés e preconceitos? Se o amor não tem forma e definha na ausência de espontaneidade, como pode florescer rodeado de regras e imperativos?

Celebrar o dia dos namorados é portanto o equivalente romântico de jogar tenis na wii: até se faz os movimentos mas a realidade não deixa por isso de ser virtual e só com muita benevolência se pode fingir acreditar que o jogo na consola é um substituto de um verdadeiro jogo de tenis ao ar livre.

O romance pratica-se dia após dia, apesar dos desafios e contrariedades, da falta de tempo, de infinitos outros interesses e atracções. O amor alimenta-se dos pequenos gestos, do apoio mútuo, do orgulho das conquistas individuais e conjuntas e, provavelmente acima de tudo, da surpresa. A rotina solidifica e tranquiliza mas a surpresa emociona e mantém acesa a chama.

Desprezo por tudo isto o dia dos namorados. Não pelo que procura representar mas pelo que involuntariamente cerceia e condiciona.

Nuno

12.2.12

Aparelho dentário do Di

Desde Novembro que andamos a fazer visitas ao odontologista. Este médico foi recomendado pelo dentista numa visita de rotina do Di e confirmou que o Campeão tem o maxilar superior mais em forma de V do que de U – forma que deveria ter para encaixar o maxilar superior no inferior.

Explicou também que isto se deve á pressão que faz com a língua contra os dentes superiores quando engole, que este reflexo vem do movimento de sucção de bebé (ao mamar) e que devia ser corrigido com umas sessões de terapia da fala. Além disso, um aparelho removível era aconselhado para corrigir a forma do maxilar superior.

E lá andámos em consultas, raios X, moldes, escolhas de cores para o aparelho – o Di inicialmente queria vermelho e amarelo (as cores do Benfica) mas depois mudou de ideia e quis branco e preto (por serem as cores de Lisboa). Finalmente colocaram o dito aparelho.

Aconteceu isto 4 diazitos antes de ir para a classe de neige e com recomendações que levasse o aparelho o que me deixou algo nervosa porque ele poderia perdê-lo – não estando habituado a ele. Mas o rapagão tem a cabeça no lugar e portou-se á altura das recomendações da mamã trazendo o dito cujo de volta.

E agora anda com ele. É meio chato mas o Di já parece estar habituado e já se compreende melhor o que diz quando o tem. Tem mais uns bons meses disto pela frente mas o Di tira de letra e não parece minimamente incomodado.

Patrícia

Campeão – Faixa vermelha no cinturão amarelo

O Campeão esteve fora a semana passada - época oficial de exames na academia de Kung Fu – e portanto faltou ao exame. Mas como foi uma falta justificada e é um menino sério e aplicado, os mestres acederam a examinar as aquisições técnicas do Di esta semana (também em 3 dias diferentes).

O Di conseguiu mais um etapa no seu percurso para cinturão negro (?): a faixa vermelha no cinturão amarelo – e ganhou também um ˝patch˝ pela sua concentração.
Na academia têm este sistema de graduação das cores dos cinturões (quanto mais escuro, mais capaz) e faixas entre cinturões. Para além dos cinturões têm os ˝patch˝ que são ou não dados nas lições, dependendo do mestre, mas nunca mais do que 3 por aula em relação a concentração e que têm também significados:

- brancos e vermelhos – são um reconhecimento de extrema concentração na aula,
- brancos e pretos – quando entregam quatro fichas de tarefas semanais positivas,
- pretos e amarelos – quando tiveram algum sucesso relevante na escola (um relatório positivo de um periodo escolar), um diploma noutra actividade, etc.



A Mamã, cheia de orgulho e carinho, dedica-se a coser as faixas / patchs nos cinturões dos filhotes.

Patrícia

10.2.12

Concerto no canal...literalmente


Hoje deparei-me com este acontecimento incomum. Se alguém tiver dúvidas, a resposta é sim, a banda e o público (umas boas centenas de pessoas) estão dentro do canal congelado.

Estes holandeses estão loucos.

Nuno

7.2.12

37

Felizes porque vocês estão positivamente comigo, a minha volta (ou eu a vossa), ou perto, ou longe, mas no meu coração.

Patrícia

4.2.12

Amesterdão, nos dias que correm




















Será que é este ano que os canais congelam e voltam a fazer a corrida de patinagem pelos canais?

Patrícia

Kiki - Faixa amarela no cinturão branco

Esta semana foi de exames na academia de Kung Fu e a nossa Kiki graduou-se hoje e ganhou o seu diploma de cinturão branco com uma faixa amarela.


Apesar do seu mano estar fora, levou com muita seriedade e concentração os 3 dias de exames.

A nossa fada guerreira!

Patrícia

2.2.12

eerste poging

Als ik in the vorige post heb gegezd, van nu af aan zal ik soms Nederlands schrijven. Na 5 jaar als buitenlander in Nederland moet ik toegeven dat het is niet langer aanvaardbaar dat ik geen Nederlands kan praten. Spreekvaardigheid in het lokale taal is heel belangrijk voor integratie.

Maar geen zorgen, het is alleen tijdelikj, tot ik comfortabel voelt met deze raar taal and kan een gesprek te voeren.

Nuno

experiência

Em virtude das inúmeras (bem justificadas) manifestações de desagrado pela minha ausência prolongada e da ameaça nada velada de remoção do meu nome do título, resolvi reactivar a minha participação.

Mas com uma novidade...vou passar a escrever em holandês. Não sempre, certamente não para sempre e seguramente não por pirraça, apenas porque esse é o meu grande objectivo de momento e nada melhor para desenvolver uma língua do que ser forçado a expressar-se na mesma.

Tenho dito.

Nuno

30.1.12

Entretanto por cá timido e tardio

(finalmente) o Inverno decidiu chegar. De manhã, ao abrir a janela, via-se um leve manto branco –parecia que alguém passou a noite a polvilhar os telhados, carros e chão de uma camada de açucar em pó.

E parece que vamos continuar nos graus negativos nos próximos tempos.

O Di que chegue depressa com as suas novas botas de neve para mas emprestar – sim, servem-me, e neste caso, o tempo está a meu favor: o pé dele vai continar a crescer e o meu não!!

Patrícia

Classe de neige - Mensagens das professoras

Dia 1 - Segunda feira

Chers parents,

Journée enneigée (4 cm)

Les enfants ont profité dans la matinée du cani rando (les enfants ont fait une ballade d'une heure dans la forêt tractés par de très beaux chiens des régions polaires)

Cet après-midi nous avons partagé une sympathique et amusante expérience en ski de fond que nous renouvelons demain. Les enfants étaient repartis en groupe de niveau accompagnés d'un moniteur ESF. Les chutes ont été nombreuses pour les enfants, comme pour les adultes mais toujours accompagnées de rires.

Ce soir petit potage aux légumes pour nous réconforter et une bonne nuit de sommeil pour tout le monde.

Les enseignantes.


Que sortudo! O Di deve ter adorado andar puxado de trenó por cães!

Dia 2 - Terca feira

Chers parents,

Au programme de la matinée: découverte de la forêt (sous la neige): différenciation des espèces végétales et animales rencontrées dans les forêts des Vosges.

Cet après-midi, ski de fond pour tout le monde. De nombreux progrès et de nombreuses chutes pour tous. Les enfants en garde déjà un merveilleux souvenir. La forêt enneigée est splendide.

Demain, matinée de ski alpin puis dans l'après-midi, randonnée en raquettes sur les crêtes des hautes montagnes vosgiennes.

Les enfants dorment déjà et nous vous souhaitons une très bonne soirée...

Les enseignantes.


E espera-se para amanha uns amenos 10 graus negativos para aprender a fazer ski... Ainda bem que o nosso Di vai bem preparado.

Dia 3 - Quarta feira

Chers parents,

Encore une journée pleine d'émotions.

En matinée, ski alpin à la station de Gerarmer. 4 groupes d'enfants sont partis sur les pistes.

Débutants au jardin des neiges, confirmés sur le domaine entier et les débrouillards sur les bleues.

Quelques chutes mais toujours dans la bonne humeur. Pour cette journée nous avons eu la chance d'apercevoir le soleil des Vosges.

Dans l'après-midi, raquettes sur les crêtes des Chaumes: température extérieure - 12°avec du vent...

Bien emmitouflés nous nous sommes promenés dans la forêt, sous nos pieds 1m70 de neige mesurés avec le guide de moyenne montagne. Pour certains, nous avons traversé la frontière pour mettre le pied en Alsace. Petits relais dans la neige, raquettes au pied, pour se réchauffer, que du bonheur!

Ce soir, préparons nos billets pour une soirée Casino.

Les enseignantes.


O que o Di se deve estar a divertir... Bem merece!

Dia 4 - Quinta feira

Chers parents,

Toujours de la neige et de plus en plus froid...

Matinée: course d'orientation avec dans un premier temps une initiation en salle (lecture de cartes, utilisation de la boussole, lecture des reliefs) puis recherche de balises autour du centre.

Cet après-midi, ski alpin. Les moniteurs étaient très contents des enfants, de leurs progrès et les ont félicités sur leur comportement. La neige était très agréable mais la température extérieure était de -15 degrés avec un petit vent frais!

Tout le monde va bien, plus qu'une journée puis le retour vers Amsterdam où des températures plus clémentes nous attendent?

Les enseignantes.


As saudades ja comecam a apertar...

Dia 5 - Sexta feira

Chers parents,

Pour cette dernière journée dans les Vosges, cani rando avec les chiens de traineau et découverte de la forêt.

Cet après-midi, patinoire à Epinal pour tous les enfants et certains adultes.

Pour la dernière soirée, les enfants ont mis leurs habits de lumière pour danser sur le dance floor de Clairsapin.

Demain matin petit déjeuner et départ à 10h pour notre retour sur Amsterdam. Nous lancerons l'arbre téléphonique dès confirmation de l'heure d'arrivée par le chauffeur.

Les enseignantes.


Já está na altura de voltar a casa. Estamos todos ansiosos a espera para ouvir as histórias.

Patrícia

29.1.12

Classe de neige – 2

Pouco antes das 6 da manhã de domingo, escuro como breu lá fora. Tão cedo que até os gatos se mexeram com muita preguiça, e lá desci para acordar o Campeão para que se preparasse para a sua viagem.

Qual quê, a luz do quarto do Di estava já acessa, pijama tirado e camisolas vestidas preparando-se para vestir as calças que deixámos, juntamente com toda a roupa, preparada em cima da cadeira na noite anterior.

Bem disposto, como sempre, partiu cheio de vontade. Com ele foram mais 42 meninos e os adultos a acompanhar. Partiram ás 7.

Ás 5.34 recebemos a primeira (e única) comunicação do dia:

Bien arrivés

chers parents,

Nous sommes bien arrivés avec la neige. Nous venons de goûter.

Tout va bien après une bataille de boules de neige.

Bonne soirée et à demain.


E assim será na próxima semana. Vale-nos saber que o Campeão se está divertir e que são experiências novas cujas memórias ficarão consigo para sempre.

Patrícia

28.1.12

Semana difícil esta que passou

Muitas vezes me debato sobre como tentar preparar os meninos para ˝a vida˝. Primeiro parentesis - tenho consciência de quão vã pode ser essa tentativa... Mas sei que, resultado desse constante debate, me torno inconsistente.

O instinto maternal é, claro, protegê-los de tudo e todos deixando-os viver a doce inocência da infância. Alheios a tudo o que é maldade, inveja, medo. Mas, por outro lado, temo que não se preparem para seja lá o que fôr que aí venha – porque virá no bom e no mau - que me culpem por não os ter alertado e acusem de não os ter preparado. E então sou dura (e sei bem sê-lo).

Sei que este comportamento é errático aos olhos dos meus Mais Que Tudo e gostaria de ˝me resolver˝ mas a verdade é que não tenho conseguido – talvez um dia (daqui a muitos, muitos, muitos, mesmo muitos anos) me torne uma velhota cheia de rugas e com aquele sorriso de tranquilidade que só se encontra em algumas pessoas de idade avançada. Só nalgumas muito especiais!

Sei que de qualquer maneira ouvirei queixas e acusações e espero que, com o passar do tempo, me venham a entender. Como qualquer mãe, tento dar o meu melhor, com as forças e fraqueza) que tenho e, por vezes, com as que não sabia ter.

Vale-nos o pai que lhes escolhi – que é o melhor que poderiam ter no Universo inteiro.

Mas faça(façamos) o que fizer(fizermos) não lhes posso(podemos) evitar a dureza de alguns dias. Senão dizer-lhes que há dias dificeis. E que passam.

Patrícia

Classe de neige

Todo equipado (e a lista era bem grande!).

E eu pronta para o deixar partir para a sua primeira semana de ski em terras gaulesas. Sem nós mas com os amigos da escola. Vai-se divertir à Di!

Patrícia

23.1.12

Ano do Dragão

Não comecei 2012 com muita fé. E, não estando satisfeita com esse sentimento para começo, obrigo-me a recomeçar hoje, sob o auspicio do Dragão de Água.

A fazer dele um ano de entusiasmo e vitalidade.

Começa agora.

Patrícia

15.1.12

Torta de laranja

Para variar dos bolos de iogurte e de chocolate que fazemos sempre. Foi bastante divertido fazê-lo com a Kiki que se tem tornado companheira dos cozinhados de domingo e ficou delicioso, apesar dos meninos preferirem os bolos de sempre.

E fica a receita, para quem quizer experimentar ( e para mim que nisto das receitas não sou muito organizada)
- 350g de açucar
- 8 ovos
- 1 colher de sopa de farinha
- sumo e raspa de 2 laranjas
- 80g de margarina ou 1 colher de sopa de óleo
- 1 pouquito de fermento

Misturar tudo. Untar um tabuleiro com margarina e forrá-lo com papel vegetal e untar novamente o papel. Levar ao forno a 180 graus e deixar até cozer (mas não secar). Quando estiver pronto deitar num pano de cozinha limpo polvilhado com 50g de açucar em pó. Enrolar a torta e deixar arrefecer um pouco até tirar o pano (com cuidado para não desfazer). Comer a gosto!

Patrícia

5 anos de Holanda

Viémos de mala e cunha ter com o Grandalhão a 14 de Janeiro de 2007.

O Di já cá passou mais de metade da sua vida. A Kiki nem tem memória de ter vivido noutro país, tão pequenota era quando veio.

Patrícia

13.12.11

esta vida que levamos

Há 5 anos a nossa vida endoidou. Confiámos um no outro, precipitámo-nos no desconhecido e fomos sugados por um vórtice de atracções e exigências. Esvoaçámos por tempos infinitos numa espiral sem fim à vista e crescemos num curto espaço de tempo o que normalmente só uma idade bem mais avançada permitiria.

A vida por seu lado continua doida. Não amadureceu pois é mais velha que o tempo. Já fez igual ou pior a muitos outros antes de nós e voltará a fazê-lo a todos os que se aventurem para além do horizonte. Ainda nos esmaga e atropela sistematicamente, testando-nos na expectativa de nos ver quebrar. Exige sempre mais de nós, leva-nos aos limites da resistência e encurrala-nos perante escolhas impossíveis.

Mas continuamos a avançar. Muitas vezes sem direcção certa, perdidos no nevoeiro, um segundo de cada vez, com fé no instinto e a mesma confiança de sempre um no outro. Por vezes fraqueja a vontade, ocorre-nos a desistência e paramos para pensar.

Mas olhando para a frente não nos vemos a voltar para trás. Bem pelo contrário, imaginamo-nos mais longe, no futuro centro do mundo. Só depois disso a nossa aventura estará concluída e poderemos regressar a casa.

Nuno

4.12.11

Combidance

Na festa de aniversário da Malu e da Maria Cecilia os meninos dancaram hiphop com direito a um espectáculo. E aqui ficam as imagens.

O Di inicia com as suas acrobacias e a Kiki, não se vendo muito bem no video, dançou muito bem.

No fim o professor agradeceu em especial ao Di que facilitou na montagem do espectáculo, traduzindo as ideias do professor em holandês para os meninos em francês.


http://youtu.be/kSBfJQx7Lts

Patrícia

1.12.11

A descoberta do meu menino sobre o Sinterklaas

Hora de deitar, ja deitado na cama.

- Mamã, o Adrian disse-me que o Sinterklass não existe e que são vocês que põem os chocolatinhos no saco durante a noite. É verdade?

- O que achas filhote? (Tentando ganhar tempo e a pensar e agora?).

- Mamã, diz-me são ou não vocês.

Deitei-me com ele.

- Sim filhote – prometi que não lhe minto não podia fazê-lo - , vou-te explicar, o Sinterklaas é uma altura mágica para as crianças e os adultos também. É o momento de acreditar na magia, de fazer surpresas e alegrias que vamos recordar toda a nossa vida. Eu sou adulta e acredito na magia. Algumas pessoas acreditam, outros não, e é um assunto pessoal, de cada pessoa para si própria. Assim como o som do guizo no filme Polar Express, sabes, que só ouve quem acredita.

- Sim Mamã. Isso quer dizer que foram vocês que puzeram os chocolatinhos e que é por isso que querias que escrevesse o que queria para o Sinterklaas? E que vou ter o meu jogo do Mario Bros? ( o pragmatismo a funcionar)

- Sim filhote. Mas agora que sabes não podes andar a espalhar e estragar a magia dos outros, sobretudo dos mais pequeninos. Prometes?

- Prometo.

Não pareceu decepcionado. Não falou no Pai Natal – não sei se extrapolou ou se continua a separar ambas as figuras. Já tinha idade para saber e não podia mentir mas deu-me um nó na garganta...

O Grandalhão foi reforcar a mensagem.

Agora sempre que pergunto pelo Sinterklaas, se deixou alguma coisa e tal, olha-me de lado e pisca-me o olho, contente por fazer parte do mundo dos grandes.

Patrícia

Kiki – grupo A

A Kiki foi ontem à sua primeira aula do grupo A da natação. A semana passada foi com a avó Berta que ficou um pouco apreeensiva com o desenrolar da aula e com a comunicação da passagem grupo. E a Kiki passou tambem uns dias com uma certa ansiedade, por um lado contente por estar no grupo A por outro meio a medo do que a esperava.

Tinha-lhe dito que se o professor a tinha passado e porque ela estava preparada para o que se seguia mas que estaria a olhar para ela a aula toda e que se sentisse dificuldade sairia.

Esteve a aula toda com um novo professor numa piscina sem pé. Como colegas duas meninas de 7 anos e um menino de 6 a quem demos o nome do menino macaco pelas suas proezas no vestiário. A Kiki mergulhou, nadou para a frente e para trás sempre a ver se olhava por ela... e a esticar o polegar a dizer ˝tudo OK˝! Depois disse que a aula tinha sido muito fácil e agora refila que nunca mais é quarta feira outra vez!

A nossa nadadorazinha.

Patrícia

27.11.11

Cinturão amarelo

E foi este sábado que o Di se despediu do seu cinturão branco (com uma faixa amarela e muitos patchs) para receber, após 3 dias de exames, o seu novo cinturão amarelo.
Muito orgulhoso por deixar o grupo dos novatos.

E já a pensar que é o caminho para o próximo.

Patrícia

Visita da escola ao Naturalis

A escola organizou um passeio ao museu nacional de história natural em Leiden. A professora precisava de pais que fossem ajudar e lá tirei o dia longe dos meus regulares afazeres para me juntar ao grupo.

Encontrámos-nos numa estação de comboio em Amesterdão. A contagem inicial eram 41 crianças e 6 adultos (2 professoras e 4 pais voluntários). Não houve atrasos e lá partimos satisfeitos para Leiden.

Chegados ao museu aprendemos sobre biologia, geologia, evolução e biodiversidade. Ao estilo holandês – muito bem classificado e preparado para meninos mexerem. Estudámos fósseis e entendemos como a partir do que com eles se aprende se imagina como eram os organismos e os ecossistemas do passado da Terra.

Depois os meninos fizeram de verdadeiros paleontólogos e descobriram cada um a sua amonite que mediram, pesaram e classificaram e puderam trazer para casa.

Viram os esqueletos de animais já extintos (mamutes e dinausauros) bem como a evolução do cérebro do ser humano e seus antepassados.



Da parte da tarde vimos os animais e alguns exemplares muito estranhos.
Depois o regresso a casa, sem uma professora, um adulto e uma das crianças porque houve um pequeno incidente. Tudo correu bem.

Patrícia

Chegada do Sinterklaas

Logo a seguir ao Sint Maarteen chegou o Sinterklaas a Amesterdão. Como sempre veio numa longa viagem de barco de Espanha, subiu o Amstel e desembarcou no dorso do Américo, o seu fiel cavalo branco que adora cenouras, e muitos, muitos Zwarte Piet que o veem ajudar.

Fomos ver o seu desfile e comer muitos pepernotten e doces que entregaram à passagem.










A partir de agora temos um saquinho na chaminé, na qual pomos cenouras (para atrair o Américo) e onde os Zwarte Piet nos deixam chocolatinhos, doces, pequenas prendas... O Sinterklaas e os Zwarte Piet andam pela cidade – e irão certamente visitar os meninos à escola. A grande celebração da família holandesa éno dia que o Sinterklaas se vai embora (5 de Dezembro). Mas mais contaremos sobre essa noite especial.

Patrícia