Parece impossível que já passaram 3 semanas e nem uma palavra. Faz hoje 3 semanas a Kiki foi operada. Foi uma intervenção planeada a um quisto que tinha no sobrolho desde muito pequenina. No Natal a médica havia recomendado a sua remoção para evitar uma possível infecção.
Assim foi. Agendámos para as férias de Inverno, aterrámos na Portela quinta feira para na sexta feira 24 de Fevereiro fazer a consulta de anestesia e a cirúrgia.
A Kiki teve de testar um pouco a sua paciência e esperar a sua vez. Enquanto espera e aos poucos ia-se preparando e adorou a cama articulado do hospital – queria uma dessas em casa!



Depois foi-lhe dado um xarope para que relaxasse mas na Kiki o efeito foi ficar maluca. Levada deitada na cama do hospital pelos corredores a fora metia-se com toda a gente. O mesmo quando chegou á entrada do bloco, e ainda quando me viu com a vestimenta toda. Só acalmou quando lhe deram a anestesia.
Depois foi uma hora de nervos. Á espera.
Lá nos chamaram para um de nós aguardar junto a ela que acordasse no recobro. Muita paciência tem o Grandalhão para mim nestas alturas e lá me deixou ir...
O acordar não foi fantástico, como seria de esperar. A médica (sempre fantástica) passou entretanto a explicar que tudo tinha corrido bem, que o quisto era maior do que se pensava e que teve de remexer bastante para o remover e as recomendações para a recuperação. Muitas, muitas dores, ambiente estranho, incómodo. O acompanhamento a ver se tudo retomava a sua ordem foi mais lento e por prudência optámos por passar a noite no hospital. A Kiki foi muito, muito valente e controlada.

Nos dias que se seguiram a evolução foi notável. Passou de quase não conseguir abrir o olhito e por maquilhagem (como lhe dizia) de todas as cores: roxo, vermelho, esverdeado, amarelo, nada...

Na segunda feira tive de a deixar. Tinha de viajar em trabalho. Custou-me um bocado mas ficou muito bem entregue aos cuidados do papá e claro avós, tios, primos todos com os melhores cuidados. O antibiótico (que tomou pela primeira vez na vida) concerteza também ajudou a afastar quaisquer complicações.
Já de volta á Holanda, oito dias depois da operação, brincava nas barras (ai se as avós vissem o que faz...) como se não se tivesse passado nada.

E 10 dias depois vimos a cicatriz.

Muito pequenina e que agora protegemos e cuidamos para que, com o tempo, se torne quase invisível. Quase mas não totalmente. Porque é mais uma prova da muita coragem da minha (vá, desta vez, nossa) Kiki.
Patrícia
(com mais uns cabelos brancos)