No dia em que o mundo assinalava o 10. aniversário do 11 de Setembro, o Diogo teve a sua primeira aula de vela.
Para não variar esqueci-me da máquina fotográfica em casa. Mas fica desde já prometida uma ilustração da segunda lição. E deixo em seguida um pequeno relato da experiência para compensar.
Num contexto marcadamente holandês, o local é muito convidativo: inseridas no quadrante sudeste do Sloterpark, um parque lindíssimo na zona oeste de Amesterdão, as instalações estão integralmente cercadas por arvoredo, tornando o acesso possível só após esforço deliberado e persistente; a doca, impecavelmente organizada, está repleta de embarcações de todos os géneros e dá acesso a um lago de proporções mais do que suficientes para permitir a prática da maior parte dos desportos náuticos, com a adjuvante da proximidade constante da costa.
Como é timbre dos nossos amigos aqui do norte, a estrutura administrativa é ímpar: tudo funciona exactamente como anunciado e, apesar das inscrições decorrerem em simultâneo com o anúncio das regras de funcionamento e com o início das lições, às 10 em ponto os miúdos estavam na doca a receber as primeiras instruções.
Durante cerca de meia-hora, os instrutores ensinaram-lhes os elementos básicos da navegação e guiaram-nos na preparação de todo o equipamento necessário para se lançar à agua. Equiparam-se com os coletes salva-vidas e, por equipas de 2 a 4, foram ao armazém buscar velas e lemes, viraram e lançaram à água os barquitos e subiram para os barcos à espera do momento da partida.
O Diogão é iniciado, está na turma dos 8 aos 11 anos e navega num Optimist - não sou especialista na matéria mas penso que se trata da embarcação de iniciação por excelência. Diz ele que a maior parte dos miúdos já tem alguma experiência, dentro ou fora daquela escola, e formou par com um rapaz holandês que está a repetir as lições, pelo que teve o privilégio de aprender com o colega.
Fiquei com a impressão que muitos dos pais têm experiência própria na matéria. Isso já é habitual nestas aventuras para onde arrasto o campeão mas não me incomoda: por princípio não queremos incentivá-los a seguir as nossas passadas ou a ser especialistas de coisa alguma, apenas equipá-los com competências em diferentes áreas para que consigam safar-se num mundo imprevisível.
Para a semana as fotos...
Nuno