5.9.11

Minhas férias, meu Magoito

Foram as férias tão desejadas. A primeira semana foi no Magoito. De novo com os pequenotes (e a Mariana), de novo junto ao mar e no meu Magoito, a acender a lareira com as folhas de eucalipto para deixar um delicioso aroma no ar.

De manhã iamos à praia. Há quem não goste daquela praia por ser rochosa, o mar frio e traiçoeiro, o acesso difícil. Para mim é a praia mais encantadora do mundo.

A Kiki prefere a praia na maré vaza. De facto é uma festa para os pequenotes, espaço para jogar à bola e às raquetes, piscininhas, rochas para brincar, conchas. Também viram pequenos caboses nas poças, caracóis do mar, mexilhões, lapas, um ouriço do mar, um polvinho, uma lesma e até uma estrela do mar viva na qual as meninas pegaram e depois devolveram ao mar.

Durante as tardes iamos em aventura à ponte romana. Embrenhámo-nos em silvas e apanhámos amoras e pelo caminho também apanhámos fósseis. Cheirámos madresilvas e vimos as bonitas flores de ervilhas de cheiro.



E o lugar preferido dos meninos no jardim era em cima do eucalipto. Com mais tempo construíamos uma cabana! Uma delícia.

Patrícia

4.9.11

Férias de Verão - Porto Santo

Ainda em Julho os meninos foram, 12 dias, com a avó e a tia visitar a avó Alice ao Porto Santo.

Os sítios e/ou actividades que mais deleitaram os pequenotes e onde manifestaram mais interesse ou prazer foram

Ida à Calheta
- no final dos 9 Kms de areal e de onde se avista a Madeira e as Ilhas Desertas, quando o tempo está aberto. Foi o que aconteceu no dia em que lá fomos. A Catarina foi a banhos só e com a tia no meio das rochas. A água estava transparente. O Diogo que se fartou de mergulhar e se divertir a olhar para o fundo do mar ao pé das rochas. Foi uma tarde muito agradável e sei que eles gostaram.




Aventuras nos insufláveis - Eles adoraram aquela coisa. Era enorme, eu nunca tinha visto um insuflável tão variado. Saíam dum escorrega para trepar uma parede alta e ultrapassar uma barreira de postes de plástico onde caíam e desatavam a rir sem se poderem levantar. Se os deixássemos iam lá todos os dias.


Karts a pedais - Fomos 2 vezes e é evidente que foi um sucesso. Até a avó Alice andou... O Diogo ficou louco de entusiasmo pois podíamos andar ao longo do calçadão que vai do Cais até próximo da nossa casa. Parecia que estávamos numa estrada a conduzir automóvel. A Kiki tambem se desenrascou bem, pois aquilo era preciso ter força para pedalar. Foi giríssimo! Eu tambem andei, inclusivé num de 2 lugares com a Catarina. O estar com eles acabou por nos proporcionar momentos de enorme alegria e prazer!


Passeio de carro a cavalo - Foi o máximo! O Dioguinho fartou-se de falar com o condutor do cavalo, um rapaz simpático e meigo, que manteve com ele um diálogo bem engraçado sobre o nome de lugares por onde íamos passando. Fez montes de perguntas, cheio de curiosidade. A Catarina deleitou-se... fomos por ruinhas interiores cheias de flores, estava um dia claro e até eu adorei.



Casa Museu Cristóvao Colombo - Não tenho a certeza do que lhes agradou ou maçou, mas houve pormenores que os interessaram, nomeadamente a história da passagem dos holandeses pelo Porto Santo, as miniaturas fabulosas das naus que por ali navegaram, os livros antigos, os móveis da casa onde ele viveu... Tambem gostaram do jardim.



Idas ao Cais - Parece um passeio insignificante, mas eles mostraram muito gosto e interesse, não só porque estavam, no fim do cais, rapazes e raparigas a mergulharem do molhe, o que fez brilhar os olhos do Diogão, mas tambem porque gostaram de ver os pescadores à linha a pescarem ao longo do cais. O Diogo parava e conversava com alguns deles sobre a pesca e o isco... Muito interessado, a sério!

Brincadeiras na praia com os amigos - Jogos de bola com rapazes, banhos à beira do mar com malandrices na água, construções na areia... Enfim, foram muitas cenas e muitas fotos. Aqui aparecem fotos do Eduardo e do Martim, de quem o Diogo tanto gostou.






Idas a biblioteca – onde iam buscar e levar livros durante os dias que estiveram no Porto Santo.


Ida ao Teatro - Lá estava o Diogo no meio da rapaziada e da Francisca e nessa noite ele fartou-se de rir a bandeiras despregadas com o texto, com o humor e com as personagens cómicas. Foi um sucesso! A Catarina recusou ir para junto dos outros. Para ela não terá sido tão agradável mas foi seguindo com atenção e aguentou-se até ao fim.

De resto, os lanchinhos, os gelados, a espetada, a ida às pizzas... isso foi o dia a dia. Almocámos um dia na Baiana e esse almoço foi um tanto ou quanto especial porque a Kiki quis comer um cachorro quente que lhe fez recordar os que come contigo. O Diogo comeu um bife de atum no bolo do caco que saboreou com muito gosto. Nós tambem, eu e a Luísa!

Berta e Luisa

2.9.11

Diario de uma Vovó babada

2011/7/3-Chegaram os meus meninos! Lindos mtº. meigos e elegantes. Os abracinhos me comovem e me fazem sentir viva e que lindos que eles estão, os olhos brilham de alegria e orgulho de terem feito l viagem sózinhos e preparados para 2 meses de aventuras com sol. Estiveram connosco, com os tios e primos Mariana e Tomás na casa dos netos, com os outros avós no Algarve e no Porto Santo e convosco no Magoito e com a Mariana.

Cada acordar é uma alegria e nos transmitem o prazer de aqui estarem e de poderem interagir juntos em todas as descobertas e todas as pequenas coisas que fazemos...

...e o tempo não tem tempo, amanhã dia 29 de Agosto já se vão embora, as saudades apertam os olhos humedecem mas... eles não podem ver, extremamente sensíveis, extremamente meigos... em férias tudo é diferente (todas as regras podem ser quebradas) e hoje já estou no aeroporto acenando lentamente e contendo as lágrimas ou até os soluços, mas sabendo que vão continuar com a sua aprendizagem e educação e que para o ano...(já amanhã) cá os teremos de novo para novas e excitantes aventuras.

Até lá

Nélia

Escola de Verão

1 - Anteontem foi domingo, 3 de Julho: chegaram dois netos, autónomos na viagem, e abertos nos afectos, para as descobertas de Verão.

As deles, e as nossas.

Ontem foi segunda, 29 de Agosto: e lá partiram os netos, acompanhados na viagem, e pesados nos afectos de fim de férias.

Das deles, e das nossas.

E nos afectos, também.

Hoje é quarta-feira, 31 de Agosto: mais dois netos saíram para a apresentação no colégio.

Amanhã estarão todos na escola, e irão quatro, aprender a contar.

2 - Uns dizem que foram dois meses, mas só fomos capazes de contar quatro dias.

Cá ficaremos á espera de umas novas férias: tal como para eles, com eles é o tempo das nossas descobertas.

3 - Agora, por aqui, menos de dez, ou mais de sessenta, já não fazem grande diferença.

E se são quase a mesma coisa é porque eles nos quiseram ensinar a descontar.

Mas, a final, aprende-se ou não, nesta escola de Verão...?!

Carlos

29.7.11

Hoje é um desses dias

Haverá poucos dias mais felizes do que o dia em que se chega ao fim da contagem decrescente e se pára. Para partir de férias. Ao encontro dos Amores, da Família, do Mar (e sol).

Patrícia

13.7.11

Férias de Verão: chegada e primeira semana

Depois de um excelente ano escolar no qual o Di passou para a CM1 e a Kiki para a GS, eis-nos novamente chegadados ao periodo de férias de Verão que os meninos tanto esperam: ir para Portugal e visitar a familia.

Foram sozinhos de avião (no sistema UM) ter com os avós. Apoio com entusiasmo que o queiram fazer e aplaudo a façanha mas, aqui me confesso, crescem-me uns quantos (muitos) cabelos brancos nestas horas desde o momento em que lhes digo adeus até falar novamente com eles... Confiantes porque são Grandes!

O relato da chegada deixo para quem a presenciou. Das fotos que recebi eles estavam felizes com a recepção



A primeira semana foi com os meus papás e com a priminha. Divertiram-se na praia e na piscina









No jardim e em parques









E visitaram castelos e vilas históricas (Torres e Óbidos)












Um luxo.

Patrícia

5.7.11

o tempo certo

10 anos de realidade sonhada. O tempo passou, eu senti-o e apreciei cada instante. Não o perdi, não o lamento, antes agradeço por mo ter sido dado. Foi meu e não o devolvo.

Com o tempo crescemos nós. Somos hoje mais e maiores em tudo. Ganhámos voz, já não viajamos sós, alguéns dependem de nós. Despojados de embalagem e reduzidos ao conteúdo, somos os mesmos contudo.

Tu e eu somos agora nós, um todo enorme de partes pequenas. As nossas sementes explodem de vida e conquistam mundos. Confiantes, avançam embaladas pela confiança na união. A vez deles chega sem que a nossa se vá.

Olho em frente com vagar, sem pressa de largar o que passou. Um longo suspiro devolve-me ao mundo em que habitam os outros. E nisto se aplica o tempo que sinto.

Nuno