Nestas férias de Primavera fomos para o resort Gregolimano, na ilha de Eubeia que é banhada pelo mítico mar Egeu.
A vista do nosso quarto era de encher a alma – o mar calmo e transparente, as montanhas cobertas de pinheiros e o céu sempre azul e luminoso.
Aterrámos em Volos, num sábado à noite e cansados depois de um longo dia de viagem por causa do atraso do avião. Jantámos e fomos descansar. Descansar foi o que fizemos esta semana mas mais que isso porque o local e a (sorte com a perfeita) temperatura também fazem a disposição.
Todos, mas em especial a Kiki que é uma golfinha, nos divertimos pela piscina. Brincadeiras e jogos, bons banhos de água e de sol.
O Di andava de um lado para o outro nas suas actividades desportivas. Fez amizades com meninos franceses e holandeses e andava em perfeita autonomia e consoante a sua vontade de um lado/grupo para o outro. Jogou futebol e fazia parte da equipa que ganhou o torneio tendo recebido uma medalha.
Jogou ainda ping pong, pétanque e tiro ao arco.
Ainda jogou ténis e experimentou ski náutico mas não gostou porque caiu e não sabia que podia largar a corda, de modo que andou puxado a apanhar com a água do mar na cara e não achou muita graça.
Todas as noites se juntava aos G.O.s junto ao bar para as danças.
Foi (como já é costume) o mais popular da família. Várias vezes era interpelado por meninos (e por vezes graúdos) que sabiam o seu nome.
A Kiki adorava a piscina e nunca perdia uma oportunidade para mergulhar incluindo no mar (bem mais frio do que a piscina). Apesar de ter ido a algumas actividades do mini club, continua a gostar de estar mais à nossa volta. Andámos a apanhar conchas e quase todos os búzios que descobrimos albergavam caranguejos, de modo que sempre os devolvíamos ao mar.



As ondas do mar tinham uma forma artística e a muito ligeira rebentação uma cadência muito mais elevada do que as das nossas praias de Portugal. Ao ver este mar aliado ao clima facilmente se percebe porque os gregos fizeram o berço da civilização ocidental, uma cultura milenar que criou ideias e princípios globais e alicerçou conhecimentos e gerou mitos de sabedoria profunda. Os gregos estão actualmente num período difícil (por não conseguirem manter os 3% - que mais ninguém consegue - impostos pelos alemães) mas a eles devemos muito da humanidade que hoje temos, da Europa que somos (que foram eles que impediram persas, arabes, turcos de invadirem a Europa diversas vezes). Falar de Europa sem a Grécia é, no mínimo, heresia.

Uma vez na Grécia, e apesar dos meninos não apoiarem, era imperativo ir a Atenas. Vimos o estádio Panatenáico, um estádio de atletismo em Atenas que recebeu os primeiros jogos olimpicos da idade moderna (1896). Foi reconstruído, totalmente em mármore, das ruínas de um estádio grego antigo.
Os jogos olímpicos da antiguidade consistiam num festival religioso e desportivo da Grécia antiga e realizavam-se cada 4 anos no santuário de Olimpia, em honra de Zeus, tendo por isso sido proibidos por um imperador cristão no século 4dc por serem uma manifestação de rituais pagãos e reinstalados no final do século XIX.
Visitámos a Acrópole de Atenas. Explicaram-nos que existem muitas outras Acrópoles e que o nome indica que é uma cidade (pólis) no cimo de uma colina (acro). Vimos o Partenon, templo construido em honra da deusa Atena.
Vimos tambem o Erecteion, também em honra de Atena, Hefesto e Erecteu e conhecido como o simbolo do período jónico e com as famosas cariátides, colunas em forma de estátuas de mulheres.
Mas ainda na Acrópole vê-se outras maravilhas, como por exemplo o teatro de Dioniso, considerado o berço da tragédia grega e onde se apresentou as tragedias de Ésquilo, Sófocles e Eurípedes e onde hoje ainda se apresenta grandes espectáculos.
Ainda vimos as ruínas do templo de Zeus.
E o render da guarda na praça Sintagma, onde se encontra o parlamento, em frente ao túmulo do soldado desconhecido. Os soldados sao os Evzones, membros da guarda presidencial grega, e vestem os fatos tradicionais.
De volta ao resort tivémos muitos momentos bons e muito descanso.
A Kiki participou no espectáculo montado pelo mini club cantando e dançando o It's Oh So Quiet e o New York, New York.
E corajosamente voou no trapezio.
No último dia, para nossa surpresa, os golfinhos foram fazer uma visita pela praia e brindaram-nos com a sua passagem.
E depois o regresso. Difícil depois de uns dias maravilhosos. Valeram-nos os gatinhos!
Obrigada ao meu Grandalhão, que planeou e proporcionou esta semana de sonho.
Patrícia