22.4.12
Festa de anos da Kiki
Este ano, pela primeira vez e a pedido da pequenota, foi em casa. Como a Kiki fez muita questão que a festa fosse em casa, acedemos (não sou especial apologista), mas na condição de que a lista de convidados fosse muito menor do que o costume (a turma toda e mais uns pózinhos).
Como as convidadas eram só meninas, andou tudo muita à volta das coisas que elas gostam. Fizeram coroas/tiaras, brincaram com as varinhas mágicas (que nós os quatro fizémos na noite anterior), vestiram e despiram os vestidos de brincadeira da Kiki, maquilharam-se, brincaram com balões, ás lojas, com as bonecas, com a corda de saltar, etc.
Para o bolo tentámos fazer uma novidade: um bolo de boneca em que o bolo é a saia. O problema é que a boneca vem despida (é suposto decorá-la com glacé ou massapão ou algo do género que eu não tinha) e por isso tivémos de inventar. O segundo desafio foi que nas instruções não dizia a quantidade de massa que era necessária, de modo que a saia não ficou tão comprida como seria desejável (e como não experimentei antes não havia muito a fazer...). Mas as meninas gostaram da novidade, e o que realmente as surpreendeu e desafiou foi descobrir como raio tinha posto a boneca lá dentro.
Apagadas as velas fomos ver os presentes.
A Kiki achou especial graça aos gatinhos que recebeu.
Mas recebeu também diversos jogos, mais uma roupa para brincar ao faz de conta, uma boneca, um chapéu de chuva... Gostou dos presentes todos!
E houve ainda tempo para brincadeira de bolas de sabão, jogos com balões, danças antes dos pais e mães comecarem a aparecer para virem buscar algumas das filhotas. Algumas, porque duas ficaram, no que foi o primeiro pijama party da Kiki.
Lá montámos o estaminé no quarto dela e as meninas ficaram. Adormeceram tarde (como seria de esperar) e uma chorou porque queria a mamã. Acordei às 5.25 da manhã com a voz da Kiki a tagarelar. Vim cá a baixo e encontrei a Kiki e uma das amigas a desenhar... Disse que não, que era muito cedo ainda e mandei-as de volta para a cama. Se dormiram, foi meia hora que depois já andavam pela casa outra vez.
A Kiki ficou satisfeita com a sua festa.
Patrícia
16.4.12
sexta-feira santa
Vá-se lá saber porquê meti na cabeça que teria graça levar os miúdos à igreja na sexta-feira santa. Na origem da decisão esteve uma mescla de nostalgia por passarmos todas as ocasiões especiais longe de casa e de vontade de pertença à sociedade local, por regra ostensivamente exclusiva.
Mas rapidamente virei a casaca e concentrei-me nos aspectos constructivos (note-se aqui um atentado deliberado ao desprezível acordo ortográfico...) da questão: era a oportunidade perfeita para eles presenciarem pela primeira vez tal cerimónia e para terem contacto mais próximo com uma realidade sobre a qual nos massacram regularmente com perguntas.
Ao final da tarde obrigámos o Diogo a aprumar-se - a guerra que isso se tornou nos dias que correm... -, apanhámos o tram 12 e apresentámo-nos à porta de uma igreja escolhida a dedo de antemão. Sim, porque não é por ser ateu convicto e assumido que vou bater à porta de igrejas estranhas! Fomos portanto a uma igreja católica do velho testamento.
Não vou alongar-me sobre a cerimónia em si pois nada teve de particular. Gostámos do padre, que nos recebeu com imensa gentileza e nos dedicou sempre ampla atenção, e da própria igreja, simples e pequena como convém a quem não procura ver e ser visto mas apenas um espaço de sossego e reflexão.
Os pequenotes foram absolutamente exemplares. Embora a experiência não lhes tenha agradado, mantiveram sempre a compostura, seguiram as instruções e os costumes, e a Catarina ainda encontrou motivação para se juntar aos fiéis na homenagem a Cristo (expressa pelo depósito de uma flor no altar, ao invés da nossa tradicional hóstia).
No final regressámos a casa e interpretámos em conjunto o significado religioso e social da cerimónia. Os meninos deixaram bem vincada a ideia que não querem mais idas à igreja mas tenho a certeza que mais esta memória ficou bem marcada para o futuro.
Nuno
Mas rapidamente virei a casaca e concentrei-me nos aspectos constructivos (note-se aqui um atentado deliberado ao desprezível acordo ortográfico...) da questão: era a oportunidade perfeita para eles presenciarem pela primeira vez tal cerimónia e para terem contacto mais próximo com uma realidade sobre a qual nos massacram regularmente com perguntas.
Ao final da tarde obrigámos o Diogo a aprumar-se - a guerra que isso se tornou nos dias que correm... -, apanhámos o tram 12 e apresentámo-nos à porta de uma igreja escolhida a dedo de antemão. Sim, porque não é por ser ateu convicto e assumido que vou bater à porta de igrejas estranhas! Fomos portanto a uma igreja católica do velho testamento.
Não vou alongar-me sobre a cerimónia em si pois nada teve de particular. Gostámos do padre, que nos recebeu com imensa gentileza e nos dedicou sempre ampla atenção, e da própria igreja, simples e pequena como convém a quem não procura ver e ser visto mas apenas um espaço de sossego e reflexão.
Os pequenotes foram absolutamente exemplares. Embora a experiência não lhes tenha agradado, mantiveram sempre a compostura, seguiram as instruções e os costumes, e a Catarina ainda encontrou motivação para se juntar aos fiéis na homenagem a Cristo (expressa pelo depósito de uma flor no altar, ao invés da nossa tradicional hóstia).
No final regressámos a casa e interpretámos em conjunto o significado religioso e social da cerimónia. Os meninos deixaram bem vincada a ideia que não querem mais idas à igreja mas tenho a certeza que mais esta memória ficou bem marcada para o futuro.
Nuno
15.4.12
Festa de aniversário no estádio do Ajax
O Di andava muito satisfeito porque foi convidado para uma festa de aniversário no estádio do Ajax. Era o dia da festa da mana e ainda me passou pela cabeça não o deixar ir porque era à mesma hora que a festa. Mas ele estava tão contente que acabámos por arranjar a lojistica toda de quem o levasse e quem o trouxesse de volta a casa.
No dia da festa acordou, vestiu o equipamento completo do Benfica. Perguntei-lhe se as chuteiras antigas ainda lhe serviam – lembro-me dela as usar há cerca de ano e meio e o pezinho do rapaz tem crescido a olhos vistos...
Lá as tirámos da caixa, ele calçou-as, disse que estavam apertadas mas que dava. O Grandalhão disse que nem pensar usá-las na festa, que poderia partir um dedo do pé. Eu também lhe disse que não, que usasse os ténis normais, que não tínhamos nem tempo, nem vontade de lhe comprar um par de chuteiras para serem usadas numa festa e ficarem depois a apanhar pó.
Mas enfim, lá foram comprar a prenda de aniversário para levarem ao menino. E para além da prenda e do saco com a lista do que faltava para a festa da Kiki, voltaram com sacos extra - um par de ténis (que precisava) e um par de chuteiras novas e baratinhas...
O negócio foi justo – quem as pagou foi o Di (com o dinheiro que lhe tínhamos dado quando foi nas férias grandes para Portugal e que nunca tinha usado).
Foi à devidamente equipado à festa mas veio chateado porque das 2 horas de festa lhes impuseram uma longa visita pelo museu do Ajax e pouco tempo de jogo no campo de treino recôndido do Ajax.
Patrícia
No dia da festa acordou, vestiu o equipamento completo do Benfica. Perguntei-lhe se as chuteiras antigas ainda lhe serviam – lembro-me dela as usar há cerca de ano e meio e o pezinho do rapaz tem crescido a olhos vistos...Lá as tirámos da caixa, ele calçou-as, disse que estavam apertadas mas que dava. O Grandalhão disse que nem pensar usá-las na festa, que poderia partir um dedo do pé. Eu também lhe disse que não, que usasse os ténis normais, que não tínhamos nem tempo, nem vontade de lhe comprar um par de chuteiras para serem usadas numa festa e ficarem depois a apanhar pó.
Mas enfim, lá foram comprar a prenda de aniversário para levarem ao menino. E para além da prenda e do saco com a lista do que faltava para a festa da Kiki, voltaram com sacos extra - um par de ténis (que precisava) e um par de chuteiras novas e baratinhas...
O negócio foi justo – quem as pagou foi o Di (com o dinheiro que lhe tínhamos dado quando foi nas férias grandes para Portugal e que nunca tinha usado).
Foi à devidamente equipado à festa mas veio chateado porque das 2 horas de festa lhes impuseram uma longa visita pelo museu do Ajax e pouco tempo de jogo no campo de treino recôndido do Ajax.
Patrícia
Legermuseum
Ainda no domingo de Páscoa e na companhia dos meninos Portugueses fomos até Delft para visitar o museu do exército holandês.
Apesar de não termos visitado por esta ordem, o museu retrata diversos períodos da história militar (sobretudo em terra) holandesa em diversos períodos:
- desde os romanos que ocuparam sobretudo a parte sul do que é agora a Holanda, entre os séculos I AC e IV). Na realidade os Romanos foram os primeiros a construir cidades neste território que era povoado por tribos célticas e germânicas (tendencialmente nómadas) e, sobretudo, o exército romano foi a primeira força militar profissionale activa no que se tornaria o futuro território holandês.
- a idade medieval (entre 500 e 1500) com os cavaleiros cristãos (a cristianização completa-se no final do séc. VIII), com a submissão a Carlos Magno. O exército profissional desaparece de cena e os principais lutadores da época medieval são os cavaleiros, armados com espadas, lanças, armaduras, cavalos, escudos, etc. Há também, no museu, uma área dedicada ao aparecimento e evolução das armas de fogo (entre 1350 e 1550).

- Em 1568, o principe Maurice, começou uma rebelião armada na Holanda contra o Rei Filipe II de Espanha. Assim começa a guerra dos 80 anos (e da independência face a Espanha), na qual os holandeses contaram com o apoio francês e inglês para combater a armada espanhola e que terminou em 1648). Maurice acreditava na importância da manutenção de um exército, com treino permanente e também no pagamento dos soldados – o início do exército organizado holandês. Claro que no museu se explica (na minha perspectiva neutra, obviamente empolando aquilo que faz parte da identidade nacional) que o exército espanhol era um dos melhores da época e que os holandeses avançaram com cidadãos armados e mercenários. Após esta longa guerra a então República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos desenvolveu-se e tornou-se numa das mais importantes potências navais e económicas do séc. XVII. Este é o periodo dourado dos holandeses, momento no qual estendem redes comerciais e colónias mundo afora.
- Durante os séc XVIII e XIX, a região foi totalmente anexada ao Império Francês sob Napoleão Bonaparte. Foi depois do colapso francês, quando Napoleão regressa do exílio e marcha sob a Holanda que o Rei de então prepara um estranho exército composto de veteranos das guerras napoleónicas (tinham lutado por Napoleão), mercenários estrangeiros (sobretudo da Alemanha e Prussia). Contavam ainda com a aliança dos ingleses. Finalmente derrotaram Napoleão, em Junho de 1815 na famosa batalha de Waterloo. Ai adquiriram a sua independência (juntamente com o Luxembourgo e a Bélgica).
- apesar de durante a primeira guerra mundial os Países Baixos se terem mantido neutros e terem tentado a mesma estratégia na segunda guerra mundial, em Maio de 1940 as forças da Alemanha Nazi invadiram o país, numa ocupação que durou 5 anos. O museu mostra também toda a evolução de armas, fardas, equipamento bélico (comunicação, assistência médica e exemplos de tanques etc) bem como fala na NATO e ONU.
- intervenções de paz recentes dos holandeses por diversos territórios fora do território holandês no pós segunda guerra mundial (a última vez em que o território holandês esteve envolvido num conflito militar).
Como é típico na Holanda, o museu tem uma parte interactiva dedicada aos mais pequenos. Um pequeno campo de treino com cronómetro, pequenas missões para desactivar bombas ou de tiro, e ainda uma parte na qual fazem um torneio de cavaleiros (em equipa).



Patrícia
Apesar de não termos visitado por esta ordem, o museu retrata diversos períodos da história militar (sobretudo em terra) holandesa em diversos períodos:
- desde os romanos que ocuparam sobretudo a parte sul do que é agora a Holanda, entre os séculos I AC e IV). Na realidade os Romanos foram os primeiros a construir cidades neste território que era povoado por tribos célticas e germânicas (tendencialmente nómadas) e, sobretudo, o exército romano foi a primeira força militar profissionale activa no que se tornaria o futuro território holandês.
- a idade medieval (entre 500 e 1500) com os cavaleiros cristãos (a cristianização completa-se no final do séc. VIII), com a submissão a Carlos Magno. O exército profissional desaparece de cena e os principais lutadores da época medieval são os cavaleiros, armados com espadas, lanças, armaduras, cavalos, escudos, etc. Há também, no museu, uma área dedicada ao aparecimento e evolução das armas de fogo (entre 1350 e 1550).
- Em 1568, o principe Maurice, começou uma rebelião armada na Holanda contra o Rei Filipe II de Espanha. Assim começa a guerra dos 80 anos (e da independência face a Espanha), na qual os holandeses contaram com o apoio francês e inglês para combater a armada espanhola e que terminou em 1648). Maurice acreditava na importância da manutenção de um exército, com treino permanente e também no pagamento dos soldados – o início do exército organizado holandês. Claro que no museu se explica (na minha perspectiva neutra, obviamente empolando aquilo que faz parte da identidade nacional) que o exército espanhol era um dos melhores da época e que os holandeses avançaram com cidadãos armados e mercenários. Após esta longa guerra a então República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos desenvolveu-se e tornou-se numa das mais importantes potências navais e económicas do séc. XVII. Este é o periodo dourado dos holandeses, momento no qual estendem redes comerciais e colónias mundo afora.
- Durante os séc XVIII e XIX, a região foi totalmente anexada ao Império Francês sob Napoleão Bonaparte. Foi depois do colapso francês, quando Napoleão regressa do exílio e marcha sob a Holanda que o Rei de então prepara um estranho exército composto de veteranos das guerras napoleónicas (tinham lutado por Napoleão), mercenários estrangeiros (sobretudo da Alemanha e Prussia). Contavam ainda com a aliança dos ingleses. Finalmente derrotaram Napoleão, em Junho de 1815 na famosa batalha de Waterloo. Ai adquiriram a sua independência (juntamente com o Luxembourgo e a Bélgica). - intervenções de paz recentes dos holandeses por diversos territórios fora do território holandês no pós segunda guerra mundial (a última vez em que o território holandês esteve envolvido num conflito militar).
Como é típico na Holanda, o museu tem uma parte interactiva dedicada aos mais pequenos. Um pequeno campo de treino com cronómetro, pequenas missões para desactivar bombas ou de tiro, e ainda uma parte na qual fazem um torneio de cavaleiros (em equipa).
7.4.12
Kiki – cinturão amarelo
Di – cinturão vermelho
O Di continua firme no trilho para o cinturão preto. Após uma semana de exames, passou de cinturão amarelo com uma faixa vermelha para cinturão vermelho.




Os professores continuam sempre a bater na tecla da persistência, respeito e disciplina como os pilares da actividade e por isso, eu, apesar das horas que só esta actividade nos tira cada semana, continuo a achar que o Kung Fu foi uma boa escolha para eles.
Meu menino é um fortalhaço!
Patrícia
Os professores continuam sempre a bater na tecla da persistência, respeito e disciplina como os pilares da actividade e por isso, eu, apesar das horas que só esta actividade nos tira cada semana, continuo a achar que o Kung Fu foi uma boa escolha para eles.
Meu menino é um fortalhaço!
Patrícia
Kiki - 1m e 25cm
Medimos também a Kiki, 1m e 25cm. Não sei como lhe vamos enfiar as inúmeras roupas que recebeu para 1m 16cms...
Patrícia
Patrícia
Di - 1m e 48cm
Di: ˝Mamã, mamã, hoje mediram-nos na escola. Estou a 2cm de não poder ser anão.˝
Pior, já calça tamanho de adulto...
Patrícia
Pior, já calça tamanho de adulto...
Patrícia
No dia em que a Kiki fez 6 anos
Ainda de madrugada a Kiki foi para a nossa cama. Queria ser acordada com ataques de beijos e parabéns! De modo que acordámos cedo para ver algumas prendas (a ideia era abrir as prendas cá de casa de manhã, as da avó Nelucha á tarde e as da avó Berta depois do jantar), tomar o pequeno almoço e preparar para a escola (dia curto).
A Kiki adorou todas as prendas mas em especial a do mano (um vestido de Sevilhana vermelho), a máquina registradora (para brincar as compras) e o chupa colorido.




A Kiki foi para a escola de manhã porque era quarta feira. A mamã teve nessa manhã de ir á empresa fazer a reunião do conselho de administração (mas voltou logo depois para a sua Kiki). Depois da escola a Kiki e o Di tiveram exame de Kung Fu.
Voltados a casa, decidimos que íamos deixar passar a primeira aula de natação no grupo B – tínhamos jantar e bolos de aniversário para fazer. E assim foi, eu e a Kiki alegremente fizémos 3 bolos de aniversário: um para casa e dois para levar no dia seguinte para a escola. Jantámos, cantámos os parabéns, falámos com as pessoas mais próximas e cama...

O dia passou num piscar de olhos!
Patrícia
A Kiki foi para a escola de manhã porque era quarta feira. A mamã teve nessa manhã de ir á empresa fazer a reunião do conselho de administração (mas voltou logo depois para a sua Kiki). Depois da escola a Kiki e o Di tiveram exame de Kung Fu.
Voltados a casa, decidimos que íamos deixar passar a primeira aula de natação no grupo B – tínhamos jantar e bolos de aniversário para fazer. E assim foi, eu e a Kiki alegremente fizémos 3 bolos de aniversário: um para casa e dois para levar no dia seguinte para a escola. Jantámos, cantámos os parabéns, falámos com as pessoas mais próximas e cama...
O dia passou num piscar de olhos!
Patrícia
1.4.12
Corteo by Cirque du Soleil
Fomos ver o Corteo do Cirque du Soleil. Quem me dera poder usar a máquina para filmar a cara dos meninos – só isso valia tudo para lá ter ido. Mas era proibido. Vai ter de ficar na caixa das boas memórias.

O espectáculo também nos brindou com bonitas surpresas. A história de um palhaço que morre e recorda a sua vida está bem muito feita. Há algo de muito humano e uma especial ternura que conseguem transmitir na magia do circo. Números muito bons, as roupas e músicas também fantásticas. No geral gostei mais deste que do Totem.
E os meninos deixaram-se tomar pela magia do circo.
Patrícia
E os meninos deixaram-se tomar pela magia do circo.
Earth Hour 2012
Earth Hour é um movimento que visa demonstrar o empenho de todos na proteção do planeta. Apagar as luzes por uma hora é naturalmente, um gesto simbólico mas desde há 4 anos que temos vindo a apagar as luzes entre as 8.30pm e as 9.30pm em solidariedade com este movimento que ocorre sempre no último sábado de Março.
É sempre um bom momento para reflectir no impacto das nossas acções diárias. E para passar uma bela hora em jogos familiares a luz de velas.
Para o ano a ver se vamos para um local simbólico da cidade onde estivermos para assistirmos o apagar de luzes que da janela de casa não se viu, surpreendementemente para a Holanda, grande adesão...
O link sobre o movimento para quem tiver curiosidade e se quizer juntar.
Patrícia
É sempre um bom momento para reflectir no impacto das nossas acções diárias. E para passar uma bela hora em jogos familiares a luz de velas.
Para o ano a ver se vamos para um local simbólico da cidade onde estivermos para assistirmos o apagar de luzes que da janela de casa não se viu, surpreendementemente para a Holanda, grande adesão...
O link sobre o movimento para quem tiver curiosidade e se quizer juntar.
Patrícia
31.3.12
Kiki - Diploma A
Foi hoje que a Kiki ganhou o seu diploma A! Com isto dá o seu ˝grito de Ipiranga˝ nas piscinas já não precisando da presença de um adulto junto dela.


Desde que começou as aulas no início do ano lectivo até agora foram 7 meses para conseguir o dito diploma. Disse-me a coordenadora da piscina que a média até ao diploma A é ano e meio, mas a Kiki tem a vantagem de passar o Verão na praia e nas piscinas de Portugal.
Está tão contente!!!!!
Patrícia
Está tão contente!!!!!
Patrícia
24.3.12
antigamente
Mais uma da nossa kiki (eu não estava presente mas achei hilariante): "mãe, como eram as princesas de antigamente há 3 antigamentes atrás?"
E mais tarde explicou a lógica: o primeiro antigamente é quando nós éramos novos, o segundo quando os nossos pais eram novos, o terceiro o tempo antes disso.
Nuno
E mais tarde explicou a lógica: o primeiro antigamente é quando nós éramos novos, o segundo quando os nossos pais eram novos, o terceiro o tempo antes disso.
Nuno
Kiki - Teatro & ensaio para o diploma de natação
Sábado. Normalmente sábado é dia de Kung Fu. Mas hoje a Kiki não pôde ir. Começou cedo o dia com a sua primeira aula de teatro! Em holandês. Gostou muito (como imaginámos, porque ela simplesmente adora representar) e contou-me que a professora é muito querida e os seus amigos simpáticos. Fizeram jogos muito divertidos e brincaram a fingir que eram fadas, sempre com música.
Depois teve de ir rápido para a segunda prova do dia – o ensaio para o diploma A de natação. Apesar dos nervos que a assolaram, correu tudo muito bem. É uma nadadorazinha fantástica. Para a semana, em principio, vem com o seu diploma A e com isso ganha mais autonomia na água.


Patrícia
17.3.12
Ajax-ManU
Podia agora dizer que estou atrasado. Ou que a Patrícia me pressionou para escrever. Mas nada disso interessa. O mais importante é concentrar-me no relato de mais uma aventura desportiva por terras nederlândicas (palavra nova, invenção de última hora...).
Dia 16 de Fevereiro, primeira mão dos 1/16avos de final da Europe League, Ajax vs Manchester United (ManU), Amsterdam ArenA. Como comprei bilhetes com bastante antecedência para garantir bons lugares - isto depois de me inscrever como associado para ter direito a comprar os bilhetes -, consegui situar-nos praticamente em cima do campo, à distância de uma secção das claques da casa.
Avisei portanto o Diogo para torcer internamente pelo ManU mas para não exteriorizar essa preferência sob pena de represálias. Até porque se tornou óbvio desde os primeiros minutos que o Ajax não ia sair vitorioso do embate. O campeão ouviu-me e portou-se como um homem, tarefa dificultada pelo ascendente dos ingleses no jogo e no resultado.
O estádio estava praticamente lotado mas o ambiente não impressionava. Já tinha sentido isso quando fomos assistir ao Ajax-PSV. Bem típico dos holandeses, é moderno e eficiente mas não comove. A música está muito alta, o animador atira uns piropos mas os adeptos parecem por vezes mais interessados em conviver do que em apoiar a equipa. Mesmo a claque é muito contida e repetitiva.
Foi-me depois dito por um colega com tradição familiar no clube que esse é precisamente o problema: mesmo os adeptos mais influentes estão mais interessados em politiquices do que no desempenho do futebol. E isso sente-se perfeitamente no jogo da equipa: hesitante, desgarrado, estático, entediante.
Voltando à nossa experiência, vivemos uma noite simpática. Sem grandes emoções porque o jogo não deu para tal mas suficiente para acumular mais uma lembrança. No final comemos as costumárias batatas fritas e apanhámos o metro, no qual nos vimos subitamente rodeados de adeptos ingleses, que nos brindaram com cânticos durante toda a viagem.
Penso que o Diogo gostou. Chegou a casa estoirado e foi directo para a cama. Desde aí praticamente não voltou a falar sobre o tema mas, quando a Patrícia lhe pediu relato, respondeu que tinha adorado. Eu também gostei mas comprovei que nunca hei-de conseguir sentir seja o que for por esta equipa. Comparo com os arrepios que senti à entrada dos estádios em Istanbul ou em Liverpool (isto para não falar das lembranças eternas do nosso Estádio da Luz) e percebo que aqui lhes falta alma.
Nuno
Dia 16 de Fevereiro, primeira mão dos 1/16avos de final da Europe League, Ajax vs Manchester United (ManU), Amsterdam ArenA. Como comprei bilhetes com bastante antecedência para garantir bons lugares - isto depois de me inscrever como associado para ter direito a comprar os bilhetes -, consegui situar-nos praticamente em cima do campo, à distância de uma secção das claques da casa.
Avisei portanto o Diogo para torcer internamente pelo ManU mas para não exteriorizar essa preferência sob pena de represálias. Até porque se tornou óbvio desde os primeiros minutos que o Ajax não ia sair vitorioso do embate. O campeão ouviu-me e portou-se como um homem, tarefa dificultada pelo ascendente dos ingleses no jogo e no resultado.
O estádio estava praticamente lotado mas o ambiente não impressionava. Já tinha sentido isso quando fomos assistir ao Ajax-PSV. Bem típico dos holandeses, é moderno e eficiente mas não comove. A música está muito alta, o animador atira uns piropos mas os adeptos parecem por vezes mais interessados em conviver do que em apoiar a equipa. Mesmo a claque é muito contida e repetitiva.
Foi-me depois dito por um colega com tradição familiar no clube que esse é precisamente o problema: mesmo os adeptos mais influentes estão mais interessados em politiquices do que no desempenho do futebol. E isso sente-se perfeitamente no jogo da equipa: hesitante, desgarrado, estático, entediante.
Voltando à nossa experiência, vivemos uma noite simpática. Sem grandes emoções porque o jogo não deu para tal mas suficiente para acumular mais uma lembrança. No final comemos as costumárias batatas fritas e apanhámos o metro, no qual nos vimos subitamente rodeados de adeptos ingleses, que nos brindaram com cânticos durante toda a viagem.
Penso que o Diogo gostou. Chegou a casa estoirado e foi directo para a cama. Desde aí praticamente não voltou a falar sobre o tema mas, quando a Patrícia lhe pediu relato, respondeu que tinha adorado. Eu também gostei mas comprovei que nunca hei-de conseguir sentir seja o que for por esta equipa. Comparo com os arrepios que senti à entrada dos estádios em Istanbul ou em Liverpool (isto para não falar das lembranças eternas do nosso Estádio da Luz) e percebo que aqui lhes falta alma.
Nuno
16.3.12
A operação da Kiki
Parece impossível que já passaram 3 semanas e nem uma palavra. Faz hoje 3 semanas a Kiki foi operada. Foi uma intervenção planeada a um quisto que tinha no sobrolho desde muito pequenina. No Natal a médica havia recomendado a sua remoção para evitar uma possível infecção.
Assim foi. Agendámos para as férias de Inverno, aterrámos na Portela quinta feira para na sexta feira 24 de Fevereiro fazer a consulta de anestesia e a cirúrgia.
A Kiki teve de testar um pouco a sua paciência e esperar a sua vez. Enquanto espera e aos poucos ia-se preparando e adorou a cama articulado do hospital – queria uma dessas em casa!


Depois foi-lhe dado um xarope para que relaxasse mas na Kiki o efeito foi ficar maluca. Levada deitada na cama do hospital pelos corredores a fora metia-se com toda a gente. O mesmo quando chegou á entrada do bloco, e ainda quando me viu com a vestimenta toda. Só acalmou quando lhe deram a anestesia.
Depois foi uma hora de nervos. Á espera.
Lá nos chamaram para um de nós aguardar junto a ela que acordasse no recobro. Muita paciência tem o Grandalhão para mim nestas alturas e lá me deixou ir...
O acordar não foi fantástico, como seria de esperar. A médica (sempre fantástica) passou entretanto a explicar que tudo tinha corrido bem, que o quisto era maior do que se pensava e que teve de remexer bastante para o remover e as recomendações para a recuperação. Muitas, muitas dores, ambiente estranho, incómodo. O acompanhamento a ver se tudo retomava a sua ordem foi mais lento e por prudência optámos por passar a noite no hospital. A Kiki foi muito, muito valente e controlada.
Nos dias que se seguiram a evolução foi notável. Passou de quase não conseguir abrir o olhito e por maquilhagem (como lhe dizia) de todas as cores: roxo, vermelho, esverdeado, amarelo, nada...
Na segunda feira tive de a deixar. Tinha de viajar em trabalho. Custou-me um bocado mas ficou muito bem entregue aos cuidados do papá e claro avós, tios, primos todos com os melhores cuidados. O antibiótico (que tomou pela primeira vez na vida) concerteza também ajudou a afastar quaisquer complicações.
Já de volta á Holanda, oito dias depois da operação, brincava nas barras (ai se as avós vissem o que faz...) como se não se tivesse passado nada.
E 10 dias depois vimos a cicatriz.
Muito pequenina e que agora protegemos e cuidamos para que, com o tempo, se torne quase invisível. Quase mas não totalmente. Porque é mais uma prova da muita coragem da minha (vá, desta vez, nossa) Kiki.
Patrícia
(com mais uns cabelos brancos)
Assim foi. Agendámos para as férias de Inverno, aterrámos na Portela quinta feira para na sexta feira 24 de Fevereiro fazer a consulta de anestesia e a cirúrgia.
A Kiki teve de testar um pouco a sua paciência e esperar a sua vez. Enquanto espera e aos poucos ia-se preparando e adorou a cama articulado do hospital – queria uma dessas em casa!
Depois foi uma hora de nervos. Á espera.
Lá nos chamaram para um de nós aguardar junto a ela que acordasse no recobro. Muita paciência tem o Grandalhão para mim nestas alturas e lá me deixou ir...
O acordar não foi fantástico, como seria de esperar. A médica (sempre fantástica) passou entretanto a explicar que tudo tinha corrido bem, que o quisto era maior do que se pensava e que teve de remexer bastante para o remover e as recomendações para a recuperação. Muitas, muitas dores, ambiente estranho, incómodo. O acompanhamento a ver se tudo retomava a sua ordem foi mais lento e por prudência optámos por passar a noite no hospital. A Kiki foi muito, muito valente e controlada.
Já de volta á Holanda, oito dias depois da operação, brincava nas barras (ai se as avós vissem o que faz...) como se não se tivesse passado nada.
Patrícia
(com mais uns cabelos brancos)
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