O Campeão é português. Está a ser educado no sistema de ensino francês. Vive na Holanda. Na escola tem uma forte componente de inglês (o ano passado com uma professora inglesa, este ano com uma professor australiana). A Miminha tem a mesma exposição.
Descobri que sociologistas contemporâneos categorizam estas crianças como “third-culture kids” (TCKs): a primeira cultura é a do berço - no nosso caso a portuguesa; a segunda é a cultura onde as crianças crescem – bom aqui o nosso caso já começa a levantar dúvidas, mas tenderia a dizer que é a cultura (em parte dos expatriados) francesa. A terceira, dizem os sociólogos, é a da mistura/amálgama das outras duas, elementos que são integrados por cada criança numa terceira cultura, única, de e para, cada um deles. Temos, portanto nesta fase, português, francês e a sua amálgama.
Agora temos de juntar o holandês e a pitada de inglês. Sobre a primeira, bom, é o pais onde vivemos há já tempo suficiente para entrar no dia a dia e, naturalmente, integramos alguns hábitos/formas de fazer as coisas. Depois a língua inglesa que é, antes do mais a nossa (leia-se dos pais) língua social na Holanda e que para mais é ensinada com força na escola por uma nativa. A cultura anglófona entra ainda também na vida do Campeão através de alguns amigos: americanos, irlandeses, ingleses.
Não sei se por essa razão, mas o Campeão tem-se mantido firme na classe avançada de inglês. Pois, a turma de meninos dos 8 aos 10 anos foi dividida em dois grupos: os mais avançados e os de conhecimentos mais básicos. Sem surpresa, na turma de inglês dos mais avançados estão os que falam inglês em casa com pelo menos um dos pais, ao passo que na turma de inglês mais básico estão, regra geral, os franceses puros.
E agora de volta ao título deste post: Argentina.
Não, o Campeão não está exposto á cultura Argentina. A Argentina aparece porque a professora de inglês mandou os meninos escolherem um país, estudarem-no e fazerem uma apresentação, escrita e oral, sobre o mesmo.
Claro que a primeira escolha do Di foi Portugal mas foi dissuadido pelo Papá com o argumento que poderia aproveitar a ocasião para abrir os horizontes e estudar um país que não conhecesse. Concordando com a sugestão, andou o Di de volta do Atlas e acabou por se decidir pela Argentina.
O país de pesquisa foi indicado numa terça feira e, na segunda e terça da semana seguinte, os meninos teriam de apresentar o trabalho. Ao Di coube-lhe na sorte segunda.
Resta acrescentar que os avós estavam de visita, e que o fim de semana estava bem preenchido com duas festas de aniversário e o futebol do Campeão…
Lá fizémos a pesquisa nas 3 grandes vertentes indicadas pela professora: factos, clima e cultura. Trabalhámos bem na cartolina, não tanto na apresentação oral por evidente falta de tempo.
E segunda feira o Di apresentou o seu trabalho: levou a cartolina e fez a apresentação oral. O trabalho ficou assim bonito.

Agora espero para ouvir os resultados.
Patrícia