13.11.10

Cirque du Soleil – Totem

Há anos que queria ver um espectáculo do Cirque du Soleil mas não se tinha ainda proporcionado.

Desta vez eles vieram a Amesterdão com o espectáculo Totem e não falhámos.


Achei duas das actuações realmente espectacularesː a da estrutura da carapaça da tartaruga (com trabalho de barras) e a love birds (o duo do trapézio). O ambiente, as máscaras e fatos e a música são a grande força do espectáculo.
Os meninos adoraram. A Kiki diz que quer ser artista quando fôr grande. Não sabe ela a artista que já é com esta idade!

Patrícia

7.11.10

Simples

Quem é? Diogo. Alegre, vermelho, sorridente, cómico.


A família? Também alegre e com uma bela cor de fundo.


O que mais gosta de fazer? Jogar futbebol, ou melhor ainda, marcar golos (isso é que é)!
Gostei.

Patrícia

1.11.10

Halloween

Assustadores, não? Patrícia

24.10.10

Desenho da Cácá sobre o seu nascimento

Patrícia

Museu Histórico Judaico e Sinagoga Portuguesa

Hoje os meninos descobriram um pouco sobre a religião judaica e as influências portuguesas na sociedade, economia e cultura holandesas.

No Museu Histórico Judaico vimos os alguns objectos, ritos e histórias do judaísmo na Holanda. Falámos em termos como: sabath - sábado é dia de descanso porque, acreditam os judeus, que deus terá criado o mundo em seis dias e ao sétimo descansou; a tora (ou lei), a circuncisão que é feita ao oitavo dia de vida dos meninos (comentário do Di sobre o tema, “ainda bem que não sou judeu!”), mazzel tov (saudacao judia), rabinos, sinagogas, hebraico, candelabras com nove velas, holocausto, entre outras coisas.

Começámos pela parte preparada especificamente para crianças.


Depois aprendemos que em 1492 e 1497 os judeus foram expulsos de Portugal ou obrigados a converter-se ao catolicismo. Muitos dos judeus portugueses (sefarditas) fugiram para Antuérpia e Amesterdão.

Os judeus portugueses desempenharam um papel significativo no desenvolvimento cultural e economico dos Países Baixos, onde gozavam de uma liberdade de culto, de vivência e de expressão não possível na “muy” Católica Península Ibérica. A comunidade produziu rabinos, eruditos, filósofos, artistas, banqueiros, fundadores e directores das mais importantes companhias de comércio internacional.

Sendo uma comunidade importante, construíu em 1672 a Sinagoga (Esnoga) Portuguesa em Amesterdão. Uma das maiores da Europa que fica na Waterlooplein. Sóbria. Muito fria porque continua a não ter instalação térmica ou eléctrica. Ouvimos (no audio) que durante a Segunda Guerra mundial os candelabras chegaram a gelar porque não havia qualquer vivência no espaço.

Dão-se lá concertos actualmente e acendem mais de mil velas. Fiquei cheia de vontade de voltar para uma dessas ocasiões.

Patrícia

Brincadeiras de Outono – 2

Patrícia

12.10.10

Argentina - resultados

Foram bons. Os melhores da turma.


Pois, já sei, mamã muito babada. Podia lá ser de outra forma!

Patrícia

11.10.10

Arco-íris

Ela para mim - ˝Olha mamã, um arco-íris!˝

Eu para Ela - ˝A sério quiducha? Eu cá vejo dois... o da fonte e Tu...˝

Ela para mim - ˝Vamos sentar-nos e ficar a ver quando vai desaparecer?˝

Eu sentei-me na relva e e indiquei-lhe o colo. Ficámos as duas, uns minutos, a apreciar o arco-íris, as cores, o começo, o fim. E o arco-íris não se foi embora.

Patrícia

6.10.10

Outra vez NYC

Não ficou aqui registada a última viagem a New York City. Foi especial porque como os pequenotes estavam de férias de Verão em Portugal o Grandalhão foi ter comigo, e a dois tudo teve mais graça.

O tempo estava absolutamente extraordinário: calor como nunca faz em Amsterdão! Passeámos por NYC, visitámos os museus, restaurantes, lojas e os locais que quizémos. Imaginámos uma viagem a NYC com os pequenotes… Por sorte e à ultima da hora fomos convidados a juntar-nos a um barbecue no Brooklin que foi muito, muito agradável.

O Grandalhão foi sondado a mudar-se para NYC e ficou entusiasmado com a ideia. Eu não tanto, apesar de gostar da cidade.

Passados dois meses regresso. Novamente em trabalho. De Amesterdão a NYC são cerca de 5.800 kms. Voo num colossal boeing 777-200 ER (com capacidade para 318 passageiros), e a viagem dura 7 horas e meia. Não é impressionante a facilidade com que se aproximam os lugares nos dias que correm? Fico sempre abismada.

Ao que vou? A uma conferência organizada por uma big 4. Na realidade vou para fazer networking: representar a empresa; rever pessoas com quem trabalho e que conheci noutros momentos/viagens; conhecer novas pessoas e colocar uma cara em nomes que semanalmente contacto por e-mail ou telefone; aproveito também para fazer networking na casa mãe com os colegas deste e daquele departamento e com advogados com que trabalho nas novas aquisições.

Na conferência e novamente sinal dos novos tempos, almoço numa mesa com sócios ou directores de diferentes países como EUA, Holanda, Alemanha, Malásia e Canadá. Claro que isto não quer dizer que as pessoas terão essas nacionalidades, tal como eu não sou Holandesa, apesar de vir de Amsterdão.

O que me leva a longamente divagar sobre as minhas raízes, o que me tornei e claro, para onde vou. E, claro, a questão com que me debato desde que amamentei, pela primeira vez, o Campeão, e depois a Miminha: o que fazer para que a educação dos meus filhos seja a toda (ou sendo realista, o melhor possível) a prova?

Tantos projectos que fiz, faço e (espero) farei. Todavia, o principal que tenho em mãos, e de longo prazo, é a educação (tanto que está contido nesta palavra) dos filhotes. Educar por exemplo. Exigir deles, sim, porque tão pouco sou branda a exigir de mim.

Esta é a parte boa das viagens. Dá-me tempo (ainda que seja apenas entre um destino e outro) para me distanciar e reflectir.

Patrícia

Argentina

O Campeão é português. Está a ser educado no sistema de ensino francês. Vive na Holanda. Na escola tem uma forte componente de inglês (o ano passado com uma professora inglesa, este ano com uma professor australiana). A Miminha tem a mesma exposição.

Descobri que sociologistas contemporâneos categorizam estas crianças como “third-culture kids” (TCKs): a primeira cultura é a do berço - no nosso caso a portuguesa; a segunda é a cultura onde as crianças crescem – bom aqui o nosso caso já começa a levantar dúvidas, mas tenderia a dizer que é a cultura (em parte dos expatriados) francesa. A terceira, dizem os sociólogos, é a da mistura/amálgama das outras duas, elementos que são integrados por cada criança numa terceira cultura, única, de e para, cada um deles. Temos, portanto nesta fase, português, francês e a sua amálgama.

Agora temos de juntar o holandês e a pitada de inglês. Sobre a primeira, bom, é o pais onde vivemos há já tempo suficiente para entrar no dia a dia e, naturalmente, integramos alguns hábitos/formas de fazer as coisas. Depois a língua inglesa que é, antes do mais a nossa (leia-se dos pais) língua social na Holanda e que para mais é ensinada com força na escola por uma nativa. A cultura anglófona entra ainda também na vida do Campeão através de alguns amigos: americanos, irlandeses, ingleses.

Não sei se por essa razão, mas o Campeão tem-se mantido firme na classe avançada de inglês. Pois, a turma de meninos dos 8 aos 10 anos foi dividida em dois grupos: os mais avançados e os de conhecimentos mais básicos. Sem surpresa, na turma de inglês dos mais avançados estão os que falam inglês em casa com pelo menos um dos pais, ao passo que na turma de inglês mais básico estão, regra geral, os franceses puros.

E agora de volta ao título deste post: Argentina.

Não, o Campeão não está exposto á cultura Argentina. A Argentina aparece porque a professora de inglês mandou os meninos escolherem um país, estudarem-no e fazerem uma apresentação, escrita e oral, sobre o mesmo.

Claro que a primeira escolha do Di foi Portugal mas foi dissuadido pelo Papá com o argumento que poderia aproveitar a ocasião para abrir os horizontes e estudar um país que não conhecesse. Concordando com a sugestão, andou o Di de volta do Atlas e acabou por se decidir pela Argentina.

O país de pesquisa foi indicado numa terça feira e, na segunda e terça da semana seguinte, os meninos teriam de apresentar o trabalho. Ao Di coube-lhe na sorte segunda.

Resta acrescentar que os avós estavam de visita, e que o fim de semana estava bem preenchido com duas festas de aniversário e o futebol do Campeão…

Lá fizémos a pesquisa nas 3 grandes vertentes indicadas pela professora: factos, clima e cultura. Trabalhámos bem na cartolina, não tanto na apresentação oral por evidente falta de tempo.

E segunda feira o Di apresentou o seu trabalho: levou a cartolina e fez a apresentação oral. O trabalho ficou assim bonito.

Agora espero para ouvir os resultados.

Patrícia

29.9.10

E lá fomos nós na busca dos sinais de Outono

O que descobrimos?

Bolotas e castanhas


Folhas que mudam de cor (para amarelo, castanho ou vermelho)



E que levadas pelo vento caem suavemente no chão compondo um lindo e colorido tapete. Pelo que apanhámos uns exemplares que trouxémos no cestinho.

O que os meninos fizeram depois do passeio



Patricia

26.9.10

que delícia de Outono

Ontem tivemos festa em casa. Melhor dito, um encontro de amigos. 12 pessoas entre miúdos e graúdos. Nada do outro mundo mas mais do suficiente para dar uma trabalheira a organizar.

Passámos então boa parte do dia a fazer compras, arrumar a casa e preparar os comes e bebes. Como não podia deixar de ser, os pequenotes fizeram, com mais ou menos vontade, parte destes preparativos.

E o momento mais especial do dia acabou por ser o nosso passeio de compras, aqui mesmo nas redondezas e à beirinha da estrada: com a chegada do Outono as castanhas amadureceram e muitas começam a cair, cobrindo o chão de frutos espinhosos que deliciaram a kiki e desencadearam uma série de perguntas do campeão.

Hoje o dia não está para grandes passeios. Chuva durante a noite, nevoeiro para acordar e 9 graus de temperatura convidam ao recato. Mas temos que fazer a célebre busca dos primeiros sinais de Outono. Antes que chegue o Inverno.

Nuno

23.9.10

É ou não é?

Depois de um ano de ajustamento ao ritmo da escola e às 2 novas línguas, a nossa kiki volta a descolar dos pares. Já acontecia no infantário, onde passava os dias a brincar com as meninas mais velhas, e só não foi tão visível no ano passado pois andava ocupada a aprender Francês e Inglês.

Vezes sem conta partilhámos (aqui e directamente nas escolas) as nossas suspeitas sobre as capacidades da pequenota. Mas que fique novamente claro que não temos qualquer desejo de ver confirmadas estas suspeitas, como pais nada mais queremos do que vê-los normais e integrados.

Temos no entanto que manter-nos atentos, uma mente sobredotada requer outro tipo de abordagem na escola e em casa. Continuo sem saber se ela o é, mas está a chegar a altura de descobrir de vez. Certo é que ela não é uma menina de 4 anos standard, como sempre vimos e dissemos.

E agora voltámos a ter prova disto: a nova professora (em conjunto com a do ano passado), ao fim de meras 2 semanas de aulas, confidenciou-nos que ela tem as capacidades exigidas aos alunos no final deste ano lectivo. Foi portanto posta a fazer trabalhos mais exigentes, à parte dos restantes. E isto tudo em línguas com as quais só travou conhecimento no ano passado.

A mesma professora arriscou o tema da passagem para um ano mais adiantado, desaconselhando essa hipótese por motivos emocionais. Não podíamos estar mais de acordo: a miminha não é amiga de mudanças e não reagiria bem a uma passagem para outra turma.

Mas que fazer se isto se acentuar e a diferença dela para os outros se tornar demasiado óbvia? Tenho vindo a adiar este tema porque ela é muito nova, porque detesta o desconhecido, porque as amigas são um elemento fundamental da sua segurança e porque até agora a escola tem-lhe constantemente colocado novos desafios com as línguas.

Mas o que é mais importante no desenvolvimento de uma criança? Devemos deixar isto ao critério da escola ou procurar especialistas?

Nuno

20.9.10

Acredite-se ou não

Contava o Campeão sobre uma conversa entre os meninos da escola, à hora de almoço, que se discutia a crença em deus, que muitos acreditavam mas que ele não.

Já sobre o pai Natal não tem dúvidas, pois está claro que existe. Mas não é um deus, é um senhor mágico e muito sábio porque vive há muitos anos e por isso aprendeu todas as línguas do mundo.

Patrícia

16.9.10

Dia da mamã

Pouco depois de ter chegado a Amsterdão, apercebi-me que no mercado de trabalho holandês não é muito bem aceite que mães trabalhem a tempo inteiro. E sendo mãe das mais belas pestes, resolvi que quarta-feira seria dia da mamã.

Juntava o útil ao agradável: pelo menos uma vez por mês não há aulas para os meninos às quartas feiras, e quando há é por um horário reduzido de 3 horas. Isso permitir-me-ia também acompanhá-los mais, insistir mais no português, etc. Tinha também a esperança de ter um bocadinho (as 3 horas) para afazeres que são mais fáceis despachar sem atrelados atrás ou, simplesmente, para mim.

Mas não. As quartas-feiras são, diversas vezes, os dias mais stressantes da semana. Porque trabalho para um grupo americano, porque a responsabilidade do trabalho não obedece a horários ou dias ou horas (ou eu assim o entendo). Porque por decisão da escola, tendo em conta a experiência bilingue com os menino,s estes devem ter um intervalo - a quarta feira - pelo que não há escola para os pequenotes, leia-se para a Miminha, até ela começar a alfabetização, ou seja, a primeira classe.

Apesar de tudo, estes dias são também tempo com os pequenotes, e por isso insisto em ficar com eles e ir fazendo isto ou aquilo, ou tudo.

Ontem foi quarta-feira, dia da mamã e o Campeão foi para casa de um amigo. De modo que resolvi passear um pouco com a Miminha, comer batatas fritas (cheias de maionese e ketchup) levá-la a uma loja de vestuário de dança, onde se deslumbrou com os vestidos de dança de salão, para que escolhesse a sua roupa de ballet.

Surpreendeu-me com um ˝não gosto de cor-de-rosa, mamã˝. Escolheu preto.



E fica linda, ficará sempre, não importa a cor que escolha!

Patrícia

Planeamento e organização

Uma destas noites a Miminha teve um pesadelo e decidiu que os seus peluches de conforto não eram suficientes para a fazerem encarar o medo do sonho que teve. Assim, foi procurar conforto no nosso calor, chegando muito de mansinho e enfiando-se na cama entre nós.

De manhã deparámo-nos com a seguinte imagem na sua cama:

Foi mas deixou os seus companheiros devidamente alinhados e tapados, não fossem ter frio.

Sempre disse: mulher precavida, vale por vinte!

Patrícia

11.9.10

Festa de aniversário do Campeão com os amigos da Holanda

O Campeão teve as suas festas de aniversário em Portugal. Foi aos golfinhos, teve o dia de anos celebrado, e o dia seguinte com família e o amigo Tiago. Apesar disso queria uma festa, desportiva (era o critério) com os amigos da Holanda, uma vez regressado das férias de Portugal.

A escola começou dia 2 de Setembro. Os convites foram entregues e apareceram 20 meninos e meninas na sua festa de múltiplas nacionalidades, sendo falado o inglês, francês e português. E fizémos-lhe a vontade, seguindo o mote, desportivo.

Começaram por os hidratar com limonada para o que se seguiria, uma hora de kick fun, bastante intensa



Depois novamente um refresco para irem jogar mais uma hora de futebol e basquete:




Enfim o bolo (feito e decorado em casa com as ideias dos meninos) e as prendas



E desportiva foi a festa – eu pelo menos fiquei de rastos...

Patrícia

5.9.10

Correspondência de Verão

Cinco semanas das férias de Verão sem os papás. Quer dizer, o papá foi levá-los e ficou uns diazinhos com eles. Depois a mamã não resistiu e apareceu de surpresa para o aniversário do Campeão e voltou para buscá-los duas semanas depois.

Valia-nos saber que estavam nas melhores mãos que podiam estar em todo o mundo, os telefonemas diários e a troca de correspondência (de parte a parte).



Conta quem viu que eles contavam quantos corações um tinha o respectivo postal e quantas palavras...

Fica o convite a quem passou este maravilhoso tempo com eles a contar algumas memórias dignas de registo.

Patrícia

Uma experiência deliciosa

Estas fotos não são actuais. A experiência ocorreu há já uns anos com a Miminha na primeira sala do infantário (portanto ela tinha entre 14 e 20 meses). Mas andei a organizar as fotos e como achei bastante interessante, resolvi partilhar, pode ser que queiram fazer com os vossos – em especial o Tomás que hoje faz 2 aninhos e concerteza iria adorar...

A receita é simples. Precisa-se se uma mesa ou algo em que os pequenotes possam brincar e se lave facilmente. Uma embalagem de chocolate liquido e uma banheira. Despe-se o pequenote(s), senta-se na mesa e despeja-se o chocolate em cima da mesa.

Deixa-se o pequenote explorar (sem impaciência), tocando, cheirando e claro, provando.

Depois toca a lavar.
Simples, divertido e pode fazer-se em casa.

Patrícia

25.8.10

Nadar com golfinhos


Desde que sei que é possível nadar com golfinhos que o quero fazer e ainda não fiz. O Campeão teve a sorte de lhes tocar, ser levado por um deles e instruir um deles para fazer umas gracinhas.


Umas férias de Verão com delícias que ninguém lhes pode tirar da memória!

Patrícia

Bodyboard - iniciados pelo tio na praia azul




Eu (e mais uns quantos) também fui, no Magoito!

Um privilégio, só disponível para alguns...

Patrícia

7.7.10

Eat up - No food waste allowed

Li hoje uma notícia que achei fabulosa sobre um restaurante chamado Wafu na Austrália. A ideia central é “Eat up - no food waste allowed at this restaurant”.

Actualmente, deita-se fora um montante astrónomico de restos de comida em muitas mesas do mundo. Nem vou entrar pelo argumento de que, enquanto tantos estômagos nunca conhecem a sensação de satisfação, que deveria ser suficiente. Há que pensar também na nossa saúde (sobretudo nos perigos variados com o excesso de peso) e no desperdicio que estamos a criar para um planeta que não tem como o digerir.

Ora, no dito restaurante, inicialmente quem deixasse comida no prato pagava uma multa. Agora mudaram de técnica, dando um desconto de 30% aqueles que não deixam nada no prato e, portanto, não criam desperdicio de comida e lixo.

As regras são muito explicitas e precisas e constam do website do restaurante:
- Ao escolher e pedir deve-se ter consciência do que se necessita e o apetite que se tem. Em bom português, não ter mais olhos que barriga!
- Encontrar prazer na comida é acabá-la. Pelo que é pedido ao cliente para não deixar nada no prato (incluindo os vegetais que não são decoração).
- Instiga-se a partilha de refeições (como se faz em casa). Assim garante-se que se reduz o desperdicio de comida.
- Se nós fizermos a nossa parte na redução de desperdicio de comida, estamos a fazer a diferença.

Concordo plenamente. Que tal ser pioneiro desta moda que, certamente, irá pegar?

Patrícia

5.7.10

Celebração do casamento

Há 9 anos, no topo de um Monte no Redondo com a paisagem a perder de vista e pouco antes do pôr do sol, casámos. Familiares próximos e amigos celebraram connosco. Alguns (felizmente poucos) já nos deixaram, de outros alguns perdemos o contacto embrenhados cada um nas suas vidas, outros, vamos vendo em momentos mais breves do que gostaríamos, sobretudo porque temos estado longe.

O que nos uniu - pelo meu lado - foi esse Amor que, (durante séculos, sobretudo filósofos e poetas) tantos têm tentado sem sucesso dissecar, qualificar, quantificar mas que parece poder apenas ser sentido. E de tão diversas maneiras.

Há 9 anos atrás não tive grandes dúvidas ou hesitações em me juntar ao Grandalhão. Amando, a questão que me colocava (e coloco dia após dia) era como seria a manutenção desse Amor. Poderia o Amor perdurar e por quanto tempo?

Entre outros, Sartre discutiu o tema. Como dar estabilidade a uma relação se a personalidade de cada um é dinâmica e mutável? Se somos incoerentes, se uma interdependência construída na individualidade origina um necessário equilibrio tão movediço?

Unir-se a alguém exige construção contínua, atenção, adaptação ou reorientação em função das coisas que vão mudando (e são tantas!) dentro e á nossa volta. A construção de uma vida em comum no respeito da individualidade de cada um.

E surgem frutos. Os “eles” que nos cortam a respiração. Que nos deslubram e maravilham e com tanta intensidade que, por vezes, nos desgastam também. Um projecto comum. Que cresçam saudáveis. Que se tornem Homem e Mulher. Que sejam gente de bem.

A espreitar-te, e a eles, e aos nossos.

Com muito orgulho, ao lado do Homem de olhar verdadeiro, festejo.

Patrícia