Fomos para Hammamet.
Foi uma semana muito boa e com tanta coisa a contar que nem sei por onde começar. Antes de mais, em meras 5 horas, saímos da exigente rotina do ˝tenho que˝ a toda a hora. A minha relação com a Miminha transformou-se radicalmente esta semana. Dá que pensar na vida que levamos. Claramente sem stress, com paciência e disponibilidade a nossa relação beneficia.
O resort – Club Med - era muito bom. Ficámos numa casa térrea com um imenso jardim no qual os meninos brincavam a criar construções para as formigas que, incessantemente, continuavam o tipo de vida que deixarámos para trás.
Há actividades propostas a toda a hora para miúdos e graúdos beneficiarem das férias. E espaço, para mergulhos, passeios.
O Campeão adorou o conceito e fez um pouco de todas as actividades propostas.
Fez circo (no trapézio voador) e a Miminha também quis
Jogou ténis, futebol (era sempre a actividade que mais contava ao fim do dia), piscina, tiro ao arco... E como se novas experiências não lhe chegassem também nos pregou um susto e passou uma noite (com o papá) numa clínica privada a soro! Dizem que foi uma pontada de sol.
Atrevemo-nos em algumas excursões que nos propuseram:
Fomos ver a Medina de Hammamet – e a experiência de venda de tapetes – que já havíamos experenciado na Turquia na nossa lua de mel.
Fizémos um passeio pelo campo Tunisino de dromedário. O Campeão preferiu fazer o passeio a cavalo e depois de carroça. Só no fim andou de dromedário com o chefe.
Ainda neste passeio nos vestiram com roupas bérberes, vimos a preparação do pão e a sua cozedura no forno típico, comemos o pão depois de cozido com azeite e demos de comer cactos com picos aos dromedários.
Numa outra tarde fomos a Cartago, ver a antiga cidade Fenícia quando Fenicios e Romanos disputavam o controlo pelo mar Mediterrâneo e que acabou com as conhecidas guerras púnicas. No final da terceira guerra (146 AC) a cidade de Cartago foi totalmente arrasada pelos romanos e o chão foi salgado para que nada nele crescesse. Depois deu-se o domínio romano – relativamente ao qual vimos as termas de Antonin - até ao século 7 DC altura em que foi ocupada por árabes.
Em seguida fomos a Sidi Bou Saïd – cidade tunisina conhecida pela arquitectura típica e com influência andaluza na qual as casas são brancas com portas e janelas azuis. Aqui comemos belas farturas.
Na Tunísia foram poucas as vezes em que não me senti em casa. O clima mediterrânico, a paisagem e flora (oliveiras, larangeiras, papoilas e espigas que costumava ver nos campos quando era pequena!), a arquitectura, a tranquilidade e simpatia das gentes, os ingredientes na comida, denotam que os 7 séculos de convivência dos árabes na Península Ibérica ainda estão marcados na cultura portuguesa, sobretudo do sul.
Acabados de regressar escrevo, com pena que tenha acabado, o post sobre estas férias. Gostei muito e recomendo.
Patrícia




































