11.4.10

Festa de aniversário da Miminha

(com os amiguinhos, porque já tinha tido uma em família...)

Não fomos originais na escolha do sítio, mas deu resultado com o Campeão e o mesmo modelo provou resultar com a Miminha.

Começaram pela brincadeira







Depois fomos as velas e bolos (home made)







E por fim, as prendas


Patrícia

Piquenique de Primavera

Por ocasião da ultima reunião para celebrar o regresso de um casal português e seus filhotes á pátria depois de quase dois anos em Amsterdão, participámos num piquenique no bosque.

Num bosque há sempre diversão para os pequenotes.





E depois de alguma energia gasta, e tendo-se cada casal responsabilizado pelo farnel, lá “piquenicámos” apesar do frio primaveril.

Oportunidade também para trazer a lume a ideia de como reagiriamos agora a ideia de voltar. Pareceu-me que quem agora regressa, volta com a vontade recapturar a vivência única de familia, de amigos, de conhecimento institivo ou leitura imediata dos motivos da comunidade onde se nasceu. Pareceu-me também que se volta com alguma apreensão: “será que me vou readaptar ao ambiente de trabalho?”

Por hora resta-nos desejar todo o sucesso, pessoal e profissional, a quem parte. E ficar a espera de noticias sobre como é “voltar”.

Patrícia

Caça aos ovos

Ainda com os primos cá, fizémos a caça aos ovos da Páscoa.

Depois de todos os ovos encontrados foram partilhados irmamente e os pequenotes deliciaram-se com o chocolate. E foi tempo de vir partir dos primos e tios com quem tanto se divertiram.

Patricia

7.4.10

As mãos da minha mãe

O texto não é de minha autoria ou a minha mãe tem grande arte na costura mas recebi-o e, subscrevendo-o, resolvi transcreve-lo. Afinal as mãos da minha mãe sempre foram as mais poderosas.

“No tecido da história familiar, as mãos de minha mãe reforçaram as costuras para nos
Protegerem de qualquer empurrão da vida …

As mãos de minha mãe uniram com um alinhavo as partes do molde sem esquecer que cada uma é diferente da outra e que juntas fazem um todo.

As mãos de minha mãe fizeram bainhas para que pudessemos crescer para que não nos ficassem curtos os ideais…

As mãos de minha mãe emendaram os estragos pra voltarmos ausar o coração …sem fiapos de resentimentos…

As mãos de minha mãe juntaram retalhos para que tivessemos uma manta unica que nos cobrisse …

As mãos de minha mãe seguraram presilhas e botões para que estivessemos unidos e não
perdessemos a esperança …

As mãos de minha mãe aplicaram elásticos para nos podermos adaptar folgadamente
às mudanças exigidas pelos anos …

As mãos de minha mãe bordaram maravilhas para que a vida nos surpreendesse com as suas contínuas dádivas de beleza …

As mãos de minha mãe coseram bolsos para guardar neles as moedas valiosas das melhores recordações e da minha identidade …

As mãos de minha mãe, quando estavam quietas… zelavam os meus sonhos para que alimentassem os meus ideais com o pó das suas estrelas …

As mãos de minha mãe seguraram-me com linhas mágicas, quando entrava na vida … para começar a vesti-la!

As mãos de minha mãe nunca abandonaram o seu trabalho… E sei muito bem que hoje, onde estiverem, fazem orações por mim … E eu … Eu beijo-as como se recebesse bençãos!”

Patrícia

5.4.10

Ajax-PSV (2)

Conforme prometido, aqui está o tal artigo no i sobre o Ajax-PSV e a vida em Amesterdao vista pelo nosso amigo Rui Tovar.

(em www.ionline.pt/conteudo/53848-destino-ajax-psv-calvinistas-um-dia)

Viagens na Minha Terra

Destino: Ajax-PSV. Calvinistas por um dia

por Rui Tovar, Publicado em 03 de Abril de 2010 | Actualizado há 15 horas

É uma viagem surreal pelo ArenA, por entre urinóis ao ar livre, batatas fritas com maionese e escadas rolantes para entrar nas bancadas

Ajax, bicicletas e canais. O ABC de Amesterdão é mais variado que isso e desagua por outros caminhos. Desta vez não passam pelo Red Light District (RDL) nem pelas coffee shops, duas zonas abandonadas ao sabor do vento e à beira de uma reestruturação da câmara municipal assim que todos os arrendamentos expirarem. Porque a Amesterdão dos holandeses não é a dos turistas. É como a diferença do Sherlock Holmes de Hollywood (the real one, o fiel retrato dos livros de Conan Doyle) e o da BBC (mais cerebral que físico). Ou o Batman de Christopher Nolan (the real one, o fiel retrato dos comic books) e o de Tim Burton (mais fantasia que realismo). E a Amesterdão dos turistas perde-se nas ruas e vielas da RLD e das coffee shops, enquanto a Amesterdão dos holandeses ganha outra dimensão em zonas exclusivamente residenciais, sem canais mas com a beleza e a originalidade da arquitectura, fascinante e intolerante ao crescimento desmedido e tão (des)característico das metrópoles.

As duas Amesterdão são reais e convivem juntas mas só uma é a verdadeira. The real one. E essa Amesterdão, a dos holandeses forretas e calvinistas, foi-me mostrada por quatro portugueses residentes (Nuno, Patrícia, Diogo e Catarina, por ordem de idades), que vivem longe das tentações, mais turísticas que outra coisa qualquer mas igualmente identificáveis com Holanda e Amesterdão. Como as casas de três andares, as ruas limpas e a tranquilidade geral, como se o stresse fosse uma palavra proibida e a paz um mandamento da condição social. E desportiva, acrescentamos nós. Porque é dia de Ajax-PSV (4-1) e a cidade anima-se.

No ArenA tudo parece surreal e diferente. Como a Holanda do RLD e das coffee shops. Para já, há urinóis no meio da rua. Não, não são casas de banho públicas como aquelas do Rock in Rio. São mesmo urinóis e são cinco como se fosse uma estrela. Bem, estrelas são aqueles que lá param porque é inevitável o olhar de quem por lá passa. Depois, há a febre das batatas fritas. Ao lado do estádio há MediaMarkt (onde é que eu já vi isto?) e McDonald's. No meio deste enclave, uma loja pequena, sem pretensões e a abarrotar de gente. São as batatas fritas que chamam por eles. E por nós. Lá dentro, é o caos organizado em que todos falam a mesma (imperceptível) língua. Entre palavras que machucam o ouvido e torcem a língua quando tentamos reproduzi-las, só entendo mayo, de maionese. Cá fora, famílias inteiras partilham esta mania e não as entendo. A elas, que desta vez não dizem mayo (a única palavra "holandesa" que conheço).

Quando penso que a aventura acabou, mais um episódio pitoresco. Todas as quatro bancadas do estádio têm entradas pelas escadas rolantes e assim parece que vamos para um centro comercial. Mas não, vamos ao ArenA para ver o jogo entre o terceiro e o segundo classificado do campeonato holandês (o líder é o Twente, outro pormenor surrealista). Do jogo propriamente dito, só duas certezas: os holandeses não têm noções tácticas na defesa (excepção feita à Laranja Mecânica de 1974 e 1988, e, e, e...) e são uns fiteiros desgraçados, como nós. Agora entendo a batalha de Nuremberga no Mundial-2006, com recorde de cartões (20), empurrões, sururus e afins. Basta um toque e eles caem como se fossem a Cinderela com chuteiras de cristal. Se comessem as batatas fritas aguentavam tudo.


Nuno

4.4.10

Aniversário da Miminha

Fez hoje 4 anos a nossa Miminha. 4 anos celebrados no dia 4 do 4.

Os avós paternos chegados na noite da véspera.

Muitas prendas, sobretudo vestidos, saias, camisolas para andar sempre linda.

Fizémos um bolo
Cobrimo-lo

Cada um fez uma sugestão sobre a decoração do bolo em desenhos

Decorámo-lo


Levámos a Miminha de surpresa ao espectáculo da Disney no gelo sob o tema princesas.

Cantámos os parabéns, soprámos as velas e comemos o bolo.


Parabéns meu docinho de “menina grande”!

Patrícia

3.4.10

“Casa das cartas”

Falava ao Nuno sobre o eventual interesse do cartão dos museus em Amsterdao quando o Campeão, interrompendo como é seu costume a conversa, disse:
– "Pois é mamã, porque temos de ir á casa das cartas”.
Respondi:
- "Casa das cartas?”
Ele:
- "Sim, aquela do portão grande e castanho que falaste no outro dia quando vinhamos do museu. O museu das cartas.”

E fez-se-me luz. Realmente falei-lhe que poderíamos um dia ir á “maison Descartes”, um instituto francês em Amsterdão onde se podem ver filmes, documentários, trazer livros, etc, e claro tudo em francês.

Eu e o Nuno partimo-nos a rir. Maison Des cartes poderia realmente ser a casa das cartas.

Patrícia

2.4.10

Tropenmuseum

Chegados a Abril, abrimos oficialmente a época das visitas com a chegada do meu mano, companheira e prole. Faz sentido porque este país literalmente floresce em Abril e Maio.

4ª feira, meu dia “off”, decidimos ir ao “Tropenmuseum” - museu tropical. É um museu étnico onde se encontram objectos, vestuário, filmes, música e outras tantas manifestações de cultura de vários locais do mundo: África, América Latina, Caraíbas...

O lema do museu é “every object tells its own story” e dá pano para mangas com ideias, valores a trabalhar com os pequenotes.

A reacção dos pequenotes – nascidos no cantinho da Europa - quando entrámos na primeira sala do museu foi em coro; “UAU”. E viram todos o museu com muito interesse. Para regressar!

Patrícia

Lights in / Lights off - Hora do planeta 2010

Já vai este post com quase uma semana de atraso mas importa mencionar que aderimos à campanha da WWF: a hora do planeta.

Trata-se de uma chamada de atenção global que visa alertar para a necessidade de protegermos o Planeta, onde os seres humanos devem viver em harmonia com a Natureza. Durante uma hora, no dia 27 de Março 2010 (sempre no último sábado de Março), as luzes apagam-se por todo o mundo entre as 20H30 e as 21H30 locais.

Esta iniciativa teve inicio em 2007 em Sidney e um ano mais tarde teve uma adesão mundial.

Por todo o planeta as luzes estivam on









E depois off










Agora há que não esquecer de aplicar parte disto ao dia-a-dia.

Patrícia

21.3.10

Chegada da Primavera

Este ano a Primavera chegou no dia 20 de Março. É já nossa tradição sair para os bosques à procura de sinais da sua chegada. Este ano não foi excepção e eis o que encontrámos:

- céu azul (isto foi presente da chegada da Primavera) e folhas a aparecerem nos ramos das divesas árvores;



- um ninho (que a Miminha descobriu com os seus binóculos);


- pássaros com seus filhotes;


- e flores que começam a despontar;



Depois fomos ao parque onde os meninos encontraram uns amigos da escola. O Diogão foi introduzido, pelo pai dos meninos ao raguebi. E a Miminha andou a brincar com um menino da sua classe. Findo o jogo, as calças do Campeão estavam com ar de quem se divertiu muito.

E a caminho de casa descobrimos que (também sinal da Primavera) a gelataria perto de nossa casa abriu, de modo que decidimos rematar a nossa busca com um belo gelado.

É oficial. A Primavera chegou!

Patrícia

Defender o oceano começa com o que se põe à mesa

Porque:
- ¾ do stocks de peixe do mundo estão totalmente explorados, sobreeexplorados ou esgotados;
- 88% dos peixes em águas comunitárias estão sobreexplorados;
- 90% dos grandes peixes predadores (bacalhau, atum, peixe espada, pescada) estão esgotadas;
- apenas 1% dos oceanos e mares do mundo estão totalmente protegidos;

devemos ter em atenção aquilo que compramos e consumimos.

Não defendo de forma alguma que se deixe de comer peixe que é, aliás, um elemento fundamental de uma dieta equilibrada. Todavia, devemos ter em atenção 5 critérios para um consumo responsável:
1 – comer menos peixe – os oceanos não podem suportar o aumento desenfreado do consumo;
2 – recusar o peixe miúdo – comer peixe que não atinge a maturidade reprodutiva significa estes que não tem capacidade para se reproduzir e o crescimento da população fica em risco;
3 – melhor o de mais perto – deve-se verificar a origem do peixe que se consome e escolher preferencialmente os que são de origem local – menos gasto energético para o seu transporte e menos impacto em populações locais ao lhe retirar os seus recursos energéticos;
4 – preferir peixe apanhado através de métodos de pesca selectiva como anzol e redes artesanais. Apanhar peixe com redes industriais leva a pesca acidental e portanto, em alguns casos a que cerca de 70% das capturas sejam peixes que posteriormente são atirados ao mar mortos ou moribundos;
5 – peixe cultivado em aquacultura não é a solução.

Para além dos critérios enumerados devemos ter em atenção a lista vermelha de espécies de peixes, ou seja, isto não quer dizer que não os podemos consumir mas que apenas deveriamos comprar e consumir quando nos garantirem que foram apanhados de forma sustentável e que, portanto, não foram usadas práticas destrutivas para os obter. São eles:
- alabote;
- alabote da groenelândia;
- atum;
- bacalhau do atlântico;
- camarão;
- espadarte;
- linguado;
- peixe espada branco;
- peixe vermelho;
- pescada (está em risco de colapso por sobreexploração dos stocks no mediterrâneo);
- raia;
- salmão do atlântico;
- solha americana;
- tamboril;
- tubarão (cação e tintureira).

Não custa muito informarmo-nos sobre o que compramos e termos os cuidados acima enumerados. Também não custa divulgar para que outros se informem e todos façamos a nossa parte. É nossa responsabilidade e cabe-nos dar o exemplo.

Não podemos adiar mais.

Patrícia

16.3.10

Convites da festa da Miminha

Andamos nisto há um tempo...

Em breve a Miminha vai fazer 4 anos. Como é um motivo de celebração, estamos a organizar uma festinha para ela. Ela fala na festa desde final do ano passado. Lembro-me de lhe dizer que a festa é “depois do Natal, depois do meu aniversário, depois do Carnaval e das férias de inverno”.

Está ansiosa por convidar os amigos, e na esperança de fazer o tempo render, resolvi que deviamos personalisar os convites (azuis para as meninas e verdes para os meninos). Desenhei cada um de forma diferente (com desenhos de todo o tipo - bailarinas, cavaleiros, dinausauros, Dora, princesas á escolha da pequenota) e a Miminha pintou cada um deles. Foram dias e dias, iogurte derramado em cima, com alguns deles com uma história própria. A perserverança da Miminha foi inabalável, inclusive – enquanto mano e pai viam o Ajax-PSV - assinou todos os envelopes sem se queixar.

Amanhã vamos fechar os envelopes com autocolantes para quinta e sexta procedermos a distribuição que ela tanto anseia pelos meninos da sala.

Patrícia

15.3.10

Ajax-PSV

Ontem, finalmente e graças a um empurrãozinho do meu (agora nosso) amigo Rui Tovar, fomos pela primeira vez assistir a um jogo no ArenA. E não foi um joguito qualquer, foi logo um clássico do futebol holandês, entre os segundo e terceiro classificados do campeonato, o Ajax e o PSV.

O Rui está a trabalhar para o i numa rúbrica muito interessante chamada ‘Viagens na minha terra’, que consiste em relatar experiências desportivas com marcado interesse cultural e social. Para grande sorte minha, resolveu ele que um clássico do futebol em Amesterdão é uma dessas experiências e deu-me o privilégio da sua companhia durante dois dias muito simpáticos.

Ele aterrou no Sábado à tarde e, como boémios incorrigíveis que somos, jantámos as deliciosas lulas da Patrícia e deitámo-nos cedinho. Tínhamos que acordar cedo no dia seguinte e a idade já pesa. No Domingo acordámos então ainda a madrugada estava no seu primeiro sono e zarpámos para o futebol do Diogo.

O pequenote esteve em grande durante o treino. Nota-se uma evolução dramática em relação ao ano passado, tanto a nível técnico como nos capítulos do empenho e da confiança. Essas diferenças ficaram bem patentes durante o jogo final, durante o qual se movimentou quase em permanência e inclusive marcou um golo de carrinho, numa jogada de insistência.

Mas o grande acontecimento do fim-de-semana estava marcado para a tarde. Às 2 da tarde saímos de casa, apanhámos o tram até à estação e daí o metro até à estação de Bijlmer ArenA (para precisão total, acabámos por sair na anterior, cujo nome não consigo recordar), de onde caminhámos até ao estádio.

A história do jogo é simples. 4-1 para o Ajax, uma goleada não especialmente merecida mas muito bem recebida. Até por nós, que por razöes insondáveis torcíamos pelo Ajax – será que esta cidade já nos entrou na pele sem que nos apercebêssemos?

E o resto foi espectáculo de cor e som, num estádio muito funcional mas sem especial chama ou fascínio. Sem conflitos ou tensão digna de registo, numa paz social provavelmente patrocinada pela exibição conseguida da equipa de futebol.

Para a história fica ainda o facto de nos termos sentado a 5 metros da secção reservada aos adeptos do PSV, totalmente isolada do resto do estádio por grades à plena altura da bancada e vigiada em permanência por stewards e polícia em quantidades inusitadas.

Nos próximos dias a Patrícia irá certamente acrescentar fotografias e, assim que a reportagem do Rui sair, farei a transcrição para este espaço.

Nuno / Patricia (fotos)

11.3.10

Auto-retrato

Ainda no tema, aqui fica a auto descrição do Di para a aula de inglês.


Passo a transcrever:
"My name is super Diogo.
I have brown eyes and brown hair.
I am young and 7 years old.
I am small and slim."

Patrícia

Carnaval temático

Este ano a escola resolveu eleger como tema de investigação o mediterrâneo. Por esse motivo, resolveram fazer uma parada alusiva ao tema e, apesar de o clima não estar nada (mesmo nada) mediterrânico, lá foram os pequenotes no seu desfile á volta da escola.

O disfarce da Miminha foi preparado na propria escola. Disseram-nos apenas que deveria ir de cinzento. Era o tubarão mais adorável que alguma vez vi.


O Campeão hesitou entre pirata e temível orca assassina. Optou pela última e amedrontou todos os outros seres do mar.


Patrícia

9.3.10

This is a man's world

A frase ficou conhecida pela canção de James Brown lançada em 1966. A canção atribui aquilo que é produzido no mundo ao sexo masculino.

Acho que todos temos essa noção. Os homens fazem, regra geral, melhor negócio no trabalho - facto constatado por posições de direcção serem substancialmente ocupadas por homens e que homens na mesma posição são ainda mais bem pagos do que mulheres - e em casa - fatia relevante do trabalho de casa é assegurado pelas mulheres.

Resumindo, o homem é ainda visto como o “primary provider” das finanças da família. A proposito ver: http://www.youtube.com/watch?v=MMb8Csll9Ws (Alguem me ensina a por aqui videos?)

Diga-se que isto acontece apesar da forte campanha pela promoção da igualdade de educação (assunto tão sério em algumas regiões do mundo) e oportunidade de trabalho entre sexos.

Continuo a achar que isto acontece não apenas pela ideia incutida do homem como o garante ou “aquele que provencia” mas por falta de interesse e/ou disponibilidade das mulheres em assumir a responsabilidade. Discutimos muitas vezes essa questão cá em casa, podemos ou não ter ambos “carreiras”? E a que custo?

Hoje tive mais uma vez essa percepção e so me vinha a cabeça esta canção. Fui ao um almoço promovido por uma Big 4 para pessoas a trabalhar na minha área e posição. Num total de 12 convidados era a única mulher e, curiosamente, a única “estrangeira” também. Essa foi a parte da resposta à pergunta, sim podemos ter ambos carreiras.

A resposta ao “a que custo?” é o que se vai passar na próxima sexta-feira: os meninos vão ter uma festa com actuação na escola e, a (muito malvada) mãe vai faltar ao evento por estar naqueles dias longos e loucos a viajar em trabalho. O que vale é o Super Papá que lhes/nos salva a face!

Poderia lá eu partilhar a vida com quem não tivesse a mente aberta para o assunto...

Patrícia

8.3.10

Desenho de família – pelo Campeão

Chegado da escola pedi ao Campeão para fazer o mesmo exercício. Ele tem a mania que não sabe desenhar mas lá fez um desenho da sua família aos seus olhos. Ía-se rindo e dizendo “está divertido”.

Desenhou-me primeiro a mim, depois a si próprio, a seguir a mana e finalmente o Papá.

Também no desenho do Campeão aparecemos todos a sorrir. Na sua óptica, o mundo é diversão e divertidos nos criou.

Gostei dos pormenores: da mão dada, do jogo do galo na sua camisola, das cores e busca de padrões, da imponência Grandalhão e da Miminha a intitular-se maluca.

Ficou assim:
Questionado sobre quem é o mais contente, o mais triste ou o que gostaria de ser respondeu sempre religiosamente “um dó li tá...” seguido de uma sincera e gostosa gargalhada.

Patrícia

Desenho de família - pela Miminha

Começou por uma folha A4 onde se desenhou a si – “com unhas grandes e pintadas. Mas só quando for grande e por isso vou fazer o meu mano mais pequenino porque eu sou grande”. Com um vestido de flores e corações.

Ao seu lado, na mesma folha, desenhou o seu Mano, o Papá e a Mamã. Todos sorridentes e a olhar na direcção dela. O Papá dá uma flor castanha á Mamã que tem um coração na mão.

As pernas do Papá são da altura da folha. Posto na perspectiva dela, o Papá deve ser isso mesmo: pernas enormes que acabam numa cabeça.

Mãe e filhota têm coroas na cabeça.


Depois resolveu que faltava muita gente. Sugeri colar outra folha. Disse-me que sim, ao lado dela. Foram desenhados: a avó Berta, a avó Carlota & avô Aucindio (“tem bigode não tem mamã?)”, a avó Nélia (“com um bebé na barriga”), o tio Nuno, o Tomás muito pequenino e a Mariana. Juntou depois as tias Luisa e João.


Acabando-se o espaço sugeriu colar outra folha. Desenhou os avôs Tó e Carlos. E decidiu desenhar os animais de estimação, também.


O quadro geral da familia (em destaque na parede da sala) é o seguinte:


E mais análises deixo para quem as quizer fazer. Em especial para a sogrinha, especializada nelas.

Patrícia