20.2.10

Alguns trabalhos da Miminha

Este tem graça pelo desenho da casa por baixo da pintura: modelo holandês.



Algo nela de instinto predador. Que se mantenha!



Tudo no lugar certo:

Patrícia

16.2.10

Sensação de frustração ou emigrante deslocada

Hoje é dia de Carnaval. Não apenas em Portugal mas no mundo, já que o Carnaval não é um feriado móvel.

A pensar no como me divertia a mascarar-me, inquiri ontem o director da escola se poderia mascarar a Miminha. Disse-me que sim. Ao fim do dia de ontem o Campeão apareceu a dizer que a professora tinha dito que poderia ir mascarado.

Ora ontem prepáramos os fatos para o Carnaval. Todos contentes com a dita data.

Hoje de manhã os meninos vestiram-se: a Miminha de Polaca e o Campeão de Cavaleiro. Pintei-lhes a cara como manda a praxe. Estavam girissimos e prontos para ir brincar ao Carnaval.
Saímos de casa e lá fora mais um dia de neve (já irrita, estou mais do que pronta para a Primavera). Chegámos á porta da escola – os primeiros a chegar como tantas vezes – os nossos pimpolhos felizes da vida com a alegria de menino mascarado. Outros meninos começaram a chegar. Mais ninguém estava mascarado.

Miúdos não perdoam e começaram a perguntar-lhe porque tinha um bigode pintado. O Campeão começou a ficar calado. Pediu-me para lhe tirar o disfarce porque era o único. Na casa de banho da escola tirei-lhe a pintura, o colete e a capa. Troquei as camisolas e estava preparado para um dia normal de escola.

A Miminha entrou feliz na sala de aula, radiante com a sua roupa e cara (mais especificamente olhos) pintada. Assim ficou todo o dia, satisfeita por ser a unica com o seu disfarce. Ainda me disse ao fim do dia que nenhum dos meninos sabia que hoje era Carnaval que ela é que teve de lhes dizer...

Depois de os deixarmos ficámos destroçados. O Grandalhão com o coração partido pela situação, eu revoltada e a questionar-me se seria possivel e que me teria enganado na data ou onde estaria metida entre bárbaros que passam pelo Carnaval ao lado como se nada fosse. Hello! Ninguem brinca ao Carnaval por aqui?!?

A Miminha pareceu ficar bem. Mas o Campeão, ter-se-ia sentido embaraçado e teria isto tido algum impacto? Passámos o dia na dúvida. Fomos buscá-los ao after scool e lá estavam ambos felizes da vida - como se nada se tivesse passado.

Tudo bem quando acaba bem. Ainda assim me pergunto, onde raio estamos nós metidos que esta gente, mais concretamente as crianças desta gente, não celebram o Carnaval? Dá vontade de fazer uma festa de máscaras. Ou mudar para o Brasil...

Patrícia

Don Quijote de la Mancha

Mais um ano e abro oficialmente a tradição de que dia dos namorados é dia de ballet. O ano passado vimos a Giselle e este ano fomos ver o “Don Quichot”, também ao Het MusiekTheater Amsterdam. O espectáculo é dançado por o que creio ser a companhia de bailado holandesa e a coreografia foi do russo Alexei Ratmansky. A música do bailado é de Ludwig Minkus e foi tocada pela sinfonia holandesa.

A performance foi absolutamente espantosa com o equilíbrio certo entre humor e seriedade, a coreografia e o guarda fatos fantástica, e a prima bailarina a pura essência do que um bailarina deveria ser.

O espectáculo estava previsto para durar 2 horas e 45 minutos repartidos por 3 partes. Aguentámos as duas primeiras e depois, no segundo intervalo, tornou-se evidente que a Mimina iria começar a disparatar pelo que optámos por sair. Com muita pena minha e do Campeão que estava a adorar o D. Quixote e seu fiel e cómico Sancho.

Patrícia

12.2.10

3 anos e 10 meses - Catarina

Altura - 105,5 cms (um bocadinho acima da média, creio que holandesa)
Peso - 17 kgs (na média)

Vacinas obrigatórias todas em dia - próxima só aos 9 anos. A facultativa, da gripe suína - epidemia do ano -, optámos por não dar.

Patrícia

7.2.10

35 anos

Completei os 35 anos - número bonito resultado da tabuada que oiço o Campeão soletrar: “7 vezes 5 = 35” - e sinto-me bem com a idade. Há 20 anos atrás acharia que aos 35 anos seria uma mulher madura. Certamente daqui a 20 anos acharei que, aos 35, era ainda uma miúda. 35, diga-se o que se disser, é simbolo de plena actividade, já contem uma certa bagagem e a vontade de mudar, não o mundo mas uma parte dele.

Aos 35 anos sinto-me tanto o veículo como o destino. Carrego histórias e sonhos, palavras e canções, simbolos e mitos. Sinto que cuido do mundo à minha volta a cada segundo.

Tive um fantástico pequeno almoço, com um lindíssimo ramo de flores, preparado pelo Grandalhão e meninos.


E ainda um postal maravilhoso com o que somos.


Apaguei as velas do bolo de aniversário na presença do meu Companheiro e Amor da minha Vida, dos fihotes, dos amigos ‘de agora’ e seus filhotes. Recebi telefonemas e mensagens de pessoas queridas e de diversos percursos do meu caminho até chegar aqui. Senti-me acarinhada e acompanhada ao longo do dia. Sabe tão bem, ter a atenção e o mimo neste dia daqueles que sentimos a falta ao longo do ano, dos anos...



Um dia de balanço. Um dia de especial carinho dos que me acompanham no dia a dia e dos que ganhei e perdi, e recuperei por momentos com os votos de parabéns hoje. Um dia gostoso como todos os aniversários deveriam ser.

Felizmente, não tenho a vida perfeita – que assustador isso seria – mas tenho a certa e aquela que me cabe (umas vezes por decisão, outras por sorte).

Patrícia

4.2.10

Avaliação do primeiro semestre da Miminha

Recentemente todos os pais foram chamados para o balanço do primeiro semestre da experiência dos seus filhos numa turma bilingue. Hoje foi a nossa vez.
Reunião com os dois professores - o de francês e a de inglês - e dividida em dois grandes temas, comportamento e actividades escolares.

Começou o professor de francês a dizer que não nos deveria surpreender por dizer que o comportamento da Miminha é óptimo: faz o que lhe pedem, quando pedem, interage e brinca com os professores e com os outros meninos. Ora o professor estava enganado porque me surpreendeu! Em casa tem sempre o não pronto para cada coisa que se lhe pede (quanto mais rotineiro melhor: lavar os dentes, levar a mochila, ir para casa, hora do banho, sopa, hora da cama...) e está disposta a armar uma guerra por cada um dos pedidos. Sempre disse que achava que a disciplina do liceu francês lhe iria fazer bem mas pelos vistos há uma linha bem delineada entre comportamento em casa e na escola.

Ainda sobre o comportamento foi-nos dito (isto realmente não foi uma surpresa) que denotam na Miminha uma certa veia autoritária em actividades livres. Ou seja, se nenhum adulto a está a dirigir, ela entende que deve ser ela a encarregar-se de “pôr as tropas a mexer” e que diz aos outros: vamos brincar a isto, tu és isto, tu aquilo e eu aqueloutro e é assim e acabou.

Quanto à actividade escolar dela, dizem que é impressionante. Pinta tudo dentro das linhas e as pinturas parecem ser feitas por uma criança de outro nível de escolaridade. Absorve de uma maneira absolutamente rápida (“muito mais rápida do que as outras crianças”, segundo a professora de inglês) as línguas. O professor de francês fez questão que lhe confirmássemos (novamente) que quando entrou no liceu, em Setembro, a Quiqucha não sabia falar francês, à excepção das palavras de sobrevivência “bonjour, pipi, eau, oui, non” que na ânsia do desafio que aí vinha para a minha pequenina, fiz questão de lhe ensinar. Diz que a evolução do francês dela é notavel, que já constrói frases com várias palavras e que não faz sentido dar-lhe aulas de apoio às quartas feiras porque “ela aprende depressa demais”. A professora de inglês disse, repedidas vezes, que o caso dela é fascinante, enquanto o professor de francês (também o director da escola) confessou que usa sempre o caso da Miminha como o exemplo aos pais que vêm procurar a escola mas que têm dúvidas sobre o facto de uma experiência bilingue poder ser confuso para os pequenotes. Também disse que diz aos pais que não é uma experiência indicada para todas as crianças.

Em duas semanas, os adjectivos pelos respectivos professores sobre os nossos filhotes são brilhante e fascinante. Uma honra enquanto mamã das criaturinhas, sobretudo quando é sabido que o ensino francês não se alicerça propriamente no conceito de reforço positivo para motivar as crianças: se fizeram mal, depressa e sem dó, ouvirão que fizeram mal e que a ideia é um disparate puro!

Enfim, estou mais inchada do que a rã que queria ser maior que o boi - quem não estaria ao ouvir semelhantes coisas? O Grandalhão é testemunha que isto foi o que hoje foi dito (e sendo ele muito parcial em relação à Miminha e eu a “implacável”, decidi antecipar-me para ser um relato mais fidedigno).

Derreada num dia, babada no outro. Será justo dizer que da Catarina posso ter a certeza que sempre virão surpresas e emoções fortes.

Patrícia

3.2.10

Momento pedagógico

A uns 10 passos da porta do supermercado, depois de arrumar o porta moedas na carteira, ajeitar o saco das compras, a saco da padaria e as mochilas dos pequenotes reparei que a Miminha tinha algo na mão. Algo INDEVIDO na mão. Algo que não era dela e que não pagámos pelo que alerta máximo na minha cabeça: ela roubou.

Milhentas ideias me passaram pela cabeça em segundos. Será que ela tem consciência Tem (apenas) quase 4 anos... Sim tem, era uma caixa de pastilhas elásticas, tipo gorila. Ela sabia que eu nunca lhe compraria aquilo, nem tentou sequer e, para mais, estava a esconder, portanto sim nao tenho dúvidas, ela tinha consciência de que estava a fazer algo de errado. Mais outras duas questões, importantes, me passaram pela cabeça. A primeira, a necessitar de resposta imediata: o que fazer? A segunda, mais complicada, será que isto me diz algo sobre o carácter da minha filha e que não quero ver?

Como resposta à primeira, fi-la dirigir-se ao balcão do supermercado para devolver o que não era seu. Fi-la pedir desculpa, claro. Mas o problema da linguagem aqui tirou o efeito que queria que esta situação tivesse. Eu não tenho holandês para a fazer passar uma vergolha e ela não tem inglês para se envergonhar se quisesse fazer um discurso com essa intenção à frente da menina da caixa.

Imagino que todas as crianças, em dada altura da sua vida, experimentem a brincadeira. Eu fi-lo. Fui apanhada pela minha tia, depois de saída da mercearia do bairro, me estar a tentar desfazer de um chocolate que tinha tirado - tal era já o peso da minha consciência. Não me expuseram, fizeram devolver ou pedir desculpa mas nunca me esqueci. Esperava que o fizessem mais velhas. Estaria mais preparada, talvez, se fosse o Campeão a fazê-lo, ou talvez não, porque estou convencida que ele não o faria...

Estaria só a testar? E teve a minha reacção algum efeito? Positivo? Acho que vou ter de esperar para ver. Ou talvez nunca veja. Não é o fim do mundo (se calhar amanhã rio-me disto) mas agora, no calor do acontecimento, estou derreada.

Patrícia

21.1.10

BRILHANTE!!!

Antecipando-me ao relato que a Patrícia certamente fará do acontecimento, não resisto a deixar os meus comentários à reunião que tivemos esta manhã com a professora do Diogo.

Quando recebemos a nota da professora a convocar-nos para uma conversa sobre o Diogo, a minha reacção foi péssima. Normalmente chamo o campeão para lhe perguntar o que se passa, mas neste caso a minha irritação foi tal que, quase sem pousar as coisas que trazia nas mãos , peguei no caderno e escrevi uma resposta bastante enfática, diria mesmo a roçar a agressividade.

Isto porque a Patrícia vem tentando, sem qualquer resultado, convencer esta mesma professora a ter reuniões periódicas para falar sobre o Diogo. Aliás, houve notas escritas enviadas por nós às quais ela nem se dignou responder. Isto porque, segundo ela, nada havia a falar: o Diogo tem boas notas, aprende bem e não vale a pena reunir-se para falar sobre nada.

Mas eis que de repente já vale a pena, só porque supostamente o puto fala demais nas aulas. Continua a ter notas excelentes a tudo, domina 3 línguas e está a caminho da quarta, socialmente é um ás, mas fala demais e isso só por si justifica uma chamada.

Fiquei danado: ela é a professora, cabe-lhe gerir a turma e não andar a chagar os pais só porque os putos se comportam como putos. Bolas, quem é não fala nas aulas?!?!

Para mais, este liceu tem a estranha mania de afastar os pais da escola por princípio mas recorrer aos mesmos quando convém. Percebo que ter mães desocupadas a pressionar os professores e ter na escola a sua actividade principal comprometa a independência e a eficiência do sistema, mas também não está certo atirarem os putos para as mãos dos pais cada vez que têm uma reunião de equipa ou algo do género.

Mas adiante...

Com isto tudo, fui esta manhã para o encontro com um espírito combativo, pronto a lembrar-lhe (entre outras coisas) que nós não interferimos na vida da escola e que cabe aos professores gerir os alunos, sobretudo em coisas tão comezinhas como a tagarelice.

Mas fiquei desarmado quando ela nos disse que tinha reorganizado a sala toda porque havia vários outros alunos a tagarelar. E que a preocupação dela em relação ao Diogo era não só a conversa mas também a distracção permanente: ele passa as aulas a olhar pela janela, a mexer no radiador, a brincar com as canetas e a falar. E ela receia que isso possa ter um impacto na sua aprendizagem.

Isto soou muito familiar, tanto no Diogo como em mim. Recuei 25 anos no tempo e lembrei-me das horas que passava a olhar pela janela, a desenhar nos cadernos e nas mesas e a falar com os colegas do lado. E de repente tudo aquilo me pareceu mesmo despropositado.

Sobretudo quando ela se contradisse e largou um chorrilho de elogios ao puto. De tal forma que até se emocionou enquanto falava. Percebi na sua expressão uma quase admiração pelo nosso campeão. E acabou a dizer algo como: quem me dera que todos os alunos fossem como o Diogo, nem precisava de ir de licença de parto (está grávida de 6 meses).

E foi mais longe, referindo-se repetidamente ao Diogo como brilhante (daí o título deste post). Nós sabemos mas é tão bom ouvi-lo da boca desta professora, que é tão contida.

O problema, como eu venho dizendo ao Diogo desde que ele teve idade para perceber, é a sua motivação: ele só não faz aquilo que não quiser mas ele nem sempre quer. Assim que a conquista está feita, parte para outra.

E esta distracção nas aulas é para mim sinal de uma só coisa só: tédio. Filhote, vai por mim, isso vai acontecer-te toda a vida.

Nuno

18.1.10

Pizza caseira

Já todos sabemos que o Diogão é um amante de pizza (e de cozinha italiana no geral).

Ora, um destes dias o Nuno trouxe para casa a ideia de fazermos uma pizza. Restava ter tempo e cabeça para adquirir os ingredientes. E assim foi. Domingo metemos mãos á obra e fizémos, pela primeira vez, a pizza caseira.

Começámos pela base: massa, molho de tomate, mozzarela e cebola:

Depois cada um dos pequenotes fez a gosto. O Diogo foi para o atum, a Cácá para o chouriço:









E depois do forno, ficaram com um aspecto, cheiro e sabores muito apetitosos (menos para a Cácá que se ficou por sopa e fruta porque não gosta de pizza).














Patrícia

14.1.10

Holandização

Suponho que fosse inevitável. O velho adágio ‘diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és’ sempre funcionou, porque havia de falhar connosco?

Refiro-me à nossa integração, adaptação, conversão, chamemos-lhe o que quisermos. Na prática, a adopção dos hábitos dos holandeses. Ainda que não na totalidade, pelo menos nos aspectos que nos parecem mais apelativos.

Pequenos nadas a que, todos somados, se chama cultura. Bons exemplos são os hábitos alimentares – já nunca almoçamos, o que por vezes gera algum atrito quando estamos em Portugal – e a celebração das datas mais importantes – na maior parte dos casos já nem sabemos quando é feriado em Portugal, passámos a aguardar com entusiasmo o Dia da Rainha e a chegada do Sinterklaas e no ano passado já olhámos com bastante interesse para a forma como abordam o Natal e a passagem de ano.

Mas há aspectos em que pura e simplesmente não nos convertemos (pelo menos eu): ainda tentámos adoptar a bicicleta mas falhou redondamente; e não há maneira de me convencerem a comprar patins para os miúdos patinarem no gelo. O Diogo já se dizia pronto para participar numa corrida mas cortei-lhe as vasas. Nada tenho contra a patinagem mas é simplesmente demasiado estranho investir em algo que implique passar dias gelados na rua.

É em momentos como este que tenho a certeza que não viemos para ficar.

Nuno

matemática

2 filhos + 2 carreiras + 2000 kms de distância da fonte mais próxima de ajuda = ?

Pois é, igual a dor de cabeça constante...

A ginástica a que somos forçados no dia-a-dia é inimaginável. Ou melhor, só é imaginável por quem também passa por isso. Numa alegoria a que me habituei por estas paragens, a sensação é de ser malabarista e ter várias bolas no ar ao mesmo tempo: enquanto nenhuma cair estamos bem, e se cair esperamos que ressalte o suficiente para nos dar tempo para voltar a lançá-la ao ar.

Aqui há uns tempos eu dizia, alto para quem quisesse ouvir, que só esperava pelo momento em que a Patrícia ganhasse o suficiente para nos suportar a todos. Nesse momento iria para casa ocupar-me dos miúdos e dedicar-me à escrita.

Hoje não estou tão certo de ser capaz. Pelo menos não nesta terra. Daria em doido pois não saberia como ocupar o meu tempo. Em Lisboa era (e sou) capaz de preencher metade do dia com passeios pela cidade, aqui não sei bem aonde ir.

Por isso suponho que vamos continuar nesta guerra diária, com calendários anuais, mensais e semanais detalhados e expostos em todos os cantos da casa.

Nuno

13.1.10

Délégué de classe

Eleito e empossado pelos seus colegas no início do ano lectivo, o Campeão é o délégué de la classe CE1 do seu liceu. Como tal foi chamado a participar numa reunião de escolas que teve por missão discutir o destino do recreio comum.

A escola dos pequenotes é contígua a mais duas escolas e as três partilham o mesmo recreio. Ora decidiram os directores das escolas que o recreio precisa de ser remodelado, estimando-se que a dita remodelação se efective para Setembro/Outubro.

Com esse objectivo em mente foi organizada uma reunião/workshop tendo os delegados de turma sido convocados. Recebemos uma nota a dizer que o Campeão se deveria apresentar na escola e de modo a, enquanto representante da turma, estar presente na dita reunião (e que um dos pais poderia acompanhar).

Assim foi. Seis meninos (curiosamente todos rapazes e franceses, com a excepção do nosso Campeão) se apresentaram na escola vizinha a representar a escola francesa. Dois dos quais falam holandês (Campeão e outro) e os restantes francês.

Com muito agrado observei tudo. Na escola holandesa esperava um grupo de 16 menino(a)s aos quais os « franceses » se juntaram. O professor (imagino que de artes plásticas) iniciou a reunião explicando o objectivo da mesma. Querem saber como remodelar o recreio e por isso contam com a contribuição dos meninos. Esperava eu que se iniciasse ali um debate tipo :
- um escorrega !
- não, prefiro um baloiço ou um campo de futebol !
com os inerentes comentários dos adultos quanto à segurança dos desejos dos pequenotes. Mas nada disso.

Uma vez esclarecido o objectivo, dividiram-se os meninos em 4 grupos e mostrou-se uma planta do recreio. Passo seguinte foi atribuir ¼ do recreio a cada grupo e mandá-los para, no espaço que lhes tinha sido atribuído no recreio, brincar. Foram e brincaram cerca de 10, 15 minutos.

De volta à sala de reunião, o professor começa a contar uma história (discurso sempre em holandês) mostrando fotografias. A ideia era mostrar como era preciso imaginar o que se queria conseguir para depois fazer uma maquete.

Passo seguinte foi olhar para a planta do recreio, imaginar e discutir com os outros membros do grupo o que se pretende de um recreio.

E depois, mãos à obra, construir uma maquete!

No final ainda discutiram como deveria a maquete de cada grupo ser apresentada aos outros grupos e decidiram que se reuniriam à volta de cada mesa de trabalho e cada um explicaria o que fez. O Campeão fez a exposição do seu escorrega duplo em holandês.

E as quatro maquetes ficaram todas um espanto:




No fim explicaram aos pequenotes que com base nas maquetes deles vais ser feito um estudo e os adultos decidirão o que pode ser feito no recreio e que, infelizmente, a impletentação não será nem tão criativa nem tão rápida mas que o contributo deles foi fundamental agradecendo-lhes a participação.

Gostei imenso da abordagem. E adorei ver o Campeão compenetrado no seu papel de grande responsabilidade de representante da turma.

Patrícia

A ratita cá de casa

Enquanto hoje tirava algumas roupas duma arca que pertenceram ao Campeão e para ver se serviriam à Miminha, ela (porque não lhe escapa nada) desencantou o fato da festa da escola do Campeão na sua idade. Nessa altura estávamos em Portugal e, na festa do fim dos ano (nos seus 3 anos), ele com os seus coleguinhas, vestiram-se de ratitos e ditaram a história do livro “Chico, o rato da lua”.

Já que estava numa de ser um ratito, resolvi entrar no jogo: procurar as orelhas do respectivo bicho, pintar-lhe uns bigodes, pôr-lhe um laço cor de rosa ao pescoço (porque ela, no seu pleno ser, é sempre do género feminino, uma ratita, portanto), umas luvas e pôr-lhe o avental que a Mónica lhe deu no Natal e que ela adora.

Andou uma boa parte do dia com aquela vestimenta. Uma delícia, ora vejam.

Patrícia

10.1.10

Diversão com neve

Uma frente fria tem atacado a Europa este Inverno. Em Portugal hoje nevou em 10 distritos diferentes. Em Amesterdão, começou a nevar na hora da aula de ballet semanal da Miminha e o frio tem-se mantido gelando os canais.


Quatro dias depois voltou a nevar em força (para os parâmetros holandeses, claro) e a neve a ficar fofa.


Mesmo a pedir a brincadeira!



Atenção às bolas de neve a cruzar os ares (o que vale é que esta no canto superior direito da foto abaixo falhou o alvo ou a máquina fotográfica havia de ficar em bom estado...)!


Diversão com neve e em família - recomenda-se!

Patrícia

8.1.10

Ainda mais orgulhosa de Sintra

Não sou original ao dizer que Sintra é um dos meus locais de eleição.

Não vem de agora. Desde que nasci que passei mais fins de semana da minha vida em Magoito do que fora dele. Ora, de Magoito namora-se a serra de Sintra a todo o tempo. Para lá se chegar tinha-se que nas estradas antigas por Sintra passar e, nas novas, a serra com o Palácio da Pena e Castelo dos Mouros sempre a bailar no topo, continua a ser um elemento dominante da paisagem.

Muitas, muitas, muitas vezes (embora talvez não tantas quanto gostaria) subi a serra, palmilhei o Castelo dos Mouros, namorei o Palácio da Pena e seus jardins. Muitas vezes me fascinei com a Quinta da Regaleira, o Palácio de Seteais, o Palácio da Vila, o Convento dos Capuchos. Muitas vezes fui à Piriquita e à Casa do Preto para comer as queijadas e outras iguarias de Sintra.

Algumas vezes, sobretudo depois de ter feito o programa Erasmus, quando tinha amigos “de fora” a visitar-me, fazia questão de mostrar Sintra. Não há, nunca vi, quem não se encante.

Nada disto é novo, pois. O que quero aqui partilhar é que Sintra, para além do costumeiro deslumbramento e encanto, alegrou-me especialmente em 2009.

Há 16 anos atrás, quando visitava o Castelo dos Mouros e o Palácio da Pena via um fabuloso património não protegido e não explorado. Não se pagava para entrar no Castelo dos Mouros e, no Palácio da Pena lembro-me de ver uma senhora já com alguma idade (e vestida de preto tal corvo), certamente funcionária a “guardar” os tesouros... sentada numa cadeira numa das salas a dormitar! No Convento de Mafra lembro-me de ser a única portuguesa num grupo com uma visita guiada... em português –traduzia em francês e quem me acompanhava traduzia em italiano para outro grupo. Ora a falta de cuidado, manutenção e, tambem, exploração dos nossos monumentos sempre me perturbou e entristeceu: porque não contratar jovens estudantes universitários, apelativos, dinâmicos e que falassem línguas nestes locais?

Ora bem, agradabilíssima surpresa, a visita ao Palácio dos Mouros é, agora, paga e vigiada, o Palácio da Pena tem um comboito que (pago – acho muito bem) leva os turistas pela íngreme rampa até porta do palácio. A visita aos jardins do palácio são pagos e vigiados. Há pequenas lojas que vendem produtos da zona junto destes locais!

Verdade que ainda podemos melhorar mas ver isto deixou-me realmente orgulhosa e muito satisfeita. E ficam imagens do passeio que fizémos a cinco: nós os quatro e o “prince Bas”:

Nos jardins do palácio fomos brindados com a graciosidade de um raro cisne negro:

No meio de um vendaval ainda mais pujante que o costume, explorámos o castelo dos mouros:




E deliciámo-nos com o romantismo dos recantos do Palácio da Pena:







Não fomos à Madeira, “peróla do Atlântico”, é verdade. Lá haveremos de ir. Mas não ficámos nada mal.

Patrícia

6.1.10

primeiro bocadinho de aventura

A Patrícia abordou o tema mas acabou por não desvendar o desfecho: acabámos mesmo por cancelar o nosso fim-de-ano na Madeira. A SATA cancelou os vôos original e substituto por causa do mau tempo no destino e era, na manhã de dia 28, incapaz de prever quando o aeroporto da Madeira iria reabrir.

Decidimos portanto abortar a viagem, não tanto por receio de não conseguir ir mas mais pelo risco de acontecer o mesmo no regresso e ficarmos presos na Madeira e perdermos a ligação para Amesterdão.

Como lhe competia, a SATA garantiu-nos alojamento na noite de 27. Ficámos no hotel Roma (passe a publicidade) durante a noite com os miúdos pois concluímos que não seria lógico ou justo pedir a qualquer dos nossos pais para voltar a montar o estaminé todo apenas por uma noite.

Chegámos ao hotel bastante tarde, depois de hora e meia de espera na fila de atendimento no aeroporto. Como seria de esperar, a companhia não deu qualquer prioridade às crianças, penalizando-nos duplamente: como demorámos mais a caminhar da porta até ao balcão porque tínhamos os miúdos, ficámos para o fim da fila; e obrigou-nos a esperar na fila com 2 crianças cansadas e esfomeadas, enquanto atendiam (e em alguns casos acomodavam noutros vôos mais cedo) adultos sozinhos.

A Catarina adormeceu no autocarro a caminho do hotel e foi impossível acordá-la para comer, pelo que a Patrícia seguiu para o quarto com ela, enquanto o Diogo e eu descemos para comer. Partilhámos uma mesa com um casal madeirense em trânsito entre o Canadá e a Madeira, engolimos a comida requentada pelo staff stressado do restaurante do hotel e corremos para cima para ainda dar oportunidade à Patrícia de comer qualquer coisa.
Quando lá chegámos, ela já se tinha acomodado e acabou por não descer. E, verdade seja dita, não perdeu nada.

No dia seguinte fomos tomar o pequeno-almoço fora e voltámos para o hotel a horas de apanhar o autocarro para o aeroporto. Estava eu a carregar as malas no porão, com os miúdos já dentro do autocarro, quando nos pediram para voltar para o hotel pois o vôo tinha sido cancelado outra vez. Pensámos 2 minutos, pegámos nas malas, chamámos um taxi para casa dos meus pais, deixámos os miúdos e partimos para o aeroporto para cancelar a viagem.

O cancelamento foi simples, o difícil é agora obter o reembolso. Estão dispostos a reagendar mas o mau tempo parece dar-lhes justificação suficiente para não devolverem o dinheiro. A disputa ainda continua mas já contemplamos alternativas.

Foi portanto a nossa primeira mini-aventura de viagem (isto não contando com as desventuras dos primeiros tempos aqui na Holanda, pois essas não foram turismo). Se queremos levar os miúdos a diferentes partes do mundo temos todos que estar preparados para incidentes do género.

Nuno

3.1.10

CE1 - primeiro trimestre

O Campeão está na CE1. Abaixo ficam os resultados da sua avaliação e apreciações dos professores relativamente ao primeiro trimestre do ano.

Francês
Linguagem oral
- Exprimir-se correctamente com um vocabulário adaptado: A
- Recitar um texto memorizado de cor: A
Leitura, escrita
- Ler oralmente um texto preparado: B
- Interpretar um texto: A
- Copiar um texto sem erros em letra manuscrita correcta: B
Vocabulário
- Organizar palavras por ordem alfabética: A
- Entender a família das palavras: A
Gramática
- Saber o que é uma frase e reconhecê-la: A
- Utilizar a pontuação (maiuscula, ponto, pontuação de diálogo): B
- Identificar os elementos gramaticais (verbo, sujeito, pronomes pessoais): B+
Ortografia
- Saber escrever as palavras de uso corrente: A
Matemática
Números e cálculo
- Ler, escrever, organizar e enquadrar números até 999: A
- Conhecer os conceitos de centena-dezena-unidade: A
- Dominar o método da adição: A
Geometria
- Conhecer os diferentes poligonos: A
- Orientar-se numa quadrilha: A
Grandezas e medidas
- Medir um segmento com uma régua: A
- Ler um calendário: A
Organização de gestão de dados
- Resolver problemas simples: A
- Resolver problemas de comparação: A
Descoberta do mundo
Orientar-se no espaço e no tempo
- Conhecer os dias, meses e estações: A
- Orientar-se num espaço famialiar (escola, sala de aula): A
Descobrir o mundo vivo, a matéria e os objectos
- Conhecer os 5 sentidos e os orgãos associados: A
- Conhecer as particularidades da dentição humana: A
- Ser sensivel aos efeitos da poluição da água: A
Prática artística e história da arte
Artes visuais
- Usar diferentes técnicas e materiais: A
Música
- Memorizar as melodias e as palavras de diversas canções: A
- Codificar a estrutura de um bocado musical: A
Educação fisica e desportiva
- Correr rápido: A
- Correr muito tempo: A
Instrução cívica e moral
- Respeitar as regras da vida na sala de aula e na escola: A
- Compreender a solidariedade eparticipar numa acção solidária: A
Línguas
Inglês
- Saber dizer o nome: A
- Saber dizer como vai e cumprimentar os outros: A
- Saber dizer a idade e data de aniversário: A
- Conhecer os números de 1 a 20: A
- Saber falar da sua familia: A
- Saber pedir informações a qualquer pessoa: A/B
Holandês
- Saber apresentar-se: A
- Conhecer os numeros de 1 a 20: A
- Léxico em classe: A

A professora de francês escreve que “os resultados foram muito bons fruto de um trabalho sério. Atenção no entanto a não querer ir depressa demais. Continua assim, está muito bem.”

A professora de inglês escreve que o Campeão “ aprende depressa e faz bons progressos. No entanto, deixa-se por vezes distrair”.

A professora de holandês escreve que o Campeão “tem boas bases de holandes. Falta tentar falar o mais possível... dentro da sala de aula”.

Estou muito orgulhosa de ti filhote! Não te faltam desafios e a todos respondes sólida e muito positivamente. És fenomenal.

Patrícia

Receita de ano novo

Poema de Carlos Drummond de Andrade

"Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre."

28.12.09

Aventuras das férias de Natal

Tem sido umas quantas entre a agitações das compras e das visitas a tanta gente!

Começou na própria sexta-feira em que viémos. O Grandalhão tinha ido em trabalho para Paris na quarta-feira com regresso marcado para a sexta-feira às 14h. O nosso vôo, de Amsterdão para Lisboa, partia às 19h. A mala ficou na quinta-feira ainda por acabar porque havia mais do que tempo. Ora, este início de inverno tem sido rigoroso por toda a Europa e a torre Eiffel estava coberta de branco. Por isso os vôos andavam cancelados, atrasados. Recebi uma chamada a dizer que as indicações do vôo para Amsterdão tinha desaparecido do ecrã do aeroporto. Faltava acabar as malas, descê-las (uma delas com 30 kgs) por escadas do 3 andar, apanhar os meninos do after school, apanhar um táxi para o aeroporto para a fila do check-in, depois a do controlo, e esperar que o Grandalhão chegasse a tempo para o embarque. Tudo fizémos e o Grandalhão aterrou de Paris às 18h, directo para Lisboa.

Foi também uma aventura a ida ao ballet. Tinha prometido à minha sobrinha, agora com 6 anos, levá-la ao ballet. Pensávamos que o espectáculo era à tarde mas quando vimos os bilhetes era à noite. Muito mais encantador mas também mais complicado com 3 pequenotes com idades compreendidas entre os 3 anos e meio e os 7. Lá fomos numa noite de tempestade, ver a Giselle. Acharam graça à orquestra e impacientes esperavam que as enormes e pesadas cortinas vermelhas abrissem. Quando o espectáculo começou ficaram de boca aberta, encantados a ver os movimentos, as luzes, a coreografia. Acompanharam com entusiasmo a primeira parte, espantados por ser uma história dançada. A homenageada estava fascinada. Pouco depois do intervalo, o Campeão adormeceu e logo de seguida a Miminha comecou a dizer que queria ir para casa. Seguiu-se, provavelmente por contágio, a prima que também se começou a anichar em mim. Era altura de partir.

A terceira aventura de que me lembro foi a do dia Natal. Fomos passá-lo à “casa nova” dos meus pais, no concelho de Torres Vedras. Ora, também fruto de uma tempestade os postes de electricidade foram cortados e não havia electricidade na casa. Foi um Natal muito charmoso (tirando a desmesura de prendas), com todos de volta da lareira, da mesa a jogar cartas, com a criançada a fazer jogos para se entreterem, iluminados para o jantar com nada mais do que a luz de velas. Não houve televisão. Não havia aparelhagem. Na casa nova, um Natal à antiga de absoluto convívio.

Quarta aventura destas férias - da qual ainda não sabemos o desfecho e novamente causada pelo mau tempo - devíamos estar no Funchal para a passagem de ano. Devíamos ter apanhado o vôo às 19.05h. Devíamos mas por más condições climatéricas o vôo foi atrasado e depois cancelado. Duas horas de fila no aeroporto (depois do check-in, depois do controlo, depois da espera, e da nova fase da espera já com o avião em atraso). Um autocarro para um hotel em Lisboa. Um quarto de hotel para os quatro. Agora na cama do hotel espero que amanhã o tempo melhore para não nos estragar o fim do ano.

Patrícia

16.12.09

Jantar de Natal da escola

Ainda hoje, houve outra festa. A escola resolveu organisar um jantar de Natal. Assim cada menino/a foi convidado a participar sendo pedido que vestissem a rigor e trouxessem, claro está, uma contribuição para o jantar.

O Campeão, aquando perguntado pela professora o que queria trazer disse pizza. E assim foi que não quizemos ser desmancha prazeres...
A Miminha, ajudou-me a fazer e levou para a sobremesa um cheiroso (a baunilha e canela) arroz doce, decorado para a época como é bom de ver. Foi uma correria que só visto mas tudo correu bem. As salas de aula de ambos estavam muito acolhedoras à luz de velas, com decorações feitas pelos pequenotes e tudo muito excitado com a ocasião. Depois de jantar ainda foram dançar ao ginásio...

E assim foi, exaustos e felizes ferraram no sono.

Patrícia