Patrícia
24.10.10
14.10.10
12.10.10
Argentina - resultados
11.10.10
Arco-íris
Ela para mim - ˝Olha mamã, um arco-íris!˝
Eu para Ela - ˝A sério quiducha? Eu cá vejo dois... o da fonte e Tu...˝
Ela para mim - ˝Vamos sentar-nos e ficar a ver quando vai desaparecer?˝
Eu sentei-me na relva e e indiquei-lhe o colo. Ficámos as duas, uns minutos, a apreciar o arco-íris, as cores, o começo, o fim. E o arco-íris não se foi embora.
Patrícia
Eu para Ela - ˝A sério quiducha? Eu cá vejo dois... o da fonte e Tu...˝Ela para mim - ˝Vamos sentar-nos e ficar a ver quando vai desaparecer?˝
Eu sentei-me na relva e e indiquei-lhe o colo. Ficámos as duas, uns minutos, a apreciar o arco-íris, as cores, o começo, o fim. E o arco-íris não se foi embora.
Patrícia
6.10.10
Outra vez NYC
Não ficou aqui registada a última viagem a New York City. Foi especial porque como os pequenotes estavam de férias de Verão em Portugal o Grandalhão foi ter comigo, e a dois tudo teve mais graça.
O tempo estava absolutamente extraordinário: calor como nunca faz em Amsterdão! Passeámos por NYC, visitámos os museus, restaurantes, lojas e os locais que quizémos. Imaginámos uma viagem a NYC com os pequenotes… Por sorte e à ultima da hora fomos convidados a juntar-nos a um barbecue no Brooklin que foi muito, muito agradável.
O Grandalhão foi sondado a mudar-se para NYC e ficou entusiasmado com a ideia. Eu não tanto, apesar de gostar da cidade.
Passados dois meses regresso. Novamente em trabalho. De Amesterdão a NYC são cerca de 5.800 kms. Voo num colossal boeing 777-200 ER (com capacidade para 318 passageiros), e a viagem dura 7 horas e meia. Não é impressionante a facilidade com que se aproximam os lugares nos dias que correm? Fico sempre abismada.
Ao que vou? A uma conferência organizada por uma big 4. Na realidade vou para fazer networking: representar a empresa; rever pessoas com quem trabalho e que conheci noutros momentos/viagens; conhecer novas pessoas e colocar uma cara em nomes que semanalmente contacto por e-mail ou telefone; aproveito também para fazer networking na casa mãe com os colegas deste e daquele departamento e com advogados com que trabalho nas novas aquisições.
Na conferência e novamente sinal dos novos tempos, almoço numa mesa com sócios ou directores de diferentes países como EUA, Holanda, Alemanha, Malásia e Canadá. Claro que isto não quer dizer que as pessoas terão essas nacionalidades, tal como eu não sou Holandesa, apesar de vir de Amsterdão.
O que me leva a longamente divagar sobre as minhas raízes, o que me tornei e claro, para onde vou. E, claro, a questão com que me debato desde que amamentei, pela primeira vez, o Campeão, e depois a Miminha: o que fazer para que a educação dos meus filhos seja a toda (ou sendo realista, o melhor possível) a prova?
Tantos projectos que fiz, faço e (espero) farei. Todavia, o principal que tenho em mãos, e de longo prazo, é a educação (tanto que está contido nesta palavra) dos filhotes. Educar por exemplo. Exigir deles, sim, porque tão pouco sou branda a exigir de mim.
Esta é a parte boa das viagens. Dá-me tempo (ainda que seja apenas entre um destino e outro) para me distanciar e reflectir.
Patrícia
O tempo estava absolutamente extraordinário: calor como nunca faz em Amsterdão! Passeámos por NYC, visitámos os museus, restaurantes, lojas e os locais que quizémos. Imaginámos uma viagem a NYC com os pequenotes… Por sorte e à ultima da hora fomos convidados a juntar-nos a um barbecue no Brooklin que foi muito, muito agradável.
O Grandalhão foi sondado a mudar-se para NYC e ficou entusiasmado com a ideia. Eu não tanto, apesar de gostar da cidade.
Passados dois meses regresso. Novamente em trabalho. De Amesterdão a NYC são cerca de 5.800 kms. Voo num colossal boeing 777-200 ER (com capacidade para 318 passageiros), e a viagem dura 7 horas e meia. Não é impressionante a facilidade com que se aproximam os lugares nos dias que correm? Fico sempre abismada.
Ao que vou? A uma conferência organizada por uma big 4. Na realidade vou para fazer networking: representar a empresa; rever pessoas com quem trabalho e que conheci noutros momentos/viagens; conhecer novas pessoas e colocar uma cara em nomes que semanalmente contacto por e-mail ou telefone; aproveito também para fazer networking na casa mãe com os colegas deste e daquele departamento e com advogados com que trabalho nas novas aquisições.
Na conferência e novamente sinal dos novos tempos, almoço numa mesa com sócios ou directores de diferentes países como EUA, Holanda, Alemanha, Malásia e Canadá. Claro que isto não quer dizer que as pessoas terão essas nacionalidades, tal como eu não sou Holandesa, apesar de vir de Amsterdão.
O que me leva a longamente divagar sobre as minhas raízes, o que me tornei e claro, para onde vou. E, claro, a questão com que me debato desde que amamentei, pela primeira vez, o Campeão, e depois a Miminha: o que fazer para que a educação dos meus filhos seja a toda (ou sendo realista, o melhor possível) a prova?
Tantos projectos que fiz, faço e (espero) farei. Todavia, o principal que tenho em mãos, e de longo prazo, é a educação (tanto que está contido nesta palavra) dos filhotes. Educar por exemplo. Exigir deles, sim, porque tão pouco sou branda a exigir de mim.
Esta é a parte boa das viagens. Dá-me tempo (ainda que seja apenas entre um destino e outro) para me distanciar e reflectir.
Patrícia
Argentina
O Campeão é português. Está a ser educado no sistema de ensino francês. Vive na Holanda. Na escola tem uma forte componente de inglês (o ano passado com uma professora inglesa, este ano com uma professor australiana). A Miminha tem a mesma exposição.
Descobri que sociologistas contemporâneos categorizam estas crianças como “third-culture kids” (TCKs): a primeira cultura é a do berço - no nosso caso a portuguesa; a segunda é a cultura onde as crianças crescem – bom aqui o nosso caso já começa a levantar dúvidas, mas tenderia a dizer que é a cultura (em parte dos expatriados) francesa. A terceira, dizem os sociólogos, é a da mistura/amálgama das outras duas, elementos que são integrados por cada criança numa terceira cultura, única, de e para, cada um deles. Temos, portanto nesta fase, português, francês e a sua amálgama.
Agora temos de juntar o holandês e a pitada de inglês. Sobre a primeira, bom, é o pais onde vivemos há já tempo suficiente para entrar no dia a dia e, naturalmente, integramos alguns hábitos/formas de fazer as coisas. Depois a língua inglesa que é, antes do mais a nossa (leia-se dos pais) língua social na Holanda e que para mais é ensinada com força na escola por uma nativa. A cultura anglófona entra ainda também na vida do Campeão através de alguns amigos: americanos, irlandeses, ingleses.
Não sei se por essa razão, mas o Campeão tem-se mantido firme na classe avançada de inglês. Pois, a turma de meninos dos 8 aos 10 anos foi dividida em dois grupos: os mais avançados e os de conhecimentos mais básicos. Sem surpresa, na turma de inglês dos mais avançados estão os que falam inglês em casa com pelo menos um dos pais, ao passo que na turma de inglês mais básico estão, regra geral, os franceses puros.
E agora de volta ao título deste post: Argentina.
Não, o Campeão não está exposto á cultura Argentina. A Argentina aparece porque a professora de inglês mandou os meninos escolherem um país, estudarem-no e fazerem uma apresentação, escrita e oral, sobre o mesmo.
Claro que a primeira escolha do Di foi Portugal mas foi dissuadido pelo Papá com o argumento que poderia aproveitar a ocasião para abrir os horizontes e estudar um país que não conhecesse. Concordando com a sugestão, andou o Di de volta do Atlas e acabou por se decidir pela Argentina.
O país de pesquisa foi indicado numa terça feira e, na segunda e terça da semana seguinte, os meninos teriam de apresentar o trabalho. Ao Di coube-lhe na sorte segunda.
Resta acrescentar que os avós estavam de visita, e que o fim de semana estava bem preenchido com duas festas de aniversário e o futebol do Campeão…
Lá fizémos a pesquisa nas 3 grandes vertentes indicadas pela professora: factos, clima e cultura. Trabalhámos bem na cartolina, não tanto na apresentação oral por evidente falta de tempo.
E segunda feira o Di apresentou o seu trabalho: levou a cartolina e fez a apresentação oral. O trabalho ficou assim bonito.
Agora espero para ouvir os resultados.
Patrícia
Descobri que sociologistas contemporâneos categorizam estas crianças como “third-culture kids” (TCKs): a primeira cultura é a do berço - no nosso caso a portuguesa; a segunda é a cultura onde as crianças crescem – bom aqui o nosso caso já começa a levantar dúvidas, mas tenderia a dizer que é a cultura (em parte dos expatriados) francesa. A terceira, dizem os sociólogos, é a da mistura/amálgama das outras duas, elementos que são integrados por cada criança numa terceira cultura, única, de e para, cada um deles. Temos, portanto nesta fase, português, francês e a sua amálgama.
Agora temos de juntar o holandês e a pitada de inglês. Sobre a primeira, bom, é o pais onde vivemos há já tempo suficiente para entrar no dia a dia e, naturalmente, integramos alguns hábitos/formas de fazer as coisas. Depois a língua inglesa que é, antes do mais a nossa (leia-se dos pais) língua social na Holanda e que para mais é ensinada com força na escola por uma nativa. A cultura anglófona entra ainda também na vida do Campeão através de alguns amigos: americanos, irlandeses, ingleses.
Não sei se por essa razão, mas o Campeão tem-se mantido firme na classe avançada de inglês. Pois, a turma de meninos dos 8 aos 10 anos foi dividida em dois grupos: os mais avançados e os de conhecimentos mais básicos. Sem surpresa, na turma de inglês dos mais avançados estão os que falam inglês em casa com pelo menos um dos pais, ao passo que na turma de inglês mais básico estão, regra geral, os franceses puros.
E agora de volta ao título deste post: Argentina.
Não, o Campeão não está exposto á cultura Argentina. A Argentina aparece porque a professora de inglês mandou os meninos escolherem um país, estudarem-no e fazerem uma apresentação, escrita e oral, sobre o mesmo.
Claro que a primeira escolha do Di foi Portugal mas foi dissuadido pelo Papá com o argumento que poderia aproveitar a ocasião para abrir os horizontes e estudar um país que não conhecesse. Concordando com a sugestão, andou o Di de volta do Atlas e acabou por se decidir pela Argentina.
O país de pesquisa foi indicado numa terça feira e, na segunda e terça da semana seguinte, os meninos teriam de apresentar o trabalho. Ao Di coube-lhe na sorte segunda.
Resta acrescentar que os avós estavam de visita, e que o fim de semana estava bem preenchido com duas festas de aniversário e o futebol do Campeão…
Lá fizémos a pesquisa nas 3 grandes vertentes indicadas pela professora: factos, clima e cultura. Trabalhámos bem na cartolina, não tanto na apresentação oral por evidente falta de tempo.
E segunda feira o Di apresentou o seu trabalho: levou a cartolina e fez a apresentação oral. O trabalho ficou assim bonito.
Agora espero para ouvir os resultados.Patrícia
29.9.10
E lá fomos nós na busca dos sinais de Outono
26.9.10
que delícia de Outono
Ontem tivemos festa em casa. Melhor dito, um encontro de amigos. 12 pessoas entre miúdos e graúdos. Nada do outro mundo mas mais do suficiente para dar uma trabalheira a organizar.
Passámos então boa parte do dia a fazer compras, arrumar a casa e preparar os comes e bebes. Como não podia deixar de ser, os pequenotes fizeram, com mais ou menos vontade, parte destes preparativos.
E o momento mais especial do dia acabou por ser o nosso passeio de compras, aqui mesmo nas redondezas e à beirinha da estrada: com a chegada do Outono as castanhas amadureceram e muitas começam a cair, cobrindo o chão de frutos espinhosos que deliciaram a kiki e desencadearam uma série de perguntas do campeão.
Hoje o dia não está para grandes passeios. Chuva durante a noite, nevoeiro para acordar e 9 graus de temperatura convidam ao recato. Mas temos que fazer a célebre busca dos primeiros sinais de Outono. Antes que chegue o Inverno.
Nuno
Passámos então boa parte do dia a fazer compras, arrumar a casa e preparar os comes e bebes. Como não podia deixar de ser, os pequenotes fizeram, com mais ou menos vontade, parte destes preparativos.
E o momento mais especial do dia acabou por ser o nosso passeio de compras, aqui mesmo nas redondezas e à beirinha da estrada: com a chegada do Outono as castanhas amadureceram e muitas começam a cair, cobrindo o chão de frutos espinhosos que deliciaram a kiki e desencadearam uma série de perguntas do campeão.
Hoje o dia não está para grandes passeios. Chuva durante a noite, nevoeiro para acordar e 9 graus de temperatura convidam ao recato. Mas temos que fazer a célebre busca dos primeiros sinais de Outono. Antes que chegue o Inverno.
Nuno
23.9.10
É ou não é?
Depois de um ano de ajustamento ao ritmo da escola e às 2 novas línguas, a nossa kiki volta a descolar dos pares. Já acontecia no infantário, onde passava os dias a brincar com as meninas mais velhas, e só não foi tão visível no ano passado pois andava ocupada a aprender Francês e Inglês.
Vezes sem conta partilhámos (aqui e directamente nas escolas) as nossas suspeitas sobre as capacidades da pequenota. Mas que fique novamente claro que não temos qualquer desejo de ver confirmadas estas suspeitas, como pais nada mais queremos do que vê-los normais e integrados.
Temos no entanto que manter-nos atentos, uma mente sobredotada requer outro tipo de abordagem na escola e em casa. Continuo sem saber se ela o é, mas está a chegar a altura de descobrir de vez. Certo é que ela não é uma menina de 4 anos standard, como sempre vimos e dissemos.
E agora voltámos a ter prova disto: a nova professora (em conjunto com a do ano passado), ao fim de meras 2 semanas de aulas, confidenciou-nos que ela tem as capacidades exigidas aos alunos no final deste ano lectivo. Foi portanto posta a fazer trabalhos mais exigentes, à parte dos restantes. E isto tudo em línguas com as quais só travou conhecimento no ano passado.
A mesma professora arriscou o tema da passagem para um ano mais adiantado, desaconselhando essa hipótese por motivos emocionais. Não podíamos estar mais de acordo: a miminha não é amiga de mudanças e não reagiria bem a uma passagem para outra turma.
Mas que fazer se isto se acentuar e a diferença dela para os outros se tornar demasiado óbvia? Tenho vindo a adiar este tema porque ela é muito nova, porque detesta o desconhecido, porque as amigas são um elemento fundamental da sua segurança e porque até agora a escola tem-lhe constantemente colocado novos desafios com as línguas.
Mas o que é mais importante no desenvolvimento de uma criança? Devemos deixar isto ao critério da escola ou procurar especialistas?
Nuno
Vezes sem conta partilhámos (aqui e directamente nas escolas) as nossas suspeitas sobre as capacidades da pequenota. Mas que fique novamente claro que não temos qualquer desejo de ver confirmadas estas suspeitas, como pais nada mais queremos do que vê-los normais e integrados.
Temos no entanto que manter-nos atentos, uma mente sobredotada requer outro tipo de abordagem na escola e em casa. Continuo sem saber se ela o é, mas está a chegar a altura de descobrir de vez. Certo é que ela não é uma menina de 4 anos standard, como sempre vimos e dissemos.
E agora voltámos a ter prova disto: a nova professora (em conjunto com a do ano passado), ao fim de meras 2 semanas de aulas, confidenciou-nos que ela tem as capacidades exigidas aos alunos no final deste ano lectivo. Foi portanto posta a fazer trabalhos mais exigentes, à parte dos restantes. E isto tudo em línguas com as quais só travou conhecimento no ano passado.
A mesma professora arriscou o tema da passagem para um ano mais adiantado, desaconselhando essa hipótese por motivos emocionais. Não podíamos estar mais de acordo: a miminha não é amiga de mudanças e não reagiria bem a uma passagem para outra turma.
Mas que fazer se isto se acentuar e a diferença dela para os outros se tornar demasiado óbvia? Tenho vindo a adiar este tema porque ela é muito nova, porque detesta o desconhecido, porque as amigas são um elemento fundamental da sua segurança e porque até agora a escola tem-lhe constantemente colocado novos desafios com as línguas.
Mas o que é mais importante no desenvolvimento de uma criança? Devemos deixar isto ao critério da escola ou procurar especialistas?
Nuno
20.9.10
Acredite-se ou não
Contava o Campeão sobre uma conversa entre os meninos da escola, à hora de almoço, que se discutia a crença em deus, que muitos acreditavam mas que ele não.
Já sobre o pai Natal não tem dúvidas, pois está claro que existe. Mas não é um deus, é um senhor mágico e muito sábio porque vive há muitos anos e por isso aprendeu todas as línguas do mundo.
Patrícia
Já sobre o pai Natal não tem dúvidas, pois está claro que existe. Mas não é um deus, é um senhor mágico e muito sábio porque vive há muitos anos e por isso aprendeu todas as línguas do mundo.
Patrícia
16.9.10
Dia da mamã
Pouco depois de ter chegado a Amsterdão, apercebi-me que no mercado de trabalho holandês não é muito bem aceite que mães trabalhem a tempo inteiro. E sendo mãe das mais belas pestes, resolvi que quarta-feira seria dia da mamã.
Juntava o útil ao agradável: pelo menos uma vez por mês não há aulas para os meninos às quartas feiras, e quando há é por um horário reduzido de 3 horas. Isso permitir-me-ia também acompanhá-los mais, insistir mais no português, etc. Tinha também a esperança de ter um bocadinho (as 3 horas) para afazeres que são mais fáceis despachar sem atrelados atrás ou, simplesmente, para mim.
Mas não. As quartas-feiras são, diversas vezes, os dias mais stressantes da semana. Porque trabalho para um grupo americano, porque a responsabilidade do trabalho não obedece a horários ou dias ou horas (ou eu assim o entendo). Porque por decisão da escola, tendo em conta a experiência bilingue com os menino,s estes devem ter um intervalo - a quarta feira - pelo que não há escola para os pequenotes, leia-se para a Miminha, até ela começar a alfabetização, ou seja, a primeira classe.
Apesar de tudo, estes dias são também tempo com os pequenotes, e por isso insisto em ficar com eles e ir fazendo isto ou aquilo, ou tudo.
Ontem foi quarta-feira, dia da mamã e o Campeão foi para casa de um amigo. De modo que resolvi passear um pouco com a Miminha, comer batatas fritas (cheias de maionese e ketchup) levá-la a uma loja de vestuário de dança, onde se deslumbrou com os vestidos de dança de salão, para que escolhesse a sua roupa de ballet.
Surpreendeu-me com um ˝não gosto de cor-de-rosa, mamã˝. Escolheu preto.


E fica linda, ficará sempre, não importa a cor que escolha!
Patrícia
Juntava o útil ao agradável: pelo menos uma vez por mês não há aulas para os meninos às quartas feiras, e quando há é por um horário reduzido de 3 horas. Isso permitir-me-ia também acompanhá-los mais, insistir mais no português, etc. Tinha também a esperança de ter um bocadinho (as 3 horas) para afazeres que são mais fáceis despachar sem atrelados atrás ou, simplesmente, para mim.
Mas não. As quartas-feiras são, diversas vezes, os dias mais stressantes da semana. Porque trabalho para um grupo americano, porque a responsabilidade do trabalho não obedece a horários ou dias ou horas (ou eu assim o entendo). Porque por decisão da escola, tendo em conta a experiência bilingue com os menino,s estes devem ter um intervalo - a quarta feira - pelo que não há escola para os pequenotes, leia-se para a Miminha, até ela começar a alfabetização, ou seja, a primeira classe.
Apesar de tudo, estes dias são também tempo com os pequenotes, e por isso insisto em ficar com eles e ir fazendo isto ou aquilo, ou tudo.
Ontem foi quarta-feira, dia da mamã e o Campeão foi para casa de um amigo. De modo que resolvi passear um pouco com a Miminha, comer batatas fritas (cheias de maionese e ketchup) levá-la a uma loja de vestuário de dança, onde se deslumbrou com os vestidos de dança de salão, para que escolhesse a sua roupa de ballet.
Surpreendeu-me com um ˝não gosto de cor-de-rosa, mamã˝. Escolheu preto.


E fica linda, ficará sempre, não importa a cor que escolha!Patrícia
Planeamento e organização
Uma destas noites a Miminha teve um pesadelo e decidiu que os seus peluches de conforto não eram suficientes para a fazerem encarar o medo do sonho que teve. Assim, foi procurar conforto no nosso calor, chegando muito de mansinho e enfiando-se na cama entre nós.
De manhã deparámo-nos com a seguinte imagem na sua cama:
Foi mas deixou os seus companheiros devidamente alinhados e tapados, não fossem ter frio.
Sempre disse: mulher precavida, vale por vinte!
Patrícia
De manhã deparámo-nos com a seguinte imagem na sua cama:
Foi mas deixou os seus companheiros devidamente alinhados e tapados, não fossem ter frio.Sempre disse: mulher precavida, vale por vinte!
Patrícia
11.9.10
Festa de aniversário do Campeão com os amigos da Holanda
O Campeão teve as suas festas de aniversário em Portugal. Foi aos golfinhos, teve o dia de anos celebrado, e o dia seguinte com família e o amigo Tiago. Apesar disso queria uma festa, desportiva (era o critério) com os amigos da Holanda, uma vez regressado das férias de Portugal.
A escola começou dia 2 de Setembro. Os convites foram entregues e apareceram 20 meninos e meninas na sua festa de múltiplas nacionalidades, sendo falado o inglês, francês e português. E fizémos-lhe a vontade, seguindo o mote, desportivo.
Começaram por os hidratar com limonada para o que se seguiria, uma hora de kick fun, bastante intensa



Depois novamente um refresco para irem jogar mais uma hora de futebol e basquete:



Enfim o bolo (feito e decorado em casa com as ideias dos meninos) e as prendas



E desportiva foi a festa – eu pelo menos fiquei de rastos...
Patrícia
A escola começou dia 2 de Setembro. Os convites foram entregues e apareceram 20 meninos e meninas na sua festa de múltiplas nacionalidades, sendo falado o inglês, francês e português. E fizémos-lhe a vontade, seguindo o mote, desportivo.
Começaram por os hidratar com limonada para o que se seguiria, uma hora de kick fun, bastante intensa



Depois novamente um refresco para irem jogar mais uma hora de futebol e basquete:



Enfim o bolo (feito e decorado em casa com as ideias dos meninos) e as prendas



E desportiva foi a festa – eu pelo menos fiquei de rastos...
Patrícia
5.9.10
Correspondência de Verão
Cinco semanas das férias de Verão sem os papás. Quer dizer, o papá foi levá-los e ficou uns diazinhos com eles. Depois a mamã não resistiu e apareceu de surpresa para o aniversário do Campeão e voltou para buscá-los duas semanas depois.
Valia-nos saber que estavam nas melhores mãos que podiam estar em todo o mundo, os telefonemas diários e a troca de correspondência (de parte a parte).


Conta quem viu que eles contavam quantos corações um tinha o respectivo postal e quantas palavras...
Fica o convite a quem passou este maravilhoso tempo com eles a contar algumas memórias dignas de registo.
Patrícia
Valia-nos saber que estavam nas melhores mãos que podiam estar em todo o mundo, os telefonemas diários e a troca de correspondência (de parte a parte).


Conta quem viu que eles contavam quantos corações um tinha o respectivo postal e quantas palavras... Fica o convite a quem passou este maravilhoso tempo com eles a contar algumas memórias dignas de registo.
Patrícia
Uma experiência deliciosa
Estas fotos não são actuais. A experiência ocorreu há já uns anos com a Miminha na primeira sala do infantário (portanto ela tinha entre 14 e 20 meses). Mas andei a organizar as fotos e como achei bastante interessante, resolvi partilhar, pode ser que queiram fazer com os vossos – em especial o Tomás que hoje faz 2 aninhos e concerteza iria adorar...
A receita é simples. Precisa-se se uma mesa ou algo em que os pequenotes possam brincar e se lave facilmente. Uma embalagem de chocolate liquido e uma banheira. Despe-se o pequenote(s), senta-se na mesa e despeja-se o chocolate em cima da mesa.

Deixa-se o pequenote explorar (sem impaciência), tocando, cheirando e claro, provando.

Depois toca a lavar.
Simples, divertido e pode fazer-se em casa.
Patrícia
A receita é simples. Precisa-se se uma mesa ou algo em que os pequenotes possam brincar e se lave facilmente. Uma embalagem de chocolate liquido e uma banheira. Despe-se o pequenote(s), senta-se na mesa e despeja-se o chocolate em cima da mesa.
Deixa-se o pequenote explorar (sem impaciência), tocando, cheirando e claro, provando.
Depois toca a lavar.
Simples, divertido e pode fazer-se em casa.
Patrícia
25.8.10
Nadar com golfinhos
7.7.10
Eat up - No food waste allowed
Li hoje uma notícia que achei fabulosa sobre um restaurante chamado Wafu na Austrália. A ideia central é “Eat up - no food waste allowed at this restaurant”.
Actualmente, deita-se fora um montante astrónomico de restos de comida em muitas mesas do mundo. Nem vou entrar pelo argumento de que, enquanto tantos estômagos nunca conhecem a sensação de satisfação, que deveria ser suficiente. Há que pensar também na nossa saúde (sobretudo nos perigos variados com o excesso de peso) e no desperdicio que estamos a criar para um planeta que não tem como o digerir.
Ora, no dito restaurante, inicialmente quem deixasse comida no prato pagava uma multa. Agora mudaram de técnica, dando um desconto de 30% aqueles que não deixam nada no prato e, portanto, não criam desperdicio de comida e lixo.
As regras são muito explicitas e precisas e constam do website do restaurante:
- Ao escolher e pedir deve-se ter consciência do que se necessita e o apetite que se tem. Em bom português, não ter mais olhos que barriga!
- Encontrar prazer na comida é acabá-la. Pelo que é pedido ao cliente para não deixar nada no prato (incluindo os vegetais que não são decoração).
- Instiga-se a partilha de refeições (como se faz em casa). Assim garante-se que se reduz o desperdicio de comida.
- Se nós fizermos a nossa parte na redução de desperdicio de comida, estamos a fazer a diferença.
Concordo plenamente. Que tal ser pioneiro desta moda que, certamente, irá pegar?
Patrícia
Actualmente, deita-se fora um montante astrónomico de restos de comida em muitas mesas do mundo. Nem vou entrar pelo argumento de que, enquanto tantos estômagos nunca conhecem a sensação de satisfação, que deveria ser suficiente. Há que pensar também na nossa saúde (sobretudo nos perigos variados com o excesso de peso) e no desperdicio que estamos a criar para um planeta que não tem como o digerir.
Ora, no dito restaurante, inicialmente quem deixasse comida no prato pagava uma multa. Agora mudaram de técnica, dando um desconto de 30% aqueles que não deixam nada no prato e, portanto, não criam desperdicio de comida e lixo.
As regras são muito explicitas e precisas e constam do website do restaurante:
- Ao escolher e pedir deve-se ter consciência do que se necessita e o apetite que se tem. Em bom português, não ter mais olhos que barriga!
- Encontrar prazer na comida é acabá-la. Pelo que é pedido ao cliente para não deixar nada no prato (incluindo os vegetais que não são decoração).
- Instiga-se a partilha de refeições (como se faz em casa). Assim garante-se que se reduz o desperdicio de comida.
- Se nós fizermos a nossa parte na redução de desperdicio de comida, estamos a fazer a diferença.
Concordo plenamente. Que tal ser pioneiro desta moda que, certamente, irá pegar?
Patrícia
5.7.10
Celebração do casamento
O que nos uniu - pelo meu lado - foi esse Amor que, (durante séculos, sobretudo filósofos e poetas) tantos têm tentado sem sucesso dissecar, qualificar, quantificar mas que parece poder apenas ser sentido. E de tão diversas maneiras.
Há 9 anos atrás não tive grandes dúvidas ou hesitações em me juntar ao Grandalhão. Amando, a questão que me colocava (e coloco dia após dia) era como seria a manutenção desse Amor. Poderia o Amor perdurar e por quanto tempo?
Entre outros, Sartre discutiu o tema. Como dar estabilidade a uma relação se a personalidade de cada um é dinâmica e mutável? Se somos incoerentes, se uma interdependência construída na individualidade origina um necessário equilibrio tão movediço?
Unir-se a alguém exige construção contínua, atenção, adaptação ou reorientação em função das coisas que vão mudando (e são tantas!) dentro e á nossa volta. A construção de uma vida em comum no respeito da individualidade de cada um.
E surgem frutos. Os “eles” que nos cortam a respiração. Que nos deslubram e maravilham e com tanta intensidade que, por vezes, nos desgastam também. Um projecto comum. Que cresçam saudáveis. Que se tornem Homem e Mulher. Que sejam gente de bem.
A espreitar-te, e a eles, e aos nossos.
Com muito orgulho, ao lado do Homem de olhar verdadeiro, festejo.
Patrícia
4.7.10
Espectáculo de ballet
Foi hoje o dia que ela esperava há meses. Poder pintar os olhos no seu espectáculo de ballet. E porque o prometido é devido, pintei-lhe os olhos.

Lá fomos para o espectáculo a hora devida. E chegámos a sala onde deu o seu primeiro espectáculo de ballet.

Uma plateia internacional compunha o público.
A Miminha é uma graciosidade. Sei que sou parcial mas digo e redigo convicta de que é mesmo. Apareceu duas vezes em palco. A primeira a fazer de fada da Primavera

A segunda, a fazer de ratita, numa varição do Quebra Nozes

Depois, tranquilamente, viu o resto espectáculo.
Ganhou um balão e deixou a sala de espectáculo nos fortes braços do papá. Triunfante mas a queixar-se de que não tinha tido uma flor, enquanto o Campeão se queixava de fome.
Patrícia

Lá fomos para o espectáculo a hora devida. E chegámos a sala onde deu o seu primeiro espectáculo de ballet.

Uma plateia internacional compunha o público.
A Miminha é uma graciosidade. Sei que sou parcial mas digo e redigo convicta de que é mesmo. Apareceu duas vezes em palco. A primeira a fazer de fada da Primavera

A segunda, a fazer de ratita, numa varição do Quebra Nozes

Depois, tranquilamente, viu o resto espectáculo.
Ganhou um balão e deixou a sala de espectáculo nos fortes braços do papá. Triunfante mas a queixar-se de que não tinha tido uma flor, enquanto o Campeão se queixava de fome.Patrícia
eles
Olho para eles em deleite rendido. E apavora-me a inevitável brevidade destes momentos. Forço-me a fixá-los, na vã tentativa de gravá-los na memória como são agora, antes de passarem a ser algo que só pode ser pior do que isto. Eles são as personificações dos sonhos que nunca sequer ousei sonhar, a materialização da ínfima porção de excelência em mim.
Não tenho qualquer ambição de continuidade, e jamais me atreveria a pedir-lhes tal sacrifício, mas sofro por saber à partida que virá o dia em que não poderei continuar a acompanhar as suas caminhadas. Ainda que à distância, pois tal é o fado dos pais, a medo e em silêncio para não os atrapalhar.
Tento convencer-me que sou diferente, que sou capaz de os encorajar a crescer. Porque havia de os prender, eu quero que sejam senhores de si. E eu de mim, orgulhoso que sou do que atingi e de tudo o que ainda me espera.
Mas já vejo no horizonte a curva do declínio e arrependo-me do tempo que perdi. Por mais pequeno que seja, castigo-me pelo desperdício de momentos com eles. A cada novo dia prometo que vou estimar cada gesto, cada som. Que vou fazer este período prolongar-se, se possível eternizar-se.
Quando penso assim tudo desvanece e perco o pudor. Largo o mundo inteiro sem hesitação ou arrependimento. Tudo aquilo por que outros dariam as suas vidas. Pois sou velho antes do tempo, viajo para o futuro sem corpo e antecipo-me a mim próprio. Talvez apenas por cobardia, para evitar sentir o peso da velhice.
Nuno
Não tenho qualquer ambição de continuidade, e jamais me atreveria a pedir-lhes tal sacrifício, mas sofro por saber à partida que virá o dia em que não poderei continuar a acompanhar as suas caminhadas. Ainda que à distância, pois tal é o fado dos pais, a medo e em silêncio para não os atrapalhar.
Tento convencer-me que sou diferente, que sou capaz de os encorajar a crescer. Porque havia de os prender, eu quero que sejam senhores de si. E eu de mim, orgulhoso que sou do que atingi e de tudo o que ainda me espera.
Mas já vejo no horizonte a curva do declínio e arrependo-me do tempo que perdi. Por mais pequeno que seja, castigo-me pelo desperdício de momentos com eles. A cada novo dia prometo que vou estimar cada gesto, cada som. Que vou fazer este período prolongar-se, se possível eternizar-se.
Quando penso assim tudo desvanece e perco o pudor. Largo o mundo inteiro sem hesitação ou arrependimento. Tudo aquilo por que outros dariam as suas vidas. Pois sou velho antes do tempo, viajo para o futuro sem corpo e antecipo-me a mim próprio. Talvez apenas por cobardia, para evitar sentir o peso da velhice.
Nuno
30.6.10
Final do ano lectivo 2009/2010 – Miminha
Para a Miminha foi o primeiro ano na escola. Um ano de desafios: foi iniciada na língua francesa e inglesa uma vez que este ano decidiram começar o sistema de ensino bilingue.
Confesso que no inicio do ano estava algo apreensiva, tendo em conta que aos 3 anos já levava português e holandês na bagagem. Mas aqui estamos, findo o ano lectivo com ela a falar também francês e claramente iniciada no inglês. Um absoluto espanto! Em 43 itens avaliados teve apenas 5 com a nota “competência em curso de aquisição” e todos os outros “competência adquirida”.
Na festa da escola, os pequenotes cantaram lindamente as suas canções em inglês e francês.

Também da sua classe partem alguns meninos: o Simon para França, a Maelle para a escola holandesa, e outros que não sei bem.
Ficam alguns dos lindos e coloridos trabalhos do ano.








Patrícia
Confesso que no inicio do ano estava algo apreensiva, tendo em conta que aos 3 anos já levava português e holandês na bagagem. Mas aqui estamos, findo o ano lectivo com ela a falar também francês e claramente iniciada no inglês. Um absoluto espanto! Em 43 itens avaliados teve apenas 5 com a nota “competência em curso de aquisição” e todos os outros “competência adquirida”.
Na festa da escola, os pequenotes cantaram lindamente as suas canções em inglês e francês.

Também da sua classe partem alguns meninos: o Simon para França, a Maelle para a escola holandesa, e outros que não sei bem.
Ficam alguns dos lindos e coloridos trabalhos do ano.








Patrícia
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