Não vem de agora. Desde que nasci que passei mais fins de semana da minha vida em Magoito do que fora dele. Ora, de Magoito namora-se a serra de Sintra a todo o tempo. Para lá se chegar tinha-se que nas estradas antigas por Sintra passar e, nas novas, a serra com o Palácio da Pena e Castelo dos Mouros sempre a bailar no topo, continua a ser um elemento dominante da paisagem.
Muitas, muitas, muitas vezes (embora talvez não tantas quanto gostaria) subi a serra, palmilhei o Castelo dos Mouros, namorei o Palácio da Pena e seus jardins. Muitas vezes me fascinei com a Quinta da Regaleira, o Palácio de Seteais, o Palácio da Vila, o Convento dos Capuchos. Muitas vezes fui à Piriquita e à Casa do Preto para comer as queijadas e outras iguarias de Sintra.
Algumas vezes, sobretudo depois de ter feito o programa Erasmus, quando tinha amigos “de fora” a visitar-me, fazia questão de mostrar Sintra. Não há, nunca vi, quem não se encante.
Nada disto é novo, pois. O que quero aqui partilhar é que Sintra, para além do costumeiro deslumbramento e encanto, alegrou-me especialmente em 2009.
Há 16 anos atrás, quando visitava o Castelo dos Mouros e o Palácio da Pena via um fabuloso património não protegido e não explorado. Não se pagava para entrar no Castelo dos Mouros e, no Palácio da Pena lembro-me de ver uma senhora já com alguma idade (e vestida de preto tal corvo), certamente funcionária a “guardar” os tesouros... sentada numa cadeira numa das salas a dormitar! No Convento de Mafra lembro-me de ser a única portuguesa num grupo com uma visita guiada... em português –traduzia em francês e quem me acompanhava traduzia em italiano para outro grupo. Ora a falta de cuidado, manutenção e, tambem, exploração dos nossos monumentos sempre me perturbou e entristeceu: porque não contratar jovens estudantes universitários, apelativos, dinâmicos e que falassem línguas nestes locais?
Ora bem, agradabilíssima surpresa, a visita ao Palácio dos Mouros é, agora, paga e vigiada, o Palácio da Pena tem um comboito que (pago – acho muito bem) leva os turistas pela íngreme rampa até porta do palácio. A visita aos jardins do palácio são pagos e vigiados. Há pequenas lojas que vendem produtos da zona junto destes locais!
Verdade que ainda podemos melhorar mas ver isto deixou-me realmente orgulhosa e muito satisfeita. E ficam imagens do passeio que fizémos a cinco: nós os quatro e o “prince Bas”:
Nos jardins do palácio fomos brindados com a graciosidade de um raro cisne negro:
No meio de um vendaval ainda mais pujante que o costume, explorámos o castelo dos mouros:
E deliciámo-nos com o romantismo dos recantos do Palácio da Pena:
Não fomos à Madeira, “peróla do Atlântico”, é verdade. Lá haveremos de ir. Mas não ficámos nada mal.
Patrícia


































