16.12.09

Miss Charm

Hoje foi dia de ballet para a Miminha. Como todas as quartas-feiras. Normalmente entra a Miminha e eu fico com o Campeão na sala de espera. Hoje, porém, foi uma aula aberta e vim absolutamente deliciada.

Ela é mesmo a Miss Charm. E não é só comentário de mãe (muito) babada, ora vejam.





Devido mérito seja dado às professoras que conduzem a aula com muita imaginação, expressividade e ritmo. No ballet todavia, sem graciosidade, nada a fazer. A Miminha esteve espectacular (ou é enviesamento meu?)!

Patrícia

9.12.09

Responsabilidade social

O título é muito abrangente, bem sei. Neste caso, refiro-me à preocupação que todos cá em casa temos com o problema da poluição, a falta de água e comida, as alterações climáticas que se veem verificando em todos os cantos do nosso mundo.

Em casa todos temos essa preocupação, e tentamos ser conscientes no tempo dos duches, em fechar sempre a torneira enquanto esfregamos as mãos ou os dentes, em produzir pouco lixo (nos EUA 45% da comida preparada não é consumida e vai para o lixo - a Europa está nos 25%) e separá-lo, diminuir o consumo de energia, usar o carro conscientemente (o Grandalhão nem quer carro e tem-me tentado converter à idea do greenwheels), entre outros.

Na escola, naturalmente, abordam também parte destas questões e os pequenotes andam alerta para elas. Assim, esta manhã, lá fomos comprar os produtos de limpeza da casa (roupa, loiça etc) que “não poluam mais os nossos rios e oceanos” e sejam biodegradáveis. Não devia fazer publicidade, bem sei, mas a bem da responsabilidade social, fá-lo-ei: usamos produtos da ECOVER – para quem quizer espreitar o site www.ecover.com.

E eis que assim contribuimos para o bem do nosso planeta.

Patrícia

8.12.09

Sensibilidades

Continua o debate em torno do comportamento da Catarina de manhã. Por razões por vezes insondáveis, continua a lidar mal com a chegada à escola. Isto ao fim de 3 meses e depois de já ter dado mostras de integração a vários níveis.

Já no infantário era igual, também lá alternava períodos de tranquilidade com outros de rejeição sumária. Ao fim de algum tempo conseguimos detectar um padrão: se, ao chegar de manhã, estivesse lá uma das professoras preferidas, ficava serena e até feliz; caso contrário começava numa choraminguice pegada.

No liceu o caso parece ser muito semelhante. Ela tem 2 professores diferentes: um homem (que é também o director da escola) que dá as lições em Francês e uma mulher que as dá em Inglês. Às Segundas e Terças, dias do professor, fica sempre tristonha; às Quintas e Sextas, dias da professora dos cabelos compridos, fica bem.

É claro que sabemos que a coisa passa pouco depois de sairmos. Mas também temos consciência que não fica bem, apenas se acomoda por não ter outra hipótese. Sim, é verdade, é o que fazemos todos, mas claramente há alguns que se dão melhor com isso. Basta ver o filhote, que todos os dias parte disparado para a escola quase se esquecendo de se despedir de nós.

E hoje custou-me ficar a vê-la, depois de se despedir de mim à janela, virar-se para a sala e não saber para onde ir. Acabou por se sentar num banquinho, à espera de algo. Possivelmente do final do dia.

Nuno

6.12.09

Nome escrito pela própria

e sem modelo para copiar, aos 3 anos e oito meses.

Patrícia

2.12.09

Warszawa

Domingo e segunda passados estive em Varsóvia em trabalho.

Fiquei impressionada com a modernidade do aeroporto e a hospitalidade dos habitantes (nao esquecer que a Polónia só faz parte da UE desde 2004). Mas mais do que tudo, fiquei agarrada à demografia (38,7 milhoes de habitantes), geografia (montanhas, lago, mar, florestas inexploradas) e história do país. A Polónia está no centro da Europa e faz fronteira com 7 países: Russia, Lituânia, Belarus, Ucrânia, Eslováquia, Republica Checa e Alemanha - e ainda tem uma fronteira marítima para o mar Báltico. Historicamente, as fronteiras têm mudado com bastante frequência, sobretudo fruto da situação geográfica e do enclave Alemanha/Russia que temtrazido ao país vários conflitos.

Sobre Portugal, discute-se á boca cheia sobre a periferia do país em relação à Europa. Pois bem, estejamos gratos por nunca ter sido invadidos, arrasados, humilhados e nunca as nossas cidades terem sido devastadas em 85% (como a cidade de Varsóvia foi durante a segunda guerra mundial).

Varsóvia renasceu das cinzas da segunda guerra mundial. Os Polacos decidiram recontruir a cidade (ao invés de transferirem a capital para uma cidade que tenha ficado menos afectada pela guerra) para demonstrarem a sua invenciabilidade "podem-nos arrasar mas voltaremos a renascer". Achei bonito o empenho e hospitalidade daquele povo. O orgulho equilibrado na sua história e o esforço que todos estão a colocar nos futuro do seu país e povo.

Será certamente um local a voltar com tempo para explorar.

Patrícia

Saint Nicolas

Dia 5 de Dezembro, no próximo sábado, parte o dito santo e os seus ajudantes. Esse é o dia da grande festa de família na Holanda.

Entretanto tem havido celebrações por todo o lado e, no liceu, resolveram fazer a festa hoje. As preparações já haviam começado na sala de aula, cada classe trabalhando o tema com canções e trabalhos manuais - dos quais os chapéus com que hoje vinham na cabeça, divertidissimos, é mais um exemplo.

Tambem ficam os registos fotograficos da passagem do Saint Nicolas na escola.


Haja festa - para nos fazer esquecer do frio que está lá fora.

Patrícia

À beira da extinção

Antes que este blog morra por falta de participação minha, resolvi dedicar 5 minutos do meu dia a esta causa.

E o que tenho eu para contar hoje? Que tal falar sobre os desportos do campeão?

Como é sabido por quem acompanha os nossos posts, o nosso Diogo agora joga futebol aos Domingos numa escola a sério. Tem evoluído imenso, e quem teve hipótese de o ver no início ficaria surpreendido se o revisse agora. De todos os miúdos, é claramente aquele que progrediu mais. Tal não significa que seja o melhor do grupo mas ninguém se atreveria a pedir-lhe ou esperar tal coisa.

Estamos pois imensamente orgulhosos do nosso filhote (para não variar...). Como de costume, aventurou-se num mundo difícil, entrou de cabeça erguida quando vários outros recuaram e triunfou.

Mas quando pensamos que a coisa ainda agora começou, eis que nos surpreende ao olhar já para substitutos. Primeiro foi o karate, agora o râguebi: cada vez que ouve falar de outro desporto vagamente interessante, quer largar o futebol e lançar-se de cabeça na novidade.

Sei que estou sempre a desenhar semelhanças, talvez disparatadas, mas até nisto se parece comigo. Embora ele comece mais novo. Vai ser o nosso grande desafio com o Diogo: ensinar-lhe perseverança, explicar-lhe que tem primeiro que acabar o que começou.

Porque, e como sempre disse em relação a ele, só não consegue aquilo que não quiser ou que se desinteressar.

Nuno

28.11.09

Começaram os preparativos para o Natal de 2009

Cheira intensamente a pinho em nossa casa. Entregaram-nos hoje o encomendado pinheiro de Natal. Foi dia de tirar as decorações da caixa e pôr mãos à obra, desta vez contando com a ajuda dos meus sogros.

Em NY comprei uns penduricalhos dos Simpsons já a pensar neste dia. O Campeão dizia que cada membro da família era representado pelos Simpson (so no papel que tem na familia que temos muito pouco da familia americana...) e que cada um teria a tarefa de colocar o seu na árvore.

E assim foi. Ao som de música de Natal decorámos a nossa árvore.

A Miminha colocou a Lisa, o Campeão o Bart, o Grandalhão o Homer, eu coloquei a Marge e, como não há terceiro filho, para evitar guerras, a sogrinha colocou a Maggie.

É sempre um momento mágico. E um crescendo que culmina na véspera de Natal.

O resultado palpita agora na nossa sala

Eis o Natal entrado pela porta de nossa casa. Boas festas!

Patrícia

25.11.09

Técnica para conquistar o mundo

Soubessem

- Alexandre o Grande

- Júlio Cesar

- Napoleão Bonaparte

- Adolf Hitler

- entre tantos outros conquistadores que poderia listar

desta suave técnica de conquistar o mundo, e a nossa história seria bem mais suave.

Be aware!

Patrícia

22.11.09

Patinar no gelo

O Campeão foi convidado para celebrar os 7 anos da Lola numa pista de patinagem ao ar livre.

Tinham uma monitora para lhes ensinar os básicos e depois era uma questão de prática.

Assisti a montes de desequilíbrios

E alguns espalhanços

Depois de tanto treino e frio, cantaram os parabens e beberam um belo chocolate quente.

Mais uma festa original com momentos de diversão pura.

Patrícia

21.11.09

Os Swarte Piet estão em assalto

Domingo passado o Sinterklass e os seus ajudantes Swarte Piet chegaram à Holanda. Fomos ver a sua chegada à Dam.

Assaltam as casas para distribuirem presentes e são muitos:

Na Dam, encerrada ao transito, todos acenam e cantam
"Dag Sinterklaasje dag dag
Dag dag Zwarte Piet
Dag Sinterklaasje dag dag
Luister naar ons afscheidslied
",
e a Catarina não perde o mote:



Distribuem pequenos bolinhos - os pepernoten - que o Diogo recebeu satisfeito

Com esta encenação toda até eu acredito que ele anda aí!

Desde a sua chegada os pequenotes têm recebido, volta e meia, pequenos mimos no saco da chaminé, por bom comportamento.

Sempre em festa até à passagem de ano!

Patrícia

Budapeste

Esta semana fui em trabalho a Budapeste.

Na correria de sempre e que já aconteceu este ano com Paris, Estugarda e Dortmund: ir de madrugada para o aeroporto de Schipol (desta vez ainda estava a tentar aceder ao lugar marcado no bilhete de avião e o avião começa a andar com a hospedeira a dizer-me "sente-se onde houver lugar"), chegar ao destino, apanhar um táxi directamente para o escritório onde me vou reunir com alguém, almoçar em reunião (mesmo ao estilo holandês), apanhar de novo um táxi para o aeroporto internacional do sitio, em stress para não perder o avião e, regressar ao fim do próprio dia.

Vejo das cidades (quando os escritórios não são em parques de escritórios) o ambiente pela janela do táxi. De Budapeste trouxe a imagem dos eléctricos antigos como os de Lisboa e dos autocarros também movidos a electricidade. Construção diferente da holandesa e mais próxima da portuguesa nos materiais utilizados (até vi um placard da Mota Engil). E chego a casa, destruída.

Entre reuniões, conferecence calls, deadlines de entrega de trabalhos, visitas de colegas/clientes de outros locais e necessidade de os acompanhar, muita logística, coordenação e ginástica tem sido precisas nos últimos tempos. Faz-me lembrar de que quando estava em Portugal e via que me ía atrasar, telefonava para o Nuno e se também ele estivesse atrasado, para a minha mãe ou sogra a pedir que ficassem com os pequenotes para a Narcisa poder sair a horas. E entre elas e a Narcisa, havia sempre quem assegurasse. Fácil, fácil.

Patrícia

13.11.09

A fabulosa mente humana

Li há uns tempos (e estou convencido que falei sobre isso neste blog) que a mente humana só aceita uma qualquer situaçao quando esta se torna inevitável. O cúmulo do pragmatismo e um resumo perfeito do ser humano.

Usámos este dado científico como elemento decisório na compra da nossa casa em Amesterdao e a verdade é que funcionou exactamente como previsto: a casa vem funcionando como âncora e ajudando-me a criar raízes nesta cidade que agora já vejo como minha.

Qual nao foi o meu espanto quando um colega sul-africano me confidenciou anteontem que o mesmo lhe aconteceu com a sua casa. Isto porque partilhei esta descoberta com ele quando comprámos a nossa, alguns meses depois foi a vez dele avançar e desde aí vem vivendo precisamente o mesmo processo: de 'estou cá por 5 anos ' passou para 'nao faço ideia de quanto tempo ficarei por cá'.

Uma (neste caso duas) andorinha nao fazem a Primavera mas os nossos casos parecem confirmar a ciência.

Nuno

Gente zangada

Talvez por ter estado apenas de passagem, desta vez vi em Lisboa algo que me tem escapado: gente zangada. Muita gente zangada. Em poucas horas assisti a 3 pessoas aos berros ao telefone em plena rua.

Mas esquecendo os exemplos casuais, angustia-me a regra. Olhos no chao, queixa pronta, azedume irreparável. Diz o povo que em casa onde nao há pao todos ralham e ninguém tem razao. Pois, assim se está por norma agora.

Nuno

De fugida

Mais uma breve passagem por Lisboa em trabalho. Pouco mais de 24 horas entre aterragem e descolagem mas tempo suficiente para ver a família, jantar no Fogo de Chao, gozar a temperatura amena em passeio nocturno, tomar o galao ao ritmo das reportagens do i, despachar as reunioes pela manha e almoçar divinalmente na Casa Gallega.

A isto chamo eu nos tempos que correm a passagem ideal por Lisboa. Para completar o ramalhete faltaria apenas uma paragem no Bairro e/ou no Lux mas desta vez faltou-me a energia. Fica para o Natal, que está aí mesmo a porta.

Nuno

11.11.09

Sint Maarten

11 de Novembro, dia de São Martinho. Em Portugal, nesta data, comem-se castanhas e bebe-se água pé (ou pelo menos assim era no meu tempo, ou melhor, antes da ASAE...).

Na Holanda, celebra-se o Sint Marteen de forma totalmente diferente.

Uns dias antes as crianças começam a preparar os seus lampiões na escola. Os nossos pequenotes fizeram os seus no after school e, o Campeão, também na escola.

O da Miminha:

O do Campeão (da escola):

Dentro destas obras põem-se pequenas lanternas (como a Miminha destruíu a dela, segui o conselho do amigo Pedro e, usei a luz de presença para bicicleta no dela) e, claro que toda a açcão se desenrola ao cair da noite, quando escurece.

Este ano a escola não organizou nada e, assim, juntámo-nos a uns amigos em Amstelveen.

Juntado o grupinho lá foram os meninos empunhando numa mão o lampião e na outra um saco, de porta em porta, a cantar as canções do Sint Maarten.

As pessoas estão em casa preparadas e, quando lhes tocam à campaínha a tradição é serem brindadas com as canções e darem doces (mais comum nos dias que correm) e bolos caseiros secos ou fruta (antigamente).




O bairro onde fomos, por ter muitas crianças, tinha um ambiente muito engraçado. Assim, para além de se colectarem imensos doces (como agora fazer desaparecer parte daquele açucar?) ainda teve uma banda local que percorreu cerca de 30 minutos as ruas (claro que à holandesa, com a polícia a parar o trânsito) e uma longa comitiva de miúdos e seus pais a segui-la.




E finalmente, para não pensarem que estou a exagerar, aqui fica uma imagem dos despojos da guerra

fartaram-se de cantar, divertiram-se bastante e estão agora no sono dos justos provavelmente a sonhar com o banquete de gomas, chocolates, e sei lá que mais!

E assim se abre a época das festividades de Inverno: segue-se o Sinterklass e o Natal.

Patrícia

8.11.09

Foto da equipa

Mais um treino de futebol sob um sol radiante mas desta feita em calções e a uma temperatura de (nem mais nem menos) 3 graus centigrados.
Até doi. Mas ele (e os outros bravos) divertiu-se e marcou bons golos.

Patrícia

Finalmente tem cabelo para rabo de cavalo!



Ainda assim só com a ajuda de 4 ganchos... Lá chegaremos porque cabelo comprido é algo que a Miminha realmente aprecia.

Patrícia

31.10.09

Job hopping

Mudanças frequentes de emprego fazem manter a curva de aprendizagem elevada e os desafios sempre frescos. Claro que as empresas, em especial os recursos humanos, não gostam desta característica de algumas pessoas, mesmo porque muitas vezes procuram pessoas que nao sejam ambiciosas (em sentido lato e não apenas financeiro) que venham propor mudança ou desestabilizar os processos.

Porque conhecido pelo teu job hopping e por saber quanto alguns dias te custam, importa notar que estás há precisamente dois anos na mesma empresa.

Diria que é tempo de pensar em mudar, não vás perder estatuto que ao longo dos anos tens construído.

Patrícia

Cahier de liaison - Miminha

No caderno de ligação entre escola e pais colocam-se desenhos, canções, imagens feitas na escola e, durante as férias, os pais fazem com os filhos algo para depois ser compartilhado na sala de aula.
Nas férias de Toussaint esta foi a produção da Miminha.



Patrícia

Brincar com abóboras

Hoje é noite de halloween. Nunca o celebrámos (ou temos intenção de o passar a celebrar) mas uma vez que tínhamos que comprar abóbora para a sopa, decidimos brincar um bocadinho com ela. Não se julgue que é pêra doce tirar o interior sem danificar o exterior – não fosse a contribuição do Grandalhão e a sopa ficava com muito pouca abóbora… Mas lá terminámos o que nos propusémos e ficou engraçado.

A nossa produção sob o efeito das velas:

Os pequenotes a explorar o interior:

Foi giro! E a vela ainda arde.

Patrícia

Em fato de surf

para não passar frio nas suas actividades aquáticas.

Começa com aquecimento:

Depois treina os movimentos na água e os mergulhos:

Como a Miminha fica tão querida encharcada!

Patrícia

30.10.09

Lisboa

Reproduzo aqui a minha intervenção numa discussão sobre Lisboa no Linkedin.

"Devo discordar do pressuposto de que Roma e Helsínquia são menos periféricos.

Roma é a capital de um país de 60 milhões de habitantes (mais do que o total da Península Ibérica e mais do que a França) cuja economia, embora estagnada há várias décadas, gera suficiente riqueza para justificar a inserção do país nos grupos das economias mais desenvolvidas do mundo. Ainda assim, Milão acaba frequentemente por atrair mais atenção do que Roma, justamente pelo seu posicionamento geográfico (perto de Alemanha, França, Suíça e Áustria) e estratégico – na mente das pessoas é a capital da moda e do design;

Quanto a Helsínquia (na verdade à Finlândia como um todo), é tão ‘vítima’ da perspectiva regional quanto Portugal – vista de fora, a Escandinávia é uma região homogénea com idiossincracias genericamente irrelevantes. A diferença está na capacidade da Finlândia em descobrir nichos: incapaz de competir directamente com as grandes cidades, tem sabido concentrar-se em capacidades distintivas transmitidas com consistência.

Lisboa está fisicamente distante do centro da Europa e sem dúvida a sombra de Madrid e Barcelona é muito forte. Mas não creio que isso justifique o afastamento pois tenho verificado que o país e a cidade são largamente conhecidos. Nos dias que correm a geografia já dificilmente constitui um desafio. O que me parece faltar a Lisboa é uma estratégia de marca, uma imagem coerente, uma mensagem.

O que é Lisboa? Um pouco de tudo, sendo que nada passa para fora. As pessoas vão a Lisboa e, quando regressam, vêm comentar que ficaram surpreendidas com as coisas mais banais. Algumas por evidente falta de cultura mas muitas outras, cidadãs do mundo, porque a mensagem simplesmente não lhes tinha chegado.

Talvez se pararmos de tentar imitar os outros - só nos anos mais recentes tentámos imitar a Irlanda, a Espanha e a Finlândia - e nos concentrarmos nas nossas capacidades distintivas, podemos desenvolver uma imagem consistente da cidade que sirva para a vender ao resto do mundo."

Nuno

29.10.09

Línguas

Importa nesta fase registar a evolução linguística dos pequenotes. Enquanto o campeão prossegue a sua caminhada para o domínio da quarta lingua, a minúscula debate-se com duas novas em simultâneo. Daquilo que nos é dado perceber, deixo em baixo um resumo do progresso de cada um:

DIOGO

Português – com domínio já assegurado quando chegámos à Holanda no princípio de 2007, não mais voltou a ter qualquer apoio formal e toda a sua aprendizagem tem sido feita por via oral (connosco e com a família e amigos aquando das visitas a Portugal) e através dos livros e filmes que trazemos ou lhe enviam de Portugal;

Francês – foi integrado no ensino francês aos 4 anos e meio sem qualquer preparação; entrou a meio do ano escolar para uma turma dominada por nativos ou semi-nativos; começou por utilizar a linguagem gestual para se fazer entender mas ao fim de em 2/3 meses já compreendia o suficiente para se integrar; em 8 meses já se expressava fluentemente; a partir daí tornou-se consistentemente um dos melhores da turma, apesar de nunca ouvir francês em casa;

Holandês – poucos meses depois de começar as aulas no liceu foi integrado no naschool holandês; teve de início o apoio de um colega francês, que lhe suavizou o embate, mas em relativamente pouco tempo já percebia o suficiente para se integrar; quando o colega partiu foi forçado a integrar-se mais com as restantes crianças e o domínio da língua aumentou drasticamente num curto espaço de tempo; hoje exprime-se com fluência e total conforto;

Inglês – a única exposição dá-se no liceu, durante as curtas aulas dedicadas a esta língua e no convívio com os amigos anglófonos; aos poucos o vocabulário tem enriquecido e a sua compreensão tem dados saltos significativos, embora ainda bem distante de qualquer das outras.


CATARINA

Português – quando veio para a Holanda ainda não sabia falar; a sua aprendizagem foi essencialmente feita através da comunicação connosco e com a Narcisa, complementada pela interacção com os familiares e amigos aquando das nossas idas a Portugal e as suas vindas cá; ainda assim é fluente desde muito cedo, tendo adquirido vocabulário suficiente para se expressar com conforto por volta dos 2 anos e meio;

Holandês – foi integrada no infantário holandês com um ano; aprendeu portanto a língua em simultâneo com o português e evoluíu depressa; todo o feedback que recebemos das educadoras foi sempre positivo, tendo também nesta língua adquirido rapidamente uma descontracção atípica para a idade (isto comparando com as crianças nativas, expostas apenas a uma língua); neste momento continua a demonstrar total conforto, embora o vocabulário seja limitado pela idade e pela quantidade restrita de ambientes a que tem sido sujeita;

Francês e Inglês – aqui englobo as duas no mesmo parágrafo pois a evolução é em paralelo e não estamos bem conscientes do seu nível nesta fase; parece estar mais confortável com o inglês, mas isso pode dever-se apenas ao facto de gostar mais da professora respectiva; foi convocada para as aulas de acompanhamento em francês mas não para as de inglês; sem qualquer fundamento ocorre-me que tal possa dever-se ao facto do inglês ser mais parecido com o holandês.

Nuno

24.10.09

As novas aquisições da minha joie de vivre

Para captar a sua visão do mundo:


Ainda no caixote (vejam como está contente a desembrulhá-lo), o computador que servirá para tratar e divulgar as imagens captadas com o "bicho"de cima:


Que te divirtas muito com ambos!!

Patrícia

19.10.09

A eleição

O Campeão foi, esta semana, chamado a, democraticamente, eleger um representante de turma. A função do eleito será representar a turma perante a escola, na pessoa do Director, imagino.

Na primeira ronda o Campeão empatou com a Alix. Foram novamente a votos, e ele ganhou 10 votos contra 8. Sempre soubémos ter um animal politico em casa mas nunca pensei que começasse a sua carreira aos 7 anos de idade.

Tenho tanto orgulho em ti filhote!

Um exemplo de como a política e as eleições não têm de ser uma vergonha... Para não me fazer perder a fé.

Patrícia

Segunda visita a Nova Iorque

Passaram nove meses desde a primeira vez que visitei NY. Naquela altura estava muito frio e nevava. Desta vez, cheguei também domingo, um sol radiante, calor, muitas pessoas na rua. O trânsito em NY é intenso não apenas nas estradas da cidade – com os impaciente taxistas a guiar como se o mundo fosse acabar pouco depois da corrida e ainda quizessem ir fazer algo - mas também nos passeios. O tempo de distância de um sítio a outro é medido consoante o “trânsito pedrestre” esperado para dada hora do dia.

Naquela altura Obama tinha sido recentemente eleito presidente dos Estados Unidos da América. Curiosamente, desta vez, Obama foi recentemente nomeado prémio Nobel da Paz. As minhas visitas parecem seguir-se sempre a um momento interessante da vida do Presidente.

Desta vez vi a estátua da liberdade duas vezes: à chegada, da janela do avião; e, duma sala de reuniao, no trigésimo andar do prédio número 5 da Times Square. Melhor que nada. Parece pequena, no entanto.

Mais uma vez pouco vi da cidade. Circulei apenas entre a quarta e a nona avenida, entre os quarteirões 40 e 57. Mais geométrico seria impossível, perfeito para quem tem um sentido de orientação medíocre como o meu. Aqui não me perco.

Gosto, claro, da quinta avenida. Também gosto do ambiente na Rockefeller Plaza, onde a empresa tem o escritório. Convidaram-me para vir assistir ao “tree lightning” que é um marco de NY e, em especial, da empresa para a qual actualmente trabalho. Poucos dias depois do dia de acção de graças (terceira quinta-feira de Novembro), é colocada nesta praça uma das maiores árvores do país. A árvore é então decorada com as luzes de Natal e é um grande acontecimento quando a iluminam. A área fica restrita, celebridades presenciam o momento, e na empresa comemora-se convidando pessoas para assistir, da janela, ao grande momento. Deve ter a sua graça a julgar pelo entusiasmo com que se fala do evento. A Times Square faz-me sorrir com todos os painéis de neon a enviar-nos flashes luminosos para a cara. Na Broadway anunciam-se todos os espectáculos.

Nos media discute-se com muito afinco o sistema de saúde. Também a epidemia da gripe suína e se se deve ou não vacinar as crianças. Sente-se ainda a crise financeira, não tanto nas lojas, restaurantes ou hotéis mas no que se vê de regulamentação e controlo à actuação das empresas. Obama quer muita reforma. Reforma que está associada à obrigação do Estado de proteger as pessoas, pelo que lhe chamo uma reforma humanista (e que acabara por ser mais cosmética porque demasiada). Mas não há dinheiro para tudo. Acredito (talvez por deformação profissional) que uma medida para obter dinheiro será a introdução do Imposto sobre o Valor Acrescentado nos Estados Unidos da América. Outra consequência inevitável da crise será o controlo de custos, ou melhor, da ajuda financeira que agora os EUA dá a países em dificuldades pelo mundo fora. Veremos.

Outra previsão (provavelmente não muito original) é sobre a língua nos EUA: acredito que em poucos anos o castelhano se tornará língua oficial. O mundo está, claramente, a mudar. Os negros consagraram-se com a eleição de Obama, não me espantaria que um futuro presidente dos EUA fosse de origem hispânica, já que é uma comunidade em franca expansão de influência.

Ainda tenho de mencionar a importância dada ao Halloween. Tudo está presentemente decorado para esse acontecimento: abóboras, bruxas, aranhas... É o sinistro Carnaval deles. Ou seja, até ao Natal são só festas: Halloween, dia de acção de graças, o dia em que a árvore de Natal é iluminada.

Profissionalmente tem a sua graça trabalhar para esta empresa: os almoços e jantares em restaurantes magnificos, reuniões em escritórios de advogados (que seguem o estereótipo dos advogados de NY, exemplo, acordam a meio da noite para verificar o blackberry); a impressionante conferência a que fui organizada pela E&Y; reuniões com big 4 nas quais estou eu e a minha chefe rodeadas por 8 partners, cada um responsável por diferentes países. Impressiona, claro, o poderio e cultura americana do “posso, quero e mando, já”. Mas faz-me questionar até onde posso, acima de tudo quero, ir. Imagino estas pessoas, hoje absolutas escravas de trabalho, daqui a 5 anos “encostadas à box”, com os neurónios queimados, porque o ritmo de trabalho (e ausência de vida) é impossível de manter. Pelo menos assim creio.

E agora vou embarcar, de volta para os meus Tesouros.

Patrícia

17.10.09

Um grande luxo

Uma semana em trabalho em NY. Tal como a cidade, num ritmo frenetico e alucinante de reunioes atras de reunioes, projectos, eventos.

A minha cabeca pode estar aqui comigo porque em casa os meus pequenotes estao acompanhados pelo papa e com os meus pais. Nao fossem eles e estaria, provavelmente aqui, mas com a cabeca do outro lado do Atlantico.

Sempre a ampararem os golpes. Um verdadeiro luxo. Obrigada.

Patricia

5.10.09

Ela insiste


E a meu ver com muito gosto.

Patrícia

4.10.09

Três anos e meio

A Panquica faz, precisamente hoje, três anos e meio. O que ela consegue na sua idade é notável e tem que ser descrito para que mais tarde não façamos confusão.

Fraldas deixou-as há já um bom tempo.

Fala português com perfeita clareza para quem a conheça ou não. Aliás consegue falar ao telefone e ser totalmente compreendida pelo receptor. Holandês não falo mas vejo como ela fala, sem qualquer problema com as educadoras, vizinhos, pessoas na rua, o que fôr. Isto não é de agora. Contrariamente ao mito de que crianças bilingues desenvolvem a linguagem tardiamente, cá está a Miminha para mostrar que não é necessariamente verdade.

Não fosse suficiente para demonstrar a capacidade da Miminha, nas 4 semanas de aulas que passaram aprendeu os nomes dos professores e dos colegas da escola nova. Sabe dizer as cores vermelho, verde, azul, amarelo, laranja, cor de rosa em francês e inglês. Sabe cantar uma canção/jogo em inglês. Sabe dizer (pelo menos) pintura, sapatos, como te chamas, chamo-me, chichi, cocó, jogo, dormir em francês.

Durante o fim de semana cruzámo-nos, nas compras, com uma família que falava francês e ela, sem qualquer comentário da minha parte, resolveu dizer-me que eles estavam a falar francês.

Denota agora uma grande sede pelas regras de boas maneiras. Quer que se lhe leia um livro que temos sobre o tema. Mas a regra só não lhe chega: quer perceber porque é assim.

Esta tarde pediu ao irmão para lhe pôr um jogo de meninas no computador. E jogou, tendo-a ouvido dizer ao irmão que a tentava ensinar, “eu sei como é, eu faço”.

Fez hoje três anos e meio. É formidável.

Patrícia

Mazelas de brincadeiras de irmãos

Estávamos na cozinha a tratar das nossas coisas. Os pequenotes brincavam no escritório. Ouvimos um tremendo PUM, seguido do choro da Panquica e o Campeão, muito aflito, aos berros: "a Mana bateu com a cabeça!". Pois, foi de testa ao chão, fruto da brincadeira dos dois.

Ficou o susto e estes valentes galos na testa.

E eu lembrei-me que, também a brincar com o meu irmão, parti a cabeça.

Patrícia

3.10.09

O menestrel

"Um dia você aprende que...

Depois de algum tempo você aprende a diferença,
a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.

E você aprende que amar não significa apoiar-se,
e que companhia nem sempre significa segurança.

E começa a aprender que beijos não são contratos
e presentes não são promessas.

E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida
e olhos adiante, com a graça de um adulto
e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje,
porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos,
e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima
se ficar exposto por muito tempo. •.
E aprende que não importa o quanto você se importe,
algumas pessoas simplesmente não se importam...

E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa,
ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para se construir confiança
e apenas segundos para destruí-la,
e que você pode fazer coisas em um instante,
das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer
mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida,
mas quem você é na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos
se compreendemos que os amigos mudam,
percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa,
ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida
são tomadas de você muito depressa,
por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos
com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós,
mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não se deve comparar com os outros,
mas com o melhor que você mesmo pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser,
e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo,
mas se você não sabe para onde está indo,
qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão,
e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade,
pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação,
sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer,
enfrentando as conseqüências.

Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute
quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência
que se teve e o que você aprendeu com elas
do que com quantos aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens,
poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia
se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva,
mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer
que ame, não significa que esse alguém não o ama,
pois existem pessoas que nos amam,
mas simplesmente não sabem como demonstrar isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém,
algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga,
você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido,
o mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma,
ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar...
que realmente é forte, e que pode ir muito mais
longe depois de pensar que não se pode mais.

E que realmente a vida tem valor
e que você tem valor diante da vida!

Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem
que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."

William Shakespeare

Patricia

27.9.09

Parada do elefante asiático

No Musemplein, encontrámos um museu ao ar livre. Chama-se Elephant Parade e visa sensibilizar as pessoas para o risco de extinção do elefante asiático (umas das características que o distingue do elefante africano é o facto das orelhas serem mais pequenas).

Foram pintados vários elefantes, das mais diversas formas e cores e, algures em Novembro, as obras de arte vão ser leiloadas revertendo os fundos a favor da preservação do dito animal.

A Miminha andou a explorar alguns deles tendo clara preferência por flores e corações...




Gostei do conceito: arte para todos usufruírem ligada a proteção dos animais.

Patrícia