10.7.09

Dorme bem



Meu princípe do mundo, meu cavaleiro de luz.

Patrícia

Absolutamente reconhecível

Não estou lindíssima? A Miminha desenhou-me. Obra inteiramente dela. Os pormenores, para a pequenota de 3 anos e 3 meses não estão nada maus, até me favorece.
Adorei o desenho!

Patrícia

8.7.09

Intensa

É a palavra que melhor caracteriza a Miminha. Ela é intensidade em forma de pessoa e põe-na em tudo o que faz.

Patrícia

Triângulo conjugal

Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe (e o pai mas vou escrever isto em nome da mãe que é o que sou) e a(s) avó(s) representam, em relação ao pequenote, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante. A mãe tem todas as vantagens da presença constante. Dorme perto dele, dá-lhe de comer, dá-lhe banho, veste-o. Aconchega-o de noite. Tenta sempre passar a informação do que vai acontecer a seguir, para o preparar. Contra si tem o cansaço da rotina, a obrigação de educar e o ónus de castigar.

Já a avó, não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora noutra casa com regras tão diferentes e sempre flexiveis porque "é uma ocasião especial". Traz, em todos os momentos, presentes. Faz coisas não rotineiras e programadas. A avó leva a passear, "nunca ralha". Deixa lambuzar de gelados. Não tem a pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso nos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia.

Umas férias passadas em sua(s) casa(s) é uma deliciosa fuga à rotina e disciplina materna, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido...

E o misterioso entendimento que há entre avó(s) e neto, na hora em que a mãe perde a paciência e o castiga, e ele olha para a avó, sabendo que, se não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade e apoio... Além é claro das compensações....

Numa coisa imagino-nos iguais: o olhar das outras mães e avós, com os seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do meu maravilhoso filho.

Todos os papéis tem a sua importância e singular peso na harmonia e sensação e certeza de que o filhote é muito amado. Estou certa de que daí vem parte da sua contagiante alegria. De modo que tenho de engolir o sapo e agradecer à(s) "amante(s)".

Patrícia

7.7.09

Educar uma mulher é educar uma nação

Se tivesse de escolher uma causa, escolheria a igualdade, entre géneros, pelo direito à educação. Diz o ditado que quem educa uma mulher educa uma nação. Isto pode parecer feminismo empolado mas não o é.

Dizem os estudos e estatísticas que o contributo das mulheres educadas é crítico na prevenção de mortes prematuras e doenças e, no desenvolvimento da economia. Por cada 3 anos de estudos, a probabilidade de ter uma família menos numerosa mas mais saudável, a aposta na correcta nutrição e educação, aumenta exponencialmente.

Por isso tenho de louvar esta iniciativa das Nações Unidas a favor da educação das meninas e raparigas em www.ungei.org.

Não que tenha muito que me queixar, apesar de saber que teria mais hipóteses de progressão na carreira se fosse homem, e que sobre isto não restem dúvidas, mas aceito a progressão que tenho porque é compensada com qualidade de vida e tempo para a minha família.

Que os meus filhos cresçam educados e com a noção de igualdade de géneros no que respeita à educação. Que entendam também que os géneros são naturalmente diferentes e aportam diversas vantagens e desvantagens em diferentes ocasiões. Assim é a vida.

Patrícia

Agarrada ou crackberry


É a única expressão que me vem à cabeça. E que me têm já dito algumas vezes, seja o Nuno ou os miúdos "agora não podes largar isso?".

Agarrada às novas tecnologias. Agarrada ao e-mail e ao Blackberry. Como se deles viesse a sensação de controlo e domínio da situação em cada minuto e, como sou uma control freak, nada mais apropriado, como é fácil cair na tentação de ir ver o que se passa quando a luz vermelha pisca.

Estou algo ansiosa para ver como vai ser nas férias porque deveria afastar-me pela necessidade de pausa em prol da sanidade mental... mas por outro lado vai estar à mão de semear.

É um vício. E grande. E como tal não pode ser bom.

Patrícia

5.7.09

E lá foi o Campeão

para 2 maravilhosos meses de férias em Portugal continental e ilhas. Novamente sózinho e desenvolto.

Tudo correu bem e à chegada lá tinha os avós e provavelmente tios e primos (?). Mais ainda não sei, apenas que nestes dias sinto sempre alguma tensão entre o tempo em que o deixamos no aeroporto e o tempo em que o ouvimos à chegada a Lisboa.

Não choro, como lá estava uma mãe hoje. Coitado do filho dela, só pode ficar mais nervoso se parte com a imagem da mãe a chorar... Mas fico com o coração do tamanho de um passarinho e a bater na versão assustada. Mais um cabelo branco, para a colecção de "medalhas de mãe".

Patrícia

2.7.09

Dor de cotovelo

O Diogo prepara-se para 2 meses de férias em Portugal. E eu a roer-me de inveja. Neste caso nem é Portugal que me atrai, invejo apenas os 2 meses de descanso mental: nem um "tenho que" pela frente!

Eu lido bem com o envelhecimento mas este aspecto faz-me voltar a querer ser criança. Como eu adorava as férias...

Nuno

A minha praia


Eu sei que há melhores, mais bonitas, mais limpas, com melhores acessos, com mais serviços e mais bem frequentadas. Admito também que devemos manter a mente aberta para novas experiências, com ou sem praia, e que no fundo até gosto de vivê-las.
Mas esta é a única praia que alguma vez será minha. Mesmo que seja de muitos outros. Porque eu, nem de longe um grande adepto de praia, sonho com esta todos os dias do ano.
Ao som deste mar a bater nesta areia vivi momentos fantásticos. Cada vez que, depois de um ano sem aqui vir, sou preenchido pelos cheiros e sons que emanam da beira-mar e das rochas, sou inteiramente feliz e lembro-me da importância de ter sítios aos quais criemos laços emocionais eternos.
Nuno

1.7.09

Lola

Hoje, último dia de aulas do Campeão, o "play date" foi diferente: não foram meninos mas meninas que vieram brincar. A Lola foi da turma do Campeão durante o ano, e a sua irmã, mais nova veio por acrescento.

Para mais tarde recordar, note-se que os cadernos deste ano da Lola tinham "Diogo écrit partout", segundo os pais dela. Quer dizer que a Lola tem excelente gosto está visto!

As brincadeiras foram, claro, diferentes. Jogos, vestir e despir os fatos de princesa da Miminha, quiseram pôr os brincos de colar que dei à Miminha, e apesar de serem mais contidas no espaço, as meninas também requerem muita atenção. Também cansativo.

Fica uma foto de mais uma actividade do "dia da mamã": as pinturas de pokémon nas mãos da "trupe".



Patrícia

24.6.09

Preparativos para as férias

Ainda há mais uns diazitos de aulas se bem que acho que será a preparação para a festa do fim de ano da escola, e também de adeus ao estabelecimento. A escola vai mudar de localização. Por isso os próximos dias serão ensaios dos espectáculos que prepararam para os pais, e arrumação das salas e materiais.

A avaliação está feita (ver post anterior).

Assim, é dia de começar a preparar as férias. A burocracia (documentos, papelada, bilhetes) está toda tratada. De modo que vamos tirar a mala do fundo do armário, limpar-lhe o pó e começar a preparar a bagagem (e o seu portador) para as férias de Verão em Portugal.

Está ansioso, tal como a Miminha, mas ela irá um pouco mais tarde. Por hora fica a beneficiar dos privilégios, mimos e atenção de filha única.

Patrícia

Final do ano lectivo 2008/209

Este foi o primeiro ano de alfabetização do Diogo. Como sumário, regra geral, o Campeão confirmou as competências que devia ter adquirido este ano/nível na CP. Tem alguns pontos a reforçar mas está preparado para passar ao nível seguinte: CE1.

Vou colocar todos os items estudados, e as avaliações que teve durante o ano.
Domínio da linguagem verbal
Comunicação
O aluno sabe ou é capaz de:
- Exprimir-se de forma compreensível – A;
- comunicar em diálogo e em grupo - A;
- dizer de memória um texto - A;

Domínio da linguagem de evocação
- Reportar uma história ou acontecimento - A;
- Resumir, explicar, comentar e descrever - B;
- Ditar um texto ao professor - A;

Leitura e escrita
- Localizar a leitura numa frase - A (avaliado no 1.º trimestre);
- Distinguir fonemas – A (avaliado nos 1.º e 2.º trimestres);
- Distinguir palavras, silabas, letras - A (avaliado no 1.º trimestre);
- Decifrar palavras novas - A (avaliado no 2.º trimestre);
- Ler em voz alta um texto preparado (respeitando a pontuação e a entoação) - B+;

Interpretação
- Identificar diferentes suportes escritos, diferentes tipos de texto - B;
- Localizar o índice (título, autor) e localizar-se no livro - A (avaliado no 1.º trimestre);
- Compreender um texto lido pelo professor - A (avaliado no 1.º trimestre);
- fazer um sumário das ideias essenciais de um texto lido pelo próprio - B+;
- utilizar a biblioteca – não avaliado;

Vocabulário
- Distinguir, de acordo com o contexto, o sentido particular duma frase ou expressão - não avaliado;
- Reconhecer a família das palavras pela sua forma - não avaliado;

Ortografia
- Copiar uma frase, um texto sem erros - A (avaliado no 1.º trimestre);
- Escrever o que lhe é ditado respeitando a fono/grafia - B (avaliado no 2.º trimestre);
- Escrever sem erros as palavras de uso corrente - A;

Gramática
- Identificar uma frase - A;
- Distinguir os diferentes tipos de frase - não avaliado;

Escrita
- Reconhecer as diferenças gráficas duma mesma letra e palavra - B (avaliado no 1.º trimestre);
- Escrever de forma legível e respeitando as regras da escrita – B (avaliado nos 1.º e 2.º trimestres);
- Começar a utilizar as letras maiúsculas - A (avaliado no 2.º trimestre);

Produção escrita
- reconstituir uma frase com um modelo – A (avaliado no 1.º trimestre);
- reconstituir uma frase sem modelo - A (avaliado no 1.º trimestre);
- redigir uma frase - B- (avaliado no 2.º trimestre);
- redigir um texto curto - B- (avaliado no 2.º trimestre);

Matemática
Numeraração
- Enumerar e quantificar - não avaliado;
- Contar até – 99 (em francês já testemunhei - com muita paciência - o campeão a contar até mil. Mas a lógica é que só têem de saber contar até 99 logo é o número que a professora coloca);
- Organizar objectos, classificá-los e comparar grupos - não avaliado;
- Conhecer dobros e metades - B;
- Organizar números, compará-los e classificá-los - A (avaliado nos 1.º e 2.º trimestres);
- Comparar formas diferentes de escrever o mesmo número - A-(avaliado no 2.º trimestre);
- Associar a escrita numérica e por extenso do mesmo número - A;
- Compreender o significado de diferentes maneiras de escrever um número - A;

Cálculo
- Cálculo mental - A (avaliado nos 1.º e 2.º trimestres);
- Utilizar diferentes procedimentos de cálculo e adição, subtracção e multiplicação - não avaliado;
- Dominar a técnica operatória da adição - A;

Geometria
- reproduzir um algarismo - A (avaliado no 1.º trimestre);
- utilizar uma tabela de entrada dupla – A;
- codificar e descodificar um trajecto – A (avaliado no 1.º trimestre);
- reconhecer figuras simples - A;
- se localizar e/ou se deslocar em conjunto - A (avaliado no 1.º trimestre);
- utilizar algumas técnicas e instrumentos (réguas, compassos, etc) - não avaliado mas ele utilizou a régua durante o ano;

Resolução de problemas
- procurar informações úteis - não avaliado;
- justificar escolhas e expôr os resultados - não avaliado;
- saber resolver um problema - A (avaliado no 2.º trimestre);

Medidas
- comparar e utilisar medidas de comprimento e peso - A (avaliado no 2.º trimestre);
- utilizar a moeda - A (avaliado no 2.º trimestre);
- utilizar a régua graduada - não avaliado;

Vida em conjunto
- conhecer as regras simples de vida em grupo – A;
- responsabilizar-se – A;
- compreender as noções de liberdde, igualidade e tolerância - não avaliado;
- compreender e guardar algumas regras simples de segurança rotineira - não avaliado;
- conhecer os simbolos de França e dos Países Baixos - não avaliado;

Descoberta do mundo
No domínio do tempo
- Distinguir o passado recente do passado mais distante - A;
- Situar e utilizar a localização no sentido cronológico - não avaliado;
- Comparar os modos e locais de vida de diferentes gerações - B;

No domínio do espaço
- Localizar-se e situar-se num espaço familiar. Elaborar e/ou tilizar uma planta simples - A (avaliado no 1.º trimestre);
- Saber situar França, os Países Baixos, a Europa e outros continentes sobre um mapa mundo - A (avaliado no 1.º trimestre);
- Reter alguns aspectos da diversidade da vida animal e vegetal bem como dos habitats - A (avaliado no 2.º trimestre);
- Utilizar um vocabulário preciso - não avaliado;

Matéria e tecnologia
- Identificar os estados e propriedades duma matéria - não avaliado;
- Manipular e utilizar técnicas simples - não avaliado;
- Utilisar um computador e conhecer algumas funções de base - não avaliado;

No mundo da vida
- Diferenciar o vivo do não vivo - não avaliado;
- Conhecer manifestações de vida animal e vegetal e referir-se a critérios de classificação (ex. deslocação) – A (avaliado no 2.º trimestre);
- Reconhecer as grandes funções do corpo humano (movimento, crescimento) - não avaliado;
- Conhecer as diferentes características dos 5 sentidos - não avaliado;
- Compreender e respeitar regras de higiene - B (avaliado no 2.º trimestre);

Educação artística
Educação musical
- Cantar canções simples - A (avaliado no 2.º trimestre);
- Participar em actividades com instrumentos - A (avaliado no 2.º trimestre);
- Escutar um registo sonoro - A (avaliado no 2.º trimestre);
- Localizar e memorizar alguns elementos musicais - A (avaliado no 2.º trimestre);

Educação visual
- Escolher aplicar uma técnica para fazer uma produção pessoal – A (avaliado no 1.º trimestre);
- Provar criatividade e imaginação - A (avaliado no 1.º trimestre);

Educação física e desportiva
- Exprimir-se com o corpo – B (avaliado no 2.º trimestre);
- Participar em jogos de oposição e jogos colectivos - A (avaliado no 1.º trimestre);
- Participar em actividades atléticas e ginastas – A (avaliado no 1.º trimestre);

Comportamentos e métodos de trabalho
- respeitar as regras da escola e da sala – A;
- estar atento e concentrar-se na realização de uma tarefa – A-;
- trabalhar a um ritmo satisfatório – A;
- ser cuidadoso com o seu trabalho – B;
- compreender o trabalho – A.

Bom trabalho tanto em inglês no qual teve A- quanto em holandês onde teve A.

A professora dele escreveu Diogo vient de passer une très bonne année em CP. Il faudra continuer ainsi em CE1. Disse-nos que não precisava de fazer uma reunião só connosco (como está a fazer com os outros pais) pois nada mais teria a dizer que ele esteve muito bem, trabalha bem, é empenhado e aprende sem qualquer problema aquilo que lhe é transmitido.

Começou muito bem a escolarização. Não se pense que é assim tão fácil. Sabemos de pelo menos 3 casos num total de 16 alunos da turma, no qual foi sugerido aos pais a repetição do nível CP.

O Diogo tem-me feito crescer uns números de orgulhosa que me deixa.

Agora às férias de Verão, que bem merece!

Patrícia

22.6.09

o mundo matrix


Na empresa para a qual trabalho as viagens fazem parte da nossa rotina. A maioria dos meus colegas é platina, ouro ou algo equivalente em pelo menos uma companhia aérea.

Já não é reflectido, muito menos apreciado, quase nada desejado. É um hábito, pouco mais do que a deslocação diária de casa para o escritório. O aeroporto é um sítio incómodo mas familiar, como a casa de um parente distante que somos obrigados a visitar nas festas de família.

Para mim, que nunca tive especial atracção pelas viagens, tudo isto é pouco mais que irrelevante. Encaro o tema com dose razoável de indiferença e concentro-me nas tarefas. Não sou turista, sou um trabalhador momentaneamente deslocado.

Mas acontece quebrar essa regra. Há sítios aonde vou por gosto, onde é difícil separar o dever do prazer. Aconteceu no Brasil, onde me impressionei e encantei com o Rio; em parte em Nova Iorque, porque foi a minha primeira vez nos EUA; e repete-se sem excepção cada vez que vou a Lisboa.

Quando vou em trabalho a Portugal, o que só aconteceu 2 vezes, sinto-me responsável por mostrar ao mundo a nossa alma. Vejo os meus colegas ou clientes como hóspedes e crio expectativas fantásticas sobre a sua reacção, que no mínimo será de exaltação perante tais bom gosto e bem-estar.

Nada se passa assim. Eles, cidadãos do mundo, já viram bem melhor e não se impressionam com pouco. Olham para a nossa terra como olham para outra qualquer, tal como eu faço quando preparo as minhas viagens e desenho nos mapas digitais os trajectos.

E aí me apercebo que não é absoluto o charme, que apenas está nos meus olhos. Só eu sei traduzir o que vemos em pura beleza.

Só eu (e outros como eu), pois revejo em cada esquina uma história e ouço a cultura que me define escorrer pelas paredes, inundar as ruas até me molhar os sapatos e, num fluxo de intensidade crescente, transformar-se em torrente e afogar-me em memórias. Só eu, pois serei para sempre apaixonado pela minha cidade maravilhosa, pelo meu país encantado.

Nuno

21.6.09

Sensação de lar

É uma forma especial de se definir a casa ou os assuntos com ela relacionados. É um conjunto de cheiros, cores, sons, formas e, principalmente, de sentimentos e memórias. É uma compreensão e domínio do que nos rodeia. Um estado de espírito, uma sensação de intimidade, de aconchego e de protecção. O lar é também o sinónimo de uma rotina diária. Vamos a todos os tipos de lugares mas sempre nos regozijamos de retornar ao "lar, doce lar".

O Grandalhão tem estado desconfortável desde que chegámos à Holanda. Sim, em nossa casa sente-se confortável e aconchegado, mas assim que sai à rua uma nuvem cinzenta carregada de irritabilidade surge em cima da sua cabeça. Sei, há tempos, que o calor, o cheiro a terra e a comidas, o som da língua portuguesa, a brisa do mar lhe fazem falta. Muita falta.

Está cá por nós, que somos quase tudo para ele. Mas temo que se desvaneça nessa dádiva e sacrifício constantes, e de actual espectro de sobrevivência se transforme em tristeza pura.

Tudo do seu Portugal lhe parece uma amostra do paraíso.

Oxalá tivesse uma varinha de condão e lhe pudesse dar a sensação de lar que tanta falta lhe faz.

És coragem pura e o nosso lar.

Um dia retornaremos ao teu. Por amor vim para a Holanda. Por amor regressarei a Lisboa.

Patrícia

Contar histórias

Dei-me conta de que contar episódios ou histórias é tão parte da natureza humana quanto a respirar e abraçar. Sobretudo se forem dos filhotes e da minha experiência com eles.

Tem tudo a ver com reflexões sobre a vida e sobre as pessoas. Com as memórias que hão-de ficar.

Como será que a memória organiza as nossas lembranças? Ordena-as, em catálogos, e lista-as por importância? Móveis, que se arrastam de lugar conforme o sentimento do dia? Misturadas, uma levando a outra, ligadas por alguma linha que não identificamos? Soltas, livres para se apresentarem quando quiseram? Obedientes, aguardando um um cheiro, uma voz que as tire de uma gaveta sombria e lhes devolva a cor e o brilho?

Que mistérios estão escondidos em nós, esmagados por um quotidiano de rotinas e tarefas, no qual mal ousamos questionar o nosso estado de espírito? Como as fotografias que, por estarem numa moldura de uma divisão da casa, permanentemente sobre o nosso olhar quotidiano, não olhamos mais.

Contar uma história pode ser partilhar uma experiência, uma perspectiva, ou ainda compartilhar os longos diálogos silenciosos que todos mantemos consigo próprio, ou ainda falar das negociações em momentos de escolha, das perdas que das escolhas vêem e dos seus ganhos.

E por isso quando contamos as histórias deixamos um pouco de nós. Nesse desejo intenso de comunicar-nos.

Patrícia

18.6.09

A quem saem as pestes menores?

Depois de 3 dias em viagem (2 em Lisboa seguido de 1 em Manchester), diz-me a minha cara metade "é normal estares aborrecida, mas não é construtivo estares zangada". E risse.

Ai, se não me fizesses rir...

Patrícia

Carne picada & esparguete à Diogo

Ontem o Diogo disse-me que eu não fazia assim tanta coisa. Como resposta teve "então hoje vais tu fazer parte do que faço em casa."

E assim foi. Pôs a roupa na máquina de lavar roupa, os detergentes, e ligou-a. Quando acabou ajudou a estender a roupa (em abono da verdade as meias já são tarefa sua há bastante tempo).

Depois preocupou-se com o jantar. Eu já tinha planeado fazer carne picada. E assim foi. Primeira coisa: o avental (dobrado que ele está grande mas ainda não assim tanto). Num tacho colocou água, sal e um bocadinho de azeite. Descascou a cebola, e na trituradora desfez a cebola, o alho e o tomate. Nma frigideira com um pouco de azeie colocou o molho, uma colher de sal e um pouco de pimenta.

Na parte do fogão ficou afastado (às vezes é um bocadinho desastrado e ao pé de água a ferver e lume não se brinca). Se bem que quando a água fervia, partiu (lá está num jeito de quem não tem hábito) o esparguete e colocou-o na água.

Foi o primeiro prato que confeccionou. Muitas vezes ajuda-me com o bolo de iogurte, é verdade. Mas prato quente foi o primeiro.

Ficou a delícia que se vê:

Todos repetimos.

E o papá, quando perto da meia noite chegou a casa vindo de Lisboa, ainda atacou o frigorífico e se banqueteou com a carne picada do filhote.

Patrícia

13.6.09

A Minúscula e os números


Sem pestanejar conta até doze, mas depois, não sei por que raio, passa directamente para o catorze. O pai e o mano andaram hoje a treiná-la até aos vinte. Vamos ver o que memoriza.

Neste preciso momento está no sofá com o computador em cima das pernas (como eu) a perguntar ao pai quais são as letras: "pai, então e qual é este?"

Também identifica alguns dos algarismos.

Patrícia

Os primeiros livros de leitura do Campeão

e pelos quais aprendeu essa fantástica capacidade de ler foram:
1 - J'ai révê que;
2 - Quelle bazar chez Noé;
3 - Zékéyé et les pithons;
4 - Le loup et les sept cabris; e
5 - Matou Miteux (o livro sobre o qual agora trabalha).

Uma delícia vê-lo e ouvi-lo ler.

E justiça lhe seja feita que lê em francês e português. Um luxo.

Patrícia

Natacao

Hoje o Diogo foi "promovido" para a seccao superior da natacao. Isto da-lhe direito a nadar na piscina mais profunda, sem pe.

Andavamos semi-angustiados com isto havia semanas. O melhor amigo dele, que anda na natacao com ele, fez a passagem ha varias semanas mas a professora teimava em manter o Diogo no nivel abaixo. Sem que conseguissemos ver razao para isso, sobretudo quando olhavamos para os miudos da tal aula superior e nao viamos qualquer talento adicional.

Na semana passada a professora prometeu que esta seria a ultima semana neste nivel inferior. Estavamos portanto algo ansiosos pela confirmacao da promocao. E ficamos destrocados quando no final da aula ela nao veio falar connosco para anunciar a passagem.

Como e habito, eu perdi-me nas minhas habituais consideracoes - sera que ele deve de facto ficar para tras mais tempo, se calhar e melhor assim e outras coisas que tais - enquanto a Patricia pegou o touro pelos cornos. Foi-se a ela e disse-lhe que os miudos da aula acima nao eram melhores que o nosso. A professora anuiu e concordou que o Diogo vai para a aula dos grandes.

E o mais engracado e que a Patricia ainda achou que tinha que me dizer que ela nao o tinha deixado passar por pressao. Que ja tinha decidido antes enviar um e-mail a anunciar isso. Como se eu me importasse com detalhes desses.

Nuno

12.6.09

O que faz de uma pessoa um bom líder?


"Será a sua integridade?
Será os seus conhecimentos?
Será a sua força interior?
Sim, algo assim. Mas, o que realmente distingue um bom líder, é ter seguidores

Se foste escolhido, é (pelo menos devia ser) porque os elementos do teu grupo estão prontos para te seguir, com entusiasmo, enquanto estiveres à altura das suas expectativas. Por isso, está nas tuas mãos.

1ª Dica: Ter uma visão para o grupo - Todos os grandes líderes da história do mundo tinham uma visão daquilo que queriam para os seus países, negócios ou organizações, mostrando entusiasmo e paixão. Assim, o líder também deverá ter uma visão para o seu grupo, aquilo que ele deseja para o grupo enquanto o liderar. A visão é como um sonho, um conjunto de objectivos e ideias para o grupo, que o líder deseja que o seu grupo atinja.

2ª Dica: Mostrar a tua visão aos elementos do grupo - Se a visão for apenas do líder, será uma visão egoísta e não terá valor nenhum. Para o sucesso, é preciso que os restantes elementos do grupo conheçam essa visão e concordem com ela. Assim, motivados para o mesmo que o líder, a probabilidade do sucesso é bem maior. Mas, é preciso convencer os elementos do grupo, e nada melhor para isso do que mostrar entusiasmo e descobrir o que entusiasma mais cada um deles.

3ª Dica: Passar das ideias à acção - Muitas pessoas sonham mas não são capazes de ir mais além que sonhar. Os grandes líderes conseguem passar das ideias à acção. Para concretizar ideias e sonhos é preciso traçar objectivos, planear o que se vai fazer e manter todos os elementos igualmente entusiasmados e motivados".

Este texto encontrei na net e achei interessante partilhar. Parece tão simples mas quando uns tem visão outros tem entusiasmo, quando uns so sonham outros so agem. Não precisamos todos de ser líderes. E esse equilíbrio é que é importante transmitir. Espero que os filhotes (e já agora nos tambem) entendam em cada momento o seu papel no mundo - tantos agem tanto acima do que na realidade valem e outros tantos duvidam muitissimo das suas capacidades.

Patrícia

3 anos e 2 meses

E em nova visita ao Consultatiebureau confirmámos que a Catarina mede exactamente 1 metro e pesa 15 kgs. Está acima da média (não sei se a referência é europeia ou holandesa) em ambas as medidas. Num ano cresceu 9 cms e aumentou de peso 2 kgs. Disse a Enfermeira que conduziu a "consulta" que ela esta optima.

Comentou o facto de as fraldas já terem sido deixadas ao qual anotei que de noite ainda não, ou seja, ainda as usa. Fazemos, é verdade, o jogo de cada manhã verificar se a fralda está seca ou molhada, mas ainda não tive coragem para lhe tirar de vez as fraldas (pampers - o Diogo usava dodot). Estou a contar com o Verão – leia-se Portugal - e as férias para esse exercício.

Falámos ainda do desenvolvimento da linguagem. Perguntava a Sra. se a Miminha é entendida por estranhos - estou a ser vaidosa (normal?) mas a Miminha não balbucia umas coisas: ela FALA com clareza (ou como se diz em bom português: com as letras todas), com várias palavras e perfeito entendimento por parte de estranhos, e já agora, para que a imagem fique completa, com absoluta determinação para que não restem dúvidas sobre o que quer. Aliás, ela fala ao telefone com pessoas em Portugal e todos a entendem.

Fez também o teste de visão e tudo óptimo.

Patrícia

10.6.09

Dia de Portugal, de Camões E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS

Quando vivia em Lisboa o dia de Portugal, 10 de Junho, era tão-só um belo feriado que, no meio de outros - o Santo António pelo menos - era a fase de estágio para o início de um prazenteiro Verão, no qual se viveria numa sensação de quase "dolce fare niente". As comemorações eram a seca da televisão ficar a acompanhar desfiles ou paradas e um discurso do Presidente da República que nunca tive interesse ou pachorra para ouvir, tal era o aborrecimento.

Depois de casar ganhámos a "tradição" de ir, nesta semana de feriados, ao Algarve, em jeito de abertura da época.

Hoje vivo fora do país. E sinto o dia de maneira diferente. O dia é de Portugal, de Camões e das comunidades portuguesas - comunidade à qual agora faço parte. Registe-se que as Comunidades Portuguesas só passaram a ser parte deste dia desde 1978 para homenagear os 5 milhões de emigrantes portugueses (ou mais) que vivem longe da pátria.
(…)
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo reino, que tanto sublimaram.

(…)

Camões, Lusíadas, Canto I.

E há, entre alguns emigrantes portugueses - aqueles que fazem parte da arrogante farsa do "Star Tracker" aqui na Holanda, pelo menos, - a pretensão de que há os bons emigrantes, pessoas novas, educadas e que vieram explorar o mundo para abrir horizontes e elevar a ideia de Portugal, e a outra população, os "emigras", de outras gerações ou de outras educações. Ora os "emigras" fazem algo para celebrar o seu dia do país. Pois entendam bem, aos olhos dos que ficaram, somos todos emigras. E para mim, com muito orgulho, que não é uma vida fácil.

Estando longe de ser nacionalista, sinto em mim este apelo de "entre gente remota edificar novo reino".

Pelo que fiquei contente por receber, como aconteceu, um e-mail de um colega a dizer "Happy Portugal day!".

Patrícia

A fada dos dentes (sempre) apareceu

e deixou, na noite em que caiu o primeiro dente do Campeão, a seguinte carta debaixo da sua almofada:
- Envelope

- Página inicial

- Interior da carta

O Campeão ficou radiante com a visita da fada, estava mesmo feliz por esta lhe ter deixado uma carta, ainda por cima parecendo estar contente com ele. Por momentos suspeitou que pudesse ter sido eu, mas depois achou que não podia ser porque eu não tinha aquela caneta verde... "E é verdade, se fosse eu assinava mamã, ou Patrícia, e não fada dos dentes", disse-lhe.

Na noite seguinte a fada deixou um livrinho para que, com uma moeda, ele raspasse as páginas e daí aparecessem dinossauros. Ele adora dinossauros e a fada, como é mágica, sabia. Nesse dia caíu o segundo dente de cima. A fada lá o visitou outra vez trazendo uma caneta que é um microscópio e um telescópio ao mesmo tempo. Que sorte. Eu não me lembro de haver fadas dos dentes quando os meus dentes cairam. Ou pelo menos não levava os dentes porque os meus pais guardavam-nos (presumo que ainda os tenham) numa caixinha preta pequenina com a tampa transparente.

Está tão giro desdentado!

Patrícia

7.6.09

Das mais belas declarações de amor

recebi hoje, às 7.04 AM do meu Didi, pela ocasião do dia da mãe em França.


Estou tão babada...


E ainda vinha com uns belos e coloridos sabonetes com diferentes formas que ele andou a fazer.

Sou a mãe mais sortuda do mundo!!!!!

Patrícia

As pinturas da Catarina

Tudo obra dela. E quase, quase sem sair dos traços.


Muito bem!

Patrícia

Plasticina

Alguns dos nossos trabalhos de quarta-feira:





Patrícia

2.6.09

Portugal no seu melhor - II

Portugal, ou o que dele vem, pode ser maravilhoso.


Alimentemo-lo de positivismo, confiança e optimismo.

Patrícia

Portugal no seu melhor

Não é sarcasmo antes uma afirmação: Uma Mulher ao leme.



Patrícia

Será que hoje a fada dos dentes nos vem visitar?

Os dois dentes do maxilar superior do Campeão andam a abanar há uns tempos. Fica até estranho, com os dois dentes tortos, e a morder as maçãs que ele nunca abdica com os dentes de baixo ou do lado.

Hoje apareceu com três esfoladelas (os dois joelhos e um cotovelo), próprio de rapaz da sua idade e, sem um dente. O esquerdo.

Não deu por ele a cair. Tenho a certeza que o tinha quando o deixei na escola esta manhã. O que fará a fada dos dentes esta noite? Será que ela vem sem ter qualquer moeda, quer dizer, dente para a troca. Ou virá ainda assim.

O Campeão espera que ela venha e lhe traga dinheiro. Perguntei para quê. "Para não termos de ir ao Banco", respondeu. Até parece que ele é do tempo em que não havia internet banking, e que se passavam horas nas filas dos bancos. Lembro-me de passar algumas secas nos bancos, em pequenina.

O que acontecerá?

Patrícia

parkeervergunning

é o nome que os holandeses dão à licença de estacionamento atribuída aos residentes em cidades como Amesterdão, em que a procura é maior do que a oferta.

E a boa notícia é que, ao fim de 2 anos e meio a morar nesta cidade e depois de ter passado os últimos 19 meses a estacionar longe de casa e a pagar parque, foi-nos atribuída a tal licença. A partir de ontem passámos a poder estacionar livremente na nossa zona, a qualquer hora do dia ou da noite, sem nos preocuparmos com os custos do estacionamento.

Pagamos um valor fixo mensalmente (uma absoluta ninharia a comparar com os preços praticados para os visitantes) e podemos ter o carro por tempo indeterminado em qualquer ponto dentro da nossa área de residência - qualquer ponto pré-definido como lugar de estacionamento, pois aqui a tolerância para o estacionamento proibido é simplesmente nula e as multas são extravagantes.

Isto pode não parecer grande conquista mas para nós a importância deste acontecimento é fenomenal. Desde que temos o carro vivemos preocupados com esta questão. O estacionamento é muito caro em Amesterdão (na nossa zona custa €3 por hora) e as multas por falta de pagamento altíssimas (€50), portanto a escolha não é fácil.

Arriscávamos com frequência, encontrámos zonas mais distantes com regimes mais favoráveis, pagámos uma série de multas, nas férias deixávamos o carro no escritório e toda uma série mais de truques de sobrevivência. Mas a verdade é que o tema nos agastava e a chegada da licença foi uma das melhores notícias dos últimos tempos.

Nuno

1.6.09

estupefacto

Foi como fiquei ao ver o video da entrevista da Manuela Moura Guedes a Marinho Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados. Muito sinceramente, não sei o que aquilo reflecte. Recuso-me a aceitar que seja um espelho do país ou sequer de um segmento da população. Agarro-me à convicção que é uma questão individual, no caso provavelmente de duas questões individuais.

Não sou grande adepto da TVI e quero acreditar que não faço parte do seu público-alvo. E o excerto que vi daquele telejornal confirmou essa convicção. Suporto quase incondicionalmente a liberdade de imprensa mas o tom brejeiro da entrevista levou-me a questionar a necessidade de impor algumas barreiras a essa liberdade.

A sensação que tenho neste momento é que a democracia em Portugal não funciona bem. A suspeição tomou conta da sociedade: políticos que controlam e se recusam a ser controlados, jornalistas acossados que usam o quarto poder de forma discricionária, juízes e ministério público calados, e em pano de fundo um sentimento incontornável de mal-estar.

Sempre ouvi dizer que o exemplo vem de cima. Como pode haver confiança na justiça se o primeiro-ministro salta incólume de escândalo em escândalo? Portugal referencia o exemplo dos seus congéneres europeus mas o nosso comportamento aproxima-nos irreversivelmente do continente africano.

Eu percebo que as alternativas políticas são assustadoras mas há princípios que importa não perder de vista. Se o povo português não se fizer ouvir nas próximas eleições é mais uma vez sinal de que merece a sorte que tem.

Nuno

31.5.09

visto de fora

Pinto da Costa, o presidente do FC Porto, veio a público sugerir que a final da Taça de Portugal fosse disputada no Estádio da Luz para permitir aos adeptos do Benfica ver um bom jogo de futebol.

Isto nada tem de novo, o senhor é conhecido pelo sarcasmo e este género de provocação faz parte do seu discurso habitual. A minha primeira reacção foi um pequeno sorriso e uma reflexão rápida sobre a justiça do comentário - nos últimos anos passou de facto a ser raro ver o Benfica fazer um jogo decente.

O que me ocorreu também foi que gostaria que Pinto da Costa pudesse ver o futebol português pelos meus olhos. Estou certo que não mais voltaria a encontrar energia ou disposição para construir piada elaboradas sobre o tema.

Nuno

28.5.09

Barcelona - Man Utd

Ontem assisti pela TV à final da liga do campeões entre o Barcelona e o Manchester United. Sem qualquer dúvida um jogo fantástico pelo ambiente, pela relevância e pela qualidade das duas equipas.

Já sabia à cabeça que tinha uma preferência pelo Man Utd, talvez porque venho acompanhando os jogos da equipa há alguns anos, talvez por causa do Cristiano Ronaldo, talvez porque tenho ido a Manchester em trabalho com muita regularidade. Fosse qual fosse a razão, tinha perfeita consciência que iria torcer pela vitória do ManU.

Mas fiquei espantado comigo próprio quando me apercebi que era bem mais profundo que isso. Eu queria mesmo que o Barcelona perdesse, e à medida que o jogo decorria essa vontade ganhou intensidade, ao ponto de me irritar com os jogadores do ManU por não conseguirem dar a volta ao resultado. Branco no preto, a minha postura era absolutamente negativa: fosse qual fosse o opositor, o Barcelona tinha que perder.

Da última vez que o Barcelona ganhou a Liga aconteceu o mesmo. Tal como agora, na altura fiquei convencido que a equipa tinha sido levada ao colo. Não porque jogasse mal mas porque naqueles momentos críticos em que ser bom não chega os árbitros tinham dado um jeitinho.

Desta vez foi no segundo jogo com o Chelsea, em que uma escolha da equipa de arbitragem com critérios altamente questionáveis levou a um desempenho por parte dessa equipa digno de terceira divisão regional. Suponho que há muito quem se revolte pelo domínio das equipas inglesas.

Nuno

27.5.09

Corrida contra a fome

Organizada pela ONG "Action Contre a Faim", o objectivo desta corrida é recolher dinheiro para a organização distribuir, em especial a crianças subnutridas, comida.

Antes da corrida o Diogo teve de encontrar patrocinadores. Foram 7 os que alegremente apoiaram a sua motivação humanitária. E no dia 15 de Maio, o Campeão participou na 12.ª edição da corrida contra a fome. Deu 10 voltas e, com isso, contribuiu com 75 Euros para esta acção.

Nunca entendi muito bem a motivação das corridas, maratonas, meias-maratonas etc. Este tipo de corrida, todavia, faz sentido. E faz sentido que se sensibilizem as crianças para, desde cedo, entenderem que os abusos que se cometem em muitos países (aqueles em que vivemos) são, não só insustentáveis, como actos de absoluto desrespeito pela vida de tantos. Nos EUA a obesidade infantil atinge, actualmente, 60% da população.

Claro que fiquei absolutamente comovida pelo entusiasmo da participação do filhote nesta iniciativa. Espero que possa ser a primeira de muitas. E que cresça com o sentido de que pode e deve ajudar os outros.

Para a edição do ano que vem contamos ter o reforço da Miminha.

Para quem quer saber mais:
www.lacoursecontrelafaim.org
www.actioncontrelafaim.org

Patrícia

21.5.09

"Miss Imperfeita, muito prazer"

Apanhei este texto na net e tenho de o colocar aqui. Tenho porque prezo tanto a minha independência e quero ser o melhor possível mãe, esposa, profissional, que quase sempre me esqueço de que, antes de tudo e acima de tudo sou, Patrícia.

A ver se mantenho em mente esta ideia que Martha Medeiros expressou no Jornal O Globo, e passo a dar-me tempo e culpa zero. Ora leiam.

"Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.

Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.

Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora.

Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

Tempo para fazer nada.

Tempo para fazer tudo.

Tempo para dançar sozinha na sala.

Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

Tempo para sumir dois dias com seu amor.

Três dias.

Cinco dias!

Tempo para uma massagem.

Tempo para ver a novela.

Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

Tempo para fazer um trabalho voluntário.

Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

Tempo para conhecer outras pessoas.

Voltar a estudar.

Para engravidar.

Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.

Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.

Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante."

Patrícia

17.5.09

Cultura portuguesa

É a minha cultura. As crenças, comportamentos, valores, regras de conduta e morais com que cresci e fui educada. O que entendo e me faz sentir em casa. A história, as tradições, os dizeres. É aquilo que dia após dia tento transmitir aos filhotes. Mas tem também um pessimismo incrustrado que me recuso a aceitar e que, podendo escolher, pretendo não transmitir aos meus filhos.

Escreveu Manuel Laranjeira "Às vezes, em horas de desânimo, chego a crer que esta tristeza negra nos sobe da alma aos olhos, e então tenho a impressão intolerável e louca que em Portugal todos trazemos os olhos vestidos de luto por nós próprios".

E é essa vitimização, glorificação do passado em detrimento da ideia de controlo ou planeamento do futuro, pessimismo, a nobre e silenciosa resignação a instituições e pessoas que detêm o poder que me deixam danada e sem qualquer vontade de ali criar os meus. Gostaria que fossem seguros de si, confiantes nas suas ideias e valores e, optimistas.

Patrícia

Metro

É o resultado de um pedido feito pelo Governo Francês à Academia de Ciências da França para que criasse um sistema de medidas baseadas em uma constante não arbitrária.

Em 25 de junho de 1792, um grupo de investigadores franceses, composto de físicos, astrónomos e agrimensores, deu início a esta tarefa, definindo assim que a unidade de comprimento metro deveria corresponder a uma determinada fracção da circunferência da Terra (1/40.000.000, ou 1 metro e 1,8 mm) e correspondente também a um intervalo de graus do meridiano terrestre, o que resultou num protótipo internacional em platina iridiada, ainda hoje conservado no Escritório Internacional de Pesos e Medidas (Bureau international des poids et mesures), na França, e que constitui o metro-padrão.

Hoje resolvi medir a Catarina. Mede exactamente um metro.

Patrícia

13.5.09

Cansaço

O Nuno continua a viajar por todo o lado em trabalho. Estou muito contente por se estar a dar bem. Merece-o e eu bem sei o quanto lhe "sai do pêlo".

Mas fico preocupada com tantas viagens. Exijo que me dê conhecimento dos vôos e por onde anda. A experiência com o meu colega em Fevereiro deste ano não ajudou, aliás deixou-me super apreensiva: ele ía no vôo que se despenhou em Buffalo e ninguém tinha a certeza. Foram horas muito complicadas e o processo de confirmação também.

A rotina diária, que já é complicada por si a dois, fica comprometida quando só um é o garante de que tudo funciona bem, a horas certas, dentro da "melhor" normalidade, telemóvel sempre a postos não vá alguma escola precisar de me contactar. Isto no meio de prazos e reuniões e trabalho em pilhas. Safa!

Lembro-me sempre da minha sogra a dizer "a década dos trinta é uma estafa, porque há muito trabalho e os pequenotes precisam de imensa e intensa atenção". Neste preciso momento estou a lutar para escrever isto. Tenho os dois pimpolhos empuleirados em mim.

Há um botão de pause aí algures? E se houvesse, seria eu realmente capaz de nele carregar? Sonho com ele, imagino-o aí mas depois acho sempre que não era capaz, e nessas alturas encho-me de paciência e dou-lhes um ataque simultâneo de cócegas e beijos. Só para os ouvir a soltar gargalhadas. Porque isso me enche novamente a carga de energia.

Patrícia

Head stand

Na minha última aula de yoga tentei, pela primeira vez, a posição shirsasana ou cabeça para baixo.


Fiquei toda contente por conseguir (com a ajuda do professor, claro).

Patrícia

8.5.09

sensações

Aqui há algum tempo decidi que ia parar de escrever sobre as minhas sensações, na medida em que acabava sempre por cair na tentação de me queixar sobre a falta que Portugal me fazia, assunto mais do que gasto e cansado entre nós, e que passaria a concentrar-me na análise puramente factual do dia-a-dia.

Ora esta manhã ocorreu-me que tal decisão é desprovida de sentido: se os factos são necessários para servirem de referência futura, as sensações e emoções são cruciais para podermos compreender o contexto desses factos. De certa forma, seria como acumular fotografias tipo passe sem legenda ou sem acompanhamento de outras fotografias da época - a fisionomia e a expressão facial, únicos elementos capturáveis, tornar-se-iam ilegíveis apesar de evidentes.

Qualquer romancista sabe que tem que incluir elementos intangíveis - cheiros, emoções, sensações - para acrescentar interesse. Nós, enquanto romancistas da nossa própria vida para mais tarde a revivermos, temos também de voltar a capturar esses elementos.

Nuno

26.4.09

2.º trimestre 2008/2009 - Avaliação

Vou colocar todos os items estudados, apesar de alguns não terem sido avaliados. Em 34 itens avaliados, apenas 9 foram a reforçar.

Domínio da linguagem verbal
Comunicação
O aluno sabe ou é capaz de:
- Exprimir-se de forma compreensível – A;
- comunicar em diálogo e em grupo - B+;
- dizer de memória um texto - não avaliado;

Domínio da linguagem de evocação
- Reportar uma história ou acontecimento - B;
- Resumir, explicar, comentar e descrever - não avaliado;
- Ditar um texto ao professor - não avaliado;

Leitura e escrita
- Localizar a leitura numa frase - não avaliado;
- Distinguir fonemas – A;
- Distinguir palavras, silabas, letras - não avaliado;
- Decifrar palavras novas - A;
- Ler em voz alta um texto preparado (respeitando a pontuação e a entoação) - A-;

Interpretação
- Identificar diferentes suportes escritos, diferentes tipos de texto - não avaliado;
- Localizar o índice (título, autor) e localizar-se no livro - não avaliado;
- Compreender um texto lido pelo professor - não avaliado;
- fazer um sumário das ideias essenciais de um texto lido pelo próprio - A;
- utilizar a biblioteca – não avaliado;

Vocabulário
- Distinguir, de acordo com o contexto, o sentido particular duma frase ou expressão - não avaliado;
- Reconhecer a família das palavras pela sua forma - não avaliado;

Ortografia
- Copiar uma frase, um texto sem erros - A;
- Escrever o que lhe é ditado respeitando a fono/grafia - B;
- Escrever sem erros as palavras de uso corrente - não avaliado;

Gramática
- Identificar uma frase - não avaliado;
- Distinguir os diferentes tipos de frase - não avaliado;

Escrita
- Reconhecer as diferenças gráficas duma mesma letra e palavra - não avaliado;
- Escrever de forma legível e respeitando as regras da escrita – B;
- Começar a utilizar as letras maiúsculas - A;

Produção escrita
- reconstituir uma frase com um modelo – não avaliado;
- reconstituir uma frase sem modelo - não avaliado;
- redigir uma frase - B-;
- redigir um texto curto - B-;

Matemática
Numeraração
- Enumerar e quantificar - não avaliado;
- Contar até – 79 (em francês já testemunhei - com muita paciência - o campeão a contar até mil, não percebo!)
- Organizar objectos, classificá-los e comparar grupos - não avaliado;
- Conhecer dobros e metades - não avaliado;
- Organizar números, compará-los e classificá-los - A;
- Comparar formas diferentes de escrever o mesmo número - A-;
- Associar a escrita numérica e por extenso do mesmo número - não avaliado;
- Compreender o significado de diferentes maneiras de escrever um número - A;

Cálculo
- Cálculo mental - A;
- Utilizar diferentes procedimentos de cálculo e adição, subtracção e multiplicação - não avaliado;

Geometria
- reproduzir um algarismo - não avaliado;
- utilizar uma tabela de entrada dupla – não avaliado;
- codificar e descodificar um trajecto – não avaliado;
- reconhecer figuras simples - não avaliado;
- se localizar e/ou se deslocar em conjunto - não avaliado;
- utilizar algumas técnicas e instrumentos - não avaliado;

Resolução de problemas
- procurar informações úteis - não avaliado;
- justificar escolhas e expôr os resultados - não avaliado;
- saber resolver um problema - A;

Medidas
- comparar e utilisar medidas de comprimento e peso - A;
- utilizar a moeda - A;
- utilizar a régua graduada - não avaliado;

Vida em conjunto
- conhecer as regras simples de vida em grupo – não avaliado;
- responsabilizar-se – não avaliado;
- compreender as noções de liberdde, igualidade e tolerância - não avaliado;
- compreender e guardar algumas regras simples de segurança rotineira - não avaliado;
- conhecer os simbolos de França e dos Países Baixos - não avaliado;

Descoberta do mundo
No domínio do tempo
- Distinguir o passado recente do passado mais distante - não avaliado;
- Situar e utilizar a localização no sentido cronológico - não avaliado;
- Comparar os modos e locais de vida de diferentes gerações - não avaliado;

No domínio do espaço
- Localizar-se e situar-se num espaço familiar. Elaborar e/ou tilizar uma planta simples - não avaliado;
- Saber situar França, os Países Baixos, a Europa e outros continentes sobre um mapa mundo - não avaliado;
- Reter alguns aspectos da diversidade da vida animal e vegetal bem como dos habitats - A;
- Utilizar um vocabulário preciso - não avaliado;

Matéria e tecnologia
- Identificar os estados e propriedades duma matéria - não avaliado;
- Manipular e utilizar técnicas simples - não avaliado;
- Utilisar um computador e conhecer algumas funções de base - não avaliado;

No mundo da vida
- Diferenciar o vivo do não vivo - não avaliado;
- Conhecer manifestações de vida animal e vegetal e referir-se a critérios de classificação (ex. deslocação) – A;
- Reconhecer as grandes funções do corpo humano (movimento, crescimento) - não avaliado;
- Conhecer as diferentes características dos 5 sentidos - não avaliado;
- Compreender e respeitar regras de higiene - B;

Educação artística
Educação musical
- Cantar canções simples - A;
- Participar em actividades com instrumentos - A;
- Escutar um registo sonoro - A;
- Localizar e memorizar alguns elementos musicais - A;

Educação visual
- Escolher aplicar uma técnica para fazer uma produção pessoal – não avaliado;
- Provar criatividade e imaginação - não avaliado;

Educação física e desportiva
- Exprimir-se com o corpo – B;
- Participar em jogos de oposição e jogos colectivos - não avaliado;
- Participar em actividades atléticas e ginastas – não avaliado;

Comportamentos e métodos de trabalho
- respeitar as regras da escola e da sala – A-;
- estar atento e concentrar-se na realização de uma tarefa – A;
- trabalhar a um ritmo satisfatório – A;
- ser cuidadoso com o seu trabalho – B;
- compreender o trabalho – A.

Bom trabalho tanto em inglês quanto em holandês (mais forte).

A professora dele escreveu "Très bon trimestre. Bravo! Diogo dois toutefois faire attention au soin qu'il apporte à son travail". E todos sabemos que o que a professora escreve é absoluta verdade. É muito forte em muitos aspectos mas pouco cuidadoso. Também acho que isso é coisa de rapaz.

Enfim, estás, novamente, de parabéns!

Patrícia

Holandesa

Já não bastava falar holandês, gostar de pão, leite e queijo, agora a miminha também tem a sua bicicleta e nela passeou hoje, pela primeira vez, e à chuva.


É ou não é holandesa?

Patrícia

Convite

Os loucos dos chefes do Nuno reconheceram-no e convidaram-no a fazer sociedade na empresa onde trabalha.

Patrícia

Artistas

Os pequenotes foram novamente ao color me mine, uma loja em que se pode experimentar pintar porcelana ou cerâmica, pintar vidro, pintar tecidos, etc.

A Mariana, escolheu a pequena sereia.


A Catarina um elefante

E o Diogo, novamente um dinossauro


Patrícia

24.4.09

Brasil (1)

A minha primeira experiência no Brasil acabou por ser em trabalho. Já tinha pensado inúmeras vezes em lá ir mas nunca se proporcionou. Até que surgiu por acaso, como tantas outras coisas na vida, em resposta ao pedido de um cliente com presença na América do Sul.

Estive em São Paulo durante 3 dias e no Rio de Janeiro durante pouco mais de 24 horas. Encontrei-me lá com um alto quadro deste nosso cliente, que se deslocou directamente da sede nos Estados Unidos para esta nossa pequena excursão. Na verdade ele seguiu para o Chile e a Argentina mas já não o acompanhei.

O primeiro impacto gerou sentimentos mistos. Por um lado, precisei de quase 4 horas para chegar ao hotel: 2 preso nas filas de controlo de passaporte do aeroporto e mais 2 no trânsito infernal de São Paulo (em hora de ponta); por outro fiquei surpreendido com a força da cidade e assisti encantado ao desfilar da cidade pela janela do carro enquanto o taxista me levava a conhecer recantos menos óbvios enquanto tentava fugir ao trânsito de acesso ao centro.

Confesso que ia tão fixado na questão da segurança que durante todo o primeiro dia tive bastante dificuldade em relaxar e apreciar o que via. À noite o meu companheiro de viagem optou por recuperar o sono perdido na ligação aerea e foi deitar-se muito cedo. Acabei a comer só no restaurante do hotel, quando me teria sabido bem melhor encontrar um sítio simpático e experimentar a mais do que afamada culinária local.

Por receio não o fiz. Uma pena, pois vim a descobrir que havia vários sítio bem bons à volta e que não tive ocasião de testar nos dias seguintes.

Nuno

19.4.09

Prendas de viagem

Criámos, já há muito, o hábito de quando vamos de viagem trazer uma surpresa para os pequenotes. Isto fazia sentido quando viajávamos uma vez por ano. Actualmente viajamos, em média talvez umas 3 vezes por mês, e o velho hábito está-se a tornar um problema.

Eu viajo menos mas sou talvez a pior. Quando fui a NY foi a desgraça absoluta porque trouxe imensas surpresas para os pequenotes, para o Nuno, para os meus pais, para os sobrinhos... Perdi a cabeça - talvez porque dá vontade, talvez também por ter sido mais tempo do que costume e então as saudades ram maiores, talvez porque estava um frio de rachar e só se estava bem dentro de lojas que tinham tanta e tanta coisa apelativa.

Mas isto é um problema porque os pequenotes agora estão sempre à espera de alguma surpresa, problema porque às vezes não há tempo para comprar a surpresa, porque as coisas se acumulam e porque não é sistema.

Vamos ter de mudar isto.

Já agora, e para registo, ficam aqui as fotos das prendas que o Nuno trouxe do Brasil.



Patrícia

18.4.09

Expedição pela cidade maravilhosa

Hoje chega o Nuno da sua viagem a São Paulo e Rio de Janeiro. Pelas mensagens ficou bastante estusiasmado.

Será o Brasil o nosso próximo destino? O sol seria muito apreciado.

Patrícia

13.4.09

Caça aos ovos


Domingo de Páscoa foi dia dos miminhos, juntamente com a sua prima Mariana que nos visita, andarem à caça dos ovos da Páscoa.

Viva a excitação que é encontrar os ovitos de chocolate, pô-los na cestinha, distribuí-los e comê-los!

Lá divertido foi.

Patrícia

3.º aniversário

Também na escola a Catarina celebrou o aniversário.

Ouviu cantar o

Lang zal ze leven
Lang zal ze leven
Lang zal ze leven in de gloria
In de gloria, in de gloria
Hieperdepiep Hoera
Hieperdepiep Hoera
Hieperdepiep Hoera


Levou o bolo de iogurte para festejar com os amiguinhos e lá deixou um chapéu de aniversário da Disney para todos serem aniversariantes engraçados. As professoras dizem que se divertiu, e ela também.

Patrícia

7.4.09

Eurodisney

Não sou fâ do género e certamente não me deslocaria 1000 kms por um parque de diversões (fosse qual fosse). Na verdade, estivemos à porta em 2003 e resolvemos não entrar, ficámos pelas lojas a comprar prendinhas para o campeão e pequenas coisas de Natal.

Mas adorei o fim-de-semana a 4. Só nós, sem e-mails nem telefones, sem obrigações nem tarefas. Andámos meio ao sabor do vento, tanto dentro do parque, pelo qual seguíamos sem itinerário fixo, como fora dele - fomos vaguear por Paris 2 vezes para o pequenote poder sentir o ambiente parisiense pela primeira vez, mudámos de planos várias vezes, marcámos tudo em cima da hora, comemos todo o género de porcaria e não aproveitámos uma só comodidade do hotel onde ficámos (tirando o quarto e o pequeno-almoço).

Entre viagens principais e secundárias somámos 1300 kms em 3 dias. Não contando com os que fizemos a pé dentro do parque. E foi esta faceta da viagem que me encantou: de uma certa maneira foi uma grande aventura passada entre 3 países, com novos amigos, muita excitação e grandes caminhadas de partilha à mistura.

Ter a oportunidade de ver os pequenotes tão intensamente felizes vale o sofrimento. Guardarei para sempre os momentos de glória em que o Diogo cantava vitória depois de conduzir um carro na Autopia e em que a Catarina deu um beijo no nariz da Minie e começou a pular de satisfação.

Nuno

5.4.09

When you wish upon a star

makes no difference who you are
Anything your heart desires will come to you

If your heart is in your dreams, no request is too extreme
When you wish upon a star as dreamers do

(Fate is kind, she brings to those who love
The sweet fulfillment of their secret longing)

Like a bolt out of the blue, fate steps in and sees you thru
When you wish upon a star, your dreams come true


E assim foram celebrados os 3 anos da Catarina, na Disneyland Paris. Soprou as velas num bolo de aniversário trazido pelo Geppetto.

Estamos todos exaustos mas acho que eles gostaram muito.

Patrícia

25.3.09

Desencontrados

Tem sido assim nas últimas semanas: muitas vezes ora estou eu, ora o Nuno em casa com os filhotes porque o outro está a viajar em trabalho, num jantar ou num serão. Temos tido menos tempo juntos devido às exigências profissionais e às compensações que são necessárias para manter o nível do resultado: os prazos não mudam e tem de se conseguir fazer tudo na melhor das perfeições.

Antes da exigência profissional vem a da maternidade, que não dá tréguas e, depois das profissionais vêm as exigências sociais. Tempo para "o casamento", neste momento, não há.

Claro que é uma loucura. Sei disso. Mas as coisas são o que são.

E assim ando, a reiventar-me constantemente nos meus diversos papéis, na ânsia de responder a todas as partes. Um destes dias peço-te novamente em casamento.

Patrícia

22.3.09

Celebrar a chegada da Primavera

A Primavera chegou sexta-feira e hoje resolvemos ir procurar sinais da sua chegada. Tivémos muita sorte porque esteve sol e, apesar de nuvens aqui e ali, o dia estava óptimo para um passeio pelo bosque.

Preparámos um piquenique, mochila às costas e lá nos aventurámos.

A Catarina levou o seu cestinho de verga para apanhar coisas. O Diogo, o seu espírito de aventureiro. Lá descobriram folhas a começar a despontar nos ramos das árvores, algumas flores, cogumelos.

O que mais gostaram, no entanto, foi de construir uma cabana. Mãos ao trabalho a apanhar ramos caídos no chão.


Demorou mas ficou uma bela cabana com o trabalho de todos. Um verdadeiro espírito de equipa com o resultado fantástico. Foi divertido. Ficam as foto para o provar.


Que o bom tempo seja muito benvindo para nos tirar deste período de quasi-hibernação.

Patrícia

20.3.09

Back to basics

Mais importante do que a obsessão pelas capacidades académicas que os meus filhos possam ter e desenvolver, interessa ajudá-los a desenvolver a capacidade de se relacionarem com os outros.

E isto inclui tanto. Por isso é fundamental desenvolver e preparar os filhotes para a sua autonomia (que não, não é sinónimo de desapego): promovendo auto-confiança, a tomar decisões e saber lidar com as suas consequências, a respeitar os outros que são tão diferentes.

Mas para isso é necessário que se sintam confortáveis, em segurança e confiantes, ou seja, são necessárias rotinas, sobretudo emocionais.

Surpresas são bem-vindas – para não se habituarem a um modelo rígido que lhes faça crescer o sentimento de absoluto controlo que, todos sabemos, não temos sobre a nossa vida - e vamos fazer, em breve, uma que vão adorar!

Patrícia

18.3.09

Haja paciência

Sempre assumi que paciência não é um forte meu. Alturas houve em que me esforçei por me tornar mais paciente, noutras aceitei o facto e pronto.

Ter filhos é o teste máximo à paciência. Sobretudo quando não me facilito a vida. Exemplo, rejeitamos o carrinho de bebé desde muito cedo com os nossos filhotes porque entendemos que eles devem explorar o que os rodeia e acompanhar-nos - às vezes vejo putos com 7/8 anos em carrinhos - acho o cumulo já que os meus deixaram, pouco depois de começarem a andar - cerca do ano e meio -, o dito carrinho. Mas às vezes, vezes como esta manhã, tenho vontade de me arrepender, de enfiar a Catarina no carrinho e fazer a minha vida, e acabou!

Quando ela fica para trás, faz birras, depois de uma hora a ficar para trás e recusar o que lhe peço e eu carregada como uma mula com as compras, bolas, o quanto tenho vontade de me retratar!

Patrícoa

Duas cabeças: duas visões

No fim de semana fomos ao jardim zoológico, como já aqui relatei.

Hoje resolvemos fazer um "trabalho" sobre o tema com desenhos, cortes e colagens. E o resultado foi:

Diogo



Catarina



Patrícia

15.3.09

Leitura

Sei que sou parcial e olho para o Diogo com os olhos de uma mãe muito orgulhosa. Hoje ele leu o livro Nadadorzinho de uma ponta a outra, sozinho e com fluidez. O livro que temos em casa está escrito em português, claro.


Achei impressionante, tendo em conta que começou a aprender a ler há 6 meses, em francês.

Patrícia

Dordrecht

Este fim-de-semana foi diferente. Pelo menos parte dele foi. Tivemos o habitual programa das compras e natação do sábado de manhã. Mas o fim da manha de sábado foi diferente já que comemos rissóis acabados de fritar. Pois, isto parece não ser nada, mas para quem anda “a seco” dos gostos gastronómicos da mãe pátria – até dá vontade de chorar quando de repente se tem o gosto.

Fomos jantar com um casal amigo: ele francês, ela holandesa mas de origem indo-chinesa: três filhos que falam francês e holandês, em idades que permitem fácil interacção com os filhotes. O jantar correu muito bem com gastronomia francesa. E dormimos num hotel muito simpático – Villa Augustus. Os pequenotes adoraram o conceito de beliche com cama de casal duplo em baixo e em cima, eu gostei especialmente da fuga da rotina e do céu azul.



De manhã, tomámos um belíssimo pequeno almoço no hotel. Plantam lá os legumes e vegetais que depois usam na confecção dos pratos e o pão era maravilhoso. Demos uma volta pela cidade onde vimos prédios inclinados para a frente, como se estivessem a querer cair.



E lá partimos para um dia no zoo de Roterdão onde pudemos ver um elefante bebé entre tantos outros animais. Cansativo mas muito simpático.





Patrícia

8.3.09

tira-teimas

Sou do Benfica
E isso me envaidece
Tenho a genica
Que a qualquer engrandece
Sou de um clube lutador
Que na luta com fervor
Nunca encontrou rival
Neste nosso Portugal.

(Refrão - Repete uma vez)

Ser Benfiquista
É ter na alma a chama imensa
Que nos conquista
E leva à palma a luz intensa
Do sol que lá no céu
Risonho vem beijar
Com orgulho muito seu
As camisolas berrantes
Que nos campos a vibrar
São papoilas saltitantes.

Nuno

assépticos

Ontem foi dia de natação. Eles saiem sempre esfomeados da piscina e por isso tentamos sempre levar um lanche para os acalmar até chegarmos a casa.

Desta vez levámos maçãs e bolachas. Quando dei uma maçã a cada um, a Catarina virou-se para o Diogo e exclamou em tom choroso: "Não consigo abrir isto!".

Tivemos que explicar que é para comer mesmo assim, à dentada. Só acreditou quando viu o irmão, que adora maçã, devorar a sua. E aí aceitou comer o fruto dessa forma tão arcaica, tão distante das fatias sem casca que as educadoras lhe estendem várias vezes durante o dia.

Nós já crescemos com uma noção muito reduzida das formas originais de obter os alimentos, mas estes miúdos de hoje ainda acabam a pensar que a comida nasce no supermercado ou que é produzida algures dentro de um computador.

Nuno

6.3.09

what a beautiful day!!!

O céu está limpo e o sol brilha!
Não deixa de estar frio mas é um consolo voltar a ver luz natural.

Os primeiros sinais da Primavera. Nunca imaginei vir a sentir tanto a falta da luz e do calor.

Nuno

27.2.09

férias

No fim-de-semana passado a Patrícia perguntou ao Diogo se queria ir passar férias a um sítio diferente, explicando que estamos a planear algo mais aventureiro este ano.

Respondeu que não, que queria para Portugal. Quando a Patrícia insistiu nas vantagens de outros sítios e o questionou sobre as razões da escolha unívoca e repetida, resumiu com um "porque gosto de lá estar".

Não me contive e dei uma gargalhada sonora. Senti que ele me tirou as palavras da boca. E lembrei-me que a mãe do meu tio costumava dizer, quando instigada pelos filhos a visitar Lisboa, que via tudo o que precisava de ver nos seus Açores.

Nuno

O campeão soma e segue

Não temos tido muito tempo nos últimos dias para relatos. Mas há um facto que simplesmente não pode deixar de ficar sob registo.

O Diogo foi passar 2 semanas de férias a Portugal. Vai e volta de avião sozinho. A ida decorreu sem espinhas, assim como a estada até agora. Não se incomoda com praticamente nada, vai no avião com total descontracção, salta de casa em casa sem qualquer incómodo, toma as suas decisões sobre o planeamento das férias e quando fala connosco fá-lo com substância e decisão.

Nuno

19.2.09

já?

Ontem recebi um e-mail de um amigo que não vejo desde o nosso casamento. Há quase 8 anos portanto.

Enquanto dava notícias nossas afastei-me de nós e vi-nos à distância. Espantei-me: somos trintões (portanto cotas), já dizemos com alguma frequência que não vemos alguém há 10 ou 15 nos, estamos longíssimo de casa e sem planos para voltar, temos um filho de 6 anos que já viaja sozinho de avião, 2 empregos hiper-exigentes e contactos ao mais alto nível numa série de empresas conhecidas mundialmente, e eu não faço ideia como chegámos aqui.

Como passámos, em pouco mais de 2 anos, dos tranquilos nós dos fins-de-semana no Magoito para isto? Uma série de decisões trouxe-nos até aqui, mas alguma delas se baseou num plano de vida?

Dizia-me um colega há uns dias que diversos estudos sobre a felicidade comprovam que só os pobres e os hiper-ricos são pessoas felizes. Todos os outros entre esses extremos vivem consumidos com preocupações, supõe-se pela diferenciação de categorias que em torno do dinheiro.

Tenho aprendido com o tempo que a maior prisão é a de ter algo a perder. Um pouco como os Jedis da Guerra das Estrelas, as pessoas perdem-se quando dão demasiada importância àquilo que já conquistaram.

Nuno

200 posts

já cá cantam.

Nuno

14.2.09

Dia de São Valentim

Li, na wikipédia, que a história deste ritual remonta ao período de governo do imperador romano Cláudio II. Este proibiu a realização de casamentos, com o objetivo de formar um grande e poderoso exército.

Cláudio acreditava que se os jovens não tivessem família, se alistariam com maior facilidade.

Todavia, um bispo romano (Valentim) continuou a celebrar casamentos em segredo. Valentim foi descoberto, preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens atiravam flores e bilhetes referindo a sua crença no amor. Valentim foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270 d.C.

Os trabalhos que os nossos miminhos prepararam este ano para nós estão muito bonitos. Obrigada.

Pelas mãos da Miminha



Pelas mãos do Campeão



Patrícia

13.2.09

Sexta-feira treze


Este é um blog sobre nós mas havendo um evento que me afecta acho que é legítimo reportar.

As notícias desta manhã andaram todas à roda da queda do avião (vôo 3407) que partiu de Newark para Buffalo. Seria uma notícia triste que nos entra pelo ecrã adentro, não fosse por uma, muito infeliz, coincidência do dito avião levar um dos meus colegas (e sua namorada) lá dentro. Tecnicamente isto ocorreu na quinta, 12 de Fevereiro (horas de lá) mas já sexta-feira treze, no tempo europeu.

Foi um dia muito, muito pesado no escritório. Triste porque era um bom ser humano. Mais triste ainda por me esfregar com força na cara o quão frágil e imprevisível é a vida, ou pior ainda, confrontar-nos com a possibilidade da perda dos que nos são próximos.

Um acontecimento muito improvável. Uma sensação muito peculiar. Uma tragédia com a coincidência do peso deste dia de reputada má sorte.

Patrícia

11.2.09

Versão portuguesa do lema Obama

Hoje em dia todos conhecem o furor que está a fazer a famosa frase de Barack Obama "Yes, We Can". Aliás, NY está cheia de todo o tipo de "souvenirs" com esta frase - eu comprei uns peppermints porque achei graça.



Hoje li, num dos e-mails de cadeia, a versão portuguesa do lema. Achei delicioso, porque (infelizmente) é um retrato do que actualmente é Portugal:

"Yes, Weekend".

É preciso dizer mais alguma coisa?

Patrícia

6.2.09

Rockefeller Center


onde estiveste nas alturas, numa imagem que julgo ilustrar a imponência do edifício.
Nuno

Madison Square Garden



Nuno

New York


Pequenina, ainda a propósito da tua viagem a Nova Iorque, lembrei-me de tentar recriar o que terás visto.

Esta primeira é a entrada para a Sexta Avenida a partir do Central Park.

Nuno

entre-os-anos

Hoje é um dia engraçado. Todos os 6 de Fevereiro o são.

Isto porque o 6 de Fevereiro é um dia entalado entre os aniversários de duas das pessoas mais importantes da minha vida: primeiro o meu pai, que ontem celebrou 60 poderosos anos, e dois dias depois a Patrícia, que completa amanhã uns magníficos 34 anos.

O que mais me agrada nesta quantidade enorme de anos passados é que fiz parte de mais de metade dos do meu pai e de uma porção já significativa dos da Patrícia. Dos 34 que ela tem, posso dizer com orgulho que quase um quarto foi passado comigo. E acrescento com ousadia que ambiciono somar muitos mais.

Não estou a dar os parabéns por antecipação, pois isso daria suposto azar, apenas dou relevo a este dia, tão especial a priori e a posteriori.

Nuno

5.2.09

Nascidos em 2009

O nascimento de uma criança é sempre uma celebração.

Já este ano nasceram dois bebés por quem, apesar de ainda não ter conhecido pessoalmente, sinto um grande afecto.

Aos nossos amigos, que pela primeira vez ou de novo se tornam pais, parafraseio Vergílio Ferreira, "de que me serve tudo quanto me aconteceu, se não me aconteceres tu?".

E que acontecimento é o nascimento dos nossos filhos!

Henrique (primeiro filho) e Francísco (terceiro filho) de pessoas a quem quero muito bem: sejam benvindos à vida e ao mundo!

Aos papás felicito pelo grande acontecimento, com a convicção de que estes bebés são priveligiados e vão crescer fortes no meio de muito amor.

Patrícia