10.6.09

A fada dos dentes (sempre) apareceu

e deixou, na noite em que caiu o primeiro dente do Campeão, a seguinte carta debaixo da sua almofada:
- Envelope

- Página inicial

- Interior da carta

O Campeão ficou radiante com a visita da fada, estava mesmo feliz por esta lhe ter deixado uma carta, ainda por cima parecendo estar contente com ele. Por momentos suspeitou que pudesse ter sido eu, mas depois achou que não podia ser porque eu não tinha aquela caneta verde... "E é verdade, se fosse eu assinava mamã, ou Patrícia, e não fada dos dentes", disse-lhe.

Na noite seguinte a fada deixou um livrinho para que, com uma moeda, ele raspasse as páginas e daí aparecessem dinossauros. Ele adora dinossauros e a fada, como é mágica, sabia. Nesse dia caíu o segundo dente de cima. A fada lá o visitou outra vez trazendo uma caneta que é um microscópio e um telescópio ao mesmo tempo. Que sorte. Eu não me lembro de haver fadas dos dentes quando os meus dentes cairam. Ou pelo menos não levava os dentes porque os meus pais guardavam-nos (presumo que ainda os tenham) numa caixinha preta pequenina com a tampa transparente.

Está tão giro desdentado!

Patrícia

7.6.09

Das mais belas declarações de amor

recebi hoje, às 7.04 AM do meu Didi, pela ocasião do dia da mãe em França.


Estou tão babada...


E ainda vinha com uns belos e coloridos sabonetes com diferentes formas que ele andou a fazer.

Sou a mãe mais sortuda do mundo!!!!!

Patrícia

As pinturas da Catarina

Tudo obra dela. E quase, quase sem sair dos traços.


Muito bem!

Patrícia

Plasticina

Alguns dos nossos trabalhos de quarta-feira:





Patrícia

2.6.09

Portugal no seu melhor - II

Portugal, ou o que dele vem, pode ser maravilhoso.


Alimentemo-lo de positivismo, confiança e optimismo.

Patrícia

Portugal no seu melhor

Não é sarcasmo antes uma afirmação: Uma Mulher ao leme.



Patrícia

Será que hoje a fada dos dentes nos vem visitar?

Os dois dentes do maxilar superior do Campeão andam a abanar há uns tempos. Fica até estranho, com os dois dentes tortos, e a morder as maçãs que ele nunca abdica com os dentes de baixo ou do lado.

Hoje apareceu com três esfoladelas (os dois joelhos e um cotovelo), próprio de rapaz da sua idade e, sem um dente. O esquerdo.

Não deu por ele a cair. Tenho a certeza que o tinha quando o deixei na escola esta manhã. O que fará a fada dos dentes esta noite? Será que ela vem sem ter qualquer moeda, quer dizer, dente para a troca. Ou virá ainda assim.

O Campeão espera que ela venha e lhe traga dinheiro. Perguntei para quê. "Para não termos de ir ao Banco", respondeu. Até parece que ele é do tempo em que não havia internet banking, e que se passavam horas nas filas dos bancos. Lembro-me de passar algumas secas nos bancos, em pequenina.

O que acontecerá?

Patrícia

parkeervergunning

é o nome que os holandeses dão à licença de estacionamento atribuída aos residentes em cidades como Amesterdão, em que a procura é maior do que a oferta.

E a boa notícia é que, ao fim de 2 anos e meio a morar nesta cidade e depois de ter passado os últimos 19 meses a estacionar longe de casa e a pagar parque, foi-nos atribuída a tal licença. A partir de ontem passámos a poder estacionar livremente na nossa zona, a qualquer hora do dia ou da noite, sem nos preocuparmos com os custos do estacionamento.

Pagamos um valor fixo mensalmente (uma absoluta ninharia a comparar com os preços praticados para os visitantes) e podemos ter o carro por tempo indeterminado em qualquer ponto dentro da nossa área de residência - qualquer ponto pré-definido como lugar de estacionamento, pois aqui a tolerância para o estacionamento proibido é simplesmente nula e as multas são extravagantes.

Isto pode não parecer grande conquista mas para nós a importância deste acontecimento é fenomenal. Desde que temos o carro vivemos preocupados com esta questão. O estacionamento é muito caro em Amesterdão (na nossa zona custa €3 por hora) e as multas por falta de pagamento altíssimas (€50), portanto a escolha não é fácil.

Arriscávamos com frequência, encontrámos zonas mais distantes com regimes mais favoráveis, pagámos uma série de multas, nas férias deixávamos o carro no escritório e toda uma série mais de truques de sobrevivência. Mas a verdade é que o tema nos agastava e a chegada da licença foi uma das melhores notícias dos últimos tempos.

Nuno

1.6.09

estupefacto

Foi como fiquei ao ver o video da entrevista da Manuela Moura Guedes a Marinho Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados. Muito sinceramente, não sei o que aquilo reflecte. Recuso-me a aceitar que seja um espelho do país ou sequer de um segmento da população. Agarro-me à convicção que é uma questão individual, no caso provavelmente de duas questões individuais.

Não sou grande adepto da TVI e quero acreditar que não faço parte do seu público-alvo. E o excerto que vi daquele telejornal confirmou essa convicção. Suporto quase incondicionalmente a liberdade de imprensa mas o tom brejeiro da entrevista levou-me a questionar a necessidade de impor algumas barreiras a essa liberdade.

A sensação que tenho neste momento é que a democracia em Portugal não funciona bem. A suspeição tomou conta da sociedade: políticos que controlam e se recusam a ser controlados, jornalistas acossados que usam o quarto poder de forma discricionária, juízes e ministério público calados, e em pano de fundo um sentimento incontornável de mal-estar.

Sempre ouvi dizer que o exemplo vem de cima. Como pode haver confiança na justiça se o primeiro-ministro salta incólume de escândalo em escândalo? Portugal referencia o exemplo dos seus congéneres europeus mas o nosso comportamento aproxima-nos irreversivelmente do continente africano.

Eu percebo que as alternativas políticas são assustadoras mas há princípios que importa não perder de vista. Se o povo português não se fizer ouvir nas próximas eleições é mais uma vez sinal de que merece a sorte que tem.

Nuno

31.5.09

visto de fora

Pinto da Costa, o presidente do FC Porto, veio a público sugerir que a final da Taça de Portugal fosse disputada no Estádio da Luz para permitir aos adeptos do Benfica ver um bom jogo de futebol.

Isto nada tem de novo, o senhor é conhecido pelo sarcasmo e este género de provocação faz parte do seu discurso habitual. A minha primeira reacção foi um pequeno sorriso e uma reflexão rápida sobre a justiça do comentário - nos últimos anos passou de facto a ser raro ver o Benfica fazer um jogo decente.

O que me ocorreu também foi que gostaria que Pinto da Costa pudesse ver o futebol português pelos meus olhos. Estou certo que não mais voltaria a encontrar energia ou disposição para construir piada elaboradas sobre o tema.

Nuno

28.5.09

Barcelona - Man Utd

Ontem assisti pela TV à final da liga do campeões entre o Barcelona e o Manchester United. Sem qualquer dúvida um jogo fantástico pelo ambiente, pela relevância e pela qualidade das duas equipas.

Já sabia à cabeça que tinha uma preferência pelo Man Utd, talvez porque venho acompanhando os jogos da equipa há alguns anos, talvez por causa do Cristiano Ronaldo, talvez porque tenho ido a Manchester em trabalho com muita regularidade. Fosse qual fosse a razão, tinha perfeita consciência que iria torcer pela vitória do ManU.

Mas fiquei espantado comigo próprio quando me apercebi que era bem mais profundo que isso. Eu queria mesmo que o Barcelona perdesse, e à medida que o jogo decorria essa vontade ganhou intensidade, ao ponto de me irritar com os jogadores do ManU por não conseguirem dar a volta ao resultado. Branco no preto, a minha postura era absolutamente negativa: fosse qual fosse o opositor, o Barcelona tinha que perder.

Da última vez que o Barcelona ganhou a Liga aconteceu o mesmo. Tal como agora, na altura fiquei convencido que a equipa tinha sido levada ao colo. Não porque jogasse mal mas porque naqueles momentos críticos em que ser bom não chega os árbitros tinham dado um jeitinho.

Desta vez foi no segundo jogo com o Chelsea, em que uma escolha da equipa de arbitragem com critérios altamente questionáveis levou a um desempenho por parte dessa equipa digno de terceira divisão regional. Suponho que há muito quem se revolte pelo domínio das equipas inglesas.

Nuno

27.5.09

Corrida contra a fome

Organizada pela ONG "Action Contre a Faim", o objectivo desta corrida é recolher dinheiro para a organização distribuir, em especial a crianças subnutridas, comida.

Antes da corrida o Diogo teve de encontrar patrocinadores. Foram 7 os que alegremente apoiaram a sua motivação humanitária. E no dia 15 de Maio, o Campeão participou na 12.ª edição da corrida contra a fome. Deu 10 voltas e, com isso, contribuiu com 75 Euros para esta acção.

Nunca entendi muito bem a motivação das corridas, maratonas, meias-maratonas etc. Este tipo de corrida, todavia, faz sentido. E faz sentido que se sensibilizem as crianças para, desde cedo, entenderem que os abusos que se cometem em muitos países (aqueles em que vivemos) são, não só insustentáveis, como actos de absoluto desrespeito pela vida de tantos. Nos EUA a obesidade infantil atinge, actualmente, 60% da população.

Claro que fiquei absolutamente comovida pelo entusiasmo da participação do filhote nesta iniciativa. Espero que possa ser a primeira de muitas. E que cresça com o sentido de que pode e deve ajudar os outros.

Para a edição do ano que vem contamos ter o reforço da Miminha.

Para quem quer saber mais:
www.lacoursecontrelafaim.org
www.actioncontrelafaim.org

Patrícia

21.5.09

"Miss Imperfeita, muito prazer"

Apanhei este texto na net e tenho de o colocar aqui. Tenho porque prezo tanto a minha independência e quero ser o melhor possível mãe, esposa, profissional, que quase sempre me esqueço de que, antes de tudo e acima de tudo sou, Patrícia.

A ver se mantenho em mente esta ideia que Martha Medeiros expressou no Jornal O Globo, e passo a dar-me tempo e culpa zero. Ora leiam.

"Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.

Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.

Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora.

Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

Tempo para fazer nada.

Tempo para fazer tudo.

Tempo para dançar sozinha na sala.

Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

Tempo para sumir dois dias com seu amor.

Três dias.

Cinco dias!

Tempo para uma massagem.

Tempo para ver a novela.

Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

Tempo para fazer um trabalho voluntário.

Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

Tempo para conhecer outras pessoas.

Voltar a estudar.

Para engravidar.

Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.

Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.

Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante."

Patrícia

17.5.09

Cultura portuguesa

É a minha cultura. As crenças, comportamentos, valores, regras de conduta e morais com que cresci e fui educada. O que entendo e me faz sentir em casa. A história, as tradições, os dizeres. É aquilo que dia após dia tento transmitir aos filhotes. Mas tem também um pessimismo incrustrado que me recuso a aceitar e que, podendo escolher, pretendo não transmitir aos meus filhos.

Escreveu Manuel Laranjeira "Às vezes, em horas de desânimo, chego a crer que esta tristeza negra nos sobe da alma aos olhos, e então tenho a impressão intolerável e louca que em Portugal todos trazemos os olhos vestidos de luto por nós próprios".

E é essa vitimização, glorificação do passado em detrimento da ideia de controlo ou planeamento do futuro, pessimismo, a nobre e silenciosa resignação a instituições e pessoas que detêm o poder que me deixam danada e sem qualquer vontade de ali criar os meus. Gostaria que fossem seguros de si, confiantes nas suas ideias e valores e, optimistas.

Patrícia

Metro

É o resultado de um pedido feito pelo Governo Francês à Academia de Ciências da França para que criasse um sistema de medidas baseadas em uma constante não arbitrária.

Em 25 de junho de 1792, um grupo de investigadores franceses, composto de físicos, astrónomos e agrimensores, deu início a esta tarefa, definindo assim que a unidade de comprimento metro deveria corresponder a uma determinada fracção da circunferência da Terra (1/40.000.000, ou 1 metro e 1,8 mm) e correspondente também a um intervalo de graus do meridiano terrestre, o que resultou num protótipo internacional em platina iridiada, ainda hoje conservado no Escritório Internacional de Pesos e Medidas (Bureau international des poids et mesures), na França, e que constitui o metro-padrão.

Hoje resolvi medir a Catarina. Mede exactamente um metro.

Patrícia

13.5.09

Cansaço

O Nuno continua a viajar por todo o lado em trabalho. Estou muito contente por se estar a dar bem. Merece-o e eu bem sei o quanto lhe "sai do pêlo".

Mas fico preocupada com tantas viagens. Exijo que me dê conhecimento dos vôos e por onde anda. A experiência com o meu colega em Fevereiro deste ano não ajudou, aliás deixou-me super apreensiva: ele ía no vôo que se despenhou em Buffalo e ninguém tinha a certeza. Foram horas muito complicadas e o processo de confirmação também.

A rotina diária, que já é complicada por si a dois, fica comprometida quando só um é o garante de que tudo funciona bem, a horas certas, dentro da "melhor" normalidade, telemóvel sempre a postos não vá alguma escola precisar de me contactar. Isto no meio de prazos e reuniões e trabalho em pilhas. Safa!

Lembro-me sempre da minha sogra a dizer "a década dos trinta é uma estafa, porque há muito trabalho e os pequenotes precisam de imensa e intensa atenção". Neste preciso momento estou a lutar para escrever isto. Tenho os dois pimpolhos empuleirados em mim.

Há um botão de pause aí algures? E se houvesse, seria eu realmente capaz de nele carregar? Sonho com ele, imagino-o aí mas depois acho sempre que não era capaz, e nessas alturas encho-me de paciência e dou-lhes um ataque simultâneo de cócegas e beijos. Só para os ouvir a soltar gargalhadas. Porque isso me enche novamente a carga de energia.

Patrícia

Head stand

Na minha última aula de yoga tentei, pela primeira vez, a posição shirsasana ou cabeça para baixo.


Fiquei toda contente por conseguir (com a ajuda do professor, claro).

Patrícia

8.5.09

sensações

Aqui há algum tempo decidi que ia parar de escrever sobre as minhas sensações, na medida em que acabava sempre por cair na tentação de me queixar sobre a falta que Portugal me fazia, assunto mais do que gasto e cansado entre nós, e que passaria a concentrar-me na análise puramente factual do dia-a-dia.

Ora esta manhã ocorreu-me que tal decisão é desprovida de sentido: se os factos são necessários para servirem de referência futura, as sensações e emoções são cruciais para podermos compreender o contexto desses factos. De certa forma, seria como acumular fotografias tipo passe sem legenda ou sem acompanhamento de outras fotografias da época - a fisionomia e a expressão facial, únicos elementos capturáveis, tornar-se-iam ilegíveis apesar de evidentes.

Qualquer romancista sabe que tem que incluir elementos intangíveis - cheiros, emoções, sensações - para acrescentar interesse. Nós, enquanto romancistas da nossa própria vida para mais tarde a revivermos, temos também de voltar a capturar esses elementos.

Nuno

26.4.09

2.º trimestre 2008/2009 - Avaliação

Vou colocar todos os items estudados, apesar de alguns não terem sido avaliados. Em 34 itens avaliados, apenas 9 foram a reforçar.

Domínio da linguagem verbal
Comunicação
O aluno sabe ou é capaz de:
- Exprimir-se de forma compreensível – A;
- comunicar em diálogo e em grupo - B+;
- dizer de memória um texto - não avaliado;

Domínio da linguagem de evocação
- Reportar uma história ou acontecimento - B;
- Resumir, explicar, comentar e descrever - não avaliado;
- Ditar um texto ao professor - não avaliado;

Leitura e escrita
- Localizar a leitura numa frase - não avaliado;
- Distinguir fonemas – A;
- Distinguir palavras, silabas, letras - não avaliado;
- Decifrar palavras novas - A;
- Ler em voz alta um texto preparado (respeitando a pontuação e a entoação) - A-;

Interpretação
- Identificar diferentes suportes escritos, diferentes tipos de texto - não avaliado;
- Localizar o índice (título, autor) e localizar-se no livro - não avaliado;
- Compreender um texto lido pelo professor - não avaliado;
- fazer um sumário das ideias essenciais de um texto lido pelo próprio - A;
- utilizar a biblioteca – não avaliado;

Vocabulário
- Distinguir, de acordo com o contexto, o sentido particular duma frase ou expressão - não avaliado;
- Reconhecer a família das palavras pela sua forma - não avaliado;

Ortografia
- Copiar uma frase, um texto sem erros - A;
- Escrever o que lhe é ditado respeitando a fono/grafia - B;
- Escrever sem erros as palavras de uso corrente - não avaliado;

Gramática
- Identificar uma frase - não avaliado;
- Distinguir os diferentes tipos de frase - não avaliado;

Escrita
- Reconhecer as diferenças gráficas duma mesma letra e palavra - não avaliado;
- Escrever de forma legível e respeitando as regras da escrita – B;
- Começar a utilizar as letras maiúsculas - A;

Produção escrita
- reconstituir uma frase com um modelo – não avaliado;
- reconstituir uma frase sem modelo - não avaliado;
- redigir uma frase - B-;
- redigir um texto curto - B-;

Matemática
Numeraração
- Enumerar e quantificar - não avaliado;
- Contar até – 79 (em francês já testemunhei - com muita paciência - o campeão a contar até mil, não percebo!)
- Organizar objectos, classificá-los e comparar grupos - não avaliado;
- Conhecer dobros e metades - não avaliado;
- Organizar números, compará-los e classificá-los - A;
- Comparar formas diferentes de escrever o mesmo número - A-;
- Associar a escrita numérica e por extenso do mesmo número - não avaliado;
- Compreender o significado de diferentes maneiras de escrever um número - A;

Cálculo
- Cálculo mental - A;
- Utilizar diferentes procedimentos de cálculo e adição, subtracção e multiplicação - não avaliado;

Geometria
- reproduzir um algarismo - não avaliado;
- utilizar uma tabela de entrada dupla – não avaliado;
- codificar e descodificar um trajecto – não avaliado;
- reconhecer figuras simples - não avaliado;
- se localizar e/ou se deslocar em conjunto - não avaliado;
- utilizar algumas técnicas e instrumentos - não avaliado;

Resolução de problemas
- procurar informações úteis - não avaliado;
- justificar escolhas e expôr os resultados - não avaliado;
- saber resolver um problema - A;

Medidas
- comparar e utilisar medidas de comprimento e peso - A;
- utilizar a moeda - A;
- utilizar a régua graduada - não avaliado;

Vida em conjunto
- conhecer as regras simples de vida em grupo – não avaliado;
- responsabilizar-se – não avaliado;
- compreender as noções de liberdde, igualidade e tolerância - não avaliado;
- compreender e guardar algumas regras simples de segurança rotineira - não avaliado;
- conhecer os simbolos de França e dos Países Baixos - não avaliado;

Descoberta do mundo
No domínio do tempo
- Distinguir o passado recente do passado mais distante - não avaliado;
- Situar e utilizar a localização no sentido cronológico - não avaliado;
- Comparar os modos e locais de vida de diferentes gerações - não avaliado;

No domínio do espaço
- Localizar-se e situar-se num espaço familiar. Elaborar e/ou tilizar uma planta simples - não avaliado;
- Saber situar França, os Países Baixos, a Europa e outros continentes sobre um mapa mundo - não avaliado;
- Reter alguns aspectos da diversidade da vida animal e vegetal bem como dos habitats - A;
- Utilizar um vocabulário preciso - não avaliado;

Matéria e tecnologia
- Identificar os estados e propriedades duma matéria - não avaliado;
- Manipular e utilizar técnicas simples - não avaliado;
- Utilisar um computador e conhecer algumas funções de base - não avaliado;

No mundo da vida
- Diferenciar o vivo do não vivo - não avaliado;
- Conhecer manifestações de vida animal e vegetal e referir-se a critérios de classificação (ex. deslocação) – A;
- Reconhecer as grandes funções do corpo humano (movimento, crescimento) - não avaliado;
- Conhecer as diferentes características dos 5 sentidos - não avaliado;
- Compreender e respeitar regras de higiene - B;

Educação artística
Educação musical
- Cantar canções simples - A;
- Participar em actividades com instrumentos - A;
- Escutar um registo sonoro - A;
- Localizar e memorizar alguns elementos musicais - A;

Educação visual
- Escolher aplicar uma técnica para fazer uma produção pessoal – não avaliado;
- Provar criatividade e imaginação - não avaliado;

Educação física e desportiva
- Exprimir-se com o corpo – B;
- Participar em jogos de oposição e jogos colectivos - não avaliado;
- Participar em actividades atléticas e ginastas – não avaliado;

Comportamentos e métodos de trabalho
- respeitar as regras da escola e da sala – A-;
- estar atento e concentrar-se na realização de uma tarefa – A;
- trabalhar a um ritmo satisfatório – A;
- ser cuidadoso com o seu trabalho – B;
- compreender o trabalho – A.

Bom trabalho tanto em inglês quanto em holandês (mais forte).

A professora dele escreveu "Très bon trimestre. Bravo! Diogo dois toutefois faire attention au soin qu'il apporte à son travail". E todos sabemos que o que a professora escreve é absoluta verdade. É muito forte em muitos aspectos mas pouco cuidadoso. Também acho que isso é coisa de rapaz.

Enfim, estás, novamente, de parabéns!

Patrícia

Holandesa

Já não bastava falar holandês, gostar de pão, leite e queijo, agora a miminha também tem a sua bicicleta e nela passeou hoje, pela primeira vez, e à chuva.


É ou não é holandesa?

Patrícia

Convite

Os loucos dos chefes do Nuno reconheceram-no e convidaram-no a fazer sociedade na empresa onde trabalha.

Patrícia

Artistas

Os pequenotes foram novamente ao color me mine, uma loja em que se pode experimentar pintar porcelana ou cerâmica, pintar vidro, pintar tecidos, etc.

A Mariana, escolheu a pequena sereia.


A Catarina um elefante

E o Diogo, novamente um dinossauro


Patrícia

24.4.09

Brasil (1)

A minha primeira experiência no Brasil acabou por ser em trabalho. Já tinha pensado inúmeras vezes em lá ir mas nunca se proporcionou. Até que surgiu por acaso, como tantas outras coisas na vida, em resposta ao pedido de um cliente com presença na América do Sul.

Estive em São Paulo durante 3 dias e no Rio de Janeiro durante pouco mais de 24 horas. Encontrei-me lá com um alto quadro deste nosso cliente, que se deslocou directamente da sede nos Estados Unidos para esta nossa pequena excursão. Na verdade ele seguiu para o Chile e a Argentina mas já não o acompanhei.

O primeiro impacto gerou sentimentos mistos. Por um lado, precisei de quase 4 horas para chegar ao hotel: 2 preso nas filas de controlo de passaporte do aeroporto e mais 2 no trânsito infernal de São Paulo (em hora de ponta); por outro fiquei surpreendido com a força da cidade e assisti encantado ao desfilar da cidade pela janela do carro enquanto o taxista me levava a conhecer recantos menos óbvios enquanto tentava fugir ao trânsito de acesso ao centro.

Confesso que ia tão fixado na questão da segurança que durante todo o primeiro dia tive bastante dificuldade em relaxar e apreciar o que via. À noite o meu companheiro de viagem optou por recuperar o sono perdido na ligação aerea e foi deitar-se muito cedo. Acabei a comer só no restaurante do hotel, quando me teria sabido bem melhor encontrar um sítio simpático e experimentar a mais do que afamada culinária local.

Por receio não o fiz. Uma pena, pois vim a descobrir que havia vários sítio bem bons à volta e que não tive ocasião de testar nos dias seguintes.

Nuno

19.4.09

Prendas de viagem

Criámos, já há muito, o hábito de quando vamos de viagem trazer uma surpresa para os pequenotes. Isto fazia sentido quando viajávamos uma vez por ano. Actualmente viajamos, em média talvez umas 3 vezes por mês, e o velho hábito está-se a tornar um problema.

Eu viajo menos mas sou talvez a pior. Quando fui a NY foi a desgraça absoluta porque trouxe imensas surpresas para os pequenotes, para o Nuno, para os meus pais, para os sobrinhos... Perdi a cabeça - talvez porque dá vontade, talvez também por ter sido mais tempo do que costume e então as saudades ram maiores, talvez porque estava um frio de rachar e só se estava bem dentro de lojas que tinham tanta e tanta coisa apelativa.

Mas isto é um problema porque os pequenotes agora estão sempre à espera de alguma surpresa, problema porque às vezes não há tempo para comprar a surpresa, porque as coisas se acumulam e porque não é sistema.

Vamos ter de mudar isto.

Já agora, e para registo, ficam aqui as fotos das prendas que o Nuno trouxe do Brasil.



Patrícia

18.4.09

Expedição pela cidade maravilhosa

Hoje chega o Nuno da sua viagem a São Paulo e Rio de Janeiro. Pelas mensagens ficou bastante estusiasmado.

Será o Brasil o nosso próximo destino? O sol seria muito apreciado.

Patrícia

13.4.09

Caça aos ovos


Domingo de Páscoa foi dia dos miminhos, juntamente com a sua prima Mariana que nos visita, andarem à caça dos ovos da Páscoa.

Viva a excitação que é encontrar os ovitos de chocolate, pô-los na cestinha, distribuí-los e comê-los!

Lá divertido foi.

Patrícia

3.º aniversário

Também na escola a Catarina celebrou o aniversário.

Ouviu cantar o

Lang zal ze leven
Lang zal ze leven
Lang zal ze leven in de gloria
In de gloria, in de gloria
Hieperdepiep Hoera
Hieperdepiep Hoera
Hieperdepiep Hoera


Levou o bolo de iogurte para festejar com os amiguinhos e lá deixou um chapéu de aniversário da Disney para todos serem aniversariantes engraçados. As professoras dizem que se divertiu, e ela também.

Patrícia

7.4.09

Eurodisney

Não sou fâ do género e certamente não me deslocaria 1000 kms por um parque de diversões (fosse qual fosse). Na verdade, estivemos à porta em 2003 e resolvemos não entrar, ficámos pelas lojas a comprar prendinhas para o campeão e pequenas coisas de Natal.

Mas adorei o fim-de-semana a 4. Só nós, sem e-mails nem telefones, sem obrigações nem tarefas. Andámos meio ao sabor do vento, tanto dentro do parque, pelo qual seguíamos sem itinerário fixo, como fora dele - fomos vaguear por Paris 2 vezes para o pequenote poder sentir o ambiente parisiense pela primeira vez, mudámos de planos várias vezes, marcámos tudo em cima da hora, comemos todo o género de porcaria e não aproveitámos uma só comodidade do hotel onde ficámos (tirando o quarto e o pequeno-almoço).

Entre viagens principais e secundárias somámos 1300 kms em 3 dias. Não contando com os que fizemos a pé dentro do parque. E foi esta faceta da viagem que me encantou: de uma certa maneira foi uma grande aventura passada entre 3 países, com novos amigos, muita excitação e grandes caminhadas de partilha à mistura.

Ter a oportunidade de ver os pequenotes tão intensamente felizes vale o sofrimento. Guardarei para sempre os momentos de glória em que o Diogo cantava vitória depois de conduzir um carro na Autopia e em que a Catarina deu um beijo no nariz da Minie e começou a pular de satisfação.

Nuno

5.4.09

When you wish upon a star

makes no difference who you are
Anything your heart desires will come to you

If your heart is in your dreams, no request is too extreme
When you wish upon a star as dreamers do

(Fate is kind, she brings to those who love
The sweet fulfillment of their secret longing)

Like a bolt out of the blue, fate steps in and sees you thru
When you wish upon a star, your dreams come true


E assim foram celebrados os 3 anos da Catarina, na Disneyland Paris. Soprou as velas num bolo de aniversário trazido pelo Geppetto.

Estamos todos exaustos mas acho que eles gostaram muito.

Patrícia

25.3.09

Desencontrados

Tem sido assim nas últimas semanas: muitas vezes ora estou eu, ora o Nuno em casa com os filhotes porque o outro está a viajar em trabalho, num jantar ou num serão. Temos tido menos tempo juntos devido às exigências profissionais e às compensações que são necessárias para manter o nível do resultado: os prazos não mudam e tem de se conseguir fazer tudo na melhor das perfeições.

Antes da exigência profissional vem a da maternidade, que não dá tréguas e, depois das profissionais vêm as exigências sociais. Tempo para "o casamento", neste momento, não há.

Claro que é uma loucura. Sei disso. Mas as coisas são o que são.

E assim ando, a reiventar-me constantemente nos meus diversos papéis, na ânsia de responder a todas as partes. Um destes dias peço-te novamente em casamento.

Patrícia

22.3.09

Celebrar a chegada da Primavera

A Primavera chegou sexta-feira e hoje resolvemos ir procurar sinais da sua chegada. Tivémos muita sorte porque esteve sol e, apesar de nuvens aqui e ali, o dia estava óptimo para um passeio pelo bosque.

Preparámos um piquenique, mochila às costas e lá nos aventurámos.

A Catarina levou o seu cestinho de verga para apanhar coisas. O Diogo, o seu espírito de aventureiro. Lá descobriram folhas a começar a despontar nos ramos das árvores, algumas flores, cogumelos.

O que mais gostaram, no entanto, foi de construir uma cabana. Mãos ao trabalho a apanhar ramos caídos no chão.


Demorou mas ficou uma bela cabana com o trabalho de todos. Um verdadeiro espírito de equipa com o resultado fantástico. Foi divertido. Ficam as foto para o provar.


Que o bom tempo seja muito benvindo para nos tirar deste período de quasi-hibernação.

Patrícia

20.3.09

Back to basics

Mais importante do que a obsessão pelas capacidades académicas que os meus filhos possam ter e desenvolver, interessa ajudá-los a desenvolver a capacidade de se relacionarem com os outros.

E isto inclui tanto. Por isso é fundamental desenvolver e preparar os filhotes para a sua autonomia (que não, não é sinónimo de desapego): promovendo auto-confiança, a tomar decisões e saber lidar com as suas consequências, a respeitar os outros que são tão diferentes.

Mas para isso é necessário que se sintam confortáveis, em segurança e confiantes, ou seja, são necessárias rotinas, sobretudo emocionais.

Surpresas são bem-vindas – para não se habituarem a um modelo rígido que lhes faça crescer o sentimento de absoluto controlo que, todos sabemos, não temos sobre a nossa vida - e vamos fazer, em breve, uma que vão adorar!

Patrícia

18.3.09

Haja paciência

Sempre assumi que paciência não é um forte meu. Alturas houve em que me esforçei por me tornar mais paciente, noutras aceitei o facto e pronto.

Ter filhos é o teste máximo à paciência. Sobretudo quando não me facilito a vida. Exemplo, rejeitamos o carrinho de bebé desde muito cedo com os nossos filhotes porque entendemos que eles devem explorar o que os rodeia e acompanhar-nos - às vezes vejo putos com 7/8 anos em carrinhos - acho o cumulo já que os meus deixaram, pouco depois de começarem a andar - cerca do ano e meio -, o dito carrinho. Mas às vezes, vezes como esta manhã, tenho vontade de me arrepender, de enfiar a Catarina no carrinho e fazer a minha vida, e acabou!

Quando ela fica para trás, faz birras, depois de uma hora a ficar para trás e recusar o que lhe peço e eu carregada como uma mula com as compras, bolas, o quanto tenho vontade de me retratar!

Patrícoa

Duas cabeças: duas visões

No fim de semana fomos ao jardim zoológico, como já aqui relatei.

Hoje resolvemos fazer um "trabalho" sobre o tema com desenhos, cortes e colagens. E o resultado foi:

Diogo



Catarina



Patrícia

15.3.09

Leitura

Sei que sou parcial e olho para o Diogo com os olhos de uma mãe muito orgulhosa. Hoje ele leu o livro Nadadorzinho de uma ponta a outra, sozinho e com fluidez. O livro que temos em casa está escrito em português, claro.


Achei impressionante, tendo em conta que começou a aprender a ler há 6 meses, em francês.

Patrícia

Dordrecht

Este fim-de-semana foi diferente. Pelo menos parte dele foi. Tivemos o habitual programa das compras e natação do sábado de manhã. Mas o fim da manha de sábado foi diferente já que comemos rissóis acabados de fritar. Pois, isto parece não ser nada, mas para quem anda “a seco” dos gostos gastronómicos da mãe pátria – até dá vontade de chorar quando de repente se tem o gosto.

Fomos jantar com um casal amigo: ele francês, ela holandesa mas de origem indo-chinesa: três filhos que falam francês e holandês, em idades que permitem fácil interacção com os filhotes. O jantar correu muito bem com gastronomia francesa. E dormimos num hotel muito simpático – Villa Augustus. Os pequenotes adoraram o conceito de beliche com cama de casal duplo em baixo e em cima, eu gostei especialmente da fuga da rotina e do céu azul.



De manhã, tomámos um belíssimo pequeno almoço no hotel. Plantam lá os legumes e vegetais que depois usam na confecção dos pratos e o pão era maravilhoso. Demos uma volta pela cidade onde vimos prédios inclinados para a frente, como se estivessem a querer cair.



E lá partimos para um dia no zoo de Roterdão onde pudemos ver um elefante bebé entre tantos outros animais. Cansativo mas muito simpático.





Patrícia

8.3.09

tira-teimas

Sou do Benfica
E isso me envaidece
Tenho a genica
Que a qualquer engrandece
Sou de um clube lutador
Que na luta com fervor
Nunca encontrou rival
Neste nosso Portugal.

(Refrão - Repete uma vez)

Ser Benfiquista
É ter na alma a chama imensa
Que nos conquista
E leva à palma a luz intensa
Do sol que lá no céu
Risonho vem beijar
Com orgulho muito seu
As camisolas berrantes
Que nos campos a vibrar
São papoilas saltitantes.

Nuno

assépticos

Ontem foi dia de natação. Eles saiem sempre esfomeados da piscina e por isso tentamos sempre levar um lanche para os acalmar até chegarmos a casa.

Desta vez levámos maçãs e bolachas. Quando dei uma maçã a cada um, a Catarina virou-se para o Diogo e exclamou em tom choroso: "Não consigo abrir isto!".

Tivemos que explicar que é para comer mesmo assim, à dentada. Só acreditou quando viu o irmão, que adora maçã, devorar a sua. E aí aceitou comer o fruto dessa forma tão arcaica, tão distante das fatias sem casca que as educadoras lhe estendem várias vezes durante o dia.

Nós já crescemos com uma noção muito reduzida das formas originais de obter os alimentos, mas estes miúdos de hoje ainda acabam a pensar que a comida nasce no supermercado ou que é produzida algures dentro de um computador.

Nuno

6.3.09

what a beautiful day!!!

O céu está limpo e o sol brilha!
Não deixa de estar frio mas é um consolo voltar a ver luz natural.

Os primeiros sinais da Primavera. Nunca imaginei vir a sentir tanto a falta da luz e do calor.

Nuno

27.2.09

férias

No fim-de-semana passado a Patrícia perguntou ao Diogo se queria ir passar férias a um sítio diferente, explicando que estamos a planear algo mais aventureiro este ano.

Respondeu que não, que queria para Portugal. Quando a Patrícia insistiu nas vantagens de outros sítios e o questionou sobre as razões da escolha unívoca e repetida, resumiu com um "porque gosto de lá estar".

Não me contive e dei uma gargalhada sonora. Senti que ele me tirou as palavras da boca. E lembrei-me que a mãe do meu tio costumava dizer, quando instigada pelos filhos a visitar Lisboa, que via tudo o que precisava de ver nos seus Açores.

Nuno

O campeão soma e segue

Não temos tido muito tempo nos últimos dias para relatos. Mas há um facto que simplesmente não pode deixar de ficar sob registo.

O Diogo foi passar 2 semanas de férias a Portugal. Vai e volta de avião sozinho. A ida decorreu sem espinhas, assim como a estada até agora. Não se incomoda com praticamente nada, vai no avião com total descontracção, salta de casa em casa sem qualquer incómodo, toma as suas decisões sobre o planeamento das férias e quando fala connosco fá-lo com substância e decisão.

Nuno

19.2.09

já?

Ontem recebi um e-mail de um amigo que não vejo desde o nosso casamento. Há quase 8 anos portanto.

Enquanto dava notícias nossas afastei-me de nós e vi-nos à distância. Espantei-me: somos trintões (portanto cotas), já dizemos com alguma frequência que não vemos alguém há 10 ou 15 nos, estamos longíssimo de casa e sem planos para voltar, temos um filho de 6 anos que já viaja sozinho de avião, 2 empregos hiper-exigentes e contactos ao mais alto nível numa série de empresas conhecidas mundialmente, e eu não faço ideia como chegámos aqui.

Como passámos, em pouco mais de 2 anos, dos tranquilos nós dos fins-de-semana no Magoito para isto? Uma série de decisões trouxe-nos até aqui, mas alguma delas se baseou num plano de vida?

Dizia-me um colega há uns dias que diversos estudos sobre a felicidade comprovam que só os pobres e os hiper-ricos são pessoas felizes. Todos os outros entre esses extremos vivem consumidos com preocupações, supõe-se pela diferenciação de categorias que em torno do dinheiro.

Tenho aprendido com o tempo que a maior prisão é a de ter algo a perder. Um pouco como os Jedis da Guerra das Estrelas, as pessoas perdem-se quando dão demasiada importância àquilo que já conquistaram.

Nuno

200 posts

já cá cantam.

Nuno

14.2.09

Dia de São Valentim

Li, na wikipédia, que a história deste ritual remonta ao período de governo do imperador romano Cláudio II. Este proibiu a realização de casamentos, com o objetivo de formar um grande e poderoso exército.

Cláudio acreditava que se os jovens não tivessem família, se alistariam com maior facilidade.

Todavia, um bispo romano (Valentim) continuou a celebrar casamentos em segredo. Valentim foi descoberto, preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens atiravam flores e bilhetes referindo a sua crença no amor. Valentim foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270 d.C.

Os trabalhos que os nossos miminhos prepararam este ano para nós estão muito bonitos. Obrigada.

Pelas mãos da Miminha



Pelas mãos do Campeão



Patrícia

13.2.09

Sexta-feira treze


Este é um blog sobre nós mas havendo um evento que me afecta acho que é legítimo reportar.

As notícias desta manhã andaram todas à roda da queda do avião (vôo 3407) que partiu de Newark para Buffalo. Seria uma notícia triste que nos entra pelo ecrã adentro, não fosse por uma, muito infeliz, coincidência do dito avião levar um dos meus colegas (e sua namorada) lá dentro. Tecnicamente isto ocorreu na quinta, 12 de Fevereiro (horas de lá) mas já sexta-feira treze, no tempo europeu.

Foi um dia muito, muito pesado no escritório. Triste porque era um bom ser humano. Mais triste ainda por me esfregar com força na cara o quão frágil e imprevisível é a vida, ou pior ainda, confrontar-nos com a possibilidade da perda dos que nos são próximos.

Um acontecimento muito improvável. Uma sensação muito peculiar. Uma tragédia com a coincidência do peso deste dia de reputada má sorte.

Patrícia

11.2.09

Versão portuguesa do lema Obama

Hoje em dia todos conhecem o furor que está a fazer a famosa frase de Barack Obama "Yes, We Can". Aliás, NY está cheia de todo o tipo de "souvenirs" com esta frase - eu comprei uns peppermints porque achei graça.



Hoje li, num dos e-mails de cadeia, a versão portuguesa do lema. Achei delicioso, porque (infelizmente) é um retrato do que actualmente é Portugal:

"Yes, Weekend".

É preciso dizer mais alguma coisa?

Patrícia

6.2.09

Rockefeller Center


onde estiveste nas alturas, numa imagem que julgo ilustrar a imponência do edifício.
Nuno

Madison Square Garden



Nuno

New York


Pequenina, ainda a propósito da tua viagem a Nova Iorque, lembrei-me de tentar recriar o que terás visto.

Esta primeira é a entrada para a Sexta Avenida a partir do Central Park.

Nuno

entre-os-anos

Hoje é um dia engraçado. Todos os 6 de Fevereiro o são.

Isto porque o 6 de Fevereiro é um dia entalado entre os aniversários de duas das pessoas mais importantes da minha vida: primeiro o meu pai, que ontem celebrou 60 poderosos anos, e dois dias depois a Patrícia, que completa amanhã uns magníficos 34 anos.

O que mais me agrada nesta quantidade enorme de anos passados é que fiz parte de mais de metade dos do meu pai e de uma porção já significativa dos da Patrícia. Dos 34 que ela tem, posso dizer com orgulho que quase um quarto foi passado comigo. E acrescento com ousadia que ambiciono somar muitos mais.

Não estou a dar os parabéns por antecipação, pois isso daria suposto azar, apenas dou relevo a este dia, tão especial a priori e a posteriori.

Nuno

5.2.09

Nascidos em 2009

O nascimento de uma criança é sempre uma celebração.

Já este ano nasceram dois bebés por quem, apesar de ainda não ter conhecido pessoalmente, sinto um grande afecto.

Aos nossos amigos, que pela primeira vez ou de novo se tornam pais, parafraseio Vergílio Ferreira, "de que me serve tudo quanto me aconteceu, se não me aconteceres tu?".

E que acontecimento é o nascimento dos nossos filhos!

Henrique (primeiro filho) e Francísco (terceiro filho) de pessoas a quem quero muito bem: sejam benvindos à vida e ao mundo!

Aos papás felicito pelo grande acontecimento, com a convicção de que estes bebés são priveligiados e vão crescer fortes no meio de muito amor.

Patrícia

30.1.09

Saudades

Esta madrugada, quando falei com a miminha ao telefone, fiquei com o coração do tamanho de um M&M. Amarelo – para contrastar a alusão a um doce.

O Papá estava a deixar-te no infantário onde não querias ficar – efeitos ainda da experiência no hospital e dos miminhos dos avós - creio. Depressa o Grandalhão passou o telefone ao Diogo dizendo: “diz coisas alegres à mamã”. E ele assim fez. São uns docinhos vocês, estou cheia de saudades de todos.

Estou quase, quase a caminho.

Patrícia

29.1.09

A Manhattan Girl

Cá estou. Pela primeira vez na vida. Não me sinto, todavia, uma estranha. Provavelmente fruto de tantas e tantas imagens sobre NY que já vi em filmes e séries ao longo da minha vida.



Cheguei, em primeira classe – no avião li ”A viagem do elefante” de José Saramago (e sem qualquer problema nas alfândegas onde dizem que são brutos como a pior das portas), e tive logo uma aventura com o táxi: a taxista conduzia como uma louca (bem pior que o meu irmão nos bons velhos tempos do Mini Morris ao som de Joe Satriani – para aqueles que me entendem). Tive medo. Ora, como se não bastasse já ser noite e estar a entrar numa cidade gigantesca, o carro pifou. E onde? Dentro de uma ponte fechada, com a bacana a dizer-me “ I cannot take you to your destination. But your hotel is just a few blocks away”. Disse-lhe que não, que me arranjasse uma solução. Lá acenou para outro táxi que me deixou no hotel. Uff!

Cansada mas com vontade de conhecer a cidade lá fui dar uma volta. Como estou na 6ª Avenida, passeei pela 5ª e 7ª. A 5ª é a das lojas (onde é que aqui não é?) e a 7ª é a da Times Square: só luzes e ecrãs, a broadway e, claro mais lojas.

Aborrecida, por ter de jantar sozinha. Fui a um MacDonalds. Rápido, limpo e já está, quarto. Jet lag. 4 AM e rebolo na cama. Nada a fazer a não ser trabalhar. E depois, a horas decentes lá me fui apresentar ao serviço da nova empresa, no Rockefeller Center. E estou, por esta semana, num cubiculo igualzinho ao do Sr. Incrível quando trabalha na companhia de seguros.

Trabalhei imenso. Almoçei, como boas vindas, num sitio girissimo. E ao fim do dia fui dar mais uma volta a pé. Está frio, não se pense que se aguenta muito sem entrar nas lojas. Das tampas de esgoto na estrada até sai fumo, tal é o frio. Não há remédio há que parar nas lojas para aquecer. Que perdição! Calhou-me entrar na Disney… A Catarina já tem (apesar de ainda não saber) um vestido da pequena sereia, e o Diogo um jogo. Nessa noite, comprei uma sandes e salada de fruta e vim jantar no quarto de hotel. E foi o que fiz melhor: apanhei na TV um daqueles filmes que me fez chorar imenso e que adoro ver enfiada por baixo de um cobertor.

No dia seguinte, o dia de trabalho foi ainda mais pesado. Nem pausa para almoço. É de enfiada. Mas sobre trabalho não há muito que contar porque tudo está bem (a minha diversão é encontrar – e já encontrei - montantes para a empresa recuperar e que pagam várias vezes – sem exagero – o meu salário anual – com estes dias já justifiquei a minha contratação – espero que se lembrem na altura do bónus...) e normal.

Saí novamente a horas de jantar. Ora, já de noite não dá para ir sozinha passear pelo central park, ou a estátua da liberdade, empire state building e etc. Fui a uma livraria espectacular – Barnes and Noble -, na 5ª Avenida. E com fominha, porque não tinha almoçado, lá me deixei de esquisitices e fui jantar a um simpático restaurante italiano.

Esta manhã acordei (novamente cedo demais mas não tão cedo) e as ruas estavam brancas. Já tinha escrito que está frio? Ficam umas fotos… Branco, no passeio e aquele sujo de neve que acho horrível na estrada – isto lembra-me sempre de Viena que por certo teria gostado muito mais se tivesse ido noutra estação do ano. Imensos homens e máquinas nas ruas a limpar a neve e salgar os passeios.





Novo dia de trabalho árduo – sobretudo tendo em conta que as quartas-feiras são o meu dia livre. Das 8 AM as 7.45 PM, non stop. E lá sai, novamente para o meu passeio pós-laboral. Desenganem-se se pensam que por estar sózinha não me divirto. Fui passear para a Times Square. Resolvi ir jantar ao Hard Rock Cafe onde estive a bater o pé e cantarolar as músicas enquanto comi, ao balcão, um belo hamburguer, uma coca-cola e um hag & daz de chocolate. E depois, mais passeio pelas ruas, entrei no Toys R Us onde tirei estas fotos do Empire State Building e Estátua da Liberdade – feito em legos – que é ainda mais giro. O ex-libris da noite foi, no entanto, o M&M’s World. Que loucura de loja! Até cheira a chocolate e tudo. O pudor impediu-me de tirar fotos mas os meus olhos filmaram tudo.





E cá estou, no quarto de hotel, a escrever para mais tarde recordar.

Patricia

21.1.09

Sleep over

O Diogo tem estado activo nesta modalidade de socialização: adora ser convidado para dormir em casa de amigos e de trazê-los para dormir cá em casa.

Já dormiu em casa do Callum, do Max e do Gonçalo e da Sara.

E cá em casa já dormiram o Max, o Gonçalo e a Sara e, a noite passada o Mathieu. Correu bem, sobretudo tendo a mãe dito que era a segunda vez que ele dormia sem os pais e que as duas outras vezes tinha chorado na hora de dormir (note-se que uma das vezes foi com os primos). Mas não chorou e adormeceu tranquilamente no beliche dos pequenotes. E divertiram-se à grande, os companheiros que em breve serão separados pelas contingências da vida dos pais (neste caso do Mathieu).

Patrícia

Sofá(s)



O velho, que comprámos em 2002, “grávidos” do Diogo, sem dinheiro e a pensar que teria de resistir a leite derramado e a miúdo(s). Aguentou-se bem.



O novo, encomendado em Outubro e chegado hoje. E onde esperamos passar bons (e cómodos) momentos em família

Patrícia

Visitas

Chegam amanhã as primeiras visitas do ano: os meus pais que muito pacientemente me vêem apoiar já que vou uma semana em treino para New York e é muito complicado para o Nuno aguentar sozinho os horários das escolas, e o dia-a-dia por mais de 2/3 dias.

Felizmente sempre que tenho viajado tenho conseguido planear as coisas de modo a pedir (e obter) reforço. A primeira vez foi da minha cunhada, quando fui às Maurícias. Quando fui a Hamburgo eles estavam em Lisboa. Também fui a Lisboa mas fui e regressei no mesmo dia para evitar complicações. E finalmente, quando fui ao Cairo, vieram os meus pais. Não sei bem se se deve colocar estas visitas na qualidade de “visitas” mas ficam, para memória futura.

Só nesta casa já tivemos a visita (a dormir) da minha sogrinha, da minha cunhada e da Teresinha.

Se bem me lembro, na outra casa recebemos a visita dos meus sogros (várias vezes); pais (várias vezes); irmão e família (uma vez por ano); cunhada (acho que foi quem mais nos visitou no total); o meu amigo André (quando estava destacado na Alemanha); o amigo do Nuno, Tovar e sua namorada; a Marta que já nos visitou na Holanda duas vezes com o Miguel, uma sozinha e outra com a Esmeralda; e a Nádia e o Ricardo.

O Diogo hoje perguntava quem mais virá este ano. Dois dias depois dos meus pais partirem chega a Luísa com o Ricardo. Depois disso é uma incógnita.

Patrícia

Uma noite com a miminha no VU Medisch Centrum

Depois do nos vomitar em cima umas vezes (ao Nuno só acertou nas mãos e camisa, a mim foi mais sério, na barriga e na cara) decidimos levar a Catarina ao hospital. Tinha caído no princípio da tarde quando se pendurou no armário para tirar uma saia. Chorou imediatamente e queixou-se da mão esquerda e da cabeça. Na altura não nos preocupou muito e passou a tarde inteira a brincar. Mas depois começou a murchar e adormeceu. O episódio dos vómitos deu-se quando acordou. Assustados que pudesse ser um traumatismo craniano, porque nenhum de nós assistiu visualmente à queda, decidimos levámo-la ao hospital.

Era já por volta das oito e meia da noite de domingo e dirigimo-nos às urgências. As urgências dos hospitais aqui não se distinguem pelas salas apinhadas de doentes de todo o tipo. Há a recepção onde se mostra o seguro e conta a história ou queixa do paciente. Imediatamente fomos levados para o “cantinho das crianças”. Vem um enfermeiro saber o que se passou, depois outro fazer testes porque é um caso de neurologista, depois outro tirar a febre e medir a tensão, e regressa novamente o que fez testes para nos dizer que apesar dela estar bem, por prevenção, ficaria as próximas 24 horas no hospital a ser acompanhada.

Quem já passou por isto de ameaça de traumatismo craniano sabe que o mais importante é a criança saber quem é, localizar-se, e ter consciência e memória das coisas.

Fiquei com a Catarina (foi a primeira vez se omitirmos as duas primeiras noites da vida da miminha). O Nuno e o Diogo voltaram para casa. Fomos levadas para um quarto no piso 9 ala B do hospital. Tinham a cama da Catarina e uma daquelas que está na parede para não ocupar espaço para o acompanhante da criança. Era um quarto individual e não uma enfermaria.

De hora a hora vinha uma enfermeira. Passaram três por nós: uma quando chegámos, cujo nome não me recordo, que imediatamente foi revezada pela Pietra que apenas teve o reforço da Luce pela manhã. Todas elas muito simpáticas. Todas elas a cumprir o que o médico mandou: acordar a Catarina de hora a hora, fazer-lhe perguntas para verificar que ela está consciente, verificar a reacção da retina e medir-lhe a tensão.

Apesar da cama para acompanhante, anichei-me com a Catarina na sua. E assim passámos uma noite agitada. A cada hora a acordava e lhe fazia perguntas como: “quem fez hoje anos? qual é o nome das avós? como se chamam os animais das avós? como se chamam as tuas professoras? e ela, sonolenta e maldisposta, chegou a responder-me “não quero responder, já te disse!”.

Ora a meio da noite a miminha começou a ficar quente. Medida a temperatura estava com febre. Deram-lhe um paracetamol e disseram que a febre não teria nada a ver com um eventual traumatismo craniano.

Rigorosamente passadas 24 horas do momento em que dissemos que ela caiu, deram-nos alta. Primeiro fazendo-lhe testes para ver se respondia a tudo bem. Estava óptima e só queria vir para casa mas em casa, continuou a febre.

Terça-feira, estando na terceira semana do meu novo emprego, não quis faltar pelo segundo dia consecutivo. Tentámos deixá-la no infantário onde nos disseram que havia um vírus e imensos miúdos (e mesmo pessoal) estavam em casa doentes com vómitos e febre. Estou agora convencida que a má disposição teve a ver com a “virose” e não com a queda. E como resistiu a ficar o Nuno lá aquiesceu e ficou com ela em casa de manhã.

Prioridades são prioridades. Mais um ponto a favor da minha nova empresa que compreendeu e foi humana. Menos um ponto na do Nuno, que recebeu um SMS do sócio, depois de ter enviado uma mensagem a dizer que tinha a filha de dois anos no hospital que “não era um bom timing porque tinham a visita de não-sei-quem na empresa”. Desculpem lá qualquer coisinha. Para a próxima, programamos melhor!

Patrícia

18.1.09

O meu mano

O cota de 37 anos com quem cresci. É com ele que tenho a relação mais duradoura e mais testada da minha vida. Claro que os meus pais têm o mesmo tempo de relação comigo que fui a última a nascer (a minha mãe mais porque a gravidez é vivida pelas mães como por mais ninguém) mas acho que não os testei tanto quanto o fiz com o meu irmão. Pais são pais e estão acima de qualquer coisa. O meu irmão porém, é a pessoa que tem passado comigo pela vida, no mesmo timing, na mesma geração, nas aventuras, nas zangas, lutas, negociações e pazes, nos medos, nas más e boas escolhas, nas amizades e inimizades, nos amores e desamores, nas competições, nos limites, nas descobertas, conquistas e desilusões.

Hoje foi o seu aniversário e não estive em viva pessoa a celebrá-lo com ele. Não é a primeira vez. Lembro-me de pelo menos 5 anos que seguramente não estive fisicamente com ele no apagar das velas do bolo de aniversário. Mas estive, e estou, sempre presente. De coração.

Parabéns! Que contes muitos e bons. E que este seja (pela positiva) inesquecível!

Patrícia

Mãos de mágico

Casei-me com um homem que tem maõs de mágico. E as mãos são o reflexo externo da alma.

És muito querido!

Patrícia

17.1.09

Habituação

Hoje à tarde, pela primeira vez em bastante tempo, não conseguia perceber em que dia do mês estamos. Mas não no detalhe, era mesmo no geral: só sabia que estamos algures no segundo terço de Janeiro.

O que leio nesta desorientação é muito positivo: estou tão confortável e adaptado que os dias já passam naturalmente.

Nuno

14.1.09

Segundo aniversário

Eu, o Diogo e a Catarina completamos hoje dois anos de residência na Holanda. É, entre tantas outras, mais uma data a assinalar.

Patrícia

13.1.09

Partilha


Mais ou menos de dois em dois meses digo aos meninos para fazerem uma selecção dos brinquedos com que já não brincam mas que estão em condições para outros meninos brincarem. Feita a selecção, entregamos a alguém que lhes dê uso. Actualmente é, regra geral, ao casal que nos limpa a casa que os envia para a Argentina, donde um deles é originário. Juntamente com brinquedos vão também as roupas que deixaram de servir mas que estão em condições de ser usados por outras crianças.

Hoje recebemos fotos dos meninos com os brinquedos nas mãos. Juntamente com as fotos vinha a seguinte mensagem:“Queridos amigos Devan, Linda , Karen , Amanda ,Patricia ,Lucia y Elsbeth gracias por dar una alegria a niños y tambien a sus padres. Yo soy Mariana reprensento a la Iglesia Metodista Pentecostal Argentina Fiorito BS.AS Arg. gracias a Dios y a utds los regalos se pudieron entregar. Disculpen si tal vez he tardado. Sepan enterder que la tecnologia hoy en dia no es mi fuerte les agradescos por sus enormes corazones y se que la bendicon de Dios estara sobre sus vidas.
Megustaria decirles que algunos de los papeles de los regalos ancido cambiandos ya devido que la duana de el correo argetino reviso alguno de ellos...
Amigos: Algo acerca de ciertos niños alguno de ellos tienen enfermedades terminales como cancer, bronqueolitis,neumonia ects.. cuento con sus oraciones por un milagro en la vida de ellos.
Dios les bendiga


Há pouco tempo também demos uma cama que foi enviada para os Camarões. Está agora a ser usada num hospital. E começámos este processo ainda em Portugal onde entregávamos roupa e brinquedos no Hospital Dona Estefânia, onde o Diogo esteve internado, e bem vimos que os brinquedos são muito apreciados pelos meninos que lá estão.

Não sou religiosa. Não é para contribuir com o meu dizimo que o faço. É apenas por uma questão de partilha e redistribuição. Se há coisa que me faz confusão é o apego que as pessoas têm às coisas. Coisas que são muito úteis e que por isso faço questão que continuem a ser usadas ao invés de ficarem a apanhar mofo num caixote totalmente perdido. Bem sei que há coisas com valor afectivo, essas são mantidas, claro.

Enfim, com esta atitude constante esperamos poder abrir alguns sorrisos, ajudar algures alguém e criar nos filhotes uma forte consciência de que são privilegiados mas que têm a responsabilidade de partilhar o que têm.

Patrícia

12.1.09

Catarinês

Ontem a Catarina queixou-se de dores no pesqueixo (referindo-se ao queixo).

Já ninguém me pode ouvir com esta mas achei simplesmente delicioso.

Nuno

11.1.09

A curiosidade insaciável dos porquês


Segundo uma pesquisa que fiz, a fase dos "porquês" surge habitualmente por volta dos 3/4 anos no chamado período pré-operatório, tal como o denominou o psicólogo Jean Piaget no estudo do desenvolvimento infantil. Nesta fase a criança inicia a capacidade para criar imagens mentais na ausência do objecto e da acção (função semiótica) além de atribuir "personalidade" aos objectos (animismo). Estas duas características fazem com que a criança tenha uma grande necessidade de compreender os limites e as particularidades do mundo que a rodeia porque de facto está a ver e sentir mais do que consegue compreender.

Embora esta fase possa surgir mais tardiamente, normalmente a partir dos 4 anos os porquês são habituais e reflectem uma curiosidade por vezes insaciável perante o mundo. Esta é uma fase muito importante para o desenvolvimento cognitivo da criança.

Ora ambos os filhotes andam com o porquê na boca:

Minúscula – (dois anos e nove meses) quer saber tudo e a cada situação com que se se depara remata com um “porquê?”. Acho cedo, e por isso andei a fazer a pesquisa sobre a idade dos porquês. Mas mais uma vez não é de surpreender visto ela ser uma pequenota precoce em tudo.

Minorca – (seis anos) tem porquês algo mais complexos e refinados, claro. No outro dia perguntava “o que é Deus?”. E a pergunta surgiu depois da explicação do episódio da arca de Noé. Mais difícil de explicar se torna quando não é um conceito que ele oiça no dia a dia.

Sempre gostei disto nas crianças. Gosto do quanto nos surpreendem e gosto de responder. Claro que quando idealizo a situação não é bem no meio de várias tarefas e com o tempo apertado para ir fazer logo outra a seguir – mas isso é o nosso quotidiano.

Nunca ignorar a questão (e sim ouvi-la com atenção), responder com a verdade e devida adequação ao que eles estão preparados para receber, deve ser a preocupação. Mas às vezes não é fácil - sem preparação para aquilo que aí vem e tempo para reflexão sobre como abordar a questão - responder da melhor forma.

Às vezes dá vontade de dizer “espera aí que vou fazer uma pesquisa, discutir com o papá a maneira como abordar esse assunto e logo te respondo com uma boa história, enquadramento, etc”. Não dá. Bombardeiam e querem imediatamente resposta pronta e satisfatória.

Não posso dizer que não sou permanentemente desafiada.

Patrícia

Andar sobre água

foi o que fizémos hoje, ao caminhar nos lagos gelados do Vondelpark.

Patrícia

7.1.09

A Catarina hoje esteve em grande

 

























E não, não foi só uma vez....

Patrícia

Manto branco

Uma breve nota para contar que hoje, quando acordámos e olhámos pela janela vimos um leve manto branco sobre a rua, as árvores, as bicicletas, os telhados, os carros... Não é muito comum aqui e tem sempre graça ver. Agora que escrevo, princípio da tarde, sinto que foi como se tivesse visto um arco-iris. É fogaz e deixa-me sempre maravilhada.

A neve, a que a Minúscula chama de brilhante e com a qual se andou a divertir esta manhã a deixar pegadas, já derreteu. - Pena que não tirei fotos para partilhar. - Mas a sensação de encantamento perdura ainda em mim e nos pequenotes.

Patrícia

1.1.09

Ano novo

Entrámos hoje em MMIX do calendário gregoriano (escrevi em numeração romana para ser mais coerente com a origem do calendário porque na numeração decimal é 2009). Vai ser um ano de 365 dias e, portanto, não bissexto. No calendário chinês, este é o ano do búfalo.

Vai ser um ano de múltiplos desafios a nível mundial. Muito é esperado do presidente dos Estados Unidos da América – Barack Obama -, a empossar dia 20 de Janeiro. Muitos estão receosos com a recessão económica e todos falam da crise financeira.

Acho que temos de olhar para o ano que chegou nos olhos, com optimismo e confiança. A maior parte das coisas não serão como esperamos (sobretudo se não formos prudentes e humildes com as expectativas): algumas serão melhores outras piores, claro. Esperemos que as primeiras superem as últimas!

Como disse Woody Allen, “nós somos a soma das nossas decisões”. Em cada escolha abdicamos de outra e assim vamos construindo as “nossas vidas”. Qualquer alternativa é válida e/mas há sempre um preço a pagar. Nada a fazer porque é sempre preciso escolher. Tentemos então ser “bons decisores” e fazer deste ano um ano de bonita vivência e recordações memoráveis.

Feliz 2009!

Patrícia

29.12.08

Escreveu Fernando Pessoa que

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

Já deu para perceber pelos posts do Nuno que chegámos anteontem de Portugal, regressados das breves férias de Natal. O Diogo e a Catarina choraram no avião porque as férias não tinham sido boas e porque queriam ficar em Portugal, a viver em casa dos avós. Claro. Quando lá estamos a nossa vida é fácil: carinho e afecto por todo lado, festa e animação, reencontros, mimos, atenção, família e amigos de todos os tempos. Estamos de férias no espaço e tempo (porque não sinto que lá grande coisa tenha mudado) que dominamos.

Cá (na Holanda) tudo é mais difícil. Porque este é um povo calvinista, porque o céu está (regra geral) cinzento, porque a língua (em todos os sentidos) não é a nossa e a toda a hora temos de fazer um esforço por entender e um esforço por expressar, porque não temos a família, porque os amigos são recentes e não passaram por grande coisa connosco.

Mas é aqui que agora temos o nosso lar; é aqui que educamos os filhos esperando que eles cresçam com todas as ferramentas que lhes permitam ter uma vida feliz; é aqui que nos empregam e valorizam as nossas competências. E acima de tudo, é aqui que construímos o nosso futuro porque planeamos ficar no médio prazo. Na minha cabeça regressar a Portugal no curto prazo está fora de discussão.

Adorei o sol com que Lisboa me brindou nesta semana. Não podia ser mais alfacinha. Estiveram 15, 17 graus e um sol e luminosidade fantásticos - mas ainda assim as pessoas queixavam-se. Adoro voltar a Magoito, ver o mar. Gosto de reencontrar os amigos e beber um copo. E de celebrar o Natal com a família.

Gosto também de estar de volta na minha casa. Tenho pena a ida a Portugal não me encha de energia positiva. Regressar deveria ser carregar baterias mas esse nunca foi o estilo luso: sentir saudade e desejar o que não se tem é o mote.

Viémos para a Holanda porque teve de ser. Eu estou cá por opção. Passada, presente e futura. E assumo isso.

Patrícia