Apanhei este texto na net e tenho de o colocar aqui. Tenho porque prezo tanto a minha independência e quero ser o melhor possível mãe, esposa, profissional, que quase sempre me esqueço de que, antes de tudo e acima de tudo sou, Patrícia.
A ver se mantenho em mente esta ideia que Martha Medeiros expressou no Jornal O Globo, e passo a dar-me tempo e culpa zero. Ora leiam.
"Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.
Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante."
Patrícia
17.5.09
Cultura portuguesa
É a minha cultura. As crenças, comportamentos, valores, regras de conduta e morais com que cresci e fui educada. O que entendo e me faz sentir em casa. A história, as tradições, os dizeres. É aquilo que dia após dia tento transmitir aos filhotes. Mas tem também um pessimismo incrustrado que me recuso a aceitar e que, podendo escolher, pretendo não transmitir aos meus filhos.
Escreveu Manuel Laranjeira "Às vezes, em horas de desânimo, chego a crer que esta tristeza negra nos sobe da alma aos olhos, e então tenho a impressão intolerável e louca que em Portugal todos trazemos os olhos vestidos de luto por nós próprios".
E é essa vitimização, glorificação do passado em detrimento da ideia de controlo ou planeamento do futuro, pessimismo, a nobre e silenciosa resignação a instituições e pessoas que detêm o poder que me deixam danada e sem qualquer vontade de ali criar os meus. Gostaria que fossem seguros de si, confiantes nas suas ideias e valores e, optimistas.
Patrícia
Escreveu Manuel Laranjeira "Às vezes, em horas de desânimo, chego a crer que esta tristeza negra nos sobe da alma aos olhos, e então tenho a impressão intolerável e louca que em Portugal todos trazemos os olhos vestidos de luto por nós próprios".
E é essa vitimização, glorificação do passado em detrimento da ideia de controlo ou planeamento do futuro, pessimismo, a nobre e silenciosa resignação a instituições e pessoas que detêm o poder que me deixam danada e sem qualquer vontade de ali criar os meus. Gostaria que fossem seguros de si, confiantes nas suas ideias e valores e, optimistas.
Patrícia
Metro
É o resultado de um pedido feito pelo Governo Francês à Academia de Ciências da França para que criasse um sistema de medidas baseadas em uma constante não arbitrária.
Em 25 de junho de 1792, um grupo de investigadores franceses, composto de físicos, astrónomos e agrimensores, deu início a esta tarefa, definindo assim que a unidade de comprimento metro deveria corresponder a uma determinada fracção da circunferência da Terra (1/40.000.000, ou 1 metro e 1,8 mm) e correspondente também a um intervalo de graus do meridiano terrestre, o que resultou num protótipo internacional em platina iridiada, ainda hoje conservado no Escritório Internacional de Pesos e Medidas (Bureau international des poids et mesures), na França, e que constitui o metro-padrão.
Hoje resolvi medir a Catarina. Mede exactamente um metro.
Patrícia
Em 25 de junho de 1792, um grupo de investigadores franceses, composto de físicos, astrónomos e agrimensores, deu início a esta tarefa, definindo assim que a unidade de comprimento metro deveria corresponder a uma determinada fracção da circunferência da Terra (1/40.000.000, ou 1 metro e 1,8 mm) e correspondente também a um intervalo de graus do meridiano terrestre, o que resultou num protótipo internacional em platina iridiada, ainda hoje conservado no Escritório Internacional de Pesos e Medidas (Bureau international des poids et mesures), na França, e que constitui o metro-padrão.
Hoje resolvi medir a Catarina. Mede exactamente um metro.
Patrícia
13.5.09
Cansaço
O Nuno continua a viajar por todo o lado em trabalho. Estou muito contente por se estar a dar bem. Merece-o e eu bem sei o quanto lhe "sai do pêlo".
Mas fico preocupada com tantas viagens. Exijo que me dê conhecimento dos vôos e por onde anda. A experiência com o meu colega em Fevereiro deste ano não ajudou, aliás deixou-me super apreensiva: ele ía no vôo que se despenhou em Buffalo e ninguém tinha a certeza. Foram horas muito complicadas e o processo de confirmação também.
A rotina diária, que já é complicada por si a dois, fica comprometida quando só um é o garante de que tudo funciona bem, a horas certas, dentro da "melhor" normalidade, telemóvel sempre a postos não vá alguma escola precisar de me contactar. Isto no meio de prazos e reuniões e trabalho em pilhas. Safa!
Lembro-me sempre da minha sogra a dizer "a década dos trinta é uma estafa, porque há muito trabalho e os pequenotes precisam de imensa e intensa atenção". Neste preciso momento estou a lutar para escrever isto. Tenho os dois pimpolhos empuleirados em mim.
Há um botão de pause aí algures? E se houvesse, seria eu realmente capaz de nele carregar? Sonho com ele, imagino-o aí mas depois acho sempre que não era capaz, e nessas alturas encho-me de paciência e dou-lhes um ataque simultâneo de cócegas e beijos. Só para os ouvir a soltar gargalhadas. Porque isso me enche novamente a carga de energia.
Patrícia
Mas fico preocupada com tantas viagens. Exijo que me dê conhecimento dos vôos e por onde anda. A experiência com o meu colega em Fevereiro deste ano não ajudou, aliás deixou-me super apreensiva: ele ía no vôo que se despenhou em Buffalo e ninguém tinha a certeza. Foram horas muito complicadas e o processo de confirmação também.
A rotina diária, que já é complicada por si a dois, fica comprometida quando só um é o garante de que tudo funciona bem, a horas certas, dentro da "melhor" normalidade, telemóvel sempre a postos não vá alguma escola precisar de me contactar. Isto no meio de prazos e reuniões e trabalho em pilhas. Safa!
Lembro-me sempre da minha sogra a dizer "a década dos trinta é uma estafa, porque há muito trabalho e os pequenotes precisam de imensa e intensa atenção". Neste preciso momento estou a lutar para escrever isto. Tenho os dois pimpolhos empuleirados em mim.
Há um botão de pause aí algures? E se houvesse, seria eu realmente capaz de nele carregar? Sonho com ele, imagino-o aí mas depois acho sempre que não era capaz, e nessas alturas encho-me de paciência e dou-lhes um ataque simultâneo de cócegas e beijos. Só para os ouvir a soltar gargalhadas. Porque isso me enche novamente a carga de energia.
Patrícia
Head stand
8.5.09
sensações
Aqui há algum tempo decidi que ia parar de escrever sobre as minhas sensações, na medida em que acabava sempre por cair na tentação de me queixar sobre a falta que Portugal me fazia, assunto mais do que gasto e cansado entre nós, e que passaria a concentrar-me na análise puramente factual do dia-a-dia.
Ora esta manhã ocorreu-me que tal decisão é desprovida de sentido: se os factos são necessários para servirem de referência futura, as sensações e emoções são cruciais para podermos compreender o contexto desses factos. De certa forma, seria como acumular fotografias tipo passe sem legenda ou sem acompanhamento de outras fotografias da época - a fisionomia e a expressão facial, únicos elementos capturáveis, tornar-se-iam ilegíveis apesar de evidentes.
Qualquer romancista sabe que tem que incluir elementos intangíveis - cheiros, emoções, sensações - para acrescentar interesse. Nós, enquanto romancistas da nossa própria vida para mais tarde a revivermos, temos também de voltar a capturar esses elementos.
Nuno
Ora esta manhã ocorreu-me que tal decisão é desprovida de sentido: se os factos são necessários para servirem de referência futura, as sensações e emoções são cruciais para podermos compreender o contexto desses factos. De certa forma, seria como acumular fotografias tipo passe sem legenda ou sem acompanhamento de outras fotografias da época - a fisionomia e a expressão facial, únicos elementos capturáveis, tornar-se-iam ilegíveis apesar de evidentes.
Qualquer romancista sabe que tem que incluir elementos intangíveis - cheiros, emoções, sensações - para acrescentar interesse. Nós, enquanto romancistas da nossa própria vida para mais tarde a revivermos, temos também de voltar a capturar esses elementos.
Nuno
26.4.09
2.º trimestre 2008/2009 - Avaliação
Vou colocar todos os items estudados, apesar de alguns não terem sido avaliados. Em 34 itens avaliados, apenas 9 foram a reforçar.
Domínio da linguagem verbal
Comunicação
O aluno sabe ou é capaz de:
- Exprimir-se de forma compreensível – A;
- comunicar em diálogo e em grupo - B+;
- dizer de memória um texto - não avaliado;
Domínio da linguagem de evocação
- Reportar uma história ou acontecimento - B;
- Resumir, explicar, comentar e descrever - não avaliado;
- Ditar um texto ao professor - não avaliado;
Leitura e escrita
- Localizar a leitura numa frase - não avaliado;
- Distinguir fonemas – A;
- Distinguir palavras, silabas, letras - não avaliado;
- Decifrar palavras novas - A;
- Ler em voz alta um texto preparado (respeitando a pontuação e a entoação) - A-;
Interpretação
- Identificar diferentes suportes escritos, diferentes tipos de texto - não avaliado;
- Localizar o índice (título, autor) e localizar-se no livro - não avaliado;
- Compreender um texto lido pelo professor - não avaliado;
- fazer um sumário das ideias essenciais de um texto lido pelo próprio - A;
- utilizar a biblioteca – não avaliado;
Vocabulário
- Distinguir, de acordo com o contexto, o sentido particular duma frase ou expressão - não avaliado;
- Reconhecer a família das palavras pela sua forma - não avaliado;
Ortografia
- Copiar uma frase, um texto sem erros - A;
- Escrever o que lhe é ditado respeitando a fono/grafia - B;
- Escrever sem erros as palavras de uso corrente - não avaliado;
Gramática
- Identificar uma frase - não avaliado;
- Distinguir os diferentes tipos de frase - não avaliado;
Escrita
- Reconhecer as diferenças gráficas duma mesma letra e palavra - não avaliado;
- Escrever de forma legível e respeitando as regras da escrita – B;
- Começar a utilizar as letras maiúsculas - A;
Produção escrita
- reconstituir uma frase com um modelo – não avaliado;
- reconstituir uma frase sem modelo - não avaliado;
- redigir uma frase - B-;
- redigir um texto curto - B-;
Matemática
Numeraração
- Enumerar e quantificar - não avaliado;
- Contar até – 79 (em francês já testemunhei - com muita paciência - o campeão a contar até mil, não percebo!)
- Organizar objectos, classificá-los e comparar grupos - não avaliado;
- Conhecer dobros e metades - não avaliado;
- Organizar números, compará-los e classificá-los - A;
- Comparar formas diferentes de escrever o mesmo número - A-;
- Associar a escrita numérica e por extenso do mesmo número - não avaliado;
- Compreender o significado de diferentes maneiras de escrever um número - A;
Cálculo
- Cálculo mental - A;
- Utilizar diferentes procedimentos de cálculo e adição, subtracção e multiplicação - não avaliado;
Geometria
- reproduzir um algarismo - não avaliado;
- utilizar uma tabela de entrada dupla – não avaliado;
- codificar e descodificar um trajecto – não avaliado;
- reconhecer figuras simples - não avaliado;
- se localizar e/ou se deslocar em conjunto - não avaliado;
- utilizar algumas técnicas e instrumentos - não avaliado;
Resolução de problemas
- procurar informações úteis - não avaliado;
- justificar escolhas e expôr os resultados - não avaliado;
- saber resolver um problema - A;
Medidas
- comparar e utilisar medidas de comprimento e peso - A;
- utilizar a moeda - A;
- utilizar a régua graduada - não avaliado;
Vida em conjunto
- conhecer as regras simples de vida em grupo – não avaliado;
- responsabilizar-se – não avaliado;
- compreender as noções de liberdde, igualidade e tolerância - não avaliado;
- compreender e guardar algumas regras simples de segurança rotineira - não avaliado;
- conhecer os simbolos de França e dos Países Baixos - não avaliado;
Descoberta do mundo
No domínio do tempo
- Distinguir o passado recente do passado mais distante - não avaliado;
- Situar e utilizar a localização no sentido cronológico - não avaliado;
- Comparar os modos e locais de vida de diferentes gerações - não avaliado;
No domínio do espaço
- Localizar-se e situar-se num espaço familiar. Elaborar e/ou tilizar uma planta simples - não avaliado;
- Saber situar França, os Países Baixos, a Europa e outros continentes sobre um mapa mundo - não avaliado;
- Reter alguns aspectos da diversidade da vida animal e vegetal bem como dos habitats - A;
- Utilizar um vocabulário preciso - não avaliado;
Matéria e tecnologia
- Identificar os estados e propriedades duma matéria - não avaliado;
- Manipular e utilizar técnicas simples - não avaliado;
- Utilisar um computador e conhecer algumas funções de base - não avaliado;
No mundo da vida
- Diferenciar o vivo do não vivo - não avaliado;
- Conhecer manifestações de vida animal e vegetal e referir-se a critérios de classificação (ex. deslocação) – A;
- Reconhecer as grandes funções do corpo humano (movimento, crescimento) - não avaliado;
- Conhecer as diferentes características dos 5 sentidos - não avaliado;
- Compreender e respeitar regras de higiene - B;
Educação artística
Educação musical
- Cantar canções simples - A;
- Participar em actividades com instrumentos - A;
- Escutar um registo sonoro - A;
- Localizar e memorizar alguns elementos musicais - A;
Educação visual
- Escolher aplicar uma técnica para fazer uma produção pessoal – não avaliado;
- Provar criatividade e imaginação - não avaliado;
Educação física e desportiva
- Exprimir-se com o corpo – B;
- Participar em jogos de oposição e jogos colectivos - não avaliado;
- Participar em actividades atléticas e ginastas – não avaliado;
Comportamentos e métodos de trabalho
- respeitar as regras da escola e da sala – A-;
- estar atento e concentrar-se na realização de uma tarefa – A;
- trabalhar a um ritmo satisfatório – A;
- ser cuidadoso com o seu trabalho – B;
- compreender o trabalho – A.
Bom trabalho tanto em inglês quanto em holandês (mais forte).
A professora dele escreveu "Très bon trimestre. Bravo! Diogo dois toutefois faire attention au soin qu'il apporte à son travail". E todos sabemos que o que a professora escreve é absoluta verdade. É muito forte em muitos aspectos mas pouco cuidadoso. Também acho que isso é coisa de rapaz.
Enfim, estás, novamente, de parabéns!
Patrícia
Domínio da linguagem verbal
Comunicação
O aluno sabe ou é capaz de:
- Exprimir-se de forma compreensível – A;
- comunicar em diálogo e em grupo - B+;
- dizer de memória um texto - não avaliado;
Domínio da linguagem de evocação
- Reportar uma história ou acontecimento - B;
- Resumir, explicar, comentar e descrever - não avaliado;
- Ditar um texto ao professor - não avaliado;
Leitura e escrita
- Localizar a leitura numa frase - não avaliado;
- Distinguir fonemas – A;
- Distinguir palavras, silabas, letras - não avaliado;
- Decifrar palavras novas - A;
- Ler em voz alta um texto preparado (respeitando a pontuação e a entoação) - A-;
Interpretação
- Identificar diferentes suportes escritos, diferentes tipos de texto - não avaliado;
- Localizar o índice (título, autor) e localizar-se no livro - não avaliado;
- Compreender um texto lido pelo professor - não avaliado;
- fazer um sumário das ideias essenciais de um texto lido pelo próprio - A;
- utilizar a biblioteca – não avaliado;
Vocabulário
- Distinguir, de acordo com o contexto, o sentido particular duma frase ou expressão - não avaliado;
- Reconhecer a família das palavras pela sua forma - não avaliado;
Ortografia
- Copiar uma frase, um texto sem erros - A;
- Escrever o que lhe é ditado respeitando a fono/grafia - B;
- Escrever sem erros as palavras de uso corrente - não avaliado;
Gramática
- Identificar uma frase - não avaliado;
- Distinguir os diferentes tipos de frase - não avaliado;
Escrita
- Reconhecer as diferenças gráficas duma mesma letra e palavra - não avaliado;
- Escrever de forma legível e respeitando as regras da escrita – B;
- Começar a utilizar as letras maiúsculas - A;
Produção escrita
- reconstituir uma frase com um modelo – não avaliado;
- reconstituir uma frase sem modelo - não avaliado;
- redigir uma frase - B-;
- redigir um texto curto - B-;
Matemática
Numeraração
- Enumerar e quantificar - não avaliado;
- Contar até – 79 (em francês já testemunhei - com muita paciência - o campeão a contar até mil, não percebo!)
- Organizar objectos, classificá-los e comparar grupos - não avaliado;
- Conhecer dobros e metades - não avaliado;
- Organizar números, compará-los e classificá-los - A;
- Comparar formas diferentes de escrever o mesmo número - A-;
- Associar a escrita numérica e por extenso do mesmo número - não avaliado;
- Compreender o significado de diferentes maneiras de escrever um número - A;
Cálculo
- Cálculo mental - A;
- Utilizar diferentes procedimentos de cálculo e adição, subtracção e multiplicação - não avaliado;
Geometria
- reproduzir um algarismo - não avaliado;
- utilizar uma tabela de entrada dupla – não avaliado;
- codificar e descodificar um trajecto – não avaliado;
- reconhecer figuras simples - não avaliado;
- se localizar e/ou se deslocar em conjunto - não avaliado;
- utilizar algumas técnicas e instrumentos - não avaliado;
Resolução de problemas
- procurar informações úteis - não avaliado;
- justificar escolhas e expôr os resultados - não avaliado;
- saber resolver um problema - A;
Medidas
- comparar e utilisar medidas de comprimento e peso - A;
- utilizar a moeda - A;
- utilizar a régua graduada - não avaliado;
Vida em conjunto
- conhecer as regras simples de vida em grupo – não avaliado;
- responsabilizar-se – não avaliado;
- compreender as noções de liberdde, igualidade e tolerância - não avaliado;
- compreender e guardar algumas regras simples de segurança rotineira - não avaliado;
- conhecer os simbolos de França e dos Países Baixos - não avaliado;
Descoberta do mundo
No domínio do tempo
- Distinguir o passado recente do passado mais distante - não avaliado;
- Situar e utilizar a localização no sentido cronológico - não avaliado;
- Comparar os modos e locais de vida de diferentes gerações - não avaliado;
No domínio do espaço
- Localizar-se e situar-se num espaço familiar. Elaborar e/ou tilizar uma planta simples - não avaliado;
- Saber situar França, os Países Baixos, a Europa e outros continentes sobre um mapa mundo - não avaliado;
- Reter alguns aspectos da diversidade da vida animal e vegetal bem como dos habitats - A;
- Utilizar um vocabulário preciso - não avaliado;
Matéria e tecnologia
- Identificar os estados e propriedades duma matéria - não avaliado;
- Manipular e utilizar técnicas simples - não avaliado;
- Utilisar um computador e conhecer algumas funções de base - não avaliado;
No mundo da vida
- Diferenciar o vivo do não vivo - não avaliado;
- Conhecer manifestações de vida animal e vegetal e referir-se a critérios de classificação (ex. deslocação) – A;
- Reconhecer as grandes funções do corpo humano (movimento, crescimento) - não avaliado;
- Conhecer as diferentes características dos 5 sentidos - não avaliado;
- Compreender e respeitar regras de higiene - B;
Educação artística
Educação musical
- Cantar canções simples - A;
- Participar em actividades com instrumentos - A;
- Escutar um registo sonoro - A;
- Localizar e memorizar alguns elementos musicais - A;
Educação visual
- Escolher aplicar uma técnica para fazer uma produção pessoal – não avaliado;
- Provar criatividade e imaginação - não avaliado;
Educação física e desportiva
- Exprimir-se com o corpo – B;
- Participar em jogos de oposição e jogos colectivos - não avaliado;
- Participar em actividades atléticas e ginastas – não avaliado;
Comportamentos e métodos de trabalho
- respeitar as regras da escola e da sala – A-;
- estar atento e concentrar-se na realização de uma tarefa – A;
- trabalhar a um ritmo satisfatório – A;
- ser cuidadoso com o seu trabalho – B;
- compreender o trabalho – A.
Bom trabalho tanto em inglês quanto em holandês (mais forte).
A professora dele escreveu "Très bon trimestre. Bravo! Diogo dois toutefois faire attention au soin qu'il apporte à son travail". E todos sabemos que o que a professora escreve é absoluta verdade. É muito forte em muitos aspectos mas pouco cuidadoso. Também acho que isso é coisa de rapaz.
Enfim, estás, novamente, de parabéns!
Patrícia
Holandesa
Convite
Os loucos dos chefes do Nuno reconheceram-no e convidaram-no a fazer sociedade na empresa onde trabalha.
Patrícia
Patrícia
Artistas
24.4.09
Brasil (1)
A minha primeira experiência no Brasil acabou por ser em trabalho. Já tinha pensado inúmeras vezes em lá ir mas nunca se proporcionou. Até que surgiu por acaso, como tantas outras coisas na vida, em resposta ao pedido de um cliente com presença na América do Sul.
Estive em São Paulo durante 3 dias e no Rio de Janeiro durante pouco mais de 24 horas. Encontrei-me lá com um alto quadro deste nosso cliente, que se deslocou directamente da sede nos Estados Unidos para esta nossa pequena excursão. Na verdade ele seguiu para o Chile e a Argentina mas já não o acompanhei.
O primeiro impacto gerou sentimentos mistos. Por um lado, precisei de quase 4 horas para chegar ao hotel: 2 preso nas filas de controlo de passaporte do aeroporto e mais 2 no trânsito infernal de São Paulo (em hora de ponta); por outro fiquei surpreendido com a força da cidade e assisti encantado ao desfilar da cidade pela janela do carro enquanto o taxista me levava a conhecer recantos menos óbvios enquanto tentava fugir ao trânsito de acesso ao centro.
Confesso que ia tão fixado na questão da segurança que durante todo o primeiro dia tive bastante dificuldade em relaxar e apreciar o que via. À noite o meu companheiro de viagem optou por recuperar o sono perdido na ligação aerea e foi deitar-se muito cedo. Acabei a comer só no restaurante do hotel, quando me teria sabido bem melhor encontrar um sítio simpático e experimentar a mais do que afamada culinária local.
Por receio não o fiz. Uma pena, pois vim a descobrir que havia vários sítio bem bons à volta e que não tive ocasião de testar nos dias seguintes.
Nuno
Estive em São Paulo durante 3 dias e no Rio de Janeiro durante pouco mais de 24 horas. Encontrei-me lá com um alto quadro deste nosso cliente, que se deslocou directamente da sede nos Estados Unidos para esta nossa pequena excursão. Na verdade ele seguiu para o Chile e a Argentina mas já não o acompanhei.
O primeiro impacto gerou sentimentos mistos. Por um lado, precisei de quase 4 horas para chegar ao hotel: 2 preso nas filas de controlo de passaporte do aeroporto e mais 2 no trânsito infernal de São Paulo (em hora de ponta); por outro fiquei surpreendido com a força da cidade e assisti encantado ao desfilar da cidade pela janela do carro enquanto o taxista me levava a conhecer recantos menos óbvios enquanto tentava fugir ao trânsito de acesso ao centro.
Confesso que ia tão fixado na questão da segurança que durante todo o primeiro dia tive bastante dificuldade em relaxar e apreciar o que via. À noite o meu companheiro de viagem optou por recuperar o sono perdido na ligação aerea e foi deitar-se muito cedo. Acabei a comer só no restaurante do hotel, quando me teria sabido bem melhor encontrar um sítio simpático e experimentar a mais do que afamada culinária local.
Por receio não o fiz. Uma pena, pois vim a descobrir que havia vários sítio bem bons à volta e que não tive ocasião de testar nos dias seguintes.
Nuno
19.4.09
Prendas de viagem
Criámos, já há muito, o hábito de quando vamos de viagem trazer uma surpresa para os pequenotes. Isto fazia sentido quando viajávamos uma vez por ano. Actualmente viajamos, em média talvez umas 3 vezes por mês, e o velho hábito está-se a tornar um problema.
Eu viajo menos mas sou talvez a pior. Quando fui a NY foi a desgraça absoluta porque trouxe imensas surpresas para os pequenotes, para o Nuno, para os meus pais, para os sobrinhos... Perdi a cabeça - talvez porque dá vontade, talvez também por ter sido mais tempo do que costume e então as saudades ram maiores, talvez porque estava um frio de rachar e só se estava bem dentro de lojas que tinham tanta e tanta coisa apelativa.
Mas isto é um problema porque os pequenotes agora estão sempre à espera de alguma surpresa, problema porque às vezes não há tempo para comprar a surpresa, porque as coisas se acumulam e porque não é sistema.
Vamos ter de mudar isto.
Já agora, e para registo, ficam aqui as fotos das prendas que o Nuno trouxe do Brasil.


Patrícia
Eu viajo menos mas sou talvez a pior. Quando fui a NY foi a desgraça absoluta porque trouxe imensas surpresas para os pequenotes, para o Nuno, para os meus pais, para os sobrinhos... Perdi a cabeça - talvez porque dá vontade, talvez também por ter sido mais tempo do que costume e então as saudades ram maiores, talvez porque estava um frio de rachar e só se estava bem dentro de lojas que tinham tanta e tanta coisa apelativa.
Mas isto é um problema porque os pequenotes agora estão sempre à espera de alguma surpresa, problema porque às vezes não há tempo para comprar a surpresa, porque as coisas se acumulam e porque não é sistema.
Vamos ter de mudar isto.
Já agora, e para registo, ficam aqui as fotos das prendas que o Nuno trouxe do Brasil.


Patrícia
18.4.09
Expedição pela cidade maravilhosa
Hoje chega o Nuno da sua viagem a São Paulo e Rio de Janeiro. Pelas mensagens ficou bastante estusiasmado.
Será o Brasil o nosso próximo destino? O sol seria muito apreciado.
Patrícia
Será o Brasil o nosso próximo destino? O sol seria muito apreciado.
Patrícia
13.4.09
Caça aos ovos
3.º aniversário
Também na escola a Catarina celebrou o aniversário. Ouviu cantar o
Lang zal ze leven
Lang zal ze leven
Lang zal ze leven in de gloria
In de gloria, in de gloria
Hieperdepiep Hoera
Hieperdepiep Hoera
Hieperdepiep Hoera
Levou o bolo de iogurte para festejar com os amiguinhos e lá deixou um chapéu de aniversário da Disney para todos serem aniversariantes engraçados. As professoras dizem que se divertiu, e ela também.
Patrícia
7.4.09
Eurodisney
Não sou fâ do género e certamente não me deslocaria 1000 kms por um parque de diversões (fosse qual fosse). Na verdade, estivemos à porta em 2003 e resolvemos não entrar, ficámos pelas lojas a comprar prendinhas para o campeão e pequenas coisas de Natal.
Mas adorei o fim-de-semana a 4. Só nós, sem e-mails nem telefones, sem obrigações nem tarefas. Andámos meio ao sabor do vento, tanto dentro do parque, pelo qual seguíamos sem itinerário fixo, como fora dele - fomos vaguear por Paris 2 vezes para o pequenote poder sentir o ambiente parisiense pela primeira vez, mudámos de planos várias vezes, marcámos tudo em cima da hora, comemos todo o género de porcaria e não aproveitámos uma só comodidade do hotel onde ficámos (tirando o quarto e o pequeno-almoço).
Entre viagens principais e secundárias somámos 1300 kms em 3 dias. Não contando com os que fizemos a pé dentro do parque. E foi esta faceta da viagem que me encantou: de uma certa maneira foi uma grande aventura passada entre 3 países, com novos amigos, muita excitação e grandes caminhadas de partilha à mistura.
Ter a oportunidade de ver os pequenotes tão intensamente felizes vale o sofrimento. Guardarei para sempre os momentos de glória em que o Diogo cantava vitória depois de conduzir um carro na Autopia e em que a Catarina deu um beijo no nariz da Minie e começou a pular de satisfação.
Nuno
Mas adorei o fim-de-semana a 4. Só nós, sem e-mails nem telefones, sem obrigações nem tarefas. Andámos meio ao sabor do vento, tanto dentro do parque, pelo qual seguíamos sem itinerário fixo, como fora dele - fomos vaguear por Paris 2 vezes para o pequenote poder sentir o ambiente parisiense pela primeira vez, mudámos de planos várias vezes, marcámos tudo em cima da hora, comemos todo o género de porcaria e não aproveitámos uma só comodidade do hotel onde ficámos (tirando o quarto e o pequeno-almoço).
Entre viagens principais e secundárias somámos 1300 kms em 3 dias. Não contando com os que fizemos a pé dentro do parque. E foi esta faceta da viagem que me encantou: de uma certa maneira foi uma grande aventura passada entre 3 países, com novos amigos, muita excitação e grandes caminhadas de partilha à mistura.
Ter a oportunidade de ver os pequenotes tão intensamente felizes vale o sofrimento. Guardarei para sempre os momentos de glória em que o Diogo cantava vitória depois de conduzir um carro na Autopia e em que a Catarina deu um beijo no nariz da Minie e começou a pular de satisfação.
Nuno
5.4.09
When you wish upon a star
makes no difference who you are
Anything your heart desires will come to you
If your heart is in your dreams, no request is too extreme
When you wish upon a star as dreamers do
(Fate is kind, she brings to those who love
The sweet fulfillment of their secret longing)
Like a bolt out of the blue, fate steps in and sees you thru
When you wish upon a star, your dreams come true

E assim foram celebrados os 3 anos da Catarina, na Disneyland Paris. Soprou as velas num bolo de aniversário trazido pelo Geppetto.

Estamos todos exaustos mas acho que eles gostaram muito.
Patrícia
Anything your heart desires will come to you
If your heart is in your dreams, no request is too extreme
When you wish upon a star as dreamers do
(Fate is kind, she brings to those who love
The sweet fulfillment of their secret longing)
Like a bolt out of the blue, fate steps in and sees you thru
When you wish upon a star, your dreams come true

E assim foram celebrados os 3 anos da Catarina, na Disneyland Paris. Soprou as velas num bolo de aniversário trazido pelo Geppetto.

Estamos todos exaustos mas acho que eles gostaram muito.
Patrícia
25.3.09
Desencontrados
Tem sido assim nas últimas semanas: muitas vezes ora estou eu, ora o Nuno em casa com os filhotes porque o outro está a viajar em trabalho, num jantar ou num serão. Temos tido menos tempo juntos devido às exigências profissionais e às compensações que são necessárias para manter o nível do resultado: os prazos não mudam e tem de se conseguir fazer tudo na melhor das perfeições.
Antes da exigência profissional vem a da maternidade, que não dá tréguas e, depois das profissionais vêm as exigências sociais. Tempo para "o casamento", neste momento, não há.
Claro que é uma loucura. Sei disso. Mas as coisas são o que são.
E assim ando, a reiventar-me constantemente nos meus diversos papéis, na ânsia de responder a todas as partes. Um destes dias peço-te novamente em casamento.
Patrícia
Antes da exigência profissional vem a da maternidade, que não dá tréguas e, depois das profissionais vêm as exigências sociais. Tempo para "o casamento", neste momento, não há.
Claro que é uma loucura. Sei disso. Mas as coisas são o que são.
E assim ando, a reiventar-me constantemente nos meus diversos papéis, na ânsia de responder a todas as partes. Um destes dias peço-te novamente em casamento.
Patrícia
22.3.09
Celebrar a chegada da Primavera
A Primavera chegou sexta-feira e hoje resolvemos ir procurar sinais da sua chegada. Tivémos muita sorte porque esteve sol e, apesar de nuvens aqui e ali, o dia estava óptimo para um passeio pelo bosque.
Preparámos um piquenique, mochila às costas e lá nos aventurámos.
A Catarina levou o seu cestinho de verga para apanhar coisas. O Diogo, o seu espírito de aventureiro. Lá descobriram folhas a começar a despontar nos ramos das árvores, algumas flores, cogumelos.
O que mais gostaram, no entanto, foi de construir uma cabana. Mãos ao trabalho a apanhar ramos caídos no chão.

Demorou mas ficou uma bela cabana com o trabalho de todos. Um verdadeiro espírito de equipa com o resultado fantástico. Foi divertido. Ficam as foto para o provar.


Que o bom tempo seja muito benvindo para nos tirar deste período de quasi-hibernação.
Patrícia
Preparámos um piquenique, mochila às costas e lá nos aventurámos.
A Catarina levou o seu cestinho de verga para apanhar coisas. O Diogo, o seu espírito de aventureiro. Lá descobriram folhas a começar a despontar nos ramos das árvores, algumas flores, cogumelos.
O que mais gostaram, no entanto, foi de construir uma cabana. Mãos ao trabalho a apanhar ramos caídos no chão.

Demorou mas ficou uma bela cabana com o trabalho de todos. Um verdadeiro espírito de equipa com o resultado fantástico. Foi divertido. Ficam as foto para o provar.


Que o bom tempo seja muito benvindo para nos tirar deste período de quasi-hibernação.
Patrícia
20.3.09
Back to basics
Mais importante do que a obsessão pelas capacidades académicas que os meus filhos possam ter e desenvolver, interessa ajudá-los a desenvolver a capacidade de se relacionarem com os outros.
E isto inclui tanto. Por isso é fundamental desenvolver e preparar os filhotes para a sua autonomia (que não, não é sinónimo de desapego): promovendo auto-confiança, a tomar decisões e saber lidar com as suas consequências, a respeitar os outros que são tão diferentes.
Mas para isso é necessário que se sintam confortáveis, em segurança e confiantes, ou seja, são necessárias rotinas, sobretudo emocionais.
Surpresas são bem-vindas – para não se habituarem a um modelo rígido que lhes faça crescer o sentimento de absoluto controlo que, todos sabemos, não temos sobre a nossa vida - e vamos fazer, em breve, uma que vão adorar!
Patrícia
E isto inclui tanto. Por isso é fundamental desenvolver e preparar os filhotes para a sua autonomia (que não, não é sinónimo de desapego): promovendo auto-confiança, a tomar decisões e saber lidar com as suas consequências, a respeitar os outros que são tão diferentes.
Mas para isso é necessário que se sintam confortáveis, em segurança e confiantes, ou seja, são necessárias rotinas, sobretudo emocionais.
Surpresas são bem-vindas – para não se habituarem a um modelo rígido que lhes faça crescer o sentimento de absoluto controlo que, todos sabemos, não temos sobre a nossa vida - e vamos fazer, em breve, uma que vão adorar!
Patrícia
18.3.09
Haja paciência
Sempre assumi que paciência não é um forte meu. Alturas houve em que me esforçei por me tornar mais paciente, noutras aceitei o facto e pronto.
Ter filhos é o teste máximo à paciência. Sobretudo quando não me facilito a vida. Exemplo, rejeitamos o carrinho de bebé desde muito cedo com os nossos filhotes porque entendemos que eles devem explorar o que os rodeia e acompanhar-nos - às vezes vejo putos com 7/8 anos em carrinhos - acho o cumulo já que os meus deixaram, pouco depois de começarem a andar - cerca do ano e meio -, o dito carrinho. Mas às vezes, vezes como esta manhã, tenho vontade de me arrepender, de enfiar a Catarina no carrinho e fazer a minha vida, e acabou!
Quando ela fica para trás, faz birras, depois de uma hora a ficar para trás e recusar o que lhe peço e eu carregada como uma mula com as compras, bolas, o quanto tenho vontade de me retratar!
Patrícoa
Ter filhos é o teste máximo à paciência. Sobretudo quando não me facilito a vida. Exemplo, rejeitamos o carrinho de bebé desde muito cedo com os nossos filhotes porque entendemos que eles devem explorar o que os rodeia e acompanhar-nos - às vezes vejo putos com 7/8 anos em carrinhos - acho o cumulo já que os meus deixaram, pouco depois de começarem a andar - cerca do ano e meio -, o dito carrinho. Mas às vezes, vezes como esta manhã, tenho vontade de me arrepender, de enfiar a Catarina no carrinho e fazer a minha vida, e acabou!
Quando ela fica para trás, faz birras, depois de uma hora a ficar para trás e recusar o que lhe peço e eu carregada como uma mula com as compras, bolas, o quanto tenho vontade de me retratar!
Patrícoa
Duas cabeças: duas visões
15.3.09
Leitura
Sei que sou parcial e olho para o Diogo com os olhos de uma mãe muito orgulhosa. Hoje ele leu o livro Nadadorzinho de uma ponta a outra, sozinho e com fluidez. O livro que temos em casa está escrito em português, claro.

Achei impressionante, tendo em conta que começou a aprender a ler há 6 meses, em francês.
Patrícia

Achei impressionante, tendo em conta que começou a aprender a ler há 6 meses, em francês.
Patrícia
Dordrecht
Este fim-de-semana foi diferente. Pelo menos parte dele foi. Tivemos o habitual programa das compras e natação do sábado de manhã. Mas o fim da manha de sábado foi diferente já que comemos rissóis acabados de fritar. Pois, isto parece não ser nada, mas para quem anda “a seco” dos gostos gastronómicos da mãe pátria – até dá vontade de chorar quando de repente se tem o gosto.
Fomos jantar com um casal amigo: ele francês, ela holandesa mas de origem indo-chinesa: três filhos que falam francês e holandês, em idades que permitem fácil interacção com os filhotes. O jantar correu muito bem com gastronomia francesa. E dormimos num hotel muito simpático – Villa Augustus. Os pequenotes adoraram o conceito de beliche com cama de casal duplo em baixo e em cima, eu gostei especialmente da fuga da rotina e do céu azul.

De manhã, tomámos um belíssimo pequeno almoço no hotel. Plantam lá os legumes e vegetais que depois usam na confecção dos pratos e o pão era maravilhoso. Demos uma volta pela cidade onde vimos prédios inclinados para a frente, como se estivessem a querer cair.

E lá partimos para um dia no zoo de Roterdão onde pudemos ver um elefante bebé entre tantos outros animais. Cansativo mas muito simpático.


Patrícia
Fomos jantar com um casal amigo: ele francês, ela holandesa mas de origem indo-chinesa: três filhos que falam francês e holandês, em idades que permitem fácil interacção com os filhotes. O jantar correu muito bem com gastronomia francesa. E dormimos num hotel muito simpático – Villa Augustus. Os pequenotes adoraram o conceito de beliche com cama de casal duplo em baixo e em cima, eu gostei especialmente da fuga da rotina e do céu azul.

De manhã, tomámos um belíssimo pequeno almoço no hotel. Plantam lá os legumes e vegetais que depois usam na confecção dos pratos e o pão era maravilhoso. Demos uma volta pela cidade onde vimos prédios inclinados para a frente, como se estivessem a querer cair.

E lá partimos para um dia no zoo de Roterdão onde pudemos ver um elefante bebé entre tantos outros animais. Cansativo mas muito simpático.


Patrícia
8.3.09
tira-teimas
Sou do Benfica
E isso me envaidece
Tenho a genica
Que a qualquer engrandece
Sou de um clube lutador
Que na luta com fervor
Nunca encontrou rival
Neste nosso Portugal.
(Refrão - Repete uma vez)
Ser Benfiquista
É ter na alma a chama imensa
Que nos conquista
E leva à palma a luz intensa
Do sol que lá no céu
Risonho vem beijar
Com orgulho muito seu
As camisolas berrantes
Que nos campos a vibrar
São papoilas saltitantes.
Nuno
E isso me envaidece
Tenho a genica
Que a qualquer engrandece
Sou de um clube lutador
Que na luta com fervor
Nunca encontrou rival
Neste nosso Portugal.
(Refrão - Repete uma vez)
Ser Benfiquista
É ter na alma a chama imensa
Que nos conquista
E leva à palma a luz intensa
Do sol que lá no céu
Risonho vem beijar
Com orgulho muito seu
As camisolas berrantes
Que nos campos a vibrar
São papoilas saltitantes.
Nuno
assépticos
Ontem foi dia de natação. Eles saiem sempre esfomeados da piscina e por isso tentamos sempre levar um lanche para os acalmar até chegarmos a casa.
Desta vez levámos maçãs e bolachas. Quando dei uma maçã a cada um, a Catarina virou-se para o Diogo e exclamou em tom choroso: "Não consigo abrir isto!".
Tivemos que explicar que é para comer mesmo assim, à dentada. Só acreditou quando viu o irmão, que adora maçã, devorar a sua. E aí aceitou comer o fruto dessa forma tão arcaica, tão distante das fatias sem casca que as educadoras lhe estendem várias vezes durante o dia.
Nós já crescemos com uma noção muito reduzida das formas originais de obter os alimentos, mas estes miúdos de hoje ainda acabam a pensar que a comida nasce no supermercado ou que é produzida algures dentro de um computador.
Nuno
Desta vez levámos maçãs e bolachas. Quando dei uma maçã a cada um, a Catarina virou-se para o Diogo e exclamou em tom choroso: "Não consigo abrir isto!".
Tivemos que explicar que é para comer mesmo assim, à dentada. Só acreditou quando viu o irmão, que adora maçã, devorar a sua. E aí aceitou comer o fruto dessa forma tão arcaica, tão distante das fatias sem casca que as educadoras lhe estendem várias vezes durante o dia.
Nós já crescemos com uma noção muito reduzida das formas originais de obter os alimentos, mas estes miúdos de hoje ainda acabam a pensar que a comida nasce no supermercado ou que é produzida algures dentro de um computador.
Nuno
6.3.09
what a beautiful day!!!
O céu está limpo e o sol brilha!
Não deixa de estar frio mas é um consolo voltar a ver luz natural.
Os primeiros sinais da Primavera. Nunca imaginei vir a sentir tanto a falta da luz e do calor.
Nuno
Não deixa de estar frio mas é um consolo voltar a ver luz natural.
Os primeiros sinais da Primavera. Nunca imaginei vir a sentir tanto a falta da luz e do calor.
Nuno
27.2.09
férias
No fim-de-semana passado a Patrícia perguntou ao Diogo se queria ir passar férias a um sítio diferente, explicando que estamos a planear algo mais aventureiro este ano.
Respondeu que não, que queria para Portugal. Quando a Patrícia insistiu nas vantagens de outros sítios e o questionou sobre as razões da escolha unívoca e repetida, resumiu com um "porque gosto de lá estar".
Não me contive e dei uma gargalhada sonora. Senti que ele me tirou as palavras da boca. E lembrei-me que a mãe do meu tio costumava dizer, quando instigada pelos filhos a visitar Lisboa, que via tudo o que precisava de ver nos seus Açores.
Nuno
Respondeu que não, que queria para Portugal. Quando a Patrícia insistiu nas vantagens de outros sítios e o questionou sobre as razões da escolha unívoca e repetida, resumiu com um "porque gosto de lá estar".
Não me contive e dei uma gargalhada sonora. Senti que ele me tirou as palavras da boca. E lembrei-me que a mãe do meu tio costumava dizer, quando instigada pelos filhos a visitar Lisboa, que via tudo o que precisava de ver nos seus Açores.
Nuno
O campeão soma e segue
Não temos tido muito tempo nos últimos dias para relatos. Mas há um facto que simplesmente não pode deixar de ficar sob registo.
O Diogo foi passar 2 semanas de férias a Portugal. Vai e volta de avião sozinho. A ida decorreu sem espinhas, assim como a estada até agora. Não se incomoda com praticamente nada, vai no avião com total descontracção, salta de casa em casa sem qualquer incómodo, toma as suas decisões sobre o planeamento das férias e quando fala connosco fá-lo com substância e decisão.
Nuno
O Diogo foi passar 2 semanas de férias a Portugal. Vai e volta de avião sozinho. A ida decorreu sem espinhas, assim como a estada até agora. Não se incomoda com praticamente nada, vai no avião com total descontracção, salta de casa em casa sem qualquer incómodo, toma as suas decisões sobre o planeamento das férias e quando fala connosco fá-lo com substância e decisão.
Nuno
19.2.09
já?
Ontem recebi um e-mail de um amigo que não vejo desde o nosso casamento. Há quase 8 anos portanto.
Enquanto dava notícias nossas afastei-me de nós e vi-nos à distância. Espantei-me: somos trintões (portanto cotas), já dizemos com alguma frequência que não vemos alguém há 10 ou 15 nos, estamos longíssimo de casa e sem planos para voltar, temos um filho de 6 anos que já viaja sozinho de avião, 2 empregos hiper-exigentes e contactos ao mais alto nível numa série de empresas conhecidas mundialmente, e eu não faço ideia como chegámos aqui.
Como passámos, em pouco mais de 2 anos, dos tranquilos nós dos fins-de-semana no Magoito para isto? Uma série de decisões trouxe-nos até aqui, mas alguma delas se baseou num plano de vida?
Dizia-me um colega há uns dias que diversos estudos sobre a felicidade comprovam que só os pobres e os hiper-ricos são pessoas felizes. Todos os outros entre esses extremos vivem consumidos com preocupações, supõe-se pela diferenciação de categorias que em torno do dinheiro.
Tenho aprendido com o tempo que a maior prisão é a de ter algo a perder. Um pouco como os Jedis da Guerra das Estrelas, as pessoas perdem-se quando dão demasiada importância àquilo que já conquistaram.
Nuno
Enquanto dava notícias nossas afastei-me de nós e vi-nos à distância. Espantei-me: somos trintões (portanto cotas), já dizemos com alguma frequência que não vemos alguém há 10 ou 15 nos, estamos longíssimo de casa e sem planos para voltar, temos um filho de 6 anos que já viaja sozinho de avião, 2 empregos hiper-exigentes e contactos ao mais alto nível numa série de empresas conhecidas mundialmente, e eu não faço ideia como chegámos aqui.
Como passámos, em pouco mais de 2 anos, dos tranquilos nós dos fins-de-semana no Magoito para isto? Uma série de decisões trouxe-nos até aqui, mas alguma delas se baseou num plano de vida?
Dizia-me um colega há uns dias que diversos estudos sobre a felicidade comprovam que só os pobres e os hiper-ricos são pessoas felizes. Todos os outros entre esses extremos vivem consumidos com preocupações, supõe-se pela diferenciação de categorias que em torno do dinheiro.
Tenho aprendido com o tempo que a maior prisão é a de ter algo a perder. Um pouco como os Jedis da Guerra das Estrelas, as pessoas perdem-se quando dão demasiada importância àquilo que já conquistaram.
Nuno
14.2.09
Dia de São Valentim
Li, na wikipédia, que a história deste ritual remonta ao período de governo do imperador romano Cláudio II. Este proibiu a realização de casamentos, com o objetivo de formar um grande e poderoso exército.
Cláudio acreditava que se os jovens não tivessem família, se alistariam com maior facilidade.
Todavia, um bispo romano (Valentim) continuou a celebrar casamentos em segredo. Valentim foi descoberto, preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens atiravam flores e bilhetes referindo a sua crença no amor. Valentim foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270 d.C.
Os trabalhos que os nossos miminhos prepararam este ano para nós estão muito bonitos. Obrigada.
Pelas mãos da Miminha

Pelas mãos do Campeão

Patrícia
Cláudio acreditava que se os jovens não tivessem família, se alistariam com maior facilidade.
Todavia, um bispo romano (Valentim) continuou a celebrar casamentos em segredo. Valentim foi descoberto, preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens atiravam flores e bilhetes referindo a sua crença no amor. Valentim foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270 d.C.
Os trabalhos que os nossos miminhos prepararam este ano para nós estão muito bonitos. Obrigada.
Pelas mãos da Miminha

Pelas mãos do Campeão

Patrícia
13.2.09
Sexta-feira treze

Este é um blog sobre nós mas havendo um evento que me afecta acho que é legítimo reportar.
As notícias desta manhã andaram todas à roda da queda do avião (vôo 3407) que partiu de Newark para Buffalo. Seria uma notícia triste que nos entra pelo ecrã adentro, não fosse por uma, muito infeliz, coincidência do dito avião levar um dos meus colegas (e sua namorada) lá dentro. Tecnicamente isto ocorreu na quinta, 12 de Fevereiro (horas de lá) mas já sexta-feira treze, no tempo europeu.
Foi um dia muito, muito pesado no escritório. Triste porque era um bom ser humano. Mais triste ainda por me esfregar com força na cara o quão frágil e imprevisível é a vida, ou pior ainda, confrontar-nos com a possibilidade da perda dos que nos são próximos.
Um acontecimento muito improvável. Uma sensação muito peculiar. Uma tragédia com a coincidência do peso deste dia de reputada má sorte.
Patrícia
11.2.09
Versão portuguesa do lema Obama
Hoje em dia todos conhecem o furor que está a fazer a famosa frase de Barack Obama "Yes, We Can". Aliás, NY está cheia de todo o tipo de "souvenirs" com esta frase - eu comprei uns peppermints porque achei graça.

Hoje li, num dos e-mails de cadeia, a versão portuguesa do lema. Achei delicioso, porque (infelizmente) é um retrato do que actualmente é Portugal:
"Yes, Weekend".
É preciso dizer mais alguma coisa?
Patrícia

Hoje li, num dos e-mails de cadeia, a versão portuguesa do lema. Achei delicioso, porque (infelizmente) é um retrato do que actualmente é Portugal:
"Yes, Weekend".
É preciso dizer mais alguma coisa?
Patrícia
6.2.09
New York

Pequenina, ainda a propósito da tua viagem a Nova Iorque, lembrei-me de tentar recriar o que terás visto.
Esta primeira é a entrada para a Sexta Avenida a partir do Central Park.
Nuno
entre-os-anos
Hoje é um dia engraçado. Todos os 6 de Fevereiro o são.
Isto porque o 6 de Fevereiro é um dia entalado entre os aniversários de duas das pessoas mais importantes da minha vida: primeiro o meu pai, que ontem celebrou 60 poderosos anos, e dois dias depois a Patrícia, que completa amanhã uns magníficos 34 anos.
O que mais me agrada nesta quantidade enorme de anos passados é que fiz parte de mais de metade dos do meu pai e de uma porção já significativa dos da Patrícia. Dos 34 que ela tem, posso dizer com orgulho que quase um quarto foi passado comigo. E acrescento com ousadia que ambiciono somar muitos mais.
Não estou a dar os parabéns por antecipação, pois isso daria suposto azar, apenas dou relevo a este dia, tão especial a priori e a posteriori.
Nuno
Isto porque o 6 de Fevereiro é um dia entalado entre os aniversários de duas das pessoas mais importantes da minha vida: primeiro o meu pai, que ontem celebrou 60 poderosos anos, e dois dias depois a Patrícia, que completa amanhã uns magníficos 34 anos.
O que mais me agrada nesta quantidade enorme de anos passados é que fiz parte de mais de metade dos do meu pai e de uma porção já significativa dos da Patrícia. Dos 34 que ela tem, posso dizer com orgulho que quase um quarto foi passado comigo. E acrescento com ousadia que ambiciono somar muitos mais.
Não estou a dar os parabéns por antecipação, pois isso daria suposto azar, apenas dou relevo a este dia, tão especial a priori e a posteriori.
Nuno
5.2.09
Nascidos em 2009
O nascimento de uma criança é sempre uma celebração.
Já este ano nasceram dois bebés por quem, apesar de ainda não ter conhecido pessoalmente, sinto um grande afecto.
Aos nossos amigos, que pela primeira vez ou de novo se tornam pais, parafraseio Vergílio Ferreira, "de que me serve tudo quanto me aconteceu, se não me aconteceres tu?".
E que acontecimento é o nascimento dos nossos filhos!
Henrique (primeiro filho) e Francísco (terceiro filho) de pessoas a quem quero muito bem: sejam benvindos à vida e ao mundo!
Aos papás felicito pelo grande acontecimento, com a convicção de que estes bebés são priveligiados e vão crescer fortes no meio de muito amor.
Patrícia
Já este ano nasceram dois bebés por quem, apesar de ainda não ter conhecido pessoalmente, sinto um grande afecto.
Aos nossos amigos, que pela primeira vez ou de novo se tornam pais, parafraseio Vergílio Ferreira, "de que me serve tudo quanto me aconteceu, se não me aconteceres tu?".
E que acontecimento é o nascimento dos nossos filhos!
Henrique (primeiro filho) e Francísco (terceiro filho) de pessoas a quem quero muito bem: sejam benvindos à vida e ao mundo!
Aos papás felicito pelo grande acontecimento, com a convicção de que estes bebés são priveligiados e vão crescer fortes no meio de muito amor.
Patrícia
30.1.09
Saudades
Esta madrugada, quando falei com a miminha ao telefone, fiquei com o coração do tamanho de um M&M. Amarelo – para contrastar a alusão a um doce.
O Papá estava a deixar-te no infantário onde não querias ficar – efeitos ainda da experiência no hospital e dos miminhos dos avós - creio. Depressa o Grandalhão passou o telefone ao Diogo dizendo: “diz coisas alegres à mamã”. E ele assim fez. São uns docinhos vocês, estou cheia de saudades de todos.
Estou quase, quase a caminho.
Patrícia
O Papá estava a deixar-te no infantário onde não querias ficar – efeitos ainda da experiência no hospital e dos miminhos dos avós - creio. Depressa o Grandalhão passou o telefone ao Diogo dizendo: “diz coisas alegres à mamã”. E ele assim fez. São uns docinhos vocês, estou cheia de saudades de todos.
Estou quase, quase a caminho.
Patrícia
29.1.09
A Manhattan Girl
Cá estou. Pela primeira vez na vida. Não me sinto, todavia, uma estranha. Provavelmente fruto de tantas e tantas imagens sobre NY que já vi em filmes e séries ao longo da minha vida.

Cheguei, em primeira classe – no avião li ”A viagem do elefante” de José Saramago (e sem qualquer problema nas alfândegas onde dizem que são brutos como a pior das portas), e tive logo uma aventura com o táxi: a taxista conduzia como uma louca (bem pior que o meu irmão nos bons velhos tempos do Mini Morris ao som de Joe Satriani – para aqueles que me entendem). Tive medo. Ora, como se não bastasse já ser noite e estar a entrar numa cidade gigantesca, o carro pifou. E onde? Dentro de uma ponte fechada, com a bacana a dizer-me “ I cannot take you to your destination. But your hotel is just a few blocks away”. Disse-lhe que não, que me arranjasse uma solução. Lá acenou para outro táxi que me deixou no hotel. Uff!
Cansada mas com vontade de conhecer a cidade lá fui dar uma volta. Como estou na 6ª Avenida, passeei pela 5ª e 7ª. A 5ª é a das lojas (onde é que aqui não é?) e a 7ª é a da Times Square: só luzes e ecrãs, a broadway e, claro mais lojas.
Aborrecida, por ter de jantar sozinha. Fui a um MacDonalds. Rápido, limpo e já está, quarto. Jet lag. 4 AM e rebolo na cama. Nada a fazer a não ser trabalhar. E depois, a horas decentes lá me fui apresentar ao serviço da nova empresa, no Rockefeller Center. E estou, por esta semana, num cubiculo igualzinho ao do Sr. Incrível quando trabalha na companhia de seguros.
Trabalhei imenso. Almoçei, como boas vindas, num sitio girissimo. E ao fim do dia fui dar mais uma volta a pé. Está frio, não se pense que se aguenta muito sem entrar nas lojas. Das tampas de esgoto na estrada até sai fumo, tal é o frio. Não há remédio há que parar nas lojas para aquecer. Que perdição! Calhou-me entrar na Disney… A Catarina já tem (apesar de ainda não saber) um vestido da pequena sereia, e o Diogo um jogo. Nessa noite, comprei uma sandes e salada de fruta e vim jantar no quarto de hotel. E foi o que fiz melhor: apanhei na TV um daqueles filmes que me fez chorar imenso e que adoro ver enfiada por baixo de um cobertor.
No dia seguinte, o dia de trabalho foi ainda mais pesado. Nem pausa para almoço. É de enfiada. Mas sobre trabalho não há muito que contar porque tudo está bem (a minha diversão é encontrar – e já encontrei - montantes para a empresa recuperar e que pagam várias vezes – sem exagero – o meu salário anual – com estes dias já justifiquei a minha contratação – espero que se lembrem na altura do bónus...) e normal.
Saí novamente a horas de jantar. Ora, já de noite não dá para ir sozinha passear pelo central park, ou a estátua da liberdade, empire state building e etc. Fui a uma livraria espectacular – Barnes and Noble -, na 5ª Avenida. E com fominha, porque não tinha almoçado, lá me deixei de esquisitices e fui jantar a um simpático restaurante italiano.
Esta manhã acordei (novamente cedo demais mas não tão cedo) e as ruas estavam brancas. Já tinha escrito que está frio? Ficam umas fotos… Branco, no passeio e aquele sujo de neve que acho horrível na estrada – isto lembra-me sempre de Viena que por certo teria gostado muito mais se tivesse ido noutra estação do ano. Imensos homens e máquinas nas ruas a limpar a neve e salgar os passeios.


Novo dia de trabalho árduo – sobretudo tendo em conta que as quartas-feiras são o meu dia livre. Das 8 AM as 7.45 PM, non stop. E lá sai, novamente para o meu passeio pós-laboral. Desenganem-se se pensam que por estar sózinha não me divirto. Fui passear para a Times Square. Resolvi ir jantar ao Hard Rock Cafe onde estive a bater o pé e cantarolar as músicas enquanto comi, ao balcão, um belo hamburguer, uma coca-cola e um hag & daz de chocolate. E depois, mais passeio pelas ruas, entrei no Toys R Us onde tirei estas fotos do Empire State Building e Estátua da Liberdade – feito em legos – que é ainda mais giro. O ex-libris da noite foi, no entanto, o M&M’s World. Que loucura de loja! Até cheira a chocolate e tudo. O pudor impediu-me de tirar fotos mas os meus olhos filmaram tudo.


E cá estou, no quarto de hotel, a escrever para mais tarde recordar.
Patricia

Cheguei, em primeira classe – no avião li ”A viagem do elefante” de José Saramago (e sem qualquer problema nas alfândegas onde dizem que são brutos como a pior das portas), e tive logo uma aventura com o táxi: a taxista conduzia como uma louca (bem pior que o meu irmão nos bons velhos tempos do Mini Morris ao som de Joe Satriani – para aqueles que me entendem). Tive medo. Ora, como se não bastasse já ser noite e estar a entrar numa cidade gigantesca, o carro pifou. E onde? Dentro de uma ponte fechada, com a bacana a dizer-me “ I cannot take you to your destination. But your hotel is just a few blocks away”. Disse-lhe que não, que me arranjasse uma solução. Lá acenou para outro táxi que me deixou no hotel. Uff!
Cansada mas com vontade de conhecer a cidade lá fui dar uma volta. Como estou na 6ª Avenida, passeei pela 5ª e 7ª. A 5ª é a das lojas (onde é que aqui não é?) e a 7ª é a da Times Square: só luzes e ecrãs, a broadway e, claro mais lojas.
Aborrecida, por ter de jantar sozinha. Fui a um MacDonalds. Rápido, limpo e já está, quarto. Jet lag. 4 AM e rebolo na cama. Nada a fazer a não ser trabalhar. E depois, a horas decentes lá me fui apresentar ao serviço da nova empresa, no Rockefeller Center. E estou, por esta semana, num cubiculo igualzinho ao do Sr. Incrível quando trabalha na companhia de seguros.
Trabalhei imenso. Almoçei, como boas vindas, num sitio girissimo. E ao fim do dia fui dar mais uma volta a pé. Está frio, não se pense que se aguenta muito sem entrar nas lojas. Das tampas de esgoto na estrada até sai fumo, tal é o frio. Não há remédio há que parar nas lojas para aquecer. Que perdição! Calhou-me entrar na Disney… A Catarina já tem (apesar de ainda não saber) um vestido da pequena sereia, e o Diogo um jogo. Nessa noite, comprei uma sandes e salada de fruta e vim jantar no quarto de hotel. E foi o que fiz melhor: apanhei na TV um daqueles filmes que me fez chorar imenso e que adoro ver enfiada por baixo de um cobertor.
No dia seguinte, o dia de trabalho foi ainda mais pesado. Nem pausa para almoço. É de enfiada. Mas sobre trabalho não há muito que contar porque tudo está bem (a minha diversão é encontrar – e já encontrei - montantes para a empresa recuperar e que pagam várias vezes – sem exagero – o meu salário anual – com estes dias já justifiquei a minha contratação – espero que se lembrem na altura do bónus...) e normal.
Saí novamente a horas de jantar. Ora, já de noite não dá para ir sozinha passear pelo central park, ou a estátua da liberdade, empire state building e etc. Fui a uma livraria espectacular – Barnes and Noble -, na 5ª Avenida. E com fominha, porque não tinha almoçado, lá me deixei de esquisitices e fui jantar a um simpático restaurante italiano.
Esta manhã acordei (novamente cedo demais mas não tão cedo) e as ruas estavam brancas. Já tinha escrito que está frio? Ficam umas fotos… Branco, no passeio e aquele sujo de neve que acho horrível na estrada – isto lembra-me sempre de Viena que por certo teria gostado muito mais se tivesse ido noutra estação do ano. Imensos homens e máquinas nas ruas a limpar a neve e salgar os passeios.


Novo dia de trabalho árduo – sobretudo tendo em conta que as quartas-feiras são o meu dia livre. Das 8 AM as 7.45 PM, non stop. E lá sai, novamente para o meu passeio pós-laboral. Desenganem-se se pensam que por estar sózinha não me divirto. Fui passear para a Times Square. Resolvi ir jantar ao Hard Rock Cafe onde estive a bater o pé e cantarolar as músicas enquanto comi, ao balcão, um belo hamburguer, uma coca-cola e um hag & daz de chocolate. E depois, mais passeio pelas ruas, entrei no Toys R Us onde tirei estas fotos do Empire State Building e Estátua da Liberdade – feito em legos – que é ainda mais giro. O ex-libris da noite foi, no entanto, o M&M’s World. Que loucura de loja! Até cheira a chocolate e tudo. O pudor impediu-me de tirar fotos mas os meus olhos filmaram tudo.


E cá estou, no quarto de hotel, a escrever para mais tarde recordar.
Patricia
21.1.09
Sleep over
O Diogo tem estado activo nesta modalidade de socialização: adora ser convidado para dormir em casa de amigos e de trazê-los para dormir cá em casa.
Já dormiu em casa do Callum, do Max e do Gonçalo e da Sara.
E cá em casa já dormiram o Max, o Gonçalo e a Sara e, a noite passada o Mathieu. Correu bem, sobretudo tendo a mãe dito que era a segunda vez que ele dormia sem os pais e que as duas outras vezes tinha chorado na hora de dormir (note-se que uma das vezes foi com os primos). Mas não chorou e adormeceu tranquilamente no beliche dos pequenotes. E divertiram-se à grande, os companheiros que em breve serão separados pelas contingências da vida dos pais (neste caso do Mathieu).
Patrícia
Já dormiu em casa do Callum, do Max e do Gonçalo e da Sara.
E cá em casa já dormiram o Max, o Gonçalo e a Sara e, a noite passada o Mathieu. Correu bem, sobretudo tendo a mãe dito que era a segunda vez que ele dormia sem os pais e que as duas outras vezes tinha chorado na hora de dormir (note-se que uma das vezes foi com os primos). Mas não chorou e adormeceu tranquilamente no beliche dos pequenotes. E divertiram-se à grande, os companheiros que em breve serão separados pelas contingências da vida dos pais (neste caso do Mathieu).
Patrícia
Sofá(s)
Visitas
Chegam amanhã as primeiras visitas do ano: os meus pais que muito pacientemente me vêem apoiar já que vou uma semana em treino para New York e é muito complicado para o Nuno aguentar sozinho os horários das escolas, e o dia-a-dia por mais de 2/3 dias.
Felizmente sempre que tenho viajado tenho conseguido planear as coisas de modo a pedir (e obter) reforço. A primeira vez foi da minha cunhada, quando fui às Maurícias. Quando fui a Hamburgo eles estavam em Lisboa. Também fui a Lisboa mas fui e regressei no mesmo dia para evitar complicações. E finalmente, quando fui ao Cairo, vieram os meus pais. Não sei bem se se deve colocar estas visitas na qualidade de “visitas” mas ficam, para memória futura.
Só nesta casa já tivemos a visita (a dormir) da minha sogrinha, da minha cunhada e da Teresinha.
Se bem me lembro, na outra casa recebemos a visita dos meus sogros (várias vezes); pais (várias vezes); irmão e família (uma vez por ano); cunhada (acho que foi quem mais nos visitou no total); o meu amigo André (quando estava destacado na Alemanha); o amigo do Nuno, Tovar e sua namorada; a Marta que já nos visitou na Holanda duas vezes com o Miguel, uma sozinha e outra com a Esmeralda; e a Nádia e o Ricardo.
O Diogo hoje perguntava quem mais virá este ano. Dois dias depois dos meus pais partirem chega a Luísa com o Ricardo. Depois disso é uma incógnita.
Patrícia
Felizmente sempre que tenho viajado tenho conseguido planear as coisas de modo a pedir (e obter) reforço. A primeira vez foi da minha cunhada, quando fui às Maurícias. Quando fui a Hamburgo eles estavam em Lisboa. Também fui a Lisboa mas fui e regressei no mesmo dia para evitar complicações. E finalmente, quando fui ao Cairo, vieram os meus pais. Não sei bem se se deve colocar estas visitas na qualidade de “visitas” mas ficam, para memória futura.
Só nesta casa já tivemos a visita (a dormir) da minha sogrinha, da minha cunhada e da Teresinha.
Se bem me lembro, na outra casa recebemos a visita dos meus sogros (várias vezes); pais (várias vezes); irmão e família (uma vez por ano); cunhada (acho que foi quem mais nos visitou no total); o meu amigo André (quando estava destacado na Alemanha); o amigo do Nuno, Tovar e sua namorada; a Marta que já nos visitou na Holanda duas vezes com o Miguel, uma sozinha e outra com a Esmeralda; e a Nádia e o Ricardo.
O Diogo hoje perguntava quem mais virá este ano. Dois dias depois dos meus pais partirem chega a Luísa com o Ricardo. Depois disso é uma incógnita.
Patrícia
Uma noite com a miminha no VU Medisch Centrum
Depois do nos vomitar em cima umas vezes (ao Nuno só acertou nas mãos e camisa, a mim foi mais sério, na barriga e na cara) decidimos levar a Catarina ao hospital. Tinha caído no princípio da tarde quando se pendurou no armário para tirar uma saia. Chorou imediatamente e queixou-se da mão esquerda e da cabeça. Na altura não nos preocupou muito e passou a tarde inteira a brincar. Mas depois começou a murchar e adormeceu. O episódio dos vómitos deu-se quando acordou. Assustados que pudesse ser um traumatismo craniano, porque nenhum de nós assistiu visualmente à queda, decidimos levámo-la ao hospital.
Era já por volta das oito e meia da noite de domingo e dirigimo-nos às urgências. As urgências dos hospitais aqui não se distinguem pelas salas apinhadas de doentes de todo o tipo. Há a recepção onde se mostra o seguro e conta a história ou queixa do paciente. Imediatamente fomos levados para o “cantinho das crianças”. Vem um enfermeiro saber o que se passou, depois outro fazer testes porque é um caso de neurologista, depois outro tirar a febre e medir a tensão, e regressa novamente o que fez testes para nos dizer que apesar dela estar bem, por prevenção, ficaria as próximas 24 horas no hospital a ser acompanhada.
Quem já passou por isto de ameaça de traumatismo craniano sabe que o mais importante é a criança saber quem é, localizar-se, e ter consciência e memória das coisas.
Fiquei com a Catarina (foi a primeira vez se omitirmos as duas primeiras noites da vida da miminha). O Nuno e o Diogo voltaram para casa. Fomos levadas para um quarto no piso 9 ala B do hospital. Tinham a cama da Catarina e uma daquelas que está na parede para não ocupar espaço para o acompanhante da criança. Era um quarto individual e não uma enfermaria.
De hora a hora vinha uma enfermeira. Passaram três por nós: uma quando chegámos, cujo nome não me recordo, que imediatamente foi revezada pela Pietra que apenas teve o reforço da Luce pela manhã. Todas elas muito simpáticas. Todas elas a cumprir o que o médico mandou: acordar a Catarina de hora a hora, fazer-lhe perguntas para verificar que ela está consciente, verificar a reacção da retina e medir-lhe a tensão.
Apesar da cama para acompanhante, anichei-me com a Catarina na sua. E assim passámos uma noite agitada. A cada hora a acordava e lhe fazia perguntas como: “quem fez hoje anos? qual é o nome das avós? como se chamam os animais das avós? como se chamam as tuas professoras? e ela, sonolenta e maldisposta, chegou a responder-me “não quero responder, já te disse!”.
Ora a meio da noite a miminha começou a ficar quente. Medida a temperatura estava com febre. Deram-lhe um paracetamol e disseram que a febre não teria nada a ver com um eventual traumatismo craniano.
Rigorosamente passadas 24 horas do momento em que dissemos que ela caiu, deram-nos alta. Primeiro fazendo-lhe testes para ver se respondia a tudo bem. Estava óptima e só queria vir para casa mas em casa, continuou a febre.
Terça-feira, estando na terceira semana do meu novo emprego, não quis faltar pelo segundo dia consecutivo. Tentámos deixá-la no infantário onde nos disseram que havia um vírus e imensos miúdos (e mesmo pessoal) estavam em casa doentes com vómitos e febre. Estou agora convencida que a má disposição teve a ver com a “virose” e não com a queda. E como resistiu a ficar o Nuno lá aquiesceu e ficou com ela em casa de manhã.
Prioridades são prioridades. Mais um ponto a favor da minha nova empresa que compreendeu e foi humana. Menos um ponto na do Nuno, que recebeu um SMS do sócio, depois de ter enviado uma mensagem a dizer que tinha a filha de dois anos no hospital que “não era um bom timing porque tinham a visita de não-sei-quem na empresa”. Desculpem lá qualquer coisinha. Para a próxima, programamos melhor!
Patrícia
Era já por volta das oito e meia da noite de domingo e dirigimo-nos às urgências. As urgências dos hospitais aqui não se distinguem pelas salas apinhadas de doentes de todo o tipo. Há a recepção onde se mostra o seguro e conta a história ou queixa do paciente. Imediatamente fomos levados para o “cantinho das crianças”. Vem um enfermeiro saber o que se passou, depois outro fazer testes porque é um caso de neurologista, depois outro tirar a febre e medir a tensão, e regressa novamente o que fez testes para nos dizer que apesar dela estar bem, por prevenção, ficaria as próximas 24 horas no hospital a ser acompanhada.
Quem já passou por isto de ameaça de traumatismo craniano sabe que o mais importante é a criança saber quem é, localizar-se, e ter consciência e memória das coisas.
Fiquei com a Catarina (foi a primeira vez se omitirmos as duas primeiras noites da vida da miminha). O Nuno e o Diogo voltaram para casa. Fomos levadas para um quarto no piso 9 ala B do hospital. Tinham a cama da Catarina e uma daquelas que está na parede para não ocupar espaço para o acompanhante da criança. Era um quarto individual e não uma enfermaria.
De hora a hora vinha uma enfermeira. Passaram três por nós: uma quando chegámos, cujo nome não me recordo, que imediatamente foi revezada pela Pietra que apenas teve o reforço da Luce pela manhã. Todas elas muito simpáticas. Todas elas a cumprir o que o médico mandou: acordar a Catarina de hora a hora, fazer-lhe perguntas para verificar que ela está consciente, verificar a reacção da retina e medir-lhe a tensão.
Apesar da cama para acompanhante, anichei-me com a Catarina na sua. E assim passámos uma noite agitada. A cada hora a acordava e lhe fazia perguntas como: “quem fez hoje anos? qual é o nome das avós? como se chamam os animais das avós? como se chamam as tuas professoras? e ela, sonolenta e maldisposta, chegou a responder-me “não quero responder, já te disse!”.
Ora a meio da noite a miminha começou a ficar quente. Medida a temperatura estava com febre. Deram-lhe um paracetamol e disseram que a febre não teria nada a ver com um eventual traumatismo craniano.
Rigorosamente passadas 24 horas do momento em que dissemos que ela caiu, deram-nos alta. Primeiro fazendo-lhe testes para ver se respondia a tudo bem. Estava óptima e só queria vir para casa mas em casa, continuou a febre.
Terça-feira, estando na terceira semana do meu novo emprego, não quis faltar pelo segundo dia consecutivo. Tentámos deixá-la no infantário onde nos disseram que havia um vírus e imensos miúdos (e mesmo pessoal) estavam em casa doentes com vómitos e febre. Estou agora convencida que a má disposição teve a ver com a “virose” e não com a queda. E como resistiu a ficar o Nuno lá aquiesceu e ficou com ela em casa de manhã.
Prioridades são prioridades. Mais um ponto a favor da minha nova empresa que compreendeu e foi humana. Menos um ponto na do Nuno, que recebeu um SMS do sócio, depois de ter enviado uma mensagem a dizer que tinha a filha de dois anos no hospital que “não era um bom timing porque tinham a visita de não-sei-quem na empresa”. Desculpem lá qualquer coisinha. Para a próxima, programamos melhor!
Patrícia
18.1.09
O meu mano
O cota de 37 anos com quem cresci. É com ele que tenho a relação mais duradoura e mais testada da minha vida. Claro que os meus pais têm o mesmo tempo de relação comigo que fui a última a nascer (a minha mãe mais porque a gravidez é vivida pelas mães como por mais ninguém) mas acho que não os testei tanto quanto o fiz com o meu irmão. Pais são pais e estão acima de qualquer coisa. O meu irmão porém, é a pessoa que tem passado comigo pela vida, no mesmo timing, na mesma geração, nas aventuras, nas zangas, lutas, negociações e pazes, nos medos, nas más e boas escolhas, nas amizades e inimizades, nos amores e desamores, nas competições, nos limites, nas descobertas, conquistas e desilusões.
Hoje foi o seu aniversário e não estive em viva pessoa a celebrá-lo com ele. Não é a primeira vez. Lembro-me de pelo menos 5 anos que seguramente não estive fisicamente com ele no apagar das velas do bolo de aniversário. Mas estive, e estou, sempre presente. De coração.
Parabéns! Que contes muitos e bons. E que este seja (pela positiva) inesquecível!
Patrícia
Hoje foi o seu aniversário e não estive em viva pessoa a celebrá-lo com ele. Não é a primeira vez. Lembro-me de pelo menos 5 anos que seguramente não estive fisicamente com ele no apagar das velas do bolo de aniversário. Mas estive, e estou, sempre presente. De coração.
Parabéns! Que contes muitos e bons. E que este seja (pela positiva) inesquecível!
Patrícia
Mãos de mágico
Casei-me com um homem que tem maõs de mágico. E as mãos são o reflexo externo da alma.
És muito querido!
Patrícia
És muito querido!
Patrícia
17.1.09
Habituação
Hoje à tarde, pela primeira vez em bastante tempo, não conseguia perceber em que dia do mês estamos. Mas não no detalhe, era mesmo no geral: só sabia que estamos algures no segundo terço de Janeiro.
O que leio nesta desorientação é muito positivo: estou tão confortável e adaptado que os dias já passam naturalmente.
Nuno
O que leio nesta desorientação é muito positivo: estou tão confortável e adaptado que os dias já passam naturalmente.
Nuno
14.1.09
Segundo aniversário
Eu, o Diogo e a Catarina completamos hoje dois anos de residência na Holanda. É, entre tantas outras, mais uma data a assinalar.
Patrícia
Patrícia
13.1.09
Partilha

Mais ou menos de dois em dois meses digo aos meninos para fazerem uma selecção dos brinquedos com que já não brincam mas que estão em condições para outros meninos brincarem. Feita a selecção, entregamos a alguém que lhes dê uso. Actualmente é, regra geral, ao casal que nos limpa a casa que os envia para a Argentina, donde um deles é originário. Juntamente com brinquedos vão também as roupas que deixaram de servir mas que estão em condições de ser usados por outras crianças.
Hoje recebemos fotos dos meninos com os brinquedos nas mãos. Juntamente com as fotos vinha a seguinte mensagem:“Queridos amigos Devan, Linda , Karen , Amanda ,Patricia ,Lucia y Elsbeth gracias por dar una alegria a niños y tambien a sus padres. Yo soy Mariana reprensento a la Iglesia Metodista Pentecostal Argentina Fiorito BS.AS Arg. gracias a Dios y a utds los regalos se pudieron entregar. Disculpen si tal vez he tardado. Sepan enterder que la tecnologia hoy en dia no es mi fuerte les agradescos por sus enormes corazones y se que la bendicon de Dios estara sobre sus vidas.
Megustaria decirles que algunos de los papeles de los regalos ancido cambiandos ya devido que la duana de el correo argetino reviso alguno de ellos...
Amigos: Algo acerca de ciertos niños alguno de ellos tienen enfermedades terminales como cancer, bronqueolitis,neumonia ects.. cuento con sus oraciones por un milagro en la vida de ellos.
Dios les bendiga”
Há pouco tempo também demos uma cama que foi enviada para os Camarões. Está agora a ser usada num hospital. E começámos este processo ainda em Portugal onde entregávamos roupa e brinquedos no Hospital Dona Estefânia, onde o Diogo esteve internado, e bem vimos que os brinquedos são muito apreciados pelos meninos que lá estão.
Não sou religiosa. Não é para contribuir com o meu dizimo que o faço. É apenas por uma questão de partilha e redistribuição. Se há coisa que me faz confusão é o apego que as pessoas têm às coisas. Coisas que são muito úteis e que por isso faço questão que continuem a ser usadas ao invés de ficarem a apanhar mofo num caixote totalmente perdido. Bem sei que há coisas com valor afectivo, essas são mantidas, claro.
Enfim, com esta atitude constante esperamos poder abrir alguns sorrisos, ajudar algures alguém e criar nos filhotes uma forte consciência de que são privilegiados mas que têm a responsabilidade de partilhar o que têm.
Patrícia
12.1.09
Catarinês
Ontem a Catarina queixou-se de dores no pesqueixo (referindo-se ao queixo).
Já ninguém me pode ouvir com esta mas achei simplesmente delicioso.
Nuno
Já ninguém me pode ouvir com esta mas achei simplesmente delicioso.
Nuno
11.1.09
A curiosidade insaciável dos porquês

Segundo uma pesquisa que fiz, a fase dos "porquês" surge habitualmente por volta dos 3/4 anos no chamado período pré-operatório, tal como o denominou o psicólogo Jean Piaget no estudo do desenvolvimento infantil. Nesta fase a criança inicia a capacidade para criar imagens mentais na ausência do objecto e da acção (função semiótica) além de atribuir "personalidade" aos objectos (animismo). Estas duas características fazem com que a criança tenha uma grande necessidade de compreender os limites e as particularidades do mundo que a rodeia porque de facto está a ver e sentir mais do que consegue compreender.
Embora esta fase possa surgir mais tardiamente, normalmente a partir dos 4 anos os porquês são habituais e reflectem uma curiosidade por vezes insaciável perante o mundo. Esta é uma fase muito importante para o desenvolvimento cognitivo da criança.
Ora ambos os filhotes andam com o porquê na boca:
Minúscula – (dois anos e nove meses) quer saber tudo e a cada situação com que se se depara remata com um “porquê?”. Acho cedo, e por isso andei a fazer a pesquisa sobre a idade dos porquês. Mas mais uma vez não é de surpreender visto ela ser uma pequenota precoce em tudo.
Minorca – (seis anos) tem porquês algo mais complexos e refinados, claro. No outro dia perguntava “o que é Deus?”. E a pergunta surgiu depois da explicação do episódio da arca de Noé. Mais difícil de explicar se torna quando não é um conceito que ele oiça no dia a dia.
Sempre gostei disto nas crianças. Gosto do quanto nos surpreendem e gosto de responder. Claro que quando idealizo a situação não é bem no meio de várias tarefas e com o tempo apertado para ir fazer logo outra a seguir – mas isso é o nosso quotidiano.
Nunca ignorar a questão (e sim ouvi-la com atenção), responder com a verdade e devida adequação ao que eles estão preparados para receber, deve ser a preocupação. Mas às vezes não é fácil - sem preparação para aquilo que aí vem e tempo para reflexão sobre como abordar a questão - responder da melhor forma.
Às vezes dá vontade de dizer “espera aí que vou fazer uma pesquisa, discutir com o papá a maneira como abordar esse assunto e logo te respondo com uma boa história, enquadramento, etc”. Não dá. Bombardeiam e querem imediatamente resposta pronta e satisfatória.
Não posso dizer que não sou permanentemente desafiada.
Patrícia
7.1.09
Manto branco
Uma breve nota para contar que hoje, quando acordámos e olhámos pela janela vimos um leve manto branco sobre a rua, as árvores, as bicicletas, os telhados, os carros... Não é muito comum aqui e tem sempre graça ver. Agora que escrevo, princípio da tarde, sinto que foi como se tivesse visto um arco-iris. É fogaz e deixa-me sempre maravilhada.
A neve, a que a Minúscula chama de brilhante e com a qual se andou a divertir esta manhã a deixar pegadas, já derreteu. - Pena que não tirei fotos para partilhar. - Mas a sensação de encantamento perdura ainda em mim e nos pequenotes.
Patrícia
A neve, a que a Minúscula chama de brilhante e com a qual se andou a divertir esta manhã a deixar pegadas, já derreteu. - Pena que não tirei fotos para partilhar. - Mas a sensação de encantamento perdura ainda em mim e nos pequenotes.
Patrícia
1.1.09
Ano novo
Entrámos hoje em MMIX do calendário gregoriano (escrevi em numeração romana para ser mais coerente com a origem do calendário porque na numeração decimal é 2009). Vai ser um ano de 365 dias e, portanto, não bissexto. No calendário chinês, este é o ano do búfalo.
Vai ser um ano de múltiplos desafios a nível mundial. Muito é esperado do presidente dos Estados Unidos da América – Barack Obama -, a empossar dia 20 de Janeiro. Muitos estão receosos com a recessão económica e todos falam da crise financeira.
Acho que temos de olhar para o ano que chegou nos olhos, com optimismo e confiança. A maior parte das coisas não serão como esperamos (sobretudo se não formos prudentes e humildes com as expectativas): algumas serão melhores outras piores, claro. Esperemos que as primeiras superem as últimas!
Como disse Woody Allen, “nós somos a soma das nossas decisões”. Em cada escolha abdicamos de outra e assim vamos construindo as “nossas vidas”. Qualquer alternativa é válida e/mas há sempre um preço a pagar. Nada a fazer porque é sempre preciso escolher. Tentemos então ser “bons decisores” e fazer deste ano um ano de bonita vivência e recordações memoráveis.
Feliz 2009!
Patrícia
Vai ser um ano de múltiplos desafios a nível mundial. Muito é esperado do presidente dos Estados Unidos da América – Barack Obama -, a empossar dia 20 de Janeiro. Muitos estão receosos com a recessão económica e todos falam da crise financeira.
Acho que temos de olhar para o ano que chegou nos olhos, com optimismo e confiança. A maior parte das coisas não serão como esperamos (sobretudo se não formos prudentes e humildes com as expectativas): algumas serão melhores outras piores, claro. Esperemos que as primeiras superem as últimas!
Como disse Woody Allen, “nós somos a soma das nossas decisões”. Em cada escolha abdicamos de outra e assim vamos construindo as “nossas vidas”. Qualquer alternativa é válida e/mas há sempre um preço a pagar. Nada a fazer porque é sempre preciso escolher. Tentemos então ser “bons decisores” e fazer deste ano um ano de bonita vivência e recordações memoráveis.
Feliz 2009!
Patrícia
29.12.08
Escreveu Fernando Pessoa que
"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."
Já deu para perceber pelos posts do Nuno que chegámos anteontem de Portugal, regressados das breves férias de Natal. O Diogo e a Catarina choraram no avião porque as férias não tinham sido boas e porque queriam ficar em Portugal, a viver em casa dos avós. Claro. Quando lá estamos a nossa vida é fácil: carinho e afecto por todo lado, festa e animação, reencontros, mimos, atenção, família e amigos de todos os tempos. Estamos de férias no espaço e tempo (porque não sinto que lá grande coisa tenha mudado) que dominamos.
Cá (na Holanda) tudo é mais difícil. Porque este é um povo calvinista, porque o céu está (regra geral) cinzento, porque a língua (em todos os sentidos) não é a nossa e a toda a hora temos de fazer um esforço por entender e um esforço por expressar, porque não temos a família, porque os amigos são recentes e não passaram por grande coisa connosco.
Mas é aqui que agora temos o nosso lar; é aqui que educamos os filhos esperando que eles cresçam com todas as ferramentas que lhes permitam ter uma vida feliz; é aqui que nos empregam e valorizam as nossas competências. E acima de tudo, é aqui que construímos o nosso futuro porque planeamos ficar no médio prazo. Na minha cabeça regressar a Portugal no curto prazo está fora de discussão.
Adorei o sol com que Lisboa me brindou nesta semana. Não podia ser mais alfacinha. Estiveram 15, 17 graus e um sol e luminosidade fantásticos - mas ainda assim as pessoas queixavam-se. Adoro voltar a Magoito, ver o mar. Gosto de reencontrar os amigos e beber um copo. E de celebrar o Natal com a família.
Gosto também de estar de volta na minha casa. Tenho pena a ida a Portugal não me encha de energia positiva. Regressar deveria ser carregar baterias mas esse nunca foi o estilo luso: sentir saudade e desejar o que não se tem é o mote.
Viémos para a Holanda porque teve de ser. Eu estou cá por opção. Passada, presente e futura. E assumo isso.
Patrícia
Já deu para perceber pelos posts do Nuno que chegámos anteontem de Portugal, regressados das breves férias de Natal. O Diogo e a Catarina choraram no avião porque as férias não tinham sido boas e porque queriam ficar em Portugal, a viver em casa dos avós. Claro. Quando lá estamos a nossa vida é fácil: carinho e afecto por todo lado, festa e animação, reencontros, mimos, atenção, família e amigos de todos os tempos. Estamos de férias no espaço e tempo (porque não sinto que lá grande coisa tenha mudado) que dominamos.
Cá (na Holanda) tudo é mais difícil. Porque este é um povo calvinista, porque o céu está (regra geral) cinzento, porque a língua (em todos os sentidos) não é a nossa e a toda a hora temos de fazer um esforço por entender e um esforço por expressar, porque não temos a família, porque os amigos são recentes e não passaram por grande coisa connosco.
Mas é aqui que agora temos o nosso lar; é aqui que educamos os filhos esperando que eles cresçam com todas as ferramentas que lhes permitam ter uma vida feliz; é aqui que nos empregam e valorizam as nossas competências. E acima de tudo, é aqui que construímos o nosso futuro porque planeamos ficar no médio prazo. Na minha cabeça regressar a Portugal no curto prazo está fora de discussão.
Adorei o sol com que Lisboa me brindou nesta semana. Não podia ser mais alfacinha. Estiveram 15, 17 graus e um sol e luminosidade fantásticos - mas ainda assim as pessoas queixavam-se. Adoro voltar a Magoito, ver o mar. Gosto de reencontrar os amigos e beber um copo. E de celebrar o Natal com a família.
Gosto também de estar de volta na minha casa. Tenho pena a ida a Portugal não me encha de energia positiva. Regressar deveria ser carregar baterias mas esse nunca foi o estilo luso: sentir saudade e desejar o que não se tem é o mote.
Viémos para a Holanda porque teve de ser. Eu estou cá por opção. Passada, presente e futura. E assumo isso.
Patrícia
pensamentos pós-natalícios III
Não há mesmo como ganhar: se ficamos pouco queixam-se os avós e os netos que foi curto demais; se ficamos muito queixamo-nos nós que já não podemos com a loucura e as obrigações sociais incessantes; quando ficamos o tempo certo surge aquele ambiente depressivo a que se convencionou chamar saudade.
Talvez a Patrícia esteja certa e o mal seja inevitável. Ir a Portugal implica despertar a tal saudade, o prazer esquecido dos cheiros, sons e sabores de sempre, a alegria de ter quem nos receba de braços abertos e exigências de regressos.
Frustra-nos que as pessoas nos exijam mais, que se zanguem porque já vamos, nós que nos esforçamos tanto para não deixar cair ninguém. Mas no fundo é isso mesmo que queremos: não ser esquecidos, continuar a pertencer. É tão quando chegamos e mergulhamos num mar de afectos quando as férias começam, deixando-nos levar pela facilidade do conhecido.
O difícil é gerir as emoções à medida que o momento do fim se aproxima. Aos poucos nota-se uma irritação crescente por sentir o tempo fugir entre os dedos sem que tenhamos feito metade do que tínhamos planeado.
E sobretudo sem que tenhamos gozado um milésimo daquilo que precisávamos.
No dia da partida temos ainda que lidar com as vozes internas e externas que reclamam e com a repulsa que nos causa a todos a vista da realidade que já conhecemos mais ainda não entranhámos.
Procuramos respostas para evitar tudo isto. Mas repito que talvez não seja possível contornar, é possível que tenhamos que aceitar o mal com o bem.
Nuno
Talvez a Patrícia esteja certa e o mal seja inevitável. Ir a Portugal implica despertar a tal saudade, o prazer esquecido dos cheiros, sons e sabores de sempre, a alegria de ter quem nos receba de braços abertos e exigências de regressos.
Frustra-nos que as pessoas nos exijam mais, que se zanguem porque já vamos, nós que nos esforçamos tanto para não deixar cair ninguém. Mas no fundo é isso mesmo que queremos: não ser esquecidos, continuar a pertencer. É tão quando chegamos e mergulhamos num mar de afectos quando as férias começam, deixando-nos levar pela facilidade do conhecido.
O difícil é gerir as emoções à medida que o momento do fim se aproxima. Aos poucos nota-se uma irritação crescente por sentir o tempo fugir entre os dedos sem que tenhamos feito metade do que tínhamos planeado.
E sobretudo sem que tenhamos gozado um milésimo daquilo que precisávamos.
No dia da partida temos ainda que lidar com as vozes internas e externas que reclamam e com a repulsa que nos causa a todos a vista da realidade que já conhecemos mais ainda não entranhámos.
Procuramos respostas para evitar tudo isto. Mas repito que talvez não seja possível contornar, é possível que tenhamos que aceitar o mal com o bem.
Nuno
pensamentos pós-natalícios II
Dei por mim a pensar que também como filho tenho obrigações. E comparei-as às que tenho enquanto pai: posso escolher não as cumprir mas elas não deixam de existir.
Que pensar então da escolha dos meus pais, justamente para quem acredito ter tais obrigações, que deixaram as suas terras para regressar apenas nas férias do Verão?
Eu cresci com uma consciência muito ténue dos meus avós, que mais não eram para mim do que referências distantes com presenças fugazes durante as férias. Só as avós viveram o suficiente para ter delas memórias consistentes e só uma parecia ter prazer na nossa presença.
Não me lembro de alguma vez lamentar qualquer parte desta realidade. Porque me custa agora que os meus pais não estejam tão perto dos meus filhos quanto no início?
Nuno
Que pensar então da escolha dos meus pais, justamente para quem acredito ter tais obrigações, que deixaram as suas terras para regressar apenas nas férias do Verão?
Eu cresci com uma consciência muito ténue dos meus avós, que mais não eram para mim do que referências distantes com presenças fugazes durante as férias. Só as avós viveram o suficiente para ter delas memórias consistentes e só uma parecia ter prazer na nossa presença.
Não me lembro de alguma vez lamentar qualquer parte desta realidade. Porque me custa agora que os meus pais não estejam tão perto dos meus filhos quanto no início?
Nuno
pensamentos pós-natalícios I
Estar expatriado é uma explicação sempre à mão para depressões, angústias, tristezas e outros estados negativistas mais ou menos passageiros.
Para um ser humano sempre em busca dos porquês, não poderia haver resposta mais conveniente. Sobretudo se essa expatriação tiver sido forçada - daí o empolamento da saudade emigrante e outros grandes temas do fado.
Nuno
Para um ser humano sempre em busca dos porquês, não poderia haver resposta mais conveniente. Sobretudo se essa expatriação tiver sido forçada - daí o empolamento da saudade emigrante e outros grandes temas do fado.
Nuno
18.12.08
Antes de ser mãe...
O texto abaixo não é da minha autoria... mas como fala por mim!
Patrícia
"Antes de ser mãe, eu fazia e comia refeições quentes. Eu usava roupas sem manchas. Eu tinha calmas conversas.
Antes de ser mãe, eu dormia tão tarde quanto eu quisesse e nunca me preocupava com que horas iria para a cama. Eu escovava os meus cabelos e tomava banho sem pressa.
Antes de ser mãe, minha casa estava limpa todos os dias. Eu nunca tropeçava em brinquedos ou pensava em canções de embalar.
Antes de ser mãe, eu não me preocupava se minhas plantas eram venenosas. Eu nem sabia que existiam protectores de tomada…
Antes de ser mãe, ninguém nunca tinha vomitado ou cuspido em cima de mim. Eu nunca tinha sido mordida nem beliscada por dedos minúsculos. Ninguém nunca tinha me molhado.
Antes de ser mãe, eu tinha controlo da minha mente, dos meus pensamentos, do meu corpo e do meu tempo. Eu dormia a noite toda!
Antes de ser mãe, eu nunca tinha segurado uma criança chorando para que pudessem fazer exames ou aplicar vacinas. Eu nunca havia experimentado a maravilhosa sensação de amamentar e saciar um bebé faminto. Eu nunca tinha olhado em olhos marejados e chorado. Eu nunca tinha ficado tão gloriosamente feliz por causa de um simples sorriso. Eu nunca tinha me sentado tarde na noite só para admirar um bebé a dormir. Eu nunca tinha segurado um bebé a dormir só porque eu não queria deixá-lo. Eu nunca havia sentido meu coração se quebrar em um milhão de pedaços porque eu não pude parar uma dor. Eu nunca imaginaria que algo tão pequeno pudesse afectar tanto minha vida.
Antes de ser mãe, eu não conhecia a sensação de ter meu coração fora de meu corpo. Eu não conhecia a força do amor entre uma mãe e seu filho.
Antes de ser mãe, eu não conhecia o calor, a alegria, o amor, a preocupação, a plenitude ou a satisfação de ser mãe. Eu não sabia que era capaz de sentir tudo isso com tanta intensidade.
Antes de ser mãe…"
Patrícia
"Antes de ser mãe, eu fazia e comia refeições quentes. Eu usava roupas sem manchas. Eu tinha calmas conversas.
Antes de ser mãe, eu dormia tão tarde quanto eu quisesse e nunca me preocupava com que horas iria para a cama. Eu escovava os meus cabelos e tomava banho sem pressa.
Antes de ser mãe, minha casa estava limpa todos os dias. Eu nunca tropeçava em brinquedos ou pensava em canções de embalar.
Antes de ser mãe, eu não me preocupava se minhas plantas eram venenosas. Eu nem sabia que existiam protectores de tomada…
Antes de ser mãe, ninguém nunca tinha vomitado ou cuspido em cima de mim. Eu nunca tinha sido mordida nem beliscada por dedos minúsculos. Ninguém nunca tinha me molhado.
Antes de ser mãe, eu tinha controlo da minha mente, dos meus pensamentos, do meu corpo e do meu tempo. Eu dormia a noite toda!
Antes de ser mãe, eu nunca tinha segurado uma criança chorando para que pudessem fazer exames ou aplicar vacinas. Eu nunca havia experimentado a maravilhosa sensação de amamentar e saciar um bebé faminto. Eu nunca tinha olhado em olhos marejados e chorado. Eu nunca tinha ficado tão gloriosamente feliz por causa de um simples sorriso. Eu nunca tinha me sentado tarde na noite só para admirar um bebé a dormir. Eu nunca tinha segurado um bebé a dormir só porque eu não queria deixá-lo. Eu nunca havia sentido meu coração se quebrar em um milhão de pedaços porque eu não pude parar uma dor. Eu nunca imaginaria que algo tão pequeno pudesse afectar tanto minha vida.
Antes de ser mãe, eu não conhecia a sensação de ter meu coração fora de meu corpo. Eu não conhecia a força do amor entre uma mãe e seu filho.
Antes de ser mãe, eu não conhecia o calor, a alegria, o amor, a preocupação, a plenitude ou a satisfação de ser mãe. Eu não sabia que era capaz de sentir tudo isso com tanta intensidade.
Antes de ser mãe…"
Wishing book

Encontrei, nas páginas da UNICEF, uma ideia que achei brilhante. Diz:
"This is your wishing book.
Inside there are games and things to do.
And also things to think about, to help
You decide what kind of life you want
To live - now, and in the future.
Your wishes are important.
They are to be supported by others.
To be worked for and made into a reality."
Ensina os direitos estabelecidos na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito das Crianças. Para todas as crianças saúde, educação, igualdade e protecção. www.unicef.pt/docs/pdf_publicacoes/convencao_direitos_crianca2004.pdf
Tem actividades para os seguintes temas:
- Eu e a minha família - o meu direito a viver;
- Eu e a guerra - o meu direito a viver sem guerra;
- Histórias de vidas de meninos - o meu direito a ser bem tratado pela minha família;
- Jogos sobre a saúde - o meu direito a não ser abusado;
- Comida e água saudáveis - o meu direito a ser alimentado;
- Prevenção de doenças - o meu direito à saúde;
- Educação e igualdade - meninos e meninas têm o mesmo direito à educação - este tema é-me especialmente caro;
- Brincar e igualdade - meninos e meninas têm o mesmo direito a descansar e brincar;
- Respeito mútuo - tenho o direito de viver sem abuso;
- O que quero fazer quando crescer;
- Que direitos tenh eu;
- O meu sonho/visão para o futuro;
- Desejar...
Pode ser encontrado em www.unicef.org/teachers - take action - a wishbook, e usado com a família.
Patrícia
17.12.08
Neel
Parece estranho e bizarro o título deste post mas não é.
Há uns dias atrás recebemos, no infantário, um papel com o seguinte:
"Woensdag 17 December
Ben Ik jarig!
Kom je op mijn feestje?"
Neel é o nome do menino - colega de infantário da Catarina - que celebra hoje 4 anos (atenção à idade) e que convidou a Minúscula para a sua festa. Assim foi. Eu e o Diogo fomos deixá-la há pouco em casa do Neel.
A Minúscula ía toda contente pela rua com a prenda na mão. E não é para menos, afinal é a sua primeira festa de aniversário à séria. Quando chegámos fez, primeiro, cara de "não me deixes" mas depois lá se rendeu ao sumo de maçã e ao doce holandês da mãe do Neel, e disse-me "não vou chorar", pelo que vim segura de que se irá divertir.
Estavam lá os seus papás (muito holandeses) mais 4 meninos (também puros holandeses) - todos mais velhos do que a Catarina - e uma menina (holandesa) - também mais velha. Resta dizer que isto é mais uma prova de que a Catarina está absolutamente integrada na Holanda (ou é meio-holandesa, a mais holandesa de todos nós, claro)...
Comentei com a mãe que era engraçado convidarem a Catarina porque ela é do género oposto (nesta fase do campeonato isso faz diferença) e bastante mais nova (dois anos e 9 meses). A mãe do Neel depressa me assegurou que o Neel tinha escolhido os amigos e que a Catarina "faz parte do gang".
Como está a correr não sei. Estou prestes a ir buscá-la!
Patrícia
Há uns dias atrás recebemos, no infantário, um papel com o seguinte:
"Woensdag 17 December
Ben Ik jarig!
Kom je op mijn feestje?"
Neel é o nome do menino - colega de infantário da Catarina - que celebra hoje 4 anos (atenção à idade) e que convidou a Minúscula para a sua festa. Assim foi. Eu e o Diogo fomos deixá-la há pouco em casa do Neel.
A Minúscula ía toda contente pela rua com a prenda na mão. E não é para menos, afinal é a sua primeira festa de aniversário à séria. Quando chegámos fez, primeiro, cara de "não me deixes" mas depois lá se rendeu ao sumo de maçã e ao doce holandês da mãe do Neel, e disse-me "não vou chorar", pelo que vim segura de que se irá divertir.
Estavam lá os seus papás (muito holandeses) mais 4 meninos (também puros holandeses) - todos mais velhos do que a Catarina - e uma menina (holandesa) - também mais velha. Resta dizer que isto é mais uma prova de que a Catarina está absolutamente integrada na Holanda (ou é meio-holandesa, a mais holandesa de todos nós, claro)...
Comentei com a mãe que era engraçado convidarem a Catarina porque ela é do género oposto (nesta fase do campeonato isso faz diferença) e bastante mais nova (dois anos e 9 meses). A mãe do Neel depressa me assegurou que o Neel tinha escolhido os amigos e que a Catarina "faz parte do gang".
Como está a correr não sei. Estou prestes a ir buscá-la!
Patrícia
1.º trimestre 2008/2009 - Avaliação
Refere-se este post ao Diogo, que a Catarina ainda não tem avaliação formal.
A avaliação do liceu segue a estrutura abaixo apresentada, numa escala de A a D, sendo considerada a competência em análise:
A = adquirida
B = a reforçar
C = no início de aquisição
D = não adquirida.
Vou colocar todos os items estudados, apesar de alguns não terem sido avaliados. Em 38 itens avaliados, apenas 3 foram a reforçar. Tudo o resto foi adquirido, o que é absolutamente notável!
Domínio da linguagem verbal
Comunicação
O aluno sabe ou é capaz de:
- Exprimir-se de forma compreensível – A;
- comunicar em diálogo e em grupo - A;
- dizer de memória um texto - não avaliado;
Domínio da linguagem de evocação
- Reportar uma história ou acontecimento - A;
- Resumir, explicar, comentar e descrever - não avaliado;
- Ditar um texto ao professor - não avaliado;
Leitura e escrita
- Localizar a leitura numa frase - A;
- Distinguir fonemas – A-;
- Distinguir palavras, silabas, letras - A;
- Decifrar palavras novas - B;
- Ler em voz alta um texto preparado (respeitando a pontuação e a entoação) - não avaliado;
Interpretação
- Identificar diferentes suportes escritos, diferentes tipos de texto - não avaliado;
- Localizar o índice (título, autor) e localizar-se no livro - A;
- Compreender um texto lido pelo professor - A;
- utilizar a biblioteca – não avaliado;
Vocabulário
- Distinguir, de acordo com o contexto, o sentido particular duma frase ou expressão - não avaliado;
- Reconhecer a família das palavras pela sua forma - não avaliado;
Ortografia
- Copiar uma frase, um texto sem erros - A;
- Escrever o que lhe é ditado respeitando a fono/grafia - A;
- Escrever sem erros as palavras de uso corrente - não avaliado;
Gramática
- Identificar uma frase - não avaliado;
- Distinguir os diferentes tipos de frase - não avaliado;
Escrita
- Reconhecer as diferenças gráficas duma mesma letra e palavra - B;
- Escrever de forma legível e respeitando as regras da escrita – B;
Produção escrita
- reconstituir uma frase com um modelo – A;
- reconstituir uma frase sem modelo - A;
- redigir uma frase - não avaliado;
Matemática
Numeraração
- Enumerar e quantificar - A;
- Contar até – 59 (Em português já o ouvi contar até mil!)
- Organizar objectos, classificá-los e comparar grupos - não avaliado;
- Conhecer dobros e metades - não avaliado;
- Organizar números, compará-los e classificá-los - A;
- Comparar formas diferentes de escrever o mesmo número - não avaliado;
- Associar a escrita numérica e por extenso do mesmo número - não avaliado;
Cálculo
- Cálculo mental - A;
- Utilizar diferentes procedimentos de cálculo e adição, subtracção e multiplicação - não avaliado;
Geometria
- reproduzir um algarismo - A;
- utilizar uma tabela de entrada dupla – não avaliado;
- codificar e descodificar um trajecto – A;
- reconhecer figuras simples - não avaliado;
- se localizar e/ou se deslocar em conjunto - A;
- utilizar algumas técnicas e instrumentos - não avaliado;
Resolução de problemas
- procurar informações úteis - não avaliado;
- justificar escolhas e expôr os resultados - não avaliado;
- saber resolver um problema - não avaliado;
Medidas
- comparar e utilisar medidas de comprimento e peso - não avaliado;
- utilizar a moeda - não avaliado;
- utilizar a régua graduada - não avaliado;
Vida em conjunto
- conhecer as regras simples de vida em grupo – A;
- responsabilizar-se – A-;
- compreender as noções de liberdde, igualidade e tolerância - não avaliado;
- compreender e guardar algumas regras simples de segurança rotineira - não avaliado;
- conhecer os simbolos de França e dos Países Baixos - não avaliado;
Descoberta do mundo
No domínio do tempo
- Distinguir o passado recente do passado mais distante - não avaliado;
- Situar e utilizar a localização no sentido cronológico - não avaliado;
- Comparar os modos e locais de vida de diferentes gerações - não avaliado;
No domínio do espaço
- Localizar-se e situar-se num espaço familiar. Elaborar e/ou tilizar uma planta simples - A;
- Saber situar França, os Países Baixos, a Europa e outros continentes sobre um mapa mundo - A (claro que o Diog sabe loalizar Portugal também);
- Reter alguns aspectos da diversidade da vida animal e vegetal bem como dos habitats - não avaliado;
- Utilizar um vocabulário preciso - não avaliado;
Matéria e tecnologia
- Identificar os estados e propriedades duma matéria - não avaliado;
- Manipular e utilizar técnicas simples - não avaliado;
- Utilisar um computador e conhecer algumas funções de base - não avaliado;
No mundo da vida
- Diferenciar o vivo do não vivo - não avaliado;
- Conhecer manifestações de vida animal e vegetal e referir-se a critérios de classificação (ex. deslocação) – A;
- Reconhecer as grandes funções do corpo humano (movimento, crescimento) - não avaliado;
- Conhecer as diferentes características dos 5 sentidos - não avaliado;
- Compreender e respeitar regras de higiene - não avaliado;
Educação artística
Educação musical
- Cantar canções simples - A;
- Participar em actividades com instrumentos - A;
- Escutar um registo sonoro - A;
- Localizar e memorizar alguns elementos musicais - não avaliado;
Educação visual
- Escolher aplicar uma técnica para fazer uma produção pessoal – A;
- Provar criatividade e imaginação - A;
Educação física e desportiva
- Exprimir-se com o corpo – não avaliado;
- Participar em jogos de oposição e jogos colectivos - A;
- Participar em actividades atléticas e ginastas – A;
Comportamentos e métodos de trabalho
- respeitar as regras da escola e da sala – A-;
- estar atento e concentrar-se na realização de uma tarefa – A;
- trabalhar a um ritmo satisfatório – A;
- ser cuidadoso com o seu trabalho – A-;
- compreender o trabalho – A.
Bom trabalho tanto em inglês quanto em holandês. Diz a professora que foi um bom início de primária e que o Diogo é muito motivado para aprender. Está muito bem e assim deve continuar.
Claro que a avaliação por si é muito boa. Se for lida no contexto em que o Diogo a atingiu:
- numa língua que não é a sua e à qual não é exposto senão na escola (competindo com meninos francófonos);
- para além disso ainda fala (e lê) Português muito consistente e holandês (o suficiente para se safar);
- que mudámos de casa;
- que os pais não andam "em cima dele" para aprender (apesar de o acompanharem);
- que é dos meninos mais populares da escola;
- e que o sistema de ensino francês não é propriamente conhecido por ser facilitista ou benevolente,
é de se tirar o chapéu.
Parabéns filhote - VAMOS COMEMORAR!
Patrícia
A avaliação do liceu segue a estrutura abaixo apresentada, numa escala de A a D, sendo considerada a competência em análise:
A = adquirida
B = a reforçar
C = no início de aquisição
D = não adquirida.
Vou colocar todos os items estudados, apesar de alguns não terem sido avaliados. Em 38 itens avaliados, apenas 3 foram a reforçar. Tudo o resto foi adquirido, o que é absolutamente notável!
Domínio da linguagem verbal
Comunicação
O aluno sabe ou é capaz de:
- Exprimir-se de forma compreensível – A;
- comunicar em diálogo e em grupo - A;
- dizer de memória um texto - não avaliado;
Domínio da linguagem de evocação
- Reportar uma história ou acontecimento - A;
- Resumir, explicar, comentar e descrever - não avaliado;
- Ditar um texto ao professor - não avaliado;
Leitura e escrita
- Localizar a leitura numa frase - A;
- Distinguir fonemas – A-;
- Distinguir palavras, silabas, letras - A;
- Decifrar palavras novas - B;
- Ler em voz alta um texto preparado (respeitando a pontuação e a entoação) - não avaliado;
Interpretação
- Identificar diferentes suportes escritos, diferentes tipos de texto - não avaliado;
- Localizar o índice (título, autor) e localizar-se no livro - A;
- Compreender um texto lido pelo professor - A;
- utilizar a biblioteca – não avaliado;
Vocabulário
- Distinguir, de acordo com o contexto, o sentido particular duma frase ou expressão - não avaliado;
- Reconhecer a família das palavras pela sua forma - não avaliado;
Ortografia
- Copiar uma frase, um texto sem erros - A;
- Escrever o que lhe é ditado respeitando a fono/grafia - A;
- Escrever sem erros as palavras de uso corrente - não avaliado;
Gramática
- Identificar uma frase - não avaliado;
- Distinguir os diferentes tipos de frase - não avaliado;
Escrita
- Reconhecer as diferenças gráficas duma mesma letra e palavra - B;
- Escrever de forma legível e respeitando as regras da escrita – B;
Produção escrita
- reconstituir uma frase com um modelo – A;
- reconstituir uma frase sem modelo - A;
- redigir uma frase - não avaliado;
Matemática
Numeraração
- Enumerar e quantificar - A;
- Contar até – 59 (Em português já o ouvi contar até mil!)
- Organizar objectos, classificá-los e comparar grupos - não avaliado;
- Conhecer dobros e metades - não avaliado;
- Organizar números, compará-los e classificá-los - A;
- Comparar formas diferentes de escrever o mesmo número - não avaliado;
- Associar a escrita numérica e por extenso do mesmo número - não avaliado;
Cálculo
- Cálculo mental - A;
- Utilizar diferentes procedimentos de cálculo e adição, subtracção e multiplicação - não avaliado;
Geometria
- reproduzir um algarismo - A;
- utilizar uma tabela de entrada dupla – não avaliado;
- codificar e descodificar um trajecto – A;
- reconhecer figuras simples - não avaliado;
- se localizar e/ou se deslocar em conjunto - A;
- utilizar algumas técnicas e instrumentos - não avaliado;
Resolução de problemas
- procurar informações úteis - não avaliado;
- justificar escolhas e expôr os resultados - não avaliado;
- saber resolver um problema - não avaliado;
Medidas
- comparar e utilisar medidas de comprimento e peso - não avaliado;
- utilizar a moeda - não avaliado;
- utilizar a régua graduada - não avaliado;
Vida em conjunto
- conhecer as regras simples de vida em grupo – A;
- responsabilizar-se – A-;
- compreender as noções de liberdde, igualidade e tolerância - não avaliado;
- compreender e guardar algumas regras simples de segurança rotineira - não avaliado;
- conhecer os simbolos de França e dos Países Baixos - não avaliado;
Descoberta do mundo
No domínio do tempo
- Distinguir o passado recente do passado mais distante - não avaliado;
- Situar e utilizar a localização no sentido cronológico - não avaliado;
- Comparar os modos e locais de vida de diferentes gerações - não avaliado;
No domínio do espaço
- Localizar-se e situar-se num espaço familiar. Elaborar e/ou tilizar uma planta simples - A;
- Saber situar França, os Países Baixos, a Europa e outros continentes sobre um mapa mundo - A (claro que o Diog sabe loalizar Portugal também);
- Reter alguns aspectos da diversidade da vida animal e vegetal bem como dos habitats - não avaliado;
- Utilizar um vocabulário preciso - não avaliado;
Matéria e tecnologia
- Identificar os estados e propriedades duma matéria - não avaliado;
- Manipular e utilizar técnicas simples - não avaliado;
- Utilisar um computador e conhecer algumas funções de base - não avaliado;
No mundo da vida
- Diferenciar o vivo do não vivo - não avaliado;
- Conhecer manifestações de vida animal e vegetal e referir-se a critérios de classificação (ex. deslocação) – A;
- Reconhecer as grandes funções do corpo humano (movimento, crescimento) - não avaliado;
- Conhecer as diferentes características dos 5 sentidos - não avaliado;
- Compreender e respeitar regras de higiene - não avaliado;
Educação artística
Educação musical
- Cantar canções simples - A;
- Participar em actividades com instrumentos - A;
- Escutar um registo sonoro - A;
- Localizar e memorizar alguns elementos musicais - não avaliado;
Educação visual
- Escolher aplicar uma técnica para fazer uma produção pessoal – A;
- Provar criatividade e imaginação - A;
Educação física e desportiva
- Exprimir-se com o corpo – não avaliado;
- Participar em jogos de oposição e jogos colectivos - A;
- Participar em actividades atléticas e ginastas – A;
Comportamentos e métodos de trabalho
- respeitar as regras da escola e da sala – A-;
- estar atento e concentrar-se na realização de uma tarefa – A;
- trabalhar a um ritmo satisfatório – A;
- ser cuidadoso com o seu trabalho – A-;
- compreender o trabalho – A.
Bom trabalho tanto em inglês quanto em holandês. Diz a professora que foi um bom início de primária e que o Diogo é muito motivado para aprender. Está muito bem e assim deve continuar.
Claro que a avaliação por si é muito boa. Se for lida no contexto em que o Diogo a atingiu:
- numa língua que não é a sua e à qual não é exposto senão na escola (competindo com meninos francófonos);
- para além disso ainda fala (e lê) Português muito consistente e holandês (o suficiente para se safar);
- que mudámos de casa;
- que os pais não andam "em cima dele" para aprender (apesar de o acompanharem);
- que é dos meninos mais populares da escola;
- e que o sistema de ensino francês não é propriamente conhecido por ser facilitista ou benevolente,
é de se tirar o chapéu.
Parabéns filhote - VAMOS COMEMORAR!
Patrícia
O rei da simpatia
Enquanto preparava algumas coisas no quarto dos meninos e vestia a Catarina, decidi colocar um CD de Natal para entrarmos no espírito.
Ao ouvir a letra de uma das músicas, pensei que a tinha de reproduzir para aqui, porque parece escrita, de propósito, para o Diogo. Diz assim:
"reparem como ele é: engraçado e bem disposto,
tem já imensos amigos e é alegre como eu gosto!
Estamos hoje aqui por causa, da tua enorme alegria
viémos para te cantar: és o rei da simpatia!"
Sei que olho com olhos de mãe (apesar de muita gente já me ter dito) mas encho-me de orgulho por ver que o Diogo é um menino muito feliz.
Patrícia
Ao ouvir a letra de uma das músicas, pensei que a tinha de reproduzir para aqui, porque parece escrita, de propósito, para o Diogo. Diz assim:
"reparem como ele é: engraçado e bem disposto,
tem já imensos amigos e é alegre como eu gosto!
Estamos hoje aqui por causa, da tua enorme alegria
viémos para te cantar: és o rei da simpatia!"
Sei que olho com olhos de mãe (apesar de muita gente já me ter dito) mas encho-me de orgulho por ver que o Diogo é um menino muito feliz.
Patrícia
Auxiliares de memória
Nos dias que correm tudo é feito através de "auxiliares de memória" informáticos, vulgarmente conhecidas por agendas electrónicas, seja no PC ou no PDA ou ainda no telemóvel. Têm imensa utilidade: ajudam-nos a recordar os imensos compromissos e afazeres e a planear os dias e semanas vindouros. Poderíamos ainda falar do registo do passado, e aí teríamos o exemplo deste blog, mas agora quero mesmo concentrar-me no futuro.
Eu, como verdadeira (sim assumo) control freak, adoro agendas (tenho, guardadas, as dos últimos 10 anos!) e de todos os tipos: a agenda pessoal, a agenda familiar, a agenda profissional e, claro, o outlook de que também uso e abuso. Não uso o telemóvel e não tenho PDA ou blackberry.
Ontem comprei a minha agenda pessoal para 2009 e claro, comecei já a preenchê-la com aniversários, viagens já planeadas, férias de escola do Diogo e dias que o infantário da Catarina está fechado - e com isto já tenho imensa informação guardada.
Ainda não consegui encontrar a agenda familiar, essa sim fundamental para a gestão diária porque regista: as viagens de trabalho, as férias, os dias livres, as festas de aniversário, os jantares, as visitas, os dias da biblioteca, e outros eventos que tal - de todos - é genial! E com isto vamos conseguindo (ou tendo a ilusão de que conseguimos - bem sei) controlar (mais ou menos) as coisas.
Não faço ideia como se conseguem gerir as pessoas que não se munem deste poderoso e fundamental instrumento. Recomendo.
Patrícia
Eu, como verdadeira (sim assumo) control freak, adoro agendas (tenho, guardadas, as dos últimos 10 anos!) e de todos os tipos: a agenda pessoal, a agenda familiar, a agenda profissional e, claro, o outlook de que também uso e abuso. Não uso o telemóvel e não tenho PDA ou blackberry.
Ontem comprei a minha agenda pessoal para 2009 e claro, comecei já a preenchê-la com aniversários, viagens já planeadas, férias de escola do Diogo e dias que o infantário da Catarina está fechado - e com isto já tenho imensa informação guardada.
Ainda não consegui encontrar a agenda familiar, essa sim fundamental para a gestão diária porque regista: as viagens de trabalho, as férias, os dias livres, as festas de aniversário, os jantares, as visitas, os dias da biblioteca, e outros eventos que tal - de todos - é genial! E com isto vamos conseguindo (ou tendo a ilusão de que conseguimos - bem sei) controlar (mais ou menos) as coisas.
Não faço ideia como se conseguem gerir as pessoas que não se munem deste poderoso e fundamental instrumento. Recomendo.
Patrícia
16.12.08
paz e sossego
Pela primeira vez em muitos anos vou passar o ano sem qualquer perspectiva de mudança para o ano que se avizinha.
Confesso que me está a fazer alguma confusão. Não faltam desafios mas acho que me viciei em mudança. Na verdade começo a perceber que sou muito melhor a manter do que a começar algo de novo mas por alguma razão venho sempre fazendo a escolha contrária.
De qualquer forma esse é o meu grande desafio para 2009: manter e evoluir na continuidade. Pois sem dúvida preciso (precisamos) de algum sossego depois de tudo o que vimos fazendo nos últimos anos.
Nuno
Confesso que me está a fazer alguma confusão. Não faltam desafios mas acho que me viciei em mudança. Na verdade começo a perceber que sou muito melhor a manter do que a começar algo de novo mas por alguma razão venho sempre fazendo a escolha contrária.
De qualquer forma esse é o meu grande desafio para 2009: manter e evoluir na continuidade. Pois sem dúvida preciso (precisamos) de algum sossego depois de tudo o que vimos fazendo nos últimos anos.
Nuno
plano de férias
Ontem fizemos, pela primeira vez na vida, um plano de férias. Em estilo de folha de gestão de projectos, com os dias na horizontal, as horas na vertical e as tarefas a preencher os espaços a representar a duração estimada de cada uma.
Dei por mim a pensar o que queria atingir com o plano e a abordá-lo de trás para a frente, como faço com os meus projectos profissionais. Ajustámos tarefas, negociámos trocas e aceitámos o resultado final com cedências para ambas as partes.
E agora ocorreu-me que estas são as únicas férias que vamos ter durante largos meses e que temos mesmo que arranjar uma solução para isto.
Nuno
Dei por mim a pensar o que queria atingir com o plano e a abordá-lo de trás para a frente, como faço com os meus projectos profissionais. Ajustámos tarefas, negociámos trocas e aceitámos o resultado final com cedências para ambas as partes.
E agora ocorreu-me que estas são as únicas férias que vamos ter durante largos meses e que temos mesmo que arranjar uma solução para isto.
Nuno
enfrentar os medos
O Diogo agora acorda-me todas as noites para perguntar se pode ir à casa-de-banho. Sempre pensámos que teria a ver com a escola, onde concerteza tem que pedir para sair da sala, mas ontem ele esclareceu o mistério quando acrescentou ´estou a enfrentar os meus medos`.
Isto é, ele só quer companhia enquanto vai à casa-de-banho, ainda que seja à distância. Uma voz é suficiente para o confortar e ajudá-lo a enfrentar o medo do escuro.
Nuno
Isto é, ele só quer companhia enquanto vai à casa-de-banho, ainda que seja à distância. Uma voz é suficiente para o confortar e ajudá-lo a enfrentar o medo do escuro.
Nuno
15.12.08
em público
Em conversas com diversos colegas a propósito da festa de sexta-feira venho ouvindo repetidamente aquilo que sei há muito e nunca esqueço: tenho muita sorte em estar casado com uma pessoa muito especial.
Talvez porque fui ensinado assim - homem, português, filho de combatente da guerra do ultramar, neto e bisneto de gente com vidas duras -, talvez porque com a idade vamos perdendo a sensibilidade ou ainda talvez porque eu seja mesmo assim, tenho tendência a fechar-me e falar pouco sobre sentimentos e sensações.
Não porque ache pouco importante - bem pelo contrário - mas porque de alguma forma me sinto desconfortável quando o faço. Quando namorávamos talvez não fosse tanto assim mas as contrariedades naturais da vida vêm-me endurecendo. Às vezes para proteger de preocupações aqueles de quem gosto, outras vezes por vergonha de erros ou insuficiências, em geral quero resolver primeiro e partilhar depois.
Mas isto tudo para dizer que não deixo tão óbvio quanto devia a convicção absoluta de que a melhor decisão que alguma vez tomei foi juntar-me a uma pessoa a todos os títulos incrível.
Não perantes terceiros, porque isso pouco me interessa e porque acredito que os actos valem bem mais que palavras (e nesse capítulo estou tranquilo), mas perante a própria.
Depois de tantas aventuras em conjunto e na antecipação de muitas mais deixo aqui com todas as letras: PEQUENINA, ADORO-TE E TENHO MUITO ORGULHO EM TI
Nuno
Talvez porque fui ensinado assim - homem, português, filho de combatente da guerra do ultramar, neto e bisneto de gente com vidas duras -, talvez porque com a idade vamos perdendo a sensibilidade ou ainda talvez porque eu seja mesmo assim, tenho tendência a fechar-me e falar pouco sobre sentimentos e sensações.
Não porque ache pouco importante - bem pelo contrário - mas porque de alguma forma me sinto desconfortável quando o faço. Quando namorávamos talvez não fosse tanto assim mas as contrariedades naturais da vida vêm-me endurecendo. Às vezes para proteger de preocupações aqueles de quem gosto, outras vezes por vergonha de erros ou insuficiências, em geral quero resolver primeiro e partilhar depois.
Mas isto tudo para dizer que não deixo tão óbvio quanto devia a convicção absoluta de que a melhor decisão que alguma vez tomei foi juntar-me a uma pessoa a todos os títulos incrível.
Não perantes terceiros, porque isso pouco me interessa e porque acredito que os actos valem bem mais que palavras (e nesse capítulo estou tranquilo), mas perante a própria.
Depois de tantas aventuras em conjunto e na antecipação de muitas mais deixo aqui com todas as letras: PEQUENINA, ADORO-TE E TENHO MUITO ORGULHO EM TI
Nuno
14.12.08
Por falar em encantos

e ainda sobre sexta-feira e vida profissional: fomos jantar a um dos melhores restaurantes de Amsterdão como celebração da época natalícia, a convite da empresa onde o Nuno trabalha.
Apesar de lá fora a noite estar gelada e de Amsterdão ser conhecida pela sua pragmaticidade, foi muito agradável constatar que a cidade também pode ser elegante.
Patrícia
A beleza e aroma das rosas e a dor dos seus espinhos
Sexta-feira terminei um ciclo que começou há quase dois anos. Trabalhei, neste tempo, provavelmente na atmosfera mais internacional que terei ao longo da minha vida profissional. Só no meu piso, tinha colegas dos seguintes países: Holanda, Marrocos, Itália, Inglaterra, China, Camarões, Tunísia, Japão, Zâmbia, Venezuela, Rússia, França, EUA, França, Chile, Alemanha, Arménia, Espanha, Bulgária, Hungria, Letónia, Polónia e Finlândia. Nos outros pisos, trabalhavam pessoas da Irlanda, África do Sul, Argentina, Escócia, Malásia, Índia...
Já tinha tido uma experiência internacional, quando vivi e estudei na Suíça mas o contexto era completamente diferente.
Na Fundação onde trabalhei, e enquanto lá trabalhei, vi passar uma pessoa do Gana, de Trindade e Tabaco, Dinamarca, Suécia, Bélgica e Brasil. Posso dizer que a exposição à variedade e diversidade de culturas e abordagens (havia gente com experiências muito distintas) é, uma das, provavelmente a maior, grande valia que levo comigo.
Mas há outra mudança acentuada que ocorreu em mim fruto da experiência nesta organização. Neste tempo trabalhei não só com Portugal (onde desenvolvi bastantes contactos na minha área) mas com as regiões de África e Médio Oriente. Quando iniciei o meu trabalho tinha, como a maior parte dos europeus médios, uma ideia muito negativa, negra, quase de causa perdida sobre África. Hoje creio que, apesar de muitas tragédias ocorrerem naquele continente, muito daquilo que pensava era ignorância. Hoje sei um pouco mais sobre aquele fantástico, e no entanto tão misterioso, continente com o qual desenvolvi uma relação bastante forte. Tão forte que, me fará continuar a olhar para, e, voltar a, ele.
Sobretudo com África subsahaariana e com a causa especifica do impacto que a educação feminina pode ter no desenvolvimento destes países. Mas a isto voltarei noutro post.
Ou seja, posso dizer que mais do que um desenvolvimento técnico, tive que ter (necessariamente) uma maior abertura na minha percepção do mundo e nas competências sociais exigidas para desenvolver contactos e relações profissionais. Trabalhei (para além da minha competência técnica na área fiscal) na área do marketing (onde fiz targeting e benchmark) e vendas; no desenvolvimento de produtos; na construção, negociação e formalização de contratos com autores externos e redes de contactos. Tive acesso a pessoas e ocasiões que nunca teria noutras circunstâncias, por exemplo, jantei numa tenda erguida para o efeito a 500 metros das pirâmides de Gisé.
Não se pense que tudo foi um mar de rosas. Acredito que poderia ser muito melhor mas simplesmente não acredito na direcção daquela organização. E isso levou à minha saída. Com alguma pena, verdade, porque acredito no potencial que aquela organização tem mas com os olhos postos para a frente e um novo desafio que começará já no início do próximo ano.
E vão sendo estas experiências que nos fazem continuar a crescer.
Patrícia
Já tinha tido uma experiência internacional, quando vivi e estudei na Suíça mas o contexto era completamente diferente.
Na Fundação onde trabalhei, e enquanto lá trabalhei, vi passar uma pessoa do Gana, de Trindade e Tabaco, Dinamarca, Suécia, Bélgica e Brasil. Posso dizer que a exposição à variedade e diversidade de culturas e abordagens (havia gente com experiências muito distintas) é, uma das, provavelmente a maior, grande valia que levo comigo.
Mas há outra mudança acentuada que ocorreu em mim fruto da experiência nesta organização. Neste tempo trabalhei não só com Portugal (onde desenvolvi bastantes contactos na minha área) mas com as regiões de África e Médio Oriente. Quando iniciei o meu trabalho tinha, como a maior parte dos europeus médios, uma ideia muito negativa, negra, quase de causa perdida sobre África. Hoje creio que, apesar de muitas tragédias ocorrerem naquele continente, muito daquilo que pensava era ignorância. Hoje sei um pouco mais sobre aquele fantástico, e no entanto tão misterioso, continente com o qual desenvolvi uma relação bastante forte. Tão forte que, me fará continuar a olhar para, e, voltar a, ele.
Sobretudo com África subsahaariana e com a causa especifica do impacto que a educação feminina pode ter no desenvolvimento destes países. Mas a isto voltarei noutro post.
Ou seja, posso dizer que mais do que um desenvolvimento técnico, tive que ter (necessariamente) uma maior abertura na minha percepção do mundo e nas competências sociais exigidas para desenvolver contactos e relações profissionais. Trabalhei (para além da minha competência técnica na área fiscal) na área do marketing (onde fiz targeting e benchmark) e vendas; no desenvolvimento de produtos; na construção, negociação e formalização de contratos com autores externos e redes de contactos. Tive acesso a pessoas e ocasiões que nunca teria noutras circunstâncias, por exemplo, jantei numa tenda erguida para o efeito a 500 metros das pirâmides de Gisé.
Não se pense que tudo foi um mar de rosas. Acredito que poderia ser muito melhor mas simplesmente não acredito na direcção daquela organização. E isso levou à minha saída. Com alguma pena, verdade, porque acredito no potencial que aquela organização tem mas com os olhos postos para a frente e um novo desafio que começará já no início do próximo ano.
E vão sendo estas experiências que nos fazem continuar a crescer.
Patrícia
12.12.08
atacadores
Comprámos umas botas xpto ao Diogo. Ele escolheu o modelo, garantiu que eram aquelas mesmas que queria e fizemos-he a vontade pois sabíamos que ele precisava mesmo de botas capazes de enfrentar um Inverno duro e muita pancada nos jogos de bola na escola.
O problema é que as botas têm atacadores, ele não sabe fazer os laços e não tem mostrado muita vontade de aprender. Apesar da nossa pressão, ao fim de 2 meses continua a não ser capaz de se desenrascar sozinho.
Ou melhor, ele desenrasca-se pedindo a amigos, professoras e afins, mas não faz sozinho. Para ser honesto, não me desagrada inteiramente que ele se safe dessa maneira: demonstra engenho e capacidades sociais. Mas incomoda-me que não se empenhe em fazer as coisas por si.
Nuno
O problema é que as botas têm atacadores, ele não sabe fazer os laços e não tem mostrado muita vontade de aprender. Apesar da nossa pressão, ao fim de 2 meses continua a não ser capaz de se desenrascar sozinho.
Ou melhor, ele desenrasca-se pedindo a amigos, professoras e afins, mas não faz sozinho. Para ser honesto, não me desagrada inteiramente que ele se safe dessa maneira: demonstra engenho e capacidades sociais. Mas incomoda-me que não se empenhe em fazer as coisas por si.
Nuno
11.12.08
férias de Natal
Mais uma vez o drama das férias em Portugal.
Vamos ficar uma semana, só para passar o Natal. Mas já temos os dias todos ocupados, de tal forma que se torna impossível planear o mais pequeno momento para nós.
Incrivelmente frustrante, pois são os únicos períodos em que poderíamos descansar. A vida aqui não dá tréguas, entre trabalho e as milhentas obrigações andamos sempre a correr. E depois chegam as férias e somos sovados pelas infinitas exigências.
É o preço a pagar pela possibilidade de tocar terra de novo.
Nuno
Vamos ficar uma semana, só para passar o Natal. Mas já temos os dias todos ocupados, de tal forma que se torna impossível planear o mais pequeno momento para nós.
Incrivelmente frustrante, pois são os únicos períodos em que poderíamos descansar. A vida aqui não dá tréguas, entre trabalho e as milhentas obrigações andamos sempre a correr. E depois chegam as férias e somos sovados pelas infinitas exigências.
É o preço a pagar pela possibilidade de tocar terra de novo.
Nuno
um Diogo para cada menina
Para recordação...
A Catarina comentou há dias que uma amiga da escola tinha ido para casa com a sua mamã, o seu papá e o seu Diogo.
Nuno
A Catarina comentou há dias que uma amiga da escola tinha ido para casa com a sua mamã, o seu papá e o seu Diogo.
Nuno
saudades por antecipação
Por vezes dou por mim a olhar para nós e a pensar como no futuro vou sentir saudades do que somos agora.
Os pequenotes estão em idades fabulosas, cada um à sua maneira e os dois em conjunto. Fazem uma dupla hilariante, vezes sem conta fico num canto a rir enquanto assisto às suas discussões ou brincadeiras.
A sua cumplicidade é estonteante, juntos construíram um mundo completamente à parte, no qual só eles se entendem. Espero que mantenham isso. Bem nos esforçamos por incentivar ambos a olharem um para o outro como melhores amigos para sempre.
Nuno
Os pequenotes estão em idades fabulosas, cada um à sua maneira e os dois em conjunto. Fazem uma dupla hilariante, vezes sem conta fico num canto a rir enquanto assisto às suas discussões ou brincadeiras.
A sua cumplicidade é estonteante, juntos construíram um mundo completamente à parte, no qual só eles se entendem. Espero que mantenham isso. Bem nos esforçamos por incentivar ambos a olharem um para o outro como melhores amigos para sempre.
Nuno
quero alguém dê-me
é a frase obrigatória da Catarina à hora de jantar. Come duas garfadas e depois quer que um de nós a ponha ao colo e lhe dê à boca.
Se não o fazemos recusa-se a comer. O que com ela é um problema pois está cada vez mais holandesa: leite, pão, queijo, carne e pouco mais.
Nuno
Se não o fazemos recusa-se a comer. O que com ela é um problema pois está cada vez mais holandesa: leite, pão, queijo, carne e pouco mais.
Nuno
gritos
A Catarina descobriu o poder dos gritos. E usa essa técnica sem qualquer pudor, seja nas suas disputas com o irmão seja para chamar a nossa atenção para algo que quer.
Grande guerra que vai ser. No outro dia teve um mini-castigo por causa disso mas só lá irá com o tempo.
Nuno
Grande guerra que vai ser. No outro dia teve um mini-castigo por causa disso mas só lá irá com o tempo.
Nuno
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